Resumo
- 380 focos, um crescimento de 271% em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
- Durante o voo, a tripulação verifica a localização das chamas, avalia as condições da área e ajusta a trajetória para fazer os lançamentos com segurança e precisão.
- Manaus registra melhora na qualidade do ar nesta terça, mas segue como cidade mais poluída do Brasil’Mais grave do que eu imaginava’, diz ministro sobre queimadas no AM após sobrevoo em áreas afetadasMinistro do Meio Ambiente ameniza divergência com governo do AM por ajuda no combate às queimadas e defende integração Fumaça encobre Manaus O avanço das queimadas também afeta a qualidade do ar na capital amazonense.
- Com isso, a capital registrou a pior qualidade do ar do Brasil pelo quinto dia consecutivo, de acordo com dados da plataforma internacional IQAir.
Cargueiros militares da FAB vão apoiar combate aos incêndios florestais no Amazonas
As 11 aeronaves mobilizados pelo governo federal para combater os incêndios florestais no Amazonas atuam em diferentes regiões do estado. A frota é formada por seis aviões Air Tractor, um cargueiro KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), três helicópteros e um avião Caravan.
Quatro aviões Air Tractor foram destinados a Autazes e ao entorno de Manaus, com operação a partir da Base Aérea da capital. Outros dois estão previstos para atuar na região de Itacoatiara. Já o KC-390 foi empregado no combate às chamas na região de Parintins e tem previsão de realizar novos voos também em Itacoatiara.
Os aviões Air Tractor, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), são usados para lançar água sobre as áreas atingidas pelo fogo. O KC-390 tem capacidade para despejar até 12 mil litros de água em uma única passagem.
Além dessas aeronaves, três helicópteros são utilizados no transporte de brigadistas e equipamentos. Um avião Caravan também integra a operação, com função de apoio logístico às equipes. Em Itacoatiara, está sendo estruturada uma base de apoio às operações aéreas.
Na segunda-feira (12), as condições de visibilidade prejudicaram as operações aéreas. Segundo o Ibama, apenas o KC-390 realizou voos para lançar água, enquanto três helicópteros atuaram no apoio logístico. A fumaça intensa impediu que as demais aeronaves voassem.
De acordo com a FAB, o KC-390 realizou três viagens na região do Baixo Amazonas, nas proximidades de Parintins. Para esta terça-feira (13), a previsão é de mais três voos: um em Parintins e dois em Itacoatiara.
A mobilização ocorre em meio ao aumento dos incêndios no estado. Nos dez primeiros dias de outubro, o Amazonas registrou 1.380 focos, um crescimento de 271% em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados do Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
Como atua o avião da FAB
O KC-390 é uma das aeronaves empregadas no combate às chamas. O cargueiro militar pode lançar até 12 mil litros de água em uma única passagem sobre as áreas atingidas pelo fogo.
O trabalho começa antes da decolagem, com o planejamento da missão e a identificação dos focos que precisam ser combatidos. Durante o voo, a tripulação verifica a localização das chamas, avalia as condições da área e ajusta a trajetória para fazer os lançamentos com segurança e precisão.
A operação do governo federal começou no domingo (11), diante do agravamento das queimadas no Amazonas. Aviões e helicópteros foram mobilizados para sobrevoar a região, identificar focos de incêndio e mapear áreas críticas.
O KC-390 começou a realizar sobrevoos na segunda-feira (12). Segundo o comandante do Esquadrão Zeus, tenente-coronel aviador Daniel Souza, a equipe encontrou uma grande quantidade de fumaça logo após a decolagem.
Os militares passaram a procurar os focos mais críticos para definir os locais prioritários para o lançamento de água.
“Logo que decolamos, já verificamos uma grande quantidade de fumaça na região. A partir daí, começamos a procurar os focos de incêndio que fossem mais críticos e que necessariamente precisavam ser combatidos. Iniciamos nossas aproximações com segurança e dentro de todo o planejamento que tínhamos feito. Então, iniciamos o lançamento da água”, afirmou.
- Manaus registra melhora na qualidade do ar nesta terça, mas segue como cidade mais poluída do Brasil
- ‘Mais grave do que eu imaginava’, diz ministro sobre queimadas no AM após sobrevoo em áreas afetadas
- Ministro do Meio Ambiente ameniza divergência com governo do AM por ajuda no combate às queimadas e defende integração
Fumaça encobre Manaus
O avanço das queimadas também afeta a qualidade do ar na capital amazonense. Na segunda-feira (12), Manaus permaneceu encoberta pela fumaça devido à baixa capacidade da atmosfera de dispersar os poluentes, segundo a meteorologista Andrea Ramos.
Com isso, a capital registrou a pior qualidade do ar do Brasil pelo quinto dia consecutivo, de acordo com dados da plataforma internacional IQAir.
Andrea Ramos explicou que os focos de queimadas ativos na região contribuem para manter a poluição próxima à superfície. Normalmente, o aquecimento ao longo do dia favorece a dispersão dos poluentes, mas esse processo não foi suficiente para reduzir a concentração de fumaça na segunda-feira.
Cargueiro da FAB inicia operação contra incêndios no Amazonas; previsão é de 3 voos por dia — Foto: Foto: Divulgação/FAB
Cargueiro da FAB inicia operação contra incêndios no Amazonas; previsão é de 3 voos por dia — Foto: Foto: Divulgação/FAB