Expedição leva atendimentos médicos e cirurgias para povo Sateré-Mawé no Amazonas

Resumo

  • A ação vai levar atendimentos médicos, odontológicos e cirurgias de média e baixa complexidade para os povos indígenas da Terra Indígena (TI) Andirá Marau, localizada na divisa entre o Amazonas e o Pará.
  • 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O mutirão de saúde terá duração de uma semana e vai atender o público adulto e infantil.
  • “Estas ações são muito importantes se considerarmos a dificuldade de acesso que as populações indígenas têm a atendimentos especializados e, principalmente, a cirurgias”, destaca o médico Ricardo Affonso Ferreira, presidente e fundador da EDS.
  • A ação conta com a parceria institucional da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei Parintins), de apoiadores locais e da própria comunidade, que auxilia nas obras necessárias para receber os atendimentos.

Grupo ‘Expedicionários da Saúde’ no Amazonas — Foto: Divulgação

A organização voluntária Expedicionários da Saúde (EDS) inicia, no próximo dia 24 de julho, a sua 58ª expedição na floresta Amazônica. A ação vai levar atendimentos médicos, odontológicos e cirurgias de média e baixa complexidade para os povos indígenas da Terra Indígena (TI) Andirá Marau, localizada na divisa entre o Amazonas e o Pará.

Os atendimentos serão concentrados na região da Ilha Michiles, com foco na população do povo Sateré-Mawé, etnia majoritária na localidade, conhecida culturalmente pelo ritual da tucandeira e pela produção do guaraná.

O mutirão de saúde terá duração de uma semana e vai atender o público adulto e infantil. Entre os serviços previstos na meta da expedição estão:

  • Cirurgias: procedimentos oftalmológicos (principalmente catarata e pterígio);
  • Exames: ultrassonografias gerais e exames laboratoriais;
  • Consultas especializadas: atendimentos na área de ginecologia
  • Odontologia: avaliações, profilaxia (limpeza), orientações de higiene bucal, cirurgia oral menor e atendimento a Pacientes com Necessidades Especiais (PNE) em centro cirúrgico móvel.

“Estas ações são muito importantes se considerarmos a dificuldade de acesso que as populações indígenas têm a atendimentos especializados e, principalmente, a cirurgias”, destaca o médico Ricardo Affonso Ferreira, presidente e fundador da EDS.

Logística e 20 toneladas de equipamentos

Esta é a primeira vez em dez anos que o grupo retorna à região para realizar procedimentos cirúrgicos. A última ação na TI Andirá Marau ocorreu em 2016, durante a 35ª expedição da ONG. Na ocasião, a estrutura foi montada na Escola Indígena São Pedro, resultando em 1.800 atendimentos médicos e quase 5 mil exames.

“Após tanto tempo, já existem novas demandas de cirurgia, em especial de catarata, a nossa especialidade, pois, como é uma doença que surge com a idade, sempre aparecem novos casos”, explica Genário Kanashiro, diretor de operações da EDS.

A ação conta com a parceria institucional da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei Parintins), de apoiadores locais e da própria comunidade, que auxilia nas obras necessárias para receber os atendimentos. Segundo a organização, parte das melhorias estruturais feitas para o mutirão permanecerá de forma definitiva para a comunidade da Ilha Michiles.

Em 23 anos de atuação, a ONG Expedicionários da Saúde já realizou 57 expedições, somando mais de 10 mil cirurgias, 70 mil atendimentos e 126 mil exames na região amazônica.

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