Mais próximas da liberdade, fêmeas de peixes-bois são soltas no lago em Manacapuru

A coordenadora de patrocínio da Petrobras, que é a patrocinadora oficial do Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, Ana Paula Marques participou da translocação das quatro fêmeas para o semicativeiro

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Por Fernanda Farias – Ascom Ampa

Manacapuru – Rumo à liberdade, quatro fêmeas jovens de peixes-bois foram transferidas hoje (02), para a etapa de semicativeiro, na fazenda Seringal 25 de dezembro, localizada na área rural de Manacapuru, quilômetro 74. O local é ideal para que os animais se readaptem lentamente à natureza e consigam sobreviver aos rios na etapa da “soltura”, como explica o responsável pelo Programa de Reintrodução dos peixes-bois do Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia, Diogo Souza.

“Mais uma etapa foi concluída com sucesso no Projeto, passo fundamental para os peixes-bois sobreviverem na natureza, e a participação e patrocínio da Petrobras é fundamental para fortalecer nossas atividades”, disse Souza sobre a vinda da coordenadora de patrocínio Ana Paula Marques. “De perto os coordenadores do projeto na Petrobras conseguem de fato visualizar todo o envolvimento e esforço da equipe para que todas  as atividades do projeto sejam bem sucedidas visando a conservação da espécie”, comenta.

Os peixes-bois que foram translocados hoje foram: Iúna, Ajuricaba, Puraquequara e Anibá. Iúna é o animal mais novo a ser levado para o semicativeiro, a fêmea tem três anos, pesa 100 kg e mede 1,63m.

A ação de transferências dos animais para o semicativeiro começou às 4h e é uma atividade realizada pela Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), e conta com a parceria do Laboratório dos Mamíferos Aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), da Universidade de Kyoto (Japão) e tem o patrocínio da Petrobras.

A importância do peixe-boi na natureza

O peixe-boi é uma espécie endêmica da região amazônica e tem papel fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos. Ele é animal herbívoro, ou seja, se alimenta exclusivamente de plantas, e pode pesar até quase 450 quilos e medir até três metros de comprimento.

Souza, explica que os peixes-bois além de controlar a biomassa plantas aquáticas, são considerados adubadores naturais das águas da Amazônia. “A urina e as fezes do animal servem de alimentos para pequenos animais que vivem nos rios e igarapés, e por isso todo esse processo é primordial para a base da cadeia alimentar que ocorre nos rios da região, já que nós também utilizamos os recursos dos rios”.

Outro papel significativo que o peixe-boi exerce nos rios, ainda de acordo com o biólogo é diminuir o fenômeno de tapagem. “O peixe-boi chega a consumir até 10% por dia de todo o seu peso corpóreo. Isso contribui para a diminuição do fenômeno de tapagem, que é o acúmulo de capins na superfície de rios, lagos e igarapé, o que dificulta o deslocamento de embarcações e a entrada de luz para dentro das águas”, conta.

Caça ilegal

Três das quatro fêmeas transferidas para o lago hoje foram resgatadas bem debilitadas, pois, segundo os pesquisadores, a mães foram vítimas de caça ilegal. Por ter carne apreciada, o peixe-boi foi e ainda é alvo da caça e por isso entrou para a lista de espécies ameaçadas de extinção.

O biólogo, que é mestre em Biologia de Água Doce pelo Inpa, explica que antigamente o couro do peixe-boi também era usado para fabricar correias de maquinários. “Hoje em dia, a caça e comercialização do peixe-boi é proibida por lei, ela ocorre ainda para a subsistência de algumas comunidades ribeirinhas, mas o grande problema é quando a caça serve para alimentar o comércio ilegal em mercados urbanos”, alerta Souza.

Programa de Reintrodução

O Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia tem como principais objetivos resgatar, reabilitar e reintroduzir peixes-bois (Trichechus inunguis) aos rios da Amazônia, além de auxiliar o projeto Boto do Inpa.

Com o intuito de reabilitar os filhotes de peixe-boi órfãos para serem, futuramente, soltos nos rios da Amazônia, o Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia criou o Programa de Reintrodução.  “Os animais que participaram Programa, após inserida a etapa de semicativeiro, mostraram 100% de sucesso de adaptação, pois é uma etapa fundamental para a sobrevivência nos rios”, conclui o biólogo.

