Justiça rejeita pedido da Prefeitura de Manaus e mantém prazo para regularizar cemitério sem licença

Resumo

  • Sandro Pereira A Justiça negou o pedido da Prefeitura de Manaus para suspender a decisão que determina o início do processo de licenciamento ambiental do Cemitério Municipal Nossa Senhora Aparecida, no bairro Tarumã, Zona Oeste da capital.
  • Prefeitura pede mais prazo para licenciar cemitério em Manaus O desembargador também afirmou que o prazo determinado pela Justiça não exige a conclusão de todo o licenciamento, mas apenas o início do procedimento com o protocolo do pedido junto ao órgão ambiental.
  • O g1 questionou a Prefeitura de Manaus sobre a decisão e quais medidas serão adotadas após a manutenção do prazo para início do licenciamento ambiental do cemitério.
  • Entenda o caso A ação civil pública foi apresentada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) após fiscalização do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) apontar que o Cemitério Municipal Nossa Senhora Aparecida funcionava sem licença ambiental.

Cemitério Municipal Nossa Senhora Aparecida — Foto: Sandro Pereira

A Justiça negou o pedido da Prefeitura de Manaus para suspender a decisão que determina o início do processo de licenciamento ambiental do Cemitério Municipal Nossa Senhora Aparecida, no bairro Tarumã, Zona Oeste da capital. Com isso, continua valendo o prazo de 30 dias para que o município comprove o protocolo do pedido de regularização junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

A decisão foi assinada pelo desembargador Abraham Peixoto Campos Filho, que negou o recurso apresentado pela prefeitura. O município havia pedido mais prazo para cumprir a determinação, com ampliação para 180 dias, além da redução da multa diária de R$ 50 mil.

Ao analisar o recurso, o desembargador afirmou que os argumentos apresentados pela prefeitura não eram suficientes, neste momento, para suspender a decisão da primeira instância. Segundo ele, a falta de licenciamento ambiental do cemitério representa uma situação que precisa ser regularizada.

Na decisão, Abraham Peixoto também destacou que o fato de não haver comprovação de contaminação por necrochorume não impede a adoção de medidas preventivas. O magistrado considerou que a ausência de licença e de monitoramento ambiental pode representar risco ao solo, ao lençol freático e à saúde pública.

Prefeitura pede mais prazo para licenciar cemitério em Manaus

Prefeitura pede mais prazo para licenciar cemitério em Manaus

O desembargador também afirmou que o prazo determinado pela Justiça não exige a conclusão de todo o licenciamento, mas apenas o início do procedimento com o protocolo do pedido junto ao órgão ambiental.

A multa prevista em caso de descumprimento foi mantida. O valor é de R$ 50 mil por dia, limitado inicialmente a dez dias de cobrança.

O g1 questionou a Prefeitura de Manaus sobre a decisão e quais medidas serão adotadas após a manutenção do prazo para início do licenciamento ambiental do cemitério. Até a publicação desta reportagem, não houve retorno.

Entenda o caso

A ação civil pública foi apresentada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM) após fiscalização do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) apontar que o Cemitério Municipal Nossa Senhora Aparecida funcionava sem licença ambiental.

Em abril, a Vara Especializada do Meio Ambiente determinou que a Prefeitura de Manaus desse início ao licenciamento do local no prazo de 30 dias, sob pena de multa.

O MPAM apontou que o cemitério funciona sem autorização ambiental e sem o cumprimento integral de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2009.

Em 2024, a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) foi multada em R$ 200 mil pelo Ipaam por manter o funcionamento do cemitério sem licença.

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