Projeto ampliará apoio a pesquisas científicas na Amazônia Legal

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) inicia o Sistema Amazônico de Laboratórios Satélites MCTI (SALAS MCTI), que é um projeto com a finalidade de instalar infraestruturas de apoio à pesquisa científica no território amazônico. A instituição da iniciativa foi publicada na edição desta segunda-feira (16) do Diário Oficial da União (DOU).

Por meio dele, a pasta ampliará as oportunidades para a pesquisa científica e formação de recursos humanos na Amazônia Legal; além de apoiar as atividades de pesquisa em diferentes áreas do conhecimento, servindo como ponto de apoio para os pesquisadores; mobilizar as unidades de pesquisas do MCTI na Amazônia Legal; e articular parcerias nacionais com foco na Amazônia Legal.

O SALAS MCTI será coordenado pela Secretaria de Pesquisa e Formação Científica (Sepef), do MCTI, que adotará, em articulação com as outras unidades do órgão, as medidas e ações necessárias para a gestão, implementação e monitoramento do projeto.

Amazônia Azul

Nesta segunda-feira (16) é celebrado o Dia Nacional da Amazônia Azul, que tem o objetivo de conscientizar os brasileiros sobre a importância de proteger nosso território marítimo.

Com 7,4 mil quilômetros de costa, o Brasil tem, sob nossa jurisdição, 3,5 milhões de quilômetros quadrados de espaço marítimo. Área que apenas o Brasil pode explorar economicamente e que, por conta das riquezas naturais e minerais abundantes, é chamada de Amazônia Azul, numa comparação à importância da floresta amazônica para o país.

Navegação, pesca, turismo, geração de energia renovável, e, principalmente, extração de petróleo e gás fazem da faixa oceânica fundamental para a economia e a soberania do país. A ponto de o Brasil pleitear junto à Organização das Nações Unidas (ONU) a ampliação do que é chamado de Zona Econômica Exclusiva (ZEE) em mais 2 milhões de quilômetros quadrados.

Na área da Amazônia Azul estão as reservas do pré-sal e dele se retira cerca de 85% do petróleo, 75% do gás natural e 45% do pescado produzido no país. Via rotas marítimas são escoados mais de 95% do comércio exterior brasileiro. Nessa área existem recursos naturais e uma rica biodiversidade ainda inexplorados.

 

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