Micro-ônibus é incendiado durante manifestação de trabalhadores do transporte alternativo em Manaus; VÍDEO

Resumo

  • Passageiros, que contavam com o transporte para chegar ao trabalho, foram impedidos de prosseguir a viagem por conta da paralisação e reinvindicação.
  • 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Em entrevista à Rede Amazônica, o presidente da cooperativa do transporte alternativo, Claudiomar de Sousa, disse que a paralisação ocorreu em função do atraso de três meses no pagamento do subsídio da passagem estudantil.
  • Hoje, o custo real de cada passagem é R$ 8,30, e os passageiros pagam R$ 5 reais, o restante é subsidiado pela Prefeitura de Manaus, além dos benefícios como a gratuidade dos estudantes.
  • Um dos passageiros do transporte alternativo e industriário, Raimundo Vieira que estava em um dos micro-ônibus a caminho do trabalho reclamou da paralisação.

Micro-ônibus é incendiado durante manifestação de trabalhadores do transporte alternativo. Vídeo: Redes Sociais

Micro-ônibus é incendiado durante manifestação de trabalhadores do transporte alternativo. Vídeo: Redes Sociais

Trabalhadores do transporte alternativo, conhecidos como ‘Amarelinhos’, bloquearam o trânsito na manhã desta quinta-feira (2) na Avenida Grande Circular, no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus. Durante o protesto, um micro-ônibus foi incendiado, e o Corpo de Bombeiros precisou ser acionado para controlar as chamas. Não houve vítimas.

Passageiros, que contavam com o transporte para chegar ao trabalho, foram impedidos de prosseguir a viagem por conta da paralisação e reinvindicação. Agentes do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) foram acionados e atuam no local para organizar o tráfego.

Em entrevista à Rede Amazônica, o presidente da cooperativa do transporte alternativo, Claudiomar de Sousa, disse que a paralisação ocorreu em função do atraso de três meses no pagamento do subsídio da passagem estudantil.

“A prefeitura fez uma licitação para 320 permissionários. Na realidade, ela tomou a decisão de ‘matar’ 320 permissionários. São quase três meses sem receber o estudantil. O prefeito diz que tem uma solução boa para o sistema, mas essa solução não chega. Ontem tivemos um carro que quebrou e não temos dinheiro para ajeitar. Se é para ficar na oficina vamos tacar fogo”.

Hoje, o custo real de cada passagem é R$ 8,30, e os passageiros pagam R$ 5 reais, o restante é subsidiado pela Prefeitura de Manaus, além dos benefícios como a gratuidade dos estudantes. E, de acordo com a categoria, esses repasses não estão acontecendo.

Trabalhadores dos Amarelinhos bloqueiam trânsito e incendeiam micro-ônibus na Grande Circular — Foto: Foto: Daniel Ramos/Rede Amazônica

O g1 solicitou nota da Prefeitura de Manaus e, até a última atualização desta reportagem não obteve retorno.

O presidente ainda reforçou que a categoria está sem dinheiro para colocar diesel nos veículos.

“Não temos dinheiro para pagar as dívidas que temos. A categoria chegou ao limite. Essa é a realidade. O prefeito diz que tem uma solução boa para o sistema, mas essa solução não chega. Ontem tivemos um carro que quebrou e não temos dinheiro para ajeitar. Se é para ficar na oficina vamos tacar fogo”, explicou.

Um dos passageiros do transporte alternativo e industriário, Raimundo Vieira que estava em um dos micro-ônibus a caminho do trabalho reclamou da paralisação.

“Paguei passagem e preciso chegar ao trabalho. Estou atrasado e isso está prejudicando o povo”, disse.

Outro passageiro que estava em um dos veículos e teve que descer foi o estudante Lucas Santana. Ele saiu de casa 5h, no bairro Lago Azul, e perdeu uma prova na faculdade.

“Tive que descer. Hoje tinha prova na minha faculdade. Estava crente que ia passar e tive que descer”, explicou.

A cobradora Jessica Tenazor explicou que a categoria é esquecida e menosprezada.

“Todas as vezes que tentamos falar com o prefeito ou qualquer órgão nós somos silenciados. Nós somos pais de famílias e não temos condições de trafegar. O diesel é caro. Ou você come ou você faz a manutenção do carro. Não temos condições para reforçar nosso carro.”

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