Fiocruz será colaboradora da OMS no fortalecimento dos bancos de leite humano

O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), será um centro colaborador da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), da Organização Mundial da Saúde (OMS), no fortalecimento dos bancos de leite humano de todo o mundo.

Ou seja, passará a atuar com todos os países colaboradores para promover a atenção neonatal e a segurança alimentar e nutricional dos recém-nascidos e dos lactentes. A nova atividade será desempenhada por um período de quatro anos, até março de 2025.

O Banco de Leite Humano do IFF é referência da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, que, segundo a Fiocruz, é considerada pela OMS a maior e mais complexa do mundo.

Para João Aprígio Guerra de Almeida, coordenador da Rede Global de Bancos de Leite Humano, que atuará como diretor do centro, a nova responsabilidade mostra o reconhecimento pelo trabalho da IFF. “Falar desse tema, falar desse assunto, depois de 35 anos de trajetória na Fundação Oswaldo Cruz, no Instituto Fernandes Figueira, é um duplo sentimento: de alegria e de satisfação. É um sentimento que reconhece essa construção. Nós, no Brasil, temos a maior e mais complexa rede de leite humano do mundo. Ela já foi premiada pela Organização Mundial de Saúde em duas oportunidades”, afirmou. “A Organização Mundial de Saúde nos conferir a possibilidade de trabalhar como centro colaborador é motivo de grande orgulho e de grande responsabilidade.”

Banco de Leite Humano do IFF

O Banco de Leite Humano do Instituto Fernandes Figueira funciona no Rio de Janeiro de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Segundo a Fiocruz, até o mês de março deste ano, a instituição fez 44 atendimentos em grupo e 916 atendimentos individuais. Também foram feitas 1.305 visitas domiciliares. Foram registrados, até o momento, 132 receptores e 563 doadoras.

Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano

A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano foi estabelecida em 1998, por iniciativa do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz. O objetivo é promover, proteger e apoiar o aleitamento materno, além de coletar e distribuir leite humano. A ação também busca contribuir para redução da mortalidade infantil.

Segundo a Fiocruz, a Rede possui 224 Bancos de Leite Humano e 214 postos de coleta de leite humano, e aproximadamente 160 mil litros de leite humano distribuídos todos os anos a recém-nascidos de baixo peso internados em unidades neonatais no país.

O programa é modelo para a cooperação internacional em mais de 20 países das Américas, Europa e África, estabelecida por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

Rafaela Ribeiro é mãe e doadora de leite materno. Ela destacou a importância do ato de doar leite para salvar vidas. “Hoje, já está muito claro o quanto o leite materno tem benefício para a vida de todas as crianças, especialmente para os bebês recém-nascidos internados na UTI com alguma doença, os bebês prematuros. São bebês que precisam desse leite para sobreviver. Então, a doação de leite materno salva vidas.”

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