Simpósio municipal discute Plantas Medicinais e Fitoterápicos

Iniciou ontem, 9/8, o I Simpósio Municipal de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, evento vinculado à III Semana Municipal de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, e organizado pela Comissão Executiva da Gerência de Assistência Farmacêutica da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa), em conjunto com a comissão científica da qual fazem parte  representantes da Prefeitura Municipal de Manaus, da Semsa, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),   da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)  e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

A abertura do simpósio ocorreu no auditório Belarmino Lins, da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas. Na ocasião Lubélia Sá Freire, subsecretária Municipal de Saúde de Manaus, defendeu a permanência de políticas públicas que garantam a produção e distribuição de plantas medicinais e fitoterápicos.

Sérgio Luz, diretor do Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia), lembrou que há muito que se caminhar para a produção desses medicamentos no Amazonas, daí a importância da formação de parcerias institucionais  que possam ampliar à população brasileira o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos. Além disso, o desenvolvimento dessa cadeia produtiva, pode promover o uso sustentável da biodiversidade regional.

A mesa de abertura do Simpósio foi composta por Kátia Torres, do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (DAF/SCTIE/MS); por Celso Paulo de Azevedo, pesquisador, Chefe Geral da Embrapa Amazônia Ocidental; Glauco Kruze Villas Bôas, Coordenador do Curso de Pós graduação Lato sensu “Gestão da Inovação em Medicamentos da Biodiversidade modalidade (EAD – ENSP-Farmanguinhos-Fiocruz), coordenador do sistema nacional de redes do conhecimento voltado para a inovação em medicamentos da biodiversidade (RedesFito); por Débora Ohana, Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF/Ufam); Sérgio Luz; e Lúbelia Sá Freire.

O Simpósio tem como objetivo proporcionar a atualização de conhecimentos, com compartilhamento de saberes e valorização dos aspectos culturais locais, de forma a sensibilizar e mobilizar a sociedade para a implementação e manutenção, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, de ações que visem  promoção do uso de plantas medicinais e fitoterápicos, em consonância com as diretrizes da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPICS) e da Política Nacional e do Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PPNPMF).

O evento será realizado até o dia 11/8. Confira aqui a programação.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

Roda de Conversa do Inpa debate gargalos no descarte dos resíduos sólidos em Manaus

Para a pesquisadora Rita Mesquita, esta Roda de Conversa, que tratou dos resíduos sólidos, serviu para alertar sobre a responsabilidade socioambiental da instituição

Por Luciete Pedrosa (texto e foto) – Ascom Inpa

A educação ambiental da população é um dos maiores desafios para a gestão e reaproveitamento dos resíduos sólidos em Manaus. A opinião foi partilhada por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), gestores da Prefeitura de Manaus e de uma empresa que recicla resíduos eletrônicos. O tema foi tratado durante a 5ª edição da Roda de Conversa do Instituto, na última quarta-feira (9), quando houve uma troca de informações e de experiências entre os participantes do evento.

Para a pesquisadora do Inpa, Marcela Amazonas, o maior gargalo para o aproveitamento dos resíduos recicláveis em Manaus está na falta de educação da população, que não sabe que pode ganhar dinheiro com a reciclagem desses resíduos sólidos.

A pesquisadora desenvolve, no Laboratório de Celulose e Papel/Carvão Vegetal, há mais de 10 anos, trabalhos com reciclagem a partir de resíduos de caroço de frutos do açaí e do tucumã para a confecção de papel, filtros e briquetes (lenha ecológica).    

Roda de Conversa Foto Luciete Pedrosa 5

 “É falso dizer que a Prefeitura não cuida da cidade, ela tem falhas, sim, mas se a população não fizer a sua parte não adianta nada”, lamenta a pesquisadora ao comentar que é comum se ver, por exemplo, vidros misturados com resíduos orgânicos (resto de alimentos). “Estes materiais (vidros) podem ser aproveitados por grupos de aleitamento ou hospitais que aceitam doação para acondicionar o leite materno”, exemplifica Amazonas.

