Agricultora transforma batata-doce em chips e amplia renda com produção familiar em Roraima

Resumo

  • ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp 🍠💰 Kayllane começou a produção dos chips em fevereiro de 2026, com a ideia de criar uma renda própria.
  • A falta de chuva, o excesso de água no início do ano e as pragas afetaram o cultivo, mas os agricultores conseguiram se organizar para participar da feira, segundo Ana Carla, presidente da Associação dos Produtores Rurais do PA Nova Amazônia I (ASSTRF PANA).
  • Apesar do empecilho este ano, que foi a falta de chuva e também o excesso no começo do ano, além das pragas, conseguimos produzir e trazer os produtos até o evento”, explicou.
  • Entre os atrativos do evento, o público pode visitar o tradicional campo de girassóis, conhecer a fazendinha com pôneis, minivacas, cabras e ovelhas, comprar produtos da agricultura familiar e aproveitar a praça de alimentação, com restaurantes e música ao vivo.

Kayllane Sabrina transforma batata-doce cultivada pela família em chips. — Foto: Lucas Almeida/Rede Amazônica

Entre uma colheita e outra, a agricultora Kayllane Sabrina encontrou uma forma de transformar a produção da família em uma nova fonte de renda. A batata-doce cultivada na propriedade virou matéria-prima para a fabricação de chips, comercializados por ela na AgroBV 2026, realizada na zona rural de Boa Vista. O assunto foi um dos destaques do Amazônia Agro deste domingo (2).

A batata-doce é um tubérculo rico em carboidratos e fibras, que ajudam no fornecimento de energia ao organismo. Em 2025, a produção da raiz quase dobrou no Brasil, impulsionada pelo aumento do consumo.

🍠💰 Kayllane começou a produção dos chips em fevereiro de 2026, com a ideia de criar uma renda própria. Segundo ela, o início foi difícil porque muitas pessoas ainda não conheciam o produto.

“Minha avó já tinha a máquina, e usava [as batatas] mais para as feiras. Foi quando tive a ideia de fazer algo pra ter minha própria renda”, contou.

Formada na área de alimentos, a produtora usou o conhecimento técnico para desenvolver o produto. Segundo ela, foram necessários planejamento e testes até chegar ao resultado atual, com chips finos e crocantes.

Para ela, a produção dos chips também ampliou as opções de venda da família e agregou valor à batata-doce cultivada na propriedade.

“É uma alegria poder mostrar meu trabalho. Vê que as pessoas gostam do meu produto é gratificante”, afirmou.

LEIA TAMBÉM:

Agricultora Danielle Lira fabrica bolo e sucos co abacaxi produzido pela família em Roraima. — Foto: Lucas Almeida/Rede Amazônica

👩‍🌾 Além de Kayllane, outros agricultores familiares também apresentam produtos desenvolvidos a partir do que é cultivado nas propriedades. Danielle Lira, por exemplo, aproveita o abacaxi produzido pela família para fabricar alimentos como bolo, suco, caipirinha e mousse.

“No nosso estande vão poder encontrar os abacaxis e também derivados. Bolo, suco, temos também a caipirinha e mousse. E com muito esforço conseguimos trazer produtos de qualidade”, disse Danielle.

“É satisfatório. A gente vê o consumidor final dando a resposta para a gente, mostrando que está gostando do produto. Isso significa que o nosso trabalho está dando resultado”, ressaltou.

Apesar dos resultados, os produtores também enfrentam dificuldades para manter a produção. A falta de chuva, o excesso de água no início do ano e as pragas afetaram o cultivo, mas os agricultores conseguiram se organizar para participar da feira, segundo Ana Carla, presidente da Associação dos Produtores Rurais do PA Nova Amazônia I (ASSTRF PANA).

“Durante todo o ano a gente acaba se programando para essa data. Apesar do empecilho este ano, que foi a falta de chuva e também o excesso no começo do ano, além das pragas, conseguimos produzir e trazer os produtos até o evento”, explicou.

AgroBV 2026

Feira AgroBV 2026 deve receber 80 mil visitantes e movimentar mais de R$ 100 milhões

Feira AgroBV 2026 deve receber 80 mil visitantes e movimentar mais de R$ 100 milhões

A AgroBV 2026 segue até este domingo no Centro de Difusão Tecnológica (CDT), na região do Bom Intento, zona rural de Boa Vista. A expectativa da organização é que a feira receba cerca de 80 mil visitantes e movimente R$ 100 milhões em negócios nesta edição.

Entre os atrativos do evento, o público pode visitar o tradicional campo de girassóis, conhecer a fazendinha com pôneis, minivacas, cabras e ovelhas, comprar produtos da agricultura familiar e aproveitar a praça de alimentação, com restaurantes e música ao vivo.

A feira ocorre diariamente, das 8h30 às 18h30. Durante os quatro dias de programação, os visitantes também poderão percorrer de áreas demonstrativas com cultivos de milho, soja e capim. O evento ainda reúne exposição de tratores, caminhões, caminhonetes, drones, painéis solares, implementos agrícolas e outras tecnologias voltadas ao trabalho no campo.

Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Deixe um comentário