Curso básico de Entomologia do Inpa atrai estudantes de várias regiões do Brasil

Idealizado e coordenado pelos alunos e professores do Programa de Pós-graduação Entomologia do Inpa, o CEAM busca fornecer uma formação básica em entomologia a graduandos de ciências biológicas e áreas correlatas, com foco na fauna amazônica

Por Letícia Misna (texto e foto)- Inpa


Com o objetivo de fornecer uma formação básicaem entomologia aos graduandos de ciências biológicas e áreas correlatas, com foco na fauna amazônica, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) realiza durante duas semanas o II Curso de Entomologia na Amazônia (II CEAM). Trinta e cinco estudantes de graduação e pós-graduação foram selecionados para o curso, que teve início no dia 17 e encerra nesta sexta-feira (28).

“O incentivo para a segunda edição do curso adveio dos resultados obtidos na primeira edição, por meio de vários de seus participantes que ingressaram tanto no Programa de pós-graduação em Entomologia do Inpa quanto em outros programas de PG do Brasil”, destaca o pesquisador do Inpa e coordenador geral do curso, José Albertino Rafael.


Uma das responsáveis pela organização do evento, a mestre em entomologia Sheila Lima, destaca que a principal diferença, em relação à edição anterior, é que nesta os alunos estão tendo maior tempo de interação com a natureza, por meio de duas excursões de campo.


A primeira de dois dias e uma noite foi em ambiente terrestre, na Reserva Ducke, onde aprenderam o princípio de atuação de diversos modelos de armadilhas de captura de insetos; a segunda, em ambiente aquático, numa viagem de barco, para conhecer as fitofisionomias em ambientes dos rios de água preta e água branca, as quais abrigam grande riqueza de insetos.


Segundo Lima, outra vantagem deste ano é que curso propiciou maior participação do quadro de estudantes regulares da PG em Entomologia em atividades didáticas, práticas e teóricas. “É muito importante trazer um curso de formação básica em Entomologia para a Amazônia. É o terceiro curso do tipo no Brasil, e o primeiro na região Norte”, destacou Lima.


O curso contempla o estudo dos artrópodes em suas várias interfaces, desde a taxonomia, sistemática, biogeografia, ecologia e biologia até áreas mais aplicadas, como o controle biológico, entomologia agrícola e a importância dos insetos como modelos nas diversas áreas do saber biológico. A importância dos artrópodes está relacionada a sua grande diversidade na natureza, cerca de 80% de todos os organismos animais conhecidos, e a Amazônia detém a maior cota desta riqueza.


Participação


O evento recebeu cerca de 100 inscrições e conta com representantes de todas as regiões do Brasil, com exceção do Sul, e ainda uma representante do Peru. “Nós queremos mantera pós-graduação em Entomologia do Inpa em destaque, como uma pós-graduação de renome, e de alta qualidade, com alunos e professores envolvidos no curso e atuando na formação de futuros pesquisadores de ponta”, diz Lima.


“Quando a gente faz um evento desses é realmente para mostrar quem está aqui, com o que trabalha e mostrar a importância do Inpa e da instituição nessa área de estudo”, disse Paula Jéssica Costa Pinto, que participou da primeira edição do curso, hoje é aluna de mestrado, e faz parte da atual comissão organizadora.

O curso é realizado pelo PPG Entomologia do Inpa com apoio financeiro da Rede Temática Biodiversidade de Insetos na Amazônia (rede BIA) e da Sociedade Entomológica do Brasil (SEB).

Atividades educativas e oficinas marcam a quinta edição do Circuito da Ciência

Na oportunidade, os alunos poderão participar de brincadeiras e premiações, além de fazer um passeio completo pelas dependências do Bosque da Ciência

Da Redação - Inpa

Oficinas, trilhas e interação com a natureza são algumas das atividades lúdicas e educativas que estudantes participarão na manhã desta sexta-feira (28) no projeto Circuito da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). Com início às 8h, o projeto é realizado no Bosque da Ciência, com entrada pela rua Bem-te-vi, S/nº, Petrópolis, Manaus.

Estão agendados para esta rodada do Circuito os alunos das escolas Municipais Profª Marly Barbosa Garganta, Deputado Ulisses Guimarães e Abílio Alencar, além da Escola Estadual Áurea Pinheiro Braga.

As atividades socioambientais com práticas educativas e exposições visam ensinar estudantes de ensino fundamental de maneira mais interativa e dinâmica. Durante o Circuito, os jovens poderão contar com uma programação organizada em três eixos principais: Saúde, práticas ambientais e Terra e universo.