Segundo coordenadora de Extensão e coordenadora da Roda de Conversa, a pesquisadora Rita Mesquita, esta 5ª edição encerra a série “Ética na Pesquisa”, que teve início em março. A partir do próximo mês a Roda de Conversa trará uma nova temática ainda está em discussão pelo comitê organizador da atividade.

Para Mesquita, esta Roda de Conversa, que tratou dos resíduos sólidos, serviu para alertar sobre a responsabilidade socioambiental da instituição. “O Inpa pela excelência que possui precisa dar bom exemplo nessa questão. Existe um interesse, mas ainda estamos muito aquém daquilo que podemos fazer”, diz a pesquisadora. “Espero que esta Roda de Conversa tenha estimulado para que possamos ver florescer algumas iniciativas para tentar dar uma melhor contribuição”.

Na opinião da gerente comercial da Descarte Correto, que trata de resíduos eletrônicos, Carolina Dinelli, um dos maiores desafios que a empresa enfrenta é a questão de logística e de coleta desse tipo de  resíduo. “Este é um grande problema, a reciclagem de produtos eletrônicos. Muitas pessoas nos procuram para descartar este tipo de material, mas o processo é complicado”, diz a gerente.

RodadeConversaFotoLucietePedrosa

Segundo ela, outra dificuldade da empresa é a questão cultural. “Vemos muitas garrafas pet jogadas nos igarapés, que são matérias-primas com alto valor agregado e que podem ser uma alternativa fonte de renda”, diz Dinelli ao acrescentar que existem empresas em Manaus que “pagam muito bem” pelas garrafas pet.

Várias ações de conscientização ambiental são realizadas pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), com palestras em escolas do ensino fundamental e médio e em empresas com o grupo lúdico “Os Garis da Alegria”.    

“Trabalhamos com uma equipe de sensibilização, uma equipe lúdica, e outra equipe que faz o recolhimento do lixo domiciliar para reaproveitamento nos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). Temos, ainda, caminhões recolhendo materiais na cidade inteira”, explica a agente de conscientização ambiental da Semulsp, Daniela Monteiro.

Segundo o agente de defesa ambiental fiscalizador da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Jose Nilton da Silva, só no Parque do Mindu são recolhidos, por semana, aproximadamente cinco toneladas de resíduos que são, posteriormente, distribuídos para as associações de catadores.

A cidade de Manaus conta com quatro PEVs localizados na Praça do Dom Pedro (zona Centro-Oeste); Parque do Bilhares (zona Centro-Sul); Parque do Mindu (zona Centro-Sul) e Parque Lagoa do Japiim (Zona Sul). 

    

 

Estudo sequencia genoma do vírus zika encontrado em Culex

Profissionais da Fiocruz Pernambuco isolaram e sequenciaram, de forma inédita no mundo, o genoma do vírus zika coletado no organismo de mosquitos do gênero Culex. Também pela primeira vez, foi fotografada, por meio de microscopia eletrônica, a formação de partículas virais na glândula salivar do inseto. Essas conquistas, obtidas com o uso exclusivo das plataformas tecnológicas da Fiocruz Pernambuco, estão descritas no artigo Zika virus replication in the mosquito Culex quinquefasciatus in Brazil, publicado nesta quarta-feira (9/8) na revista Emerging microbes & infections, do grupo Nature.

A equipe do Departamento de Entomologia da instituição detectou a presença do vírus em amostras naturais de Culex colhidas na Região Metropolitana do Recife e também comprovou em laboratório que esse vírus consegue se replicar no interior do mosquito e alcançar a glândula salivar. Utilizando cartões especiais para a coleta, foi comprovada a presença de partículas do vírus na saliva dos mosquitos, o que indica a possibilidade de transmissão ao picar uma pessoa. Para a coordenadora do estudo, Constância Ayres, o artigo demonstra, “de diversas formas diferentes”, a possibilidade do Culex ser um dos vetores do vírus zika na cidade.

