Resumo
- A ação faz parte da Operação Gaspar, iniciada no final de julho na calha do Purus, reunindo fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e policiais militares.
- E aqui nós estamos nas conexões com as terras indígenas, com a Terra Indígena Deni, com a Terra Indígena Suruwaha e uma terra também que está em processo de demarcação”, explicou o servidor da Funai, Edilson Ramalho.
- O foco da operação é coibir a caça e a pesca predatórias que ameaçam a fauna amazônica e impactam diretamente o modo de vida das populações tradicionais.
- “O nosso objetivo aqui é tentar preservar o meio ambiente, esse trabalho em conjunto, em parceria, e beneficiar realmente os moradores tradicionais, que são os povos indígenas aqui do Rio Purus”, ressaltou Walmir Nogueira, servidor do Ibama.
Ação integrada de fiscalização deve durar nos próximos meses no Amazonas — Foto: Divulgação
Ação integrada de fiscalização deve durar nos próximos meses no Amazonas — Foto: Divulgação
Uma operação ambiental integrada resgatou 176 quelônios e ovos mantidos em cativeiro ilegal no Rio Cuniuá, afluente do Rio Purus, no interior do Amazonas. A ação, realizada durante a madrugada de terça-feira (18), resultou na interceptação de duas embarcações e gerou um prejuízo de mais de R$ 2 milhões em multas aos infratores.
A ação faz parte da Operação Gaspar, iniciada no final de julho na calha do Purus, reunindo fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e policiais militares.
Além dos quelônios, os agentes encontraram 236 ovos de tartarugas e tracajás em praias da região para garantir o ciclo de eclosão que foram reenterrados. A ofensiva também apreendeu 120 kg de pirarucu e redes de malha utilizadas para a captura ilegal dos animais.
Segundo a fiscalização, as abordagens ocorreram em pontos estratégicos do rio, próximos a limites com áreas protegidas.
Agora no g1
“Hoje fizemos algumas abordagens, algumas apreensões. E aqui nós estamos nas conexões com as terras indígenas, com a Terra Indígena Deni, com a Terra Indígena Suruwaha e uma terra também que está em processo de demarcação”, explicou o servidor da Funai, Edilson Ramalho.
O foco da operação é coibir a caça e a pesca predatórias que ameaçam a fauna amazônica e impactam diretamente o modo de vida das populações tradicionais.
“O nosso objetivo aqui é tentar preservar o meio ambiente, esse trabalho em conjunto, em parceria, e beneficiar realmente os moradores tradicionais, que são os povos indígenas aqui do Rio Purus”, ressaltou Walmir Nogueira, servidor do Ibama.
As duas embarcações e todo o apetrecho recolhidos foram apreendidos. A Operação Gaspar atua na calha do Rio Purus de forma contínua e não tem data para terminar.