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Encontro debate resultados preliminares de estudo de cooperação que busca entender origem da diversidade de anfíbios na Amazônia

Pesquisadores brasileiros e franceses discutiram os resultados preliminares do projeto científico intitulado “Biogeografia comparada de anfíbios amazônicos/Comparative Biogeography of Amazonian Amphibians (Combia)”, desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) no âmbito da cooperação internacional do programa Guyamazon.

O programa busca entender os processos responsáveis pela origem da diversidade de anfíbios da Amazônia, com o objetivo de fomentar a conservação das espécies na megadiversa Amazônia.

O encontro ocorreu no período de 7 a 10 de maio no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), localizado no bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus, e na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no bairro Coroado I, zona Leste da cidade.

Foto da turma

Pesquisadores brasileiros e franceses discutiram os resultados preliminares do projeto científico intitulado “Biogeografia comparada de anfíbios amazônicos/Comparative Biogeography of Amazonian Amphibians (Combia)”.

 

O projeto é realizado no âmbito do Programa Guyamazon da Fapeam edital Nº 002/2017 é desenvolvido no Inpa, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e o Centre National de la Recherche Scientifique-CNRS, Laboratoire Evolution & Diversité Biologique da Université Toulouse.

A pesquisa propõe a integração de uma equipe de especialistas brasileiros e franceses em anfíbios e diversificação Neotropical para realizar análises biogeográficas comparativas na ampla escala amazônica para entender as origens e processos que geraram e mantêm a diversidade amazônica de anfíbios, com base em abordagens analíticas integrativas e comparativas.

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Coordenadora do projeto, no Brasil, Dra. Fernanda Werneck.

 

Segundo a coordenadora do projeto, Dra. Fernanda Werneck, o conhecimento básico sobre a diversidade de anfíbios, particularmente, na região Amazônica, ainda é pouco desenvolvido. Os anfíbios são organismos extremamente diversos em todo planeta, sobretudo, na Amazônia.

Fernanda esclarece que o intuito da reunião foi aproximar os grupos de pesquisa (Brasil e França) e engajá-los no planejamento das atividades e produtos do projeto, na definição dos estudos preliminares e dos estudos comparativos aprofundados e na apresentação de resultados preliminares.

“Durante o encontro foram apresentados os resultados preliminares dos estudos de delimitação de espécies que vêm sendo desenvolvidos pelos grupos de pesquisa para os grupos taxonômicos focais do projeto, para então subsidiarmos o planejamento das atividades futuras da pesquisa”, disse.

Os anfíbios são animais sensíveis às variações ambientais. De acordo com as estimativas da International Union for Conservation of Nature (IUCN), cerca de 40% das espécies encontram-se sob elevado risco de extinção.

Fernanda explica ainda que o projeto está organizado em torno de dois objetivos principais. O primeiro é delimitar as espécies e as respectivas distribuições geográficas de oito grupos focais de anfíbios cuidadosamente selecionados com ampla distribuição na Amazônia (grupos pan-Amazônicos e endêmicos da região).

O segundo objetivo é investigar padrões de diversificação dentro de cada grupo e testar as hipóteses biogeográficas alternativas de diversificação para esses grupos na Amazônia através de análises comparativas entre eles.

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Coordenador do projeto, na França, Dr. Antoine Fouquet.

 

No estudo serão usados métodos rápidos de sequenciamento de DNA de próxima geração (Next Generation Sequencing – NGS) acessíveis para estudos de biodiversidade, em conjunto com novos métodos analíticos com rigor estatístico para a identificação de linhagens com base nas informações contidas no DNA e o teste da congruência (ou não) de eventos diversificação espacial e temporal.

Além disso, serão promovidas diversas atividades de treinamento e capacitação entre os grupos de pesquisa envolvidos, como reuniões de planejamento, visitas científicas de intercâmbio entre laboratórios, co-supervisão de estudantes, divulgação científica, entre outros.

Mobilidade científica

Para fomentar a coleta de dados e fazer o intercâmbio com o grupo de pesquisa francês, o bolsista da Fapeam, Leandro Moraes, viaja ainda esse mês para a França para fazer estágio de três meses na Université Toulouse.

“Na França vou contribuir com o levantamento de dados moleculares no laboratório de genética, trabalhando com as amostras de espécies amazônicas”, disse.

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Bolsista da Fapeam, Leandro Moraes, fará estágio de três meses na Université Toulouse.

 

O coordenador francês do projeto, Dr. Antoine Fouquet, explica que após a comparação de oito diferentes grupos de anfíbios distribuídos na Amazônia será possível entender a diversificação desses organismos na região.

Guyamazon

O Programa de Cooperação Internacional Guyamazon é resultado de uma cooperação internacional entre a Fapeam, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão (Fapema), a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), a Embaixada da França, o Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) e a Coletividade Territorial da Guiana (CTGA).

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

 

 

 

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