O pesquisador Gabriel Wallau, que também integra a equipe, considera que esse artigo vem mostrar, “com dados consistentes”, que o zika consegue se replicar dentro do organismo de Culex e que existem mosquitos dessa espécie infectados no campo. Responsável pelo sequenciamento do genoma, Gabriel explica que a cepa do vírus isolada de dois pools (grupos) de C. quinquefasciatus é semelhante à que foi previamente sequenciada, a partir de amostras humanas, pela equipe do Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz Pernambuco, em parceria com pesquisadores da Universidade de Glasgow (com artigo publicado na revista PLoS Neglected Tropical Diseases em outubro de 2016). Ele destaca que o ineditismo de agora reside no fato do vírus ter sido obtido de amostras de mosquito.

Para Gabriel, essa semelhança era esperada, pois trata-se de uma linhagem de vírus que estava circulando no estado. Mas o fato de terem sido encontradas mutações nas amostras corrobora a metodologia utilizada nas análises, mostrando que não houve contaminação no laboratório. O pesquisador explica que os vírus de RNA de fita simples, como o zika, têm uma altíssima taxa de mutação e que já existem trabalhos na literatura científica reportando que a simples replicação desses vírus dentro do organismo, humano ou do mosquito, gera novas mutações.

Os resultados encontrados estão servindo de base para o início de novos estudos. De um lado, na verificação das mutações presentes nos genomas e se elas influenciam na capacidade de replicação do vírus no organismo do mosquito. Por outro lado, agora que estabeleceu a competência do Culex quinquefasciatus como vetor do zika, o grupo parte para estudar a sua capacidade vetorial, ou seja, será analisado o conjunto de suas características fisiológicas e comportamentais, no ambiente natural, para entender o papel e a importância dessa espécie na transmissão do vírus zika.

MAIS DETALHES DA PESQUISA

O estudo foi conduzido pela Fiocruz Pernambuco na Região Metropolitana do Recife, onde a população do Culex quinquefasciatus é cerca de vinte vezes maior do que a população de Aedes aegypti. Os resultados da pesquisa de campo apresentados no artigo mostram a presença de Culex quinquefasciatus infectados naturalmente pelo vírus zika em três pools (grupos) de mosquitos Culex (de um total de 270 pools) e dois pools de Aedes (de um total de 117). Em duas dessas amostras os mosquitos não estavam alimentados, demonstrando que o vírus estava disseminado no organismo do inseto e não em uma alimentação recente num hospedeiro infectado. O vírus foi isolado dessas amostras e seu genoma foi sequenciado.

Na etapa de laboratório, com o objetivo de investigar a competência vetorial das espécies Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti, os mosquitos foram alimentados com uma mistura de sangue e vírus, permitindo o acompanhamento do processo de replicação do patógeno dentro do inseto. Foram realizadas duas infecções de mosquitos, cada infecção com duas concentrações de vírus diferente (104 e 106). A menor simula a condição de viremia de um paciente real. Depois os mosquitos foram coletados em diferentes momentos: no tempo zero (logo após a infecção), três dias, sete dias e 15 dias após a infecção pelo vírus.

Um grupo controle, com mosquitos alimentados com sangue sem o vírus, também foi mantido. Cada mosquito foi dissecado para a extração do intestino e da glândula salivar, tecidos que representam barreiras ao desenvolvimento do vírus. Se a espécie não é vetor, em determinado momento o desenvolvimento do vírus é bloqueado pelo organismo do mosquito. No entanto, se ela é vetor, a replicação do vírus acontece, dissemina no corpo do inseto e acaba infectando a glândula salivar, a partir da qual poderá ser transmitido para outros hospedeiros durante a alimentação sanguínea, pela liberação de saliva contendo vírus. Segundo Constância, a partir do terceiro dia após a alimentação artificial, já foi possível detectar a presença do vírus nas glândulas salivares das duas espécies de mosquito investigadas. Após sete dias, foi observado o pico de infecção nessas glândulas.

