Produtores do Amapá entram em alerta contra surto de raiva transmitida por morcegos

Resumo

  • ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Agora no g1 Segundo a médica-veterinária Rafaela Ferreira, chefe da Unidade de Saúde Animal da Diagro, as áreas rurais do estado apresentam condições favoráveis para o surgimento de novos casos.
  • EDITAL Doença fatal e sem cura A raiva não tem cura e provoca a morte de 100% dos animais infectados assim que os primeiros sintomas neurológicos começam a se manifestar.
  • Em situações com suspeita ou confirmação da doença, a vacinação torna-se obrigatória para todos os animais suscetíveis — como bois, búfalos, cabras, ovelhas, jumentos e cavalos — na propriedade afetada e em um raio de até 12 quilômetros ao redor.
  • Como os morcegos transmitem o vírus Os morcegos hematófagos costumam se abrigar durante o dia em locais como cavernas, construções e currais abandonados, além de folhagens de grandes árvores.

Morcegos hematófagos podem transmitir a raiva. — Foto: Adapec/Divulgação

Produtores rurais do Amapá devem reforçar a vacinação de seus rebanhos e adotar medidas preventivas imediatas contra a raiva transmitida por morcegos hematófagos, espécie que se alimenta de sangue.

O alerta foi emitido nesta quarta-feira (14) pela Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado (Diagro) para conter o risco de proliferação da doença na região.

Agora no g1

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Segundo a médica-veterinária Rafaela Ferreira, chefe da Unidade de Saúde Animal da Diagro, as áreas rurais do estado apresentam condições favoráveis para o surgimento de novos casos.

“A Diagro que também atua em áreas rurais do Estado Amapá, cuja região é propícia a acontecer registros de doenças de raiva animal. Essa transmissão ocorre através da espoliação dos animais (equídeos, bovinos, suínos e outros) pelo principal vetor transmissor que é o morcego hematófago”, pontuou a médica-veterinária.

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Doença fatal e sem cura

A raiva não tem cura e provoca a morte de 100% dos animais infectados assim que os primeiros sintomas neurológicos começam a se manifestar. A infecção afeta o sistema nervoso central e é altamente contagiosa.

Por se tratar de uma zoonose, a doença também representa um grave risco para a saúde humana, podendo ser transmitida para moradores e trabalhadores do campo que entrarem em contato com animais contaminados.

Prevenção e notificação imediata

A imunização do rebanho e o monitoramento constante contra ataques de morcegos são as principais ferramentas de defesa das propriedades. Ao identificar marcas de mordidas ou ferimentos nos animais, o produtor rural deve notificar a Diagro imediatamente.

A equipe da agência é responsável por:

  • Investigar casos suspeitos nas propriedades;
  • Coletar amostras para exames laboratoriais em animais com sintomas;
  • Promover ações de educação sanitária e orientar os criadores.

Histórico de casos no estado

Os últimos registros confirmados de raiva animal no Amapá ocorreram em 2020, no município de Porto Grande, onde um bovino testou positivo e outros três morreram com sintomas da doença. Em 2021, o município de Santana registrou a morte de um búfalo e de um cavalo com sinais semelhantes.

Em situações com suspeita ou confirmação da doença, a vacinação torna-se obrigatória para todos os animais suscetíveis — como bois, búfalos, cabras, ovelhas, jumentos e cavalos — na propriedade afetada e em um raio de até 12 quilômetros ao redor.

Pessoas que tiverem contato com animais doentes devem procurar atendimento médico imediatamente.

Como os morcegos transmitem o vírus

Os morcegos hematófagos costumam se abrigar durante o dia em locais como cavernas, construções e currais abandonados, além de folhagens de grandes árvores.

Nesses abrigos, eles formam colônias e convivem com outros animais da espécie. A transmissão do vírus entre os próprios morcegos ocorre principalmente por meio de lambeduras, espalhando a doença na colônia antes de contagiar os rebanhos.

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