Resumo
- Lucas Macedo/g1 AM Mesmo com a melhora na qualidade do ar em relação aos piores momentos da fumaça registrados recentemente, Manaus continuava na primeira posição entre as cidades com o ar mais poluído do Brasil na manhã desta sexta-feira (30).
- 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp 🔎 A qualidade do ar é considerada boa pelo Selva quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³.
- Aulas são suspensas em Parintins As aulas da rede estadual de ensino em Parintins, no interior do Amazonas, foram suspensas em todos os turnos na quinta-feira (29), por causa da piora na qualidade do ar.
- Nos campi da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) no município, as aulas também foram suspensas ao longo da quinta-feira.
Qualidade do ar melhora em Manaus nesta sexta-feira — Foto: Lucas Macedo/g1 AM
Qualidade do ar melhora em Manaus nesta sexta-feira — Foto: Lucas Macedo/g1 AM
Mesmo com a melhora na qualidade do ar em relação aos piores momentos da fumaça registrados recentemente, Manaus continuava na primeira posição entre as cidades com o ar mais poluído do Brasil na manhã desta sexta-feira (30). Ao mesmo tempo, municípios do interior do Amazonas registravam concentrações ainda mais altas de partículas poluentes, segundo dados do monitoramento ambiental.
Por volta das 6h20, a capital amazonense apresentava Índice de Qualidade do Ar (AQI) de 148, considerado prejudicial para grupos sensíveis, de acordo com a plataforma global IQAir.
O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também apontava índices preocupantes em diferentes pontos da capital. No bairro Morro da Liberdade, por exemplo, a concentração de partículas chegou a 55,1 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
🔎 A qualidade do ar é considerada boa pelo Selva quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima desse nível, os índices passam por classificações que variam de moderada a péssimo, conforme a escala utilizada pelo sistema.
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Interior do Amazonas registra índices mais altos
Confira os índices registrados:
- Vila Amazônia: 241,2 µg/m³;
- Maués: 181,8 µg/m³;
- Parintins: 171,6 µg/m³;
- Barreirinha: 129,6 µg/m³;
- Itapiranga: 125,9 µg/m³;
- Nhamundá: 115,6 µg/m³;
- Iranduba: 85,9 µg/m³.
Aulas são suspensas em Parintins
As aulas da rede estadual de ensino em Parintins, no interior do Amazonas, foram suspensas em todos os turnos na quinta-feira (29), por causa da piora na qualidade do ar. A medida segue as recomendações dos órgãos responsáveis pelo monitoramento ambiental e tem como objetivo proteger a saúde de estudantes e profissionais da educação.
Mais de 23 mil estudantes foram afetados pela suspensão. Os alunos que estavam nas escolas foram orientados a voltar para casa.
Segundo a Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, a previsão é que as aulas sejam retomadas normalmente na terça-feira (3). A sexta-feira (30) já era prevista como ponto facultativo no calendário escolar, em alusão ao Dia do Servidor Público, e a segunda-feira (2) é feriado de Finados.
A secretaria informou ainda que as estratégias para reposição das atividades pedagógicas estão previstas em uma nota técnica enviada às unidades de ensino em setembro.
A suspensão também atingiu outras instituições de ensino em Parintins. No Instituto Federal do Amazonas (Ifam), as atividades foram suspensas até 6 de novembro, por decisão do comitê de crise da instituição.
Nos campi da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) no município, as aulas também foram suspensas ao longo da quinta-feira. Juntas, as duas instituições tiveram mais de 3,2 mil estudantes afetados.
Queimadas no Pará podem levar fumaça ao Amazonas
Na segunda-feira (26), o governador do Amazonas, Roberto Cidade, afirmou que a fumaça das queimadas no sul do Pará pode chegar ao estado nos próximos dias. Segundo ele, os focos de incêndio estão concentrados principalmente na região de Itaituba, próxima à divisa entre os dois estados.
Durante uma coletiva de imprensa, Cidade disse que o governo do Amazonas pretende entrar em contato com o governo do Pará para discutir medidas de combate aos incêndios.
De acordo com o governador, a fumaça não deve chegar imediatamente, mas pode atingir o Amazonas em dois ou três dias.
“Grande parte de onde está tendo queimadas é no sul do Pará, é ali em Itaituba, na fronteira com o nosso estado, ali no Baixo Amazonas. Nós já estamos trabalhando para que a gente possa fazer a nossa parte aqui no nosso estado, mas também vou pedir junto com a nossa equipe para entrar em contato com o governo do Pará”, afirmou.
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