Além da detecção do vírus nesses tecidos (intestino e glândula salivar), foram investigadas amostras de saliva expelida pelos mosquitos infectados. A carga viral encontrada nas duas espécies estudadas (Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus) foi similar.

Fiocruz Pernambuco, por Solange Argenta 

Fonte: AFN

Centro de Estudos vai abordar publicação de artigos em revistas internacionais

A palestra desta semana do Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), traz em seu título o questionamento “Como escrever e publicar artigos em revistas internacionais?”

O tema será abordado pela pesquisadora do Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa, doutora Marina Temudo. O encontro acontece na sexta-feira, 11/8, às 9h, no Salão Canoas, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

Segundo Claudia Ríos, Coordenadora do Centro de Estudos, e Vice-Diretora de Ensino, Comunicação e Informação do Instituto, “a palestrante falará sobre sua experiência como pesquisadora e sobre o processo contínuo de aprendizagem de escrita e publicação de artigos em revistas internacionais de alto impacto”.

Na ocasião, Marina Temudo abordará também temas relacionados a suas pesquisas, desenvolvidas no campo da agronomia política e ecologia política e humana, com abordagem interdisciplinar que inclui técnicas qualitativas e quantitativas. Seus trabalhos abrangem desde o uso da terra e mudanças na paisagem, até seguridade alimentar, conservação de agrobiodiversidade e conservação de recursos naturais indígenas.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos ocorrem às sextas-feiras e deles podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde. A entrada é franca.

ILMD/ Fiocruz Amazônia

Seminário da Rede Unida reúne profissionais da Saúde  para debater atenção básica no ILMD

Começou hoje, 9/8, o Seminário Interprofissionalidade na Educação e Cuidado em Saúde e o Programa Mais Médicos.  O evento é resultado de parceria entre a Associação Brasileira Rede Unida e o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). A programação se estende até amanhã, 10.

O evento tem como objetivo intensificar o debate e a reflexão entre pesquisadores, estudantes, trabalhadores e gestores que atuam junto ao Sistema Único de Saúde (SUS) e que defendem o seu aprimoramento e ampliação em todas as regiões do país.

A mesa de abertura foi composta por Érika Almeida, subcoordenadora da Coordenação Geral de Gestão da Atenção Básica, do Ministério da Saúde; Kátia Helena Schweickardt, secretária Municipal de Educação de Manaus; Lubélia Sá Freire, subsecretária Municipal de Saúde de Manaus; Júlio Cesar Schweickardt, coordenador da Rede Unida; e Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia.

O coordenador abriu o evento falando da programação para os dois dias de Seminário e anunciando que hoje iniciam as inscrições para o 13º Congresso Internacional da Rede Unida, que acontecerá em Manaus, no período de 30 de maio a 2 de junho de 2018.

Érika Almeida ressaltou a importância do Seminário  Interprofissionalidade na Educação e Cuidado em Saúde e o Programa Mais Médicos,  principalmente para reflexão e revisão da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB/MS).

Para Lúbélia Sá Freire, a participação dos atores municipais da Saúde nas discussões sobre vigilância em saúde são fundamentais, daí o empenho para que as equipes da Semsa participem do Seminário.

Kátia Helena Schweickardt enfatizou o quanto a educação tem a aprender com a saúde, principalmente num evento como o Seminário que faz uma interface entre as duas áreas. Na oportunidade, a secretária informou o apoio da Prefeitura de Manaus ao 13º Congresso Internacional da Rede Unida.

Sérgio Luz, deu as boas-vindas aos participantes do Seminário e falou da importância do evento, especialmente diante do que se tem passado na política do país. Lembrou da importância do trabalho da Rede Unida, que atua de forma a considerar as diferenças sociais, culturais e regionais do país plural.

O diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia também agradeceu às presenças de Kátia Silveira da Silva, coordenadora do Mestrado Profissional em Saúde da Família (ProfSaúde /Abrasco – Fiocruz), que na ocasião representou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima;  e de Júlio Manuel Suárez, representando  Carlos Rosales , da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

O Seminário é aberto ao público e está sendo realizado no ILMD/Fiocruz/Amazônia, no Salão Canoas, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, Zona Sul de Manaus.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

 

Inpa leva mais 12 peixes-bois do cativeiro para um lago, em Manacapuru, para futuramente serem soltos

A atividade faz parte do Programa de Reintrodução dos Peixes-Bois da Amazônia, coordenado pela pesquisadora Vera Silva, líder do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA/Inpa)

Por Luciete Pedrosa - Ascom Inpa

Foto: Fernanda Farias – Acervo Inpa

Após viverem cerca de seis anos no cativeiro, doze peixes-bois jovens e adultos serão levados do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) para um lago, no semi-cativeiro, em Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus) para futuramente serem soltos na natureza. A translocação dos animais, sendo sete fêmeas e cinco machos, terá início na madrugada da próxima terça-feira (15) e prosseguirá na quarta e quinta-feira (16 e 17), quando serão levados quatro animais por dia.

Prevista para iniciar por volta das 3h30 da manhã, a ação envolverá cerca de 10 colaboradores, entre pesquisadores, veterinários, tratadores e técnicos do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA/Inpa). A saída para Manacapuru, via terrestre, será às 5h da manhã e o retorno está previsto para às 12h do mesmo dia.

A atividade faz parte do Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia, coordenado pela pesquisadora do Inpa, Vera Silva, líder do LMA, e conta com o apoio do Projeto Museu na Floresta, uma parceria entre o Inpa e a Universidade Kyoto, do Japão.

Sitepeixeboisserãosoltosnumlago

Segundo o responsável pelo Programa, o biólogo e mestre em Biologia de Água Doce e Pesca Interior pelo Inpa, Diogo Souza, as ações tiveram início em 2008 e até agora já foram devolvidos para a natureza 12 animais. Souza conta que no início a reintrodução era feita diretamente do cativeiro para o ambiente natural, mas percebeu-se com os resultados iniciais que os animais tiveram dificuldades de se readaptarem à natureza.

Desde 2011 implementamos uma nova etapa, chamada de semi-cativeiro, em Manacapuru”, diz o biólogo. “É um lago semi-natural de piscicultura com 13 hectares de extensão (equivalente à área do Bosque da Ciência do Inpa, em Manaus) e profundidade média de 2 metros, que detém as condições ideais para a readaptação gradual dos animais ao ambiente natural”, destaca.

Segundo o biólogo, nesta fase intermediária, os animais podem se alimentar sozinhos e terem a oportunidade de manter contato com outros peixes-bois, já que chegam ao Inpa ainda filhotes. “Este é um grande problema, pois eles chegam aqui, no Instituto, filhotes e muito debilitados após serem resgatados da caça ilegal”, diz Souza.

Na opinião do responsável pelo Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia, esta é a fase mais crucial para a sobrevivência dos animais - a do berçário. “Mas depois que passam dessa fase, se o animal tem sucesso na reabilitação, permanece no cativeiro por um período de até 6 anos”, diz Souza.

Após serem selecionados no cativeiro é feita a etapa de translocação para o semi-cativeiro, onde permanecem por pelo menos um ano. Lá, são feitas capturas anuais, geralmente, em outubro, para avaliar as condições físicas dos indivíduos. A partir daí, os mais aptos são selecionados para serem devolvidos à natureza.

