Primeiro dia da NN Logística 2026 tem forte adesão do público e Manaus como protagonista da indústria fluvial

Resumo

  • O evento, que acontece no Centro de Convenções Vasco Vasques, reúne mais de 7 mil visitantes, 100 expositores e cerca de 400 marcas, sendo um espaço de negócios e inovação.
  • 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Com forte presença de multinacionais, investimentos robustos e discussões estratégicas, o evento mostra já no primeiro dia que a Amazônia não é apenas parte da logística brasileira, é peça central no futuro do transporte sustentável e competitivo do país.
  • Em 2024, mesmo com uma seca severa, conseguimos manter o abastecimento, entregando mais de 16 mil toneladas de GLP em parceria com a Marinha e a Petrobras.
  • Programação Diálogos Hidroviáveis Dentro da programação, o fórum “Diálogos Hidroviáveis” já se consolida como um dos principais espaços de debate técnico e institucional do país, abordando temas como políticas públicas, sustentabilidade, modernização da frota e impactos climáticos.

NN Logística acontece no Centro de Convenções Vasco Vasquez. — Foto: Ilhams Sérgio/Divulgação NN Logística

O primeiro dia da NN Logística 2026, maior feira fluvial da América Latina, teve grande movimentação e alçou Manaus ao protagonismo no setor logístico do país nesta quarta-feira (22). O evento, que acontece no Centro de Convenções Vasco Vasques, reúne mais de 7 mil visitantes, 100 expositores e cerca de 400 marcas, sendo um espaço de negócios e inovação.

O movimento intenso surpreendeu até a organização. Segundo o idealizador da feira, David Semeguini, o público chegou antes do esperado. O idealizador também reforçou a diversidade do público e das empresas presentes.

“Temos cem expositores e mais de quatrocentas marcas, com participação nacional e internacional. É um evento muito abrangente, que reúne desde empresas de tintas, estaleiros e motores até logística e navegação. Todo o ecossistema da logística fluvial está aqui”, destacou.

Com forte presença de multinacionais, investimentos robustos e discussões estratégicas, o evento mostra já no primeiro dia que a Amazônia não é apenas parte da logística brasileira, é peça central no futuro do transporte sustentável e competitivo do país.

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O primeiro dia também evidenciou o potencial da feira como geradora de negócios. Para Constantino Lannes, CEO da Sennebogen, a movimentação já indica resultados concretos.

“Estamos muito satisfeitos. No ano passado já fechamos e alinhavamos negócios, e este ano o movimento está ainda melhor. Desde o primeiro dia vemos forte presença de empresários e da indústria, com interesse direto nos nossos produtos, especialmente na movimentação de cereais no Norte. Trouxemos equipamentos de alta tecnologia, mas simples de manter, ideais para uma região remota como a Amazônia, atuando no transbordo de grãos e fertilizantes”, disse.

A expansão da logística fluvial na região também foi tema recorrente entre os participantes. Daniel Andrade, gerente de segmento fluvial da Sotreq, destacou a evolução do evento e do mercado.

“O Arco Norte segue em expansão, e acompanhamos isso com presença em Manaus, Belém, Porto Velho e Itaituba. Também apresentamos soluções como o monitoramento de equipamentos, que melhora a gestão e agrega valor às operações”, disse ao ressaltar ainda o posicionamento estratégico da empresa.

A importância da logística fluvial para o abastecimento da região também foi reforçada por Cássio Lopes Guimarães, Gerente-Operação de Navios Cabotagem da Transpetro.

“Temos uma responsabilidade estratégica no transporte de combustíveis. Hoje, contamos com uma estrutura robusta, incluindo navios que operam na Amazônia, fundamentais para o abastecimento local. Em 2024, mesmo com uma seca severa, conseguimos manter o abastecimento, entregando mais de 16 mil toneladas de GLP em parceria com a Marinha e a Petrobras. Isso mostra a força da atuação integrada”, disse.

A Marinha do Brasil também destacou seu papel no desenvolvimento da navegação e da economia regional. O Contra-Almirante Sérgio Tadeu, Chefe do Estado Maior do Comando do 9º Distrito Naval, enfatizou a importância do evento.

“Mais do que um encontro logístico, este é um espaço para construção de soluções. A Marinha não atua apenas como reguladora, mas como parceira no desenvolvimento regional. A navegação é essencial para a região, e eventos como este fortalecem o diálogo sobre temas como cabotagem, transporte e construção naval”, disse.

Representando um dos principais players do evento, Marcello Di Gregorio, do Super Terminais, destacou o papel histórico da região.

“O Norte é resiliente. Essa é a palavra que define o Amazonas. É uma região que se reinventa e cresce, mesmo diante dos desafios. Esses diálogos são fundamentais, principalmente no contexto hidroviário. Os rios são parte essencial da nossa realidade e do nosso desenvolvimento”, disse.

Programação Diálogos Hidroviáveis

Dentro da programação, o fórum “Diálogos Hidroviáveis” já se consolida como um dos principais espaços de debate técnico e institucional do país, abordando temas como políticas públicas, sustentabilidade, modernização da frota e impactos climáticos.

No segundo dia de evento, a programação segue com painéis estratégicos:

  • 14h30 – Desenvolvimento da política pública da navegação interior, mediado por Adalberto Tokarski
  • 15h – Crise climática e adaptações na navegação fluvial, com participação de Renildo Barros (ANTAQ)
  • 16h30 – Manaus Moderna: projeto, execução e projeções, mediado por Dodó Carvalho

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