Resumo
- 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Relembre os melhores momentos do Garantido em 2025 O Garantido venceu em 2025 com tema “Boi do povo, boi do povão”, conquistando seu 33º título.
- Patrick Marques, g1 AM Na primeira noite, a cunhã-poranga Isabelle Nogueira representou a lenda indígena Tapyra’yawara e se transformou em uma onça durante a apresentação inspirada em cosmologias de povos originários da Amazônia.
- Durante a homenagem, o levantador de toadas David Assayag e o amo amo do boi, João Paulo Faria, cantaram a toada histórica do Boi do Povão, “Vermelho”, composição de Chico da Silva.
- Patrick Marques/g1 AM Relembre os melhores momentos do Caprichoso em 2025 Em 2025, o boi Caprichoso defendeu o tema “É tempo de retomada”, exaltando a força dos povos da floresta.
Caprichoso e Garantido na última noite do Festival de Parintins — Foto: Arthur Castro e Patrick Marques
Caprichoso e Garantido na última noite do Festival de Parintins — Foto: Arthur Castro e Patrick Marques
A cidade de Parintins, conhecida por se dividir entre as cores azul e vermelha, recebe nesta semana milhares de turistas para a 59ª edição do Festival. A disputa entre os bois Caprichoso e Garantido será realizada nos dias 26, 27 e 28 de junho.
Antes da festa começar, o g1 relembra os principais momentos da edição de 2025, que marcaram dentro e fora da arena.
O 58º Festival teve apresentações que encantaram o público, mas também foi marcado por rumores de substituição de levantador, estreias, despedidas e até acusações de manipulação de resultado.
Relembre os melhores momentos do Garantido em 2025
O Garantido venceu em 2025 com tema “Boi do povo, boi do povão”, conquistando seu 33º título. O apresentador Israel Paulain surgiu da arquibancada, no meio da galera encarnada, e realizou a tradicional contagem encarnada. Outro destaque foi a estreia de Jeveny Mendonça, como porta-estandarte do Boi Garantido.
Jeve evoluiu com elegância e representou o pavilhão encarnado diante dos jurados — Foto: Patrick Marques, g1 AM
Jeve evoluiu com elegância e representou o pavilhão encarnado diante dos jurados — Foto: Patrick Marques, g1 AM
Na primeira noite, a cunhã-poranga Isabelle Nogueira representou a lenda indígena Tapyra’yawara e se transformou em uma onça durante a apresentação inspirada em cosmologias de povos originários da Amazônia.
Cunhã-poranga Isabelle vira onça em lenda indígena durante apresentação do Garantido — Foto: Patrick Marques, g1 AM
Cunhã-poranga Isabelle vira onça em lenda indígena durante apresentação do Garantido — Foto: Patrick Marques, g1 AM
O boi também homenageou a advogada Eunice Paiva, viúva do ex-deputado Rubens Paiva, morto na ditadura militar brasileira. A lembrança foi conduzida pelo amo do boi, que citou o filme “Ainda Estou Aqui”, produção que retrata a trajetória da família após o desaparecimento de Rubens Paiva.
Na segunda noite, David Assayag se apresentou como levantador de toadas, após rumores de substituição que circularam nas redes sociais e foram desmentidos pelo próprio artista.
Outro ponto alto da segunda noite, o Garantido homenageou as tacacazeiras da Baixa do São José, bairro berço do boi. Durante a apresentação, a rainha do folclore do Garantido, Lívia Mendonça, surgiu de dentro da alegoria.
Na última noite, o boi prestou homenagem ao histórico cantor, compositor, poeta e parintinense, Chico da Silva. Durante a homenagem, o levantador de toadas David Assayag e o amo amo do boi, João Paulo Faria, cantaram a toada histórica do Boi do Povão, “Vermelho”, composição de Chico da Silva.