O quê? Pré-soltura de 12 peixes-boi da Amazônia que vivem em cativeiro no Inpa que serão levados para um lago (semi-cativeiro), em Manacapuru

Quando? 15, 16, e 17 (terça, quarta e quinta-feira)

Onde? Saída do Inpa, Campus I – Aleixo, com destino a Manacapuru (via terrestre)

Horas? Às 5 horas da manhã, no Inpa

Inpa leva mais 12 peixes-bois do cativeiro para Manacapuru para futuramente serem soltos

A atividade faz parte do Programa de Reintrodução dos Peixes-Bois da Amazônia, coordenado pela pesquisadora Vera Silva, líder do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA/Inpa)

Por Luciete Pedrosa - Ascom Inpa

Foto: Fernanda Farias – Acervo Inpa

Após viverem cerca de seis anos no cativeiro, doze peixes-bois jovens e adultos serão levados do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) para um lago, no semi-cativeiro, em Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus) para futuramente serem soltos na natureza. A translocação dos animais, sendo sete fêmeas e cinco machos, terá início na madrugada da próxima terça-feira (15) e prosseguirá na quarta e quinta-feira (16 e 17), quando serão levados quatro animais por dia.

Prevista para iniciar por volta das 3h30 da manhã, a ação envolverá cerca de 10 colaboradores, entre pesquisadores, veterinários, tratadores e técnicos do Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA/Inpa). A saída para Manacapuru, via terrestre, será às 5h da manhã e o retorno está previsto para às 12h do mesmo dia.

A atividade faz parte do Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia, coordenado pela pesquisadora do Inpa, Vera Silva, líder do LMA, e conta com o apoio do Projeto Museu na Floresta, uma parceria entre o Inpa e a Universidade Kyoto, do Japão.

Sitepeixeboisserãosoltosnumlago

 

Segundo o responsável pelo Programa, o biólogo e mestre em Biologia de Água Doce e Pesca Interior pelo Inpa, Diogo Souza, as ações tiveram início em 2008 e até agora já foram devolvidos para a natureza 12 animais. Souza conta que no início a reintrodução era feita diretamente do cativeiro para o ambiente natural, mas percebeu-se com os resultados iniciais que os animais tiveram dificuldades de se readaptarem à natureza.

Desde 2011 implementamos uma nova etapa, chamada de semi-cativeiro, em Manacapuru”, diz o biólogo. “É um lago semi-natural de piscicultura com 13 hectares de extensão (equivalente à área do Bosque da Ciência do Inpa, em Manaus) e profundidade média de 2 metros, que detém as condições ideais para a readaptação gradual dos animais ao ambiente natural”, destaca.

Segundo o biólogo, nesta fase intermediária, os animais podem se alimentar sozinhos e terem a oportunidade de manter contato com outros peixes-bois, já que chegam ao Inpa ainda filhotes. “Este é um grande problema, pois eles chegam aqui, no Instituto, filhotes e muito debilitados após serem resgatados da caça ilegal”, diz Souza.

Na opinião do responsável pelo Programa de Reintrodução de Peixes-bois da Amazônia, esta é a fase mais crucial para a sobrevivência dos animais - a do berçário. “Mas depois que passam dessa fase, se o animal tem sucesso na reabilitação, permanece no cativeiro por um período de até 6 anos”, diz Souza.

Após serem selecionados no cativeiro é feita a etapa de translocação para o semi-cativeiro, onde permanecem por pelo menos um ano. Lá, são feitas capturas anuais, geralmente, em outubro, para avaliar as condições físicas dos indivíduos. A partir daí, os mais aptos são selecionados para serem devolvidos à natureza.