Nas atividades, os alunos aprenderão, por exemplo, sobre malária e dengue, plantas medicinais, recursos hídricos, quelônios da Amazônia, vida do gavião-real, mamíferos aquáticos e poderão fazer uma viagem ao sistema solar dentro do planetário inflável.

Uma novidade da edição é a participação de dois projetos do Programa Ciência na Escola (PCE) da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Um deles é A riqueza dos pontos turísticos de Manaus no mundo da matemática, uma oficina liderada pela professora Eliane Cabral, da Escola Municipal de Educação Especial André Vidal. Outra é a peça teatral A influência das mitologias e lendas na formação linguística, cultural e literária do povo amazonense, do professor Rawlison da Silva, da Escola Municipal Abílio Alencar.

Sobre o Projeto

O Circuito da Ciência é um projeto educativo, com foco na sensibilização ambiental, que alia lazer e conhecimento científico. Em algumas horas, o projeto procura transformar a visita dos estudantes ao Bosque da Ciência, espaço de visitação pública do Inpa, em uma “aula” participativa e dinâmica.

Por ano são realizadas 10 edições, que ocorrem nas manhãs de última sexta-feira de cada mês. Na oportunidade, os estudantes participam de uma série de oficinas, exposições e jogos educativos e interativos, que tem como fio condutor a Amazônia.

O projeto é de responsabilidade da Coordenação de Extensão do Inpa (COEXT), e conta com o apoio de vários setores do Inpa e de instituições parceiras. As atividades são desenvolvidas por pesquisadores, professores, técnicos, colaboradores e estudantes de graduação e pós-graduação.

Lapsea lança campanha recicle seus resíduos de instrumentos de escrita usados

Campanha vai coletar nos três campi do Inpa materiais usados como lápis grafite, canetas, borrachas e marcadores permanentes

Por Lapsea – Inpa

Você ainda utiliza ou sabe quem faz uso de canetas, lápis, borrachas, marca-textos, pincéis de lousa? Então adira a essa nova campanha do Laboratório de Psicologia e Educação Ambiental (Lapsea) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC).

O Lapsea lança nesta sexta-feira (28) a campanha Recicle seus resíduos com a Faber-Castell, aderindo ao Programa da Faber-Castell® e TerraCycle® que recicla resíduos de instrumentos de escrita usados, que são

oriundos desses materiais:

1.            Lápis grafite

2.            Lápis colorido

3.            Lapiseiras

4.            Canetas

5.            Canetinhas

6.            Borrachas

7.            Apontadores

8.            Marca-textos

9.            Marcadores permanentes

10.          Marcadores de quadro-branco

O que acontece com esses materiais coletados?

Os materiais coletados serão enviados a TerraCycle® onde passarão pelo processo de reciclagem. Os resíduos serão transformados em uma nova matéria-prima, chamada Pellet. Esta matéria-prima é vendida e utilizada para a produção de outros objetos como bancos, lixeiras etc.

Como fazer:

1. Junte o máximo esses materiais, inclusive suas respectivas embalagens. Pode ser de qualquer marca e tamanho.

2. Deposite nas caixas coletoras nos pontos de coleta.

Pontos de Coleta:

Campus 1: Em frente a Administração/COADI.

Campus 2: Prédio do BADPI.

Campus 3: Corredor do prédio do Laboratório de Manejo Florestal/LMF.

Recompensas:

Nos modelos adotados pela TerraCycle, para cada 12 gramas de resíduo enviado (peso médio de 1 unidade), receberá 2 pontos que equivalem a R$0,02 e poderão ser revertidos em doações para uma entidade sem fins lucrativos ou escola.

Realização:

Laboratório de Psicologia e Educação Ambiental – Lapsea/Inpa

Mais informações: 92 3643-3361 (Fernanda), 3643-3361 (Genoveva) no horário comercial.  

 

 

CampanhaRecicleEscritaINPA

Dia Mundial do Turismo é comemorado com atividades gratuitas no Bosque da Ciência

 

 

O evento é voltado a pessoas de todas as idades

Por Letícia Misna

Fotos - Ascom Inpa

Desde o ano de 1980 se comemora no dia 27 de setembro o Dia Mundial do Turismo, em homenagem à data de criação da Organização Mundial do Turismo (OMT). E o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) não podia ficar de fora das celebrações.

 

 

A próxima quinta-feira (27) será preenchida com atividades destinadas aos visitantes do Bosque da Ciência, que terá entrada gratuita durante todo o dia. No período da manhã, entre 9h e 11h, serão realizadas oficinas de Recursos Hídricos, Macrofungos, Malária e Dengue, Herbário e Carpoteca.

 

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Já pela parte da tarde, entre 14h e 16h30, ocorrerão atividades voltadas principalmente ao público infantil, entre as quais estão a Caça ao Tesouro, na qual serão distribuídos vários prêmios por todo o Bosque; Concurso de Fotografia, cujas 10 fotos mais bonitas postadas com a hashtag #turistandonobosque serão publicadas na página do Bosque da Ciência no Facebook; Pintura Facial que será voltada às crianças e a quem mais gostar de pintura artística facial; Charada no Bosque, que tem o objetivo de apresentar curiosidades sobre o Bosque da Ciência de forma dinâmica e divertida.

 

Dia do Turismólogo

O turismólogo é o responsável por planejar e executar ações, políticas e projetos que promovem o turismo, e apesar de ter surgido na década de 1970, essa profissão só foi reconhecida no Brasil em 2012, por meio da lei 12.591, publicada no Diário Oficial da União em 19 de janeiro daquele ano. O dia 27 de setembro foi escolhido pelo mesmo motivo citado no início da matéria.

Inpa recebe seminário sobre uso de imagens de radar para combate ao desmatamento

Evento é promovido pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam)

 

Da Redação – Censipam

 

Nesta quarta e quinta-feira (26 e 27), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) recebe seminário que vai discutir o uso de tecnologia que permite observar a superfície terrestre através das nuvens em períodos de clima fechado. O 3º Seminário de Monitoramento Integrado com Radar Orbital faz parte do Projeto Amazônia SAR, realizado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

 

Este é o primeiro evento sobre radar orbital realizado na região Norte do País. A abertura acontece às 9h, no Auditório da Ciência do Inpa, localizado na Rua Bem-te-vi, s/nº, Petrópolis, zona Sul de Manaus.

 

As informações do radar orbital são recebidas pelo Censipam e encaminhadas às entidades parceiras, que passam a utilizar dados mais precisos para fiscalização e monitoramento ambiental. “O projeto Amazônia SAR criou meios para combate ao desmatamento em períodos que anteriormente se tinha dificuldade de acesso, principalmente na época de chuva. Hoje fazemos uma observação mais veloz e de melhor qualidade”, afirma o diretor-geral do Censipam, Rogério Guedes.

 

A intenção do evento é disseminar conhecimento na área, reunindo pesquisadores nacionais e internacionais e técnicos de agências especializadas em monitoramento territorial. O seminário contará com a participação de diversas instituições da região Norte, incluindo a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade Estadual do Pará (Uepa). Além disso, também participam representantes internacionais, como as agências espaciais alemã e italiana, a Universidade de Tóquio e a Agência de Geointeligência Espacial dos Estados Unidos, e empresas de diversas nacionalidades.

 

Imagens de Radar

 

O trabalho do Censipam complementa o monitoramento da Amazônia realizado pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), que utiliza radar ótico e não consegue atravessar as nuvens. O radar orbital do Projeto Amazônia SAR emite pulsos de rádio, cujo eco é recebido e gravado para gerar imagens SAR. O termo SAR vem do inglês Synthetic Aperture Radar, que significa Radar de Abertura Sintética.

 

Utilizada para monitorar cerca de 950 mil quilômetros quadrados por mês, a tecnologia não depende da luz do sol e tem a vantagem de ultrapassar a barreira de nuvens, permitindo a detecção do desmatamento no período chuvoso, que se estende de outubro a abril. Com base nas imagens do radar, o Censipam envia alertas para órgãos de fiscalização, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), principal parceiro do projeto.

 

O próximo passo do projeto é a instalação de Estações Multissatelitais de Observação da Terra em Manaus e Brasília. Com a operação das estações, o Censipam vai poder receber as imagens diretamente do satélite, em tempo real. O projeto é financiado pelo Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

Seminário

 

O evento busca debater novas tecnologias e aplicações para detecção do desmatamento, além de apresentar resultados de pesquisas e trabalhos científicos. É também uma oportunidade de divulgar o uso de imagens radar no monitoramento florestal e outras aplicações. O público-alvo são gestores públicos e privados, comunidade científica, especialistas e representantes de órgãos federais, estaduais e municipais com atuação na Amazônia.

 

“O seminário é uma oportunidade de compartilhar experiências e despertar interesse da comunidade científica e usuários de imagens radar na Amazônia. Esse evento é uma forma de aprimorar o próprio sistema”, explica o diretor-geral do Censipam.

