MP recorre contra prisão domiciliar de mulher suspeita de envolvimento na morte de policial em Manaus

Resumo

  • Investigador da Polícia Civil morre baleado em Manaus O Ministério Público do Amazonas (MPAM) recorreu à Justiça para cassar a prisão domiciliar de Mayara Silva da Silva, presa na ação policial que resultou na morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, na sexta-feira (24), em Manaus.
  • No entanto, na ação protocolada no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a Promotoria sustentou que a gravidade da morte do agente, aliada à apreensão de quase uma tonelada de drogas, justifica a prisão preventiva em regime fechado.
  • 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Segundo o órgão, o volume de drogas, as armas e a ligação direta com a ação que causou a morte do policial comprovam a “profunda inserção em organização criminosa de alta periculosidade”.
  • O que se sabe sobre a morte de investigador da Polícia Civil em Manaus 1 de 2 Suspeita de envolvimento na morte de policial civil em Manaus foi identificada como Mayara da Silva e Silva — Foto.

Investigador da Polícia Civil morre baleado em Manaus

Investigador da Polícia Civil morre baleado em Manaus

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) recorreu à Justiça para cassar a prisão domiciliar de Mayara Silva da Silva, presa na ação policial que resultou na morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, na sexta-feira (24), em Manaus. O órgão pede que ela seja enviada imediatamente para um presídio.

➡️Luciano foi atingido no pescoço e no braço durante um confronto com ocupantes de veículos abordados pelos policiais. Ele chegou a ser socorrido com vida, mas não resistiu aos ferimentos.

A investigada havia recebido o benefício da prisão domiciliar no sábado (25) por estar gestante. No entanto, na ação protocolada no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), a Promotoria sustentou que a gravidade da morte do agente, aliada à apreensão de quase uma tonelada de drogas, justifica a prisão preventiva em regime fechado.

Ao contestar a decisão, o MPAM afirmou que Mayara “não é uma traficante eventual” e que o caso é excepcional, não devendo aplicar a regra geral de prisão domiciliar para grávidas.

Segundo o órgão, o volume de drogas, as armas e a ligação direta com a ação que causou a morte do policial comprovam a “profunda inserção em organização criminosa de alta periculosidade”. O Ministério Público pede uma decisão liminar urgente para restabelecer a prisão preventiva e expedir o mandado de prisão contra a suspeita.

Suspeita de envolvimento na morte de policial civil em Manaus foi identificada como Mayara da Silva e Silva — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O caso

A troca de tiros que resultou na morte do policial ocorreu por volta das 10h desta sexta-feira e foi registrada por uma câmera de segurança.

As imagens mostram uma picape de cor preta estacionada ao lado de um carro de cor cinza, próximo a uma quadra de futebol, quando um segundo carro, de cor preta, se aproxima. Uma pessoa parece retirar um objeto da picape e colocá-lo no carro cinza.

Um outro carro, de cor branca, chega ao local. Segundo a polícia, trata-se de uma viatura descaracterizada onde estava Luciano. Em seguida, a troca de tiros começa. Luciano chegou a ser encaminhado ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Alvorada com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

Mayara foi presa no início da noite desta sexta-feira (24) em um condomínio no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

Rafael passou a ser procurado pela polícia. Na madrugada de sábado (25), equipes do Denarc e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) localizaram Rafael em uma comunidade de Itacoatiara, na Região Metropolitana de Manaus.

Segundo a Polícia Civil, durante a abordagem, ele reagiu atirando contra os policiais e foi baleado após o confronto. Rafael não resistiu aos ferimentos e morreu.

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