O quê? Pré-soltura de 12 peixes-boi da Amazônia que vivem em cativeiro no Inpa que serão levados para um lago (semi-cativeiro), em Manacapuru

Quando? 15, 16, e 17 (terça, quarta e quinta-feira)

Onde? Saída do Inpa, Campus I – Aleixo, com destino a Manacapuru (via terrestre)

Horas? Às 5 horas da manhã, no Inpa

Inpa realiza a 5ª edição da Roda de Conversa para debater a reciclagem de resíduos sólidos

Aberta ao público, a atividade chega a sua última edição para este semestre. As atividades iniciaram desde março para estimular o debate sobre assuntos de interesse da comunidade buscando a construção de uma visão mais cidadã sobre os assuntos em foco

 

Por Karen Canto – Ascom Inpa

Foto:

 

 

Nesta quarta-feira (09), acontece mais uma edição da Roda de Conversa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC).  O tema desta 5ª edição é ”Reciclagem de resíduos sólidos - onde estão os gargalos?”. A atividade aberta ao público acontece às 16h, na Sala de Estudos da Biblioteca Central, no Campus I do Instituto.

 

Para esta edição, os convidados são a pesquisadora Marcela Amazonas, do Laboratório de Celulose, Papel e Carvão Vegetal, vinculado à Coordenação de Tecnologia e Inovação (Cotei/Inpa); a diretora comercial da empresa Descarte Correto, que trata de resíduos eletrônicos, Carol Dinelli; e o gerente de Articulação Comunitária da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), Fabio Maciel Araújo. Representantes de associações de catadores de Manaus também são esperados para o debate.

 

Os encontros mensais são uma iniciativa da Coordenação de Extensão (Coext) do Inpa, sob a responsabilidade da pesquisadora Rita Mesquita. O objetivo do evento é estimular o debate sobre assuntos de interesse da comunidade, buscando a construção de uma visão mais cidadã sobre os assuntos em foco.

 

Com a realização desta edição com o debate da reciclagem dos resíduos sólidos, o Inpa encerra o primeiro ciclo de Rodas de Conversas. As atividades iniciaram em março trazendo temas ligados à ética na pesquisa, como a participação das mulheres na ciência; a pesquisa com animais; a ética na pesquisa com seres humanos; o acesso ao conhecimento tradicional e à repartição de benefícios.    

 

A Roda de Conversa possui um grupo de mobilizadores formado por Flavia Costa, Mateus Ferreira, Dionísia Nagahama, Flavia Delgado e Marcos Vinicius Simões. Ao término de cada encontro, será feito um resumo dos debates e o posterior compartilhamento para toda a comunidade.

Saúde e Meio Ambiente: Obsma promove oficinas pedagógicas para professores em Belém

Se você é professor da Educação Básica e está em Belém-PA, não perca a chance de participar das Oficinas Pedagógicas da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma/Fiocruz). 

São  120 vagas. Os interessados devem preencher a ficha de inscrição a seguir e enviar para o Centro de Formação dos Profissionais da Educação Básica do Estado do Pará (Cefor): cefor.seduc@gmail.com. Baixe o formulário de inscrição

Cada professor inscrito participará de três oficinas:

  • Produção audiovisual na Educação Básica: transdisciplinalidade entre saúde e meio ambiente;
  • Projeto de ciências na Educação Básica: trabalhando os temas saúde e meio ambiente;
  • Produção de texto no cotidiano escolar: como articular os temas saúde e meio ambiente na produção textual.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a Obsma pelo e-mail olimpiada@fiocruz.br ou telefone (21) 2560-8259.

SERVIÇO

Oficinas Pedagógicas da Obsma em Belém-PA

Data: 9, 10 e 11 de agosto de 2017
Horário: 9h às 17h
Local: Escola de Governança Pública do Estado do Pará (EGPA) – Av. N. Sra. de Nazaré, 871, Nazaré – Belém-PA
Público-alvo: professores da rede pública do Pará
Parceria: Secretaria de Educação do Estado do Pará (Seduc) e Centro de Formação dos Profissionais da Educação Básica do Estado do Pará (Cefor)

SOBRE AS OFICINAS PEDAGÓGICAS

Para estimular educadores interessados em abordar as temáticas de saúde e meio ambiente em sala de aula, a Obsma oferece anualmente as Oficinas Pedagógicas, um canal de diálogo entre a equipe multidisciplinar da Olimpíada  e professores.