 

Programação

 

Pesquisadores e representantes de órgãos e instituições nacionais e internacionais apresentarão casos de aplicação da tecnologia no monitoramento do desmatamento. Os participantes também demonstrarão como é realizado o planejamento, coleta, gravação e transmissão de dados satelitais.

 

Serão apresentados trabalhos sobre a influência do desmatamento na dinâmica hidrológica; o uso de radar para identificação de áreas inundadas e no monitoramento de ambiente ribeirinho e costeiro. Também serão realizados workshops específicos sobre sensoriamento remoto e o projeto Amazônia SAR.

 

Saiba mais:

https://sites.google.com/view/3seminrioamazoniasar

Servidores simulam compra de bens e serviços de tecnologia usando jogo de tabuleiro

Curso capacitou 21 servidores do Inpa em boas práticas para a contratação de bens e serviços de tecnologia pelo governo

 

Da Redação – Inpa*

Fotos: Acervo Cotin/Inpa

 

A Coordenação de Tecnologia da Informação, por meio do Plano Anual de Capacitação (PAC 2018) trouxe para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) o curso Jogo de Contratações, ministrado pelo professor Antonio Fernandes Soares Netto.

 

O curso trouxe uma abordagem dinâmica e inovadora ao utilizar o jogo de tabuleiro para facilitar o entendimento do conteúdo de leis e instruções normativas referentes ao processo de contratação de bens e serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC). O foco do curso foi a Instrução Normativa 04, que assegura que todas as contratações de bens, serviços e soluções de TIC sejam precedidas de planejamento elaborado em harmonia com o Plano Diretor de TIC.

 

 

A capacitação de 21 servidores do Inpa aconteceu nos dias 20 e 21 deste mês, no Salão de Leitura da Biblioteca. O público-alvo foi formado por servidores que atuam em processos de contratação de TI ou como requisitantes e membros da equipe de planejamento, licitação e gestão das contratações.

 

Segundo o professor Antonio Netto, com o uso do jogo, os servidores adquirem uma visão mais ampla, para que percebam a importância do papel que têm em todo o processo de contratação. Para ele, o conhecimento ajudará os gestores a construírem processos de contratação mais coesos, com menos erros e mais orientado a perspectiva de gestão de riscos.

 

“Esperamos que a capacitação promova mais atitude dos servidores e que eles se antecipem aos problemas, assumindo a responsabilidade pelo seu papel e comprometidos com a entrega do projeto, e não apenas em fazer a sua parte”, disse Antonio Netto.

 

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De acordo com a coordenadora de Tecnologia da Informação do Inpa, Rosana Gemaque, o jogo permitiu aos participantes ter uma visão sistêmica de cada etapa do complexo emaranhado de leis, normas, áreas e atores envolvidos nas contratações de bens e serviços no âmbito do serviço público. Para Gemaque, o ponto alto do curso foi o esclarecimento sobre os impactos diretos que as ações realizadas (ou omitidas) na fase de planejamento têm nas fases de licitação e gestão dos contratos.

 

“Tudo está interligado! Isto requer um apurado entendimento da demanda, uma vez que as soluções serão modeladas para ela, conhecimento da legislação e do processo de contratação (que etapa precede/antecede a outra), e, no caso do Inpa, conhecimento do SEI”, destacou. “A falha em qualquer uma destas etapas pode gerar retrabalho, impactar nos prazos de entrega e, no pior caso, culminar na não contratação. Como boa prática, temos que aprofundar o conteúdo apresentado neste curso e manter o alinhamentocom as partes envolvidas na contratação”, completou a coordenadora.

 

 

Segundo o chefe do Serviço de Material, Patrimônio e Compras do Inpa, Jânio Silva Silveira, hoje as contratações no serviço público passam por novos ajustes legais e diversos conflitos internos, orçamento limitado, compras mal elaboradas. O curso Jogo de Contratações teve como objetivo mostrar os diversos pontos críticos, as competências, as falhas, os riscos, a comunicação entre as áreas, buscando facilitar a tramitação do processo de contratação.

 

“Foi um momento ímpar, que mostrou a importância da equipe de planejamento, onde destacamos que uma demanda bem definida reflete sobremaneira no transcorrer da contratação, onde o solicitante da demanda pode facilitar ou desmontar toda a aquisição”, disse Silveira, para quem os demandantes deveriam ter noção das legislações a fim de saberem quem são os responsáveis de um processo de contratação não ser concluído.

