Resumo
- 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Durante a sessão, também serão realizados os interrogatórios dos réus e os debates entre Ministério Público e defesa.
- Reprodução Relembre o caso Débora da Silva Alves desapareceu no dia 29 de julho de 2023, após sair de casa para encontrar Gil Romero Machado Batista, apontado pela polícia como pai do bebê que ela esperava.
- O Ministério Público afirma ainda que, após o crime, o bebê foi retirado do ventre da jovem e jogado no rio.
- Já Gil Romero fugiu para o município de Curuá, no Pará, onde foi localizado e preso em 8 de agosto de 2023, após uma operação das polícias civis do Amazonas e do Pará.
Caso Débora: julgamento dos acusados de matar jovem grávida em Manaus inicia nesta quarta-feira — Foto: Jucelio Paiva/Rede Amazônica
Caso Débora: julgamento dos acusados de matar jovem grávida em Manaus inicia nesta quarta-feira — Foto: Jucelio Paiva/Rede Amazônica
Dois homens acusados de matar a jovem grávida Débora da Silva Alves, de 18 anos, vcomeçam a ser julgados em júri popular nesta quarta-feira (27), em Manaus. Débora da Silva Alves foi assassinada em julho de 2023, na Zona Leste da capital amazonense. O bebê que ela esperava também morreu.
Os réus, Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva, respondem pelos crimes de duplo homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro, violência doméstica e ocultação de cadáver.
O julgamento ocorre na 2ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus. Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), oito testemunhas foram indicadas pela acusação. As defesas arrolaram nove testemunhas para Gil Romero e cinco para José Nilson.
Durante a sessão, também serão realizados os interrogatórios dos réus e os debates entre Ministério Público e defesa. Os dois acusados estão presos preventivamente desde a época do crime. O processo tramita em segredo de Justiça.
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A mãe de Débora, Paula Cristina Souza da Silva, disse à Rede Amazônica que espera a condenação dos acusados.
“Trazer minha filha de volta não vai, mas a gente quer que a justiça seja feita. A expectativa é que ele saia daqui condenado pela pena máxima e continue preso”, afirmou.
Ela também falou sobre a dor enfrentada pela família desde o crime.
“Uma mãe nunca vai esquecer a forma como viu a filha. Pode passar 20, 30 anos. Eu nunca vou esquecer a barbaridade que fizeram com a minha filha e com meu neto”, disse.
A tia da vítima, Rita de Cássia Nascimento, afirmou que a família ainda vive o sofrimento causado pela perda. “O sentimento é o mesmo desde o primeiro dia. A dor, a angústia e o pedido de justiça continuam os mesmos”, declarou.
Segundo ela, a família deposita esperança no julgamento.
“Eu acredito que a justiça vai ser feita. Espero que seja um julgamento justo, mas que a justiça seja aplicada pela barbárie que fizeram com a minha sobrinha”, afirmou.
Gil Romero Machado Batista e Debora da Silva Alves — Foto: Reprodução
Gil Romero Machado Batista e Debora da Silva Alves — Foto: Reprodução
Relembre o caso
Débora da Silva Alves desapareceu no dia 29 de julho de 2023, após sair de casa para encontrar Gil Romero Machado Batista, apontado pela polícia como pai do bebê que ela esperava. Segundo as investigações, ele teria prometido entregar dinheiro para a compra do berço da criança.
O corpo da jovem foi encontrado no dia 3 de agosto daquele ano, em uma área de mata no bairro Mauazinho, Zona Leste de Manaus. Débora estava grávida de oito meses.
De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, a vítima foi asfixiada e teve o corpo queimado. A investigação aponta que o crime aconteceu dentro da área da Usina Termoelétrica Mauá 2.
Segundo denúncia do Ministério Público do Amazonas (MPAM), Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora e não queria assumir a gravidez. A motivação do crime teria sido esconder a relação e evitar as consequências da gestação.
Ainda conforme a denúncia, Gil Romero e José Nilson colocaram o corpo da vítima em um tonel e atearam fogo. O Ministério Público afirma ainda que, após o crime, o bebê foi retirado do ventre da jovem e jogado no rio.
José Nilson foi preso dias após o crime. Já Gil Romero fugiu para o município de Curuá, no Pará, onde foi localizado e preso em 8 de agosto de 2023, após uma operação das polícias civis do Amazonas e do Pará.
Durante as investigações, Gil Romero apresentou versões diferentes sobre o destino do bebê. Em um primeiro depoimento, afirmou que a criança havia sido queimada junto com a mãe. Depois, disse que retirou o bebê do ventre de Débora e jogou o corpo no rio.
Gil Romero Machado foi preso em Curuá, no Pará, suspeito de matar uma jovem grávida em Manaus — Foto: Redes Sociais
Gil Romero Machado foi preso em Curuá, no Pará, suspeito de matar uma jovem grávida em Manaus — Foto: Redes Sociais