As atividades abordam as relações entre educação, saúde, meio ambiente e ciência, apresentando também aos participantes como podem trabalhar com os formatos projeto de ciênciasprodução de texto e produção audiovisual em sala de aula. Assim, queremos incentivar que professores e seus alunos elaborem projetos críticos e criativos para submeter à Obsma.

Os temas e os conteúdos curriculares das áreas de saúde e meio ambiente abordados nas oficinas compreendem um amplo leque de possibilidades, considerando as realidades local, regional e/ou nacional, com propostas pedagógicas construídas pelas escolas , professores e alunos.

Desde 2013, são realizadas Oficinas Pedagógicas. Veja como foram as Oficinas anteriores

Que tal levar as Oficinas Pedagógicas da Obsma para sua cidade? Clique AQUI e saiba como.

As Oficinas são realizadas com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Fonte: Obsma

Inscrições abertas para curso online sobre Prevenção e Vigilância da Malária na Região Amazônica

Estão abertas as inscrições para o ‘II Curso de Formação na Gestão de Prevenção e Vigilância da Malária na Região Amazônica”. O curso é em formato e-learning, desenvolvido com conteúdos detalhados, incluindo vídeos, animações e modelagem 3D.

Trata-se de uma atividade de formação, com carga horária de 60 horas e duração de quatro meses, que enfatizará o diagnóstico e manejo clínico da malária. O público-alvo são profissionais da saúde.

A inscrição é de responsabilidade da instuição a que pertence o interessado, que deve enviar e-mail para paulo.nogueira@fiocruz.br e marmutis@ioc.fiocruz.br,  com o assunto:  II Curso de Formação na Gestão de Prevenção e Vigilância da Malária na Região Amazônica, informando nome completo, e-mail, telefone, whatsapp,  RG, Município onde trabalha, Estado, instituição e profissão/função dos candidatos, em lista conforme formulário anexo.

O objetivo do curso é fortalecer a capacidade científica dos profissionais da saúde para distinguir os principais aspectos biológicos, clínicos, terapêuticos e epidemiológicos da malária que possibilitem uma gestão adequada dos pacientes na Amazônia.

O curso utiliza ferramentas que permitem conferência e  treinamento virtual (como Moodle e plataforma WebEx).

Durante a realização do curso serão feitas duas avaliações, uma inicial e a outra após a conclusão do curso, a fim de verificar o conhecimento alcançado.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

O conteúdo do curso foi produzido por especialistas em malária na Amazônia, com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Serão 10 aulas, distribuídas em três módulos, totalizando 60 horas.

Confira a programação:

  1. Módulo I: etiologia e fisiologia Malária
    Lição 1: etiologia
    Lição 2: ciclo da malária
    Lição 3: fisiopatologia da doença
  2. Módulo II: Epidemiologia / clínica e diagnóstico
    Lição 4: epidemiologia da malária
    Lição 5: principais aspectos da malária grave
    Lição 6: infecção assintomática de plasmodium
    Lição 7: diagnóstico diferencial
    Lição 8: tratamento
  3. Módulo III: Destaques do vetor da doença na Amazônia (controle, eliminação, erradicação)
    Lição 9: aspectos do controle
    Lição 10: Controle, erradicação e eliminação: é possível?

A cada mês, um módulo estará disponível na plataforma, sendo a data de início de cada módulo acordada entre tutores e alunos.

MAIS INFORMAÇÕES

O curso será gratuito e as aulas estarão disponíveis em espanhol e português. Os certificados serão emitidos pela UFMG, para estudantes aprovados e que tiveram participação em mais de 70% do curso.

A  proposta do curso foi  desenvolvida pela PS /OTTO junto à UFMG, Fiocruz, em Manaus e Rio de Janeiro. O aporte financeiro vem do Programa Regional da Amazônia (PRA).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

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