 

Visão global

 

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A servidora Cintia Maria Pinheiro lembra que quando se trata de execução dos recursos públicos se deve observar, além da legislação, todas as etapas do Plano Anual de Contratações de bens, serviços, obras e soluções de TI no âmbito da administração pública.

 

“O curso de Contratações de TI possibilitou uma visão geral das etapas de contratação e demonstrou um cenário possível onde as equipes de planejamento, técnica, administrativa e de fiscalização que atuam nos contratos, estejam em sintonia no planejamento, acompanhamento e monitoramento da execução”, contou Pinheiro.

Quem também aprovou o treinamento foi o servidor Jorge Charles Castro da Silva. “Com ele (treinamento) foi possível, além de entender melhor o processo de contratação, pensar em estratégias positivas e alinhadas tanto do lado da organização (objetivos estratégicos) quanto do lado da TI que deve procurar realizar sempre a melhor contratação pensando na melhoria contínua do Instituto”, destacou.

*Com informações da Cotin

Frequência das enchentes do rio Amazonas aumenta cinco vezes em 100 anos

Pesquisa demonstra que nos primeiros 70 anos do século passado, havia cheias severas a aproximadamente a cada 20 anos. Atualmente, cheias extremas ocorrem na média a cada quatro anos

 

Da Redação – Universidade de Leeds e Inpa

Fotos: Jochen Schöngart – pesquisador do Inpa

 

Um estudo recente, com mais de cem anos de registros dos níveis do rio Amazonas, indica um aumento significativo na frequência e magnitude das enchentes nos últimos 30 anos em comparação com os primeiros 70 anos da série temporal. A análise realizada por cientistas sobre as potenciais causas do aumento pode contribuir para previsões mais precisas de inundações na bacia Amazônica, a maior hidrobacia do mundo com quase 20% da água doce.

O estudo Intensificação recente dos extremos de inundação da Amazônia impulsionada pela circulação reforçada de Walker foi publicado nesta quarta-feira (19) na revista Science Advances pelos pesquisadores Jonathan Barichivich (Universidade Austral de Chile), Manuel Gloor (Escola de Geografia da Universidade de Leeds - Reino Unido), Philippe Peylin (Escola de Geografia da Universidade de Leeds - Reino Unido – França), Roel J. W. Brienen (Escola de Geografia da Universidade de Leeds - Reino Unido), Jochen Schöngart (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Jhan Carlo Espinoza (Instituto Geofísico del Perú), Kanhu C. Pattnayak (Escola de Geografia da Universidade de Leeds - Reino Unido).

 

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Registros diários dos níveis de água do rio Amazonas são realizados no Porto de Manaus desde o início do século passado. O grupo de estudo analisou 113 anos de registros dos níveis de água, que revelaram um aumento na frequência de cheias e secas severas nas últimas duas a três décadas. Os resultados demonstraram que houve, na primeira parte do século vinte, cheias severas com níveis de água que ultrapassaram 29 metros (valor de referência para acionar o estado de emergência na cidade de Manaus) aproximadamente a cada 20 anos. Atualmente, cheias extremas ocorrem na média a cada quatro anos.

As mudanças no ciclo hidrológico da bacia Amazônica têm sido graves, com consequências para o bem-estar das populações no Brasil, Peru e outros países amazônicos. Para o pesquisador e integrante do Grupo de Pesquisa do Inpa Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas (MAUA), Dr. Jochen Schöngart, a ciência deve fazer uso desse conhecimento atualizado para aperfeiçoar modelos existentes de previsão de cheias na Amazônia Central e servir de subsídio para os tomadores de decisão elaborar políticas públicas, já que terão previsões mais robustas e com certa antecedência.

“Isso permite preparar as populações em áreas urbanas e nas regiões rurais para enfrentar consequências de cheias severas que sempre impactam a qualidade de vida dessas populações”, destaca Schöngart. “As pessoas perdem moradia, sofrem várias doenças, serviços básicos como água potável ficam restritos e a pecuária e agricultura são bastante reduzidas nas várzeas resultando em enormes prejuízos econômicos e sociais para essa parte da sociedade”, completou.

 

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De acordo com o Dr. Jonathan Barichivich, da Universidade Austral do Chile e ex-bolsista de pesquisa da Universidade de Leeds (Reino Unido), o aumento de secas severas na Amazônia tem recebido bastante atenção dos pesquisadores. “Entretanto, o que realmente se destaca no registro ao longo prazo é o aumento da frequência e magnitude das inundações. Cheias extremas na bacia Amazônica têm ocorrido todos os anos, desde 2009 até 2015, com raras exceções”, disse.