Garantido homenageia poeta parintinense Chico da Silva, compositor da histórica toada ‘Vermelho’ — Foto: Patrick Marques/g1 AM
Garantido homenageia poeta parintinense Chico da Silva, compositor da histórica toada ‘Vermelho’ — Foto: Patrick Marques/g1 AM
Outro momento que marcou a apresentação do Garantido da última noite foi a despedida do pajé Denildo Piçanã. A mudança foi anunciada durante a apresentação do boi, quando o amo João Paulo Faria revelou a saída do item oficial. Em seguida, o apresentador Israel Paulain confirmou que o posto passaria a ser ocupado pelo filho, Denison Piçanã, em uma transição familiar dentro do item.
Garantido na última noite do Festival de Parintins 2025 — Foto: Patrick Marques/g1 AM
Garantido na última noite do Festival de Parintins 2025 — Foto: Patrick Marques/g1 AM
Relembre os melhores momentos do Caprichoso em 2025
Em 2025, o boi Caprichoso defendeu o tema “É tempo de retomada”, exaltando a força dos povos da floresta. Na abertura do festival, o boi azul e branco fez um forte apelo pela demarcação da terra indígena Tupinambá. O ato contou com a participação do pajé Erik Beltrão, da cunhã-poranga Marciele Albuquerque, de representantes dos povos originários, além do Manto Tupinambá do Século 21.
Caetano Medeiros estreia como amo no Festival de Parintins 2025 — Foto: Patrick Marques, g1 AM
Caetano Medeiros estreia como amo no Festival de Parintins 2025 — Foto: Patrick Marques, g1 AM
Estreante, o amo do Boi Caprichoso, Caetano Medeiros, se apresentou à frente da vaqueirada azulada. Já a cunhã-poranga do Boi Caprichoso, se transformou em um gavião durante sua apresentação na primeira noite. Durante a evolução individual, a indumentária de Marciele ganhou movimento e a item se transformou na ave, em uma performance ligada à simbologia amazônica.
Cunhã-poranga do Caprichoso ganha vida e vira gavião na primeira noite do festival — Foto: Patrick Marques, g1 AM
Cunhã-poranga do Caprichoso ganha vida e vira gavião na primeira noite do festival — Foto: Patrick Marques, g1 AM
Na segunda noite, uma releitura emocionou os torcedores: a toada, de 1996, “Réquiem – Prece aos Espíritos”. A toada faz uma homenagem às raízes indígenas e à espiritualidade ancestral. A canção foi entoada enquanto um módulo alegórico com pajés foi içado por um guindaste durante a evolução coreográfica.
Outro ponto alto da noite foi a apresentação da gigante alegoria que representava a lenda amazônica “Sacaca Merandolino: O Encantador de Arapiuns”, surgiu a rainha do Folclore do Caprichoso Cleise Simas.
Boi Caprichoso no encerramento da segunda noite do 58º Festival Folclórico de Parintins — Foto: Patrick Marques/g1 AM
Boi Caprichoso no encerramento da segunda noite do 58º Festival Folclórico de Parintins — Foto: Patrick Marques/g1 AM
O Boi Caprichoso abriu a terceira e última noite do Festival de Parintins. Um dos destaques da noite, foi uma enorme ‘cobra grande’ que surgiu no meio da galera e ganhou vida, enquanto na arena o módulo alegórico revelou a cunhã-poranga Marciele Albuquerque, representando a mãe das mães.
O ex-levantador de toadas Edilson Santana foi convidado pelo boi e interpretou a toada “Utopia Cabocla”. A filha de Chico Mendes, Angela Mendes, entrou no bumbódromo ao lado da faixa “Amazônia de pê”. O módulo alegórico ganhou os céus e trouxe o mapinguari e a porta-estandarte Marcela Marialva.
Bandeira levantada em homenagem do Caprichoso a Chico Mendes no Festival de Parintins — Foto: Patrick Marques/g1 AM
Bandeira levantada em homenagem do Caprichoso a Chico Mendes no Festival de Parintins — Foto: Patrick Marques/g1 AM
Fora da arena, a saída do presidente do Caprichoso, Rossy Amoedo, durante a apuração das notas também repercutiu entre o público. Ele deixou o Bumbódromo durante a leitura das notas em protesto contra as pontuações recebidas pelo boi azul e branco, o presidente também acusou a manipulação dos jurados.