Mortes por tuberculose caem 14,8% no Amazonas; idosos concentram um terço dos óbitos

Resumo

  • 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O relatório indica que o pico de infecções em 2026 ocorreu no mês de março, com 425 confirmações, superando os 342 casos anotados em março de 2025.
  • 343 casos em 2026 (contra 388 em 2025) A curva de mortalidade oscilou no primeiro trimestre, com altas pontuais em janeiro (28 mortes contra 19 em 2025), fevereiro (22 contra 14) e março (25 contra 20).
  • A redução acumulada no ano foi garantida a partir do mês de maio, quando as mortes caíram de 43 em 2025 para 26 em 2026.
  • LEIA TAMBÉM Casos de malária caem no Amazonas, mas áreas indígenas ainda concentram 44% dos registrosDengue é a arbovirose com mais casos confirmados no Amazonas no início de 2026Tecnologia rastreia presença de malária e outras doenças em doadores do Hemoam, no AM .

Os principais da tuberculose são: tosse – que pode ser acompanhada de sangue -, febre, emagrecimento, perda de apetite e sudorese noturna — Foto: Freepik

O número de mortes provocadas por tuberculose no Amazonas registrou uma redução de 14,8% nos primeiros seis meses de 2026, de acordo com o painel epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Entre janeiro e julho deste ano, o estado contabilizou 144 óbitos pela doença, frente a 169 registrados no mesmo período do ano passado.

🔍A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis , que afeta prioritariamente os pulmões, embora também possa atingir outros órgãos. A transmissão ocorre pelo ar, por meio de gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar, tendo como principal sintoma a tosse persistente por três semanas ou mais, acompanhada por febre ao fim da tarde, suores noturnos e perda de peso involuntária.

Além do recuo nas fatalidades, as infecções confirmadas também apresentaram desaceleração. No mesmo intervalo de tempo, o Amazonas notificou 2.559 casos da enfermidade, o que representa uma queda de 5,17% no comparativo com os 2.698 diagnósticos positivos computados entre janeiro e julho de 2025.

O relatório indica que o pico de infecções em 2026 ocorreu no mês de março, com 425 confirmações, superando os 342 casos anotados em março de 2025. Por outro lado, janeiro registrou a maior redução mensal no volume de diagnósticos, caindo de 437 casos no ano passado para 367 no início deste ano.

Agora no g1

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Nos meses seguintes, as notificações mantiveram-se em patamares ligeiramente inferiores aos de 2025:

  • Janeiro: 367 casos em 2026 (contra 437 em 2025)
  • Fevereiro: 331 casos em 2026 (contra 346 em 2025)
  • Março: 425 casos em 2026 (contra 342 em 2025)
  • Abril: 369 casos em 2026 (contra 384 em 2025)
  • Maio: 395 casos em 2026 (contra 413 em 2025)
  • Junho: 329 casos em 2026 (contra 350 em 2025)
  • Julho: 343 casos em 2026 (contra 388 em 2025)

A curva de mortalidade oscilou no primeiro trimestre, com altas pontuais em janeiro (28 mortes contra 19 em 2025), fevereiro (22 contra 14) e março (25 contra 20). A redução acumulada no ano foi garantida a partir do mês de maio, quando as mortes caíram de 43 em 2025 para 26 em 2026; em junho reduziram de 26 para 10 óbitos; e em julho fecharam com 16 mortes, contra 21 no mesmo mês do ano anterior.

Perfil dos infectados e recortes epidemiológicos

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O perfil traçado pela FVS-RCP aponta que os adultos jovens concentram a maior parte dos diagnósticos da infecção pulmonar no Amazonas. Pacientes entre 20 e 39 anos somam 1.128 das ocorrências de 2026 (43,8% do total), sendo a maioria do sexo masculino (762 homens para 366 mulheres).

Na análise de incidência proporcional por habitante, municípios do interior lideram os maiores índices do ano. O município de Alvarães registra a maior taxa do estado, com 12,5 casos por 100 mil habitantes, seguido por:

O monitoramento da FVS-RCP destaca ainda o acompanhamento em grupos específicos no estado. Do total de diagnósticos em 2026, 100 casos foram notificados entre indígenas (3,9%), 94 em pessoas em situação de rua (3,6%) e 86 na população privada de liberdade (3,3%).

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