Conforme o estudo, o aumento do número de enchentes está relacionado à intensificação da circulação de Walker, um sistema de circulação do ar movido pelo oceano originado pelas diferenças de temperatura e pressão atmosférica sobre os oceanos tropicais. Esse sistema influencia padrões climáticos e pluviométricos em toda a região dos trópicos e além.

Mudanças nos oceanos

De acordo com o professor coautor Manuel Gloor, da Escola de Geografia da Universidade de Leeds, esse aumento dramático nas enchentes é causado por mudanças nos oceanos vizinhos, particularmente os oceanos Pacífico e Atlântico e como eles interagem. Ainda segundo Gloor, devido ao forte aquecimento do Oceano Atlântico e ao resfriamento do Pacífico no mesmo período, observou-se mudanças na chamada circulação de Walker afetando a precipitação na Amazônia.

“O efeito é mais ou menos o oposto do que acontece durante um El Niño. Ao invés de causar seca, leva a uma maior convecção e precipitação intensa nas regiões central e norte da bacia Amazônica”, explicou Manuel Gloor.

A causa real do aquecimento do Atlântico não está completamente esclarecida. Além da variação natural, o aquecimento global é, no mínimo, parcialmente responsável, mas de maneira inesperada e indireta, de acordo com o estudo. Como resultado do aquecimento dos gases do efeito estufa, cinturões de vento de média a alta latitude no hemisfério Sul se deslocaram mais ao sul, abrindo uma janela de transporte das águas quentes do Oceano Índico ao redor do extremo sul da África, através da corrente das Agulhas, em direção o Atlântico Tropical.

 

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A pesquisa indica que essas enchentes não cessaram ainda. O ano de 2017, que não foi incluído no estudo, registrou novamente o nível de água acima dos 29 metros. Como é esperado que o Atlântico Tropical continue aquecendo mais rápido que o Pacífico Tropical nas próximas décadas, cientistas esperam mais eventos com alto nível de água. Os resultados desse estudo podem auxiliar a prever a probabilidade de enchentes extremas na Amazônia com antecedência e mitigar os impactos para as populações amazônicas rurais e urbanas.

O estudo é resultado de uma oficina internacional que Schöngart organizou com cientistas da Universidade de Leeds, no Inpa, em janeiro de 2016, para fazer uma abordagem do conhecimento atual sobre as mudanças recentes do clima e da hidrologia na bacia Amazônica.

Informação adicional:

O artigo Recent intensification of Amazon flooding extremes driven by strengthened Walker circulation publicado em Science Advances no dia 19 de setembro de 2018 (DOI: 10.1126/sciadv.aat8785)

Reunião do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos debate a fome no mundo

O encontro, realizado no auditório da diretoria do Inpa (MCTIC), abordou entraves e soluções para combater a miséria e a fome

Da Redação – Inpa

Foto – Ingrydd Ramos

 

Fome e produção de alimentos: grande desafio do Século XXI. Este foi o tema abordado na 54ª reunião do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos (GEEA), realizada na última quinta-feira (13), no auditório da diretoria do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). O palestrante foi o escritor e empresário Gaitano Antonaccio, que também é membro do Conselho Técnico Científico (CTC) do Inpa.

Segundo Antonaccio, o mundo produz alimento suficiente para 15 bilhões de pessoas, o dobro da população atual do planeta, mas ainda assim, a fome é um fator prevalente em diversas partes do mundo, resultando em mortes em massa. Além de mortes, também é muito comum os distúrbios ocasionados pela subnutrição.

Os países mais populosos do mundo vêm elaborando novos programas na agricultura, controle de natalidade, irrigações e reflorestamento e mostrando maior preocupação na quantidade e qualidade de alimentos produzidos. A criação da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) foi e continua sendo importante, mas ela tem por atribuição principal a produção de alimentos e isso já está bem estabelecido e assumido pelas empresas.

 

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Agora, é preciso que se crie outro organismo internacional, de mesmo nível, para combater a fome e promover a melhor distribuição de alimentos. Não somente a criação de um organismo desse tipo é importante, mas também a diminuição da burocracia desses organismos internacionais.

