Resumo
- 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) orienta a população a evitar a exposição prolongada à fumaça.
- Entenda o avanço dos incêndios no Amazonas’Quem provocar incêndios criminosos precisa responder com rigor da lei’, diz governador após aumento de focos no AmazonasForças Armadas ampliam combate às queimadas no Amazonas com aviões, navios e mais militaresForças Armadas vão reforçar combate às queimadas no Amazonas, anuncia ministro da Justiça A fumaça que encobriu a capital vem de incêndios registrados na Região Metropolitana de Manaus e em municípios do interior do Amazonas.
- As medidas incluem a criação de um Estado-Maior Conjunto para coordenar a atuação das Forças Armadas e dos órgãos envolvidos no combate aos incêndios florestais, que avançam no estado e provocam fumaça em Manaus.
- Segundo o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a nova estrutura de comando começou a atuar neste domingo e deve agilizar a tomada de decisões e a mobilização dos recursos.
Atendimento em unidade de saúde de Manaus — Foto: Douglas Santos / SES-AM
Atendimento em unidade de saúde de Manaus — Foto: Douglas Santos / SES-AM
A rede estadual de saúde atendeu 559 pessoas em Manaus, entre 1º e 17 de outubro, por problemas relacionados à fumaça que atinge a capital e municípios da Região Metropolitana. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
Segundo o órgão, 92 pacientes foram atendidos no sábado (17), um dos dias mais intensos de fumaça na região. No dia, a concentração de partículas finas de poluição chegou a 59,2 vezes o valor recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a média anual desse poluente, segundo a plataforma internacional IQAir.
Entre os sintomas mais relatados pelos pacientes estão tosse, falta de ar, dor de cabeça, febre, dor no peito, coriza, irritação na garganta, cansaço, mal-estar e náusea.
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) orienta a população a evitar a exposição prolongada à fumaça. A pasta também recomenda reduzir as atividades físicas ao ar livre nos períodos de maior concentração de poluentes, manter os ambientes fechados e beber água com frequência.
Manaus está coberta pela fumaça de queimadas há 10 dias
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares devem redobrar os cuidados.
Os atendimentos ocorreram em meio ao aumento dos incêndios no Amazonas. Segundo dados do Painel do Fogo, o estado registrou 1.892 focos de calor entre 1º e 17 de outubro de 2026, alta de mais de 190% em relação ao mesmo período de 2025.
Do total registrado em outubro, 1.641 focos de calor foram identificados em áreas públicas e 120 em áreas privadas. Outros 133 ocorreram em locais sem identificação da propriedade, segundo o Painel do Fogo.
Em assentamentos federais, o número de focos de calor no período é de 320, enquanto 124 foram identificados em unidades de conservação. Em terras indígenas, o índice é de 124 focos. Sem classificação, o índice chegou a 1297 focos.
Piora na qualidade do ar causada por fumaça
Em pouco mais de um mês, Manaus teve mais de 20 episódios de fumaça provocada por incêndios florestais.
O problema, registrado pela primeira vez em 8 de setembro, se agravou em outubro, quando a capital passou nove dias consecutivos com fumaça no ar, aulas foram suspensas, atividades ao ar livre foram canceladas e centenas de pessoas procuraram atendimento médico por problemas relacionados à poluição.
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A fumaça que encobriu a capital vem de incêndios registrados na Região Metropolitana de Manaus e em municípios do interior do Amazonas. O avanço das chamas é favorecido pela vegetação seca, pela baixa umidade e pelas altas temperaturas, em um cenário associado aos efeitos do fenômeno climático El Niño. A ação humana, responsável por iniciar grande parte dos incêndios, também contribui para agravar a situação.
Medidas anunciadas para reduzir impactos
As medidas incluem a criação de um Estado-Maior Conjunto para coordenar a atuação das Forças Armadas e dos órgãos envolvidos no combate aos incêndios florestais, que avançam no estado e provocam fumaça em Manaus.
O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), na capital, após uma reunião entre representantes dos governos federal e estadual. Segundo o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, a nova estrutura de comando começou a atuar neste domingo e deve agilizar a tomada de decisões e a mobilização dos recursos.