Resumo
- Os suspeitos são investigados por integrar uma organização criminosa que utilizava o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, para enviar remessa de drogas a outros estados e recorria a plataformas de apostas (bets) e contas digitais para lavar o dinheiro do crime.
- Segundo a PF, a Justiça Federal determinou ainda o sequestro de oito veículos, o bloqueio de até R$ 31 milhões das contas dos investigados e a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de 15 pessoas físicas e jurídicas.
- 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Na época das investigações, câmeras de segurança do aeroporto de Manaus revelaram que um servidor da própria Polícia Federal colocava mochilas com a droga dentro da área restrita de embarque e realizava a troca nos banheiros com passageiros contratados pelo grupo.
- como funcionava esquema de tráfico ligado ao CV no AMOperação contra ‘núcleo político’ do CV no Amazonas apreende carros de luxo, dinheiro e documentos 2 de 2 Dupla é suspeita de lavar dinheiro do tráfico em Bets — Foto.
Dupla é presa em ação da PF contra grupo que usava aeroporto no AM para enviar drogas
Uma dupla foi presa pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (29), durante a segunda fase da Operação Gatekeeper. Os suspeitos são investigados por integrar uma organização criminosa que utilizava o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, para enviar remessa de drogas a outros estados e recorria a plataformas de apostas (bets) e contas digitais para lavar o dinheiro do crime.
Além das prisões, sete mandados de de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Manaus e Coari. Segundo a PF, a Justiça Federal determinou ainda o sequestro de oito veículos, o bloqueio de até R$ 31 milhões das contas dos investigados e a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de 15 pessoas físicas e jurídicas. A identidade dos suspeitos não foi divulgada.
Na primeira fase da operação, deflagrada em março de 2025, o servidor e outros três suspeitos foram presos. O policial envolvido no esquema acabou sendo condenado pela Justiça. Na ocasião, a PF documentou ao menos 13 remessas, totalizando cerca de 150 kg de maconha enviados para fora do estado.
Na época das investigações, câmeras de segurança do aeroporto de Manaus revelaram que um servidor da própria Polícia Federal colocava mochilas com a droga dentro da área restrita de embarque e realizava a troca nos banheiros com passageiros contratados pelo grupo.
Agentes encontraram dinheiro na casa dos investigados — Foto: Divulgação/PF
Agentes encontraram dinheiro na casa dos investigados — Foto: Divulgação/PF
Lavagem de dinheiro em bets e fintechs
Nesta nova fase, a PF identificou outros passageiros e intermediários envolvidos nas viagens, além de focar no núcleo financeiro da organização criminosa.
Segundo a investigação, o grupo movimentou dezenas de milhões de reais sem qualquer lastro de renda, com uso intensivo de fintechs, casas de apostas (bets), contas de mesma titularidade, saques em espécie e empresas de fachada. Os valores eram posteriormente convertidos na compra de veículos de luxo.
A Polícia Federal destacou que esse fluxo financeiro continuou ativo entre agosto de 2025 e março de 2026, mesmo após as prisões efetuadas na primeira etapa da operação.
Os investigados podem responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com agravantes pelo transporte interestadual e pelo envolvimento de agente público. Se somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.
LEIA TAMBÉM
- Operação prende 6 integrantes do CV que monitoravam embarcações da polícia para facilitar tráfico de drogas no AM
- Chefe de núcleo logístico do CV no AM é preso em operação que investiga tráfico com aviões adulterados
- Aviões adulterados e pistas clandestinas: como funcionava esquema de tráfico ligado ao CV no AM
- Operação contra ‘núcleo político’ do CV no Amazonas apreende carros de luxo, dinheiro e documentos
Dupla é suspeita de lavar dinheiro do tráfico em Bets — Foto: Divulgação/Polícia Federal
Dupla é suspeita de lavar dinheiro do tráfico em Bets — Foto: Divulgação/Polícia Federal