Segundo Antonaccio, aproximadamente 12 milhões de crianças morrem todos os anos, antes de completarem cinco anos de idade. “Para combater esses dados elevados de pobreza e miséria, é preciso a união de todos os países para uma distribuição mais justa dos alimentos produzidos. Não é justo nem ético que enquanto uns morrem de fome outros morrem por excesso de comida. Por um lado é preciso saciar a fome e, por outro, reeducar o comportamento alimentar. O cuidado com a terra e a multidisciplinaridade na sua abordagem devem se constituir em regra geral para uso de alimentos e proteção à natureza. É provável que novas empresas surjam para atuar nesse setor e com elas também virão novos empregos e o crescimento da economia”, defendeu.

Ainda segundo ele, muitos países usam processos inapropriados para o problema da fome. Na maioria das vezes se dá por conta do alto custo e exigência da mão de obra especializada, por isso é importante que cada país desenvolva sua própria ciência e tecnologia, visando aumentar a produção e a produtividade,mas tendo o cuidado de recolocar na natureza aquilo que foi retirado dela. Isso significa que o reflorestamento é uma medida necessária.

 

GEEA Gaitano Foto Ingrydd Ramos INPA 5

 

No encontro, os participantes defenderam a necessidade de formulação de novas políticas por parte das organizações internacionais criadas para combater a fome e a miséria e proporcionar uma melhor distribuição de alimentos às comunidades. Alguns aspectos referentes ao uso adequado das plantas alimentícias não convencionais (Pancs) e o implemento da agricultura familiar também foram ressaltados como importantes nesse processo de combater a fome e garantir a segurança alimentar.

Segundo o pesquisador do Inpa e secretário executivo do Geea, Dr. Geraldo Mendes, os temas de debate são apresentados por diferentes especialistas e é isso que confere ao GEEA um caráter especial de interdisciplinaridade e capacidade de subsidiar as políticas públicas para a Amazônia. “O assunto tratado é amplo, envolve agricultura, administração, política, educação e outros e por isso a visão de conjunto é de fundamental importância”, destacou Mendes, ressaltando que esse e os demais temas tratados pelo GEEA vem sendo publicados no Caderno de Debates, editados pela Editora Inpa. Dez volumes do GEEA estão à disposição na página eletrônica do Inpa.

Inpa lamenta com profundo pesar a morte do ex-diretor Warwick Estevam Kerr

NOTAPESARKERRINPA

NOTA DE PESAR

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) lamenta profundamente a morte do professor Dr. Warwick Estevam Kerr, de 96 anos, na manhã deste sábado (15), em Ribeirão Preto. Agrônomo e geneticista reconhecido internacionalmente, considerado uma das maiores autoridades mundiais em genética de abelhas, Kerr foi diretor do INPA por duas ocasiões (1975-1979 / 1999-2002).

Warwick Kerr deixa um legado tão importante para a ciência e formação de recursos humanos que a mais alta homenagem conferida pelo INPA, a Menção Honrosa Warwick Estevam Kerr, leva o nome dele por suas inestimáveis contribuições à Pós-Graduação, atividade que muito estimulou em toda sua vida por acreditar na importância da educação e formação de recursos humanos de qualidade para a Amazônia.

Foi o Dr. Kerr, por exemplo, quem ajudou a trazer para o INPA vários dos seus atuais pesquisadores, incentivando e apoiando incondicionalmente a fundação de vários Programas de Pós-Graduação, como o PPG em Entomologia, Ecologia e Biologia de Água Doce durante sua primeira gestão no INPA, assim como o Programa de Pós-Graduação em Genética, Conservação e Biologia Evolutiva (PPG-GCBEv) em sua segunda gestão.

Seu empenho constante em prol da educação e ciência no Brasil é plenamente demonstrado pela sua brilhante carreira científica tendo atuado em remotas regiões brasileiras, como Maranhão e Amazonas, onde orientou inúmeros estudantes em nível de graduação e pós-graduação e contribuiu efetivamente para as FAPs estaduais.

Dr. Kerr sempre declarou um imenso apreço pela região amazônica, na qual morou por ocasião de suas duas gestões à frente do INPA, demonstrando satisfação e felicidade por nela estar e compromisso em fazer ciência aplicada à melhoria da qualidade de vida dos povos nativos. Deixa-nos hoje um grande exemplo profissional e um grande amigo. Que Deus o abençoe e o receba de braços abertos.

Na oportunidade, o INPA manifesta suas condolências à família e amigos do Dr. Kerr, um homem que deixa sua marca inconfundível de generosidade intelectual e de amor pela ciência.

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