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Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia irá abordar Análise proteômica de alvos biotecnológicos

Na próxima sexta-feira, 2/8, às 10h, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove a palestra “Análise proteômica de alvos biotecnológicos: uma ênfase em sementes oleaginosas”, a ser ministrada pelo pesquisador, Fábio César Sousa Nogueira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

As diferentes de técnicas proteômicas aplicadas no estudo de plantas com sementes oleaginosas e os resultados obtidos até o momento serão apresentados, assim como o potencial de aplicação destas técnicas em diferentes alvos biotecnológicos.

Segundo Nogueira, na pesquisa que será apresentada, foram empregadas abordagens proteômicas para estudar plantas que acumulam óleo em suas sementes. “A mamona (Ricinus communis L.) é capaz de acumular 60% de óleo na forma de triacilgliceróis (TAG) em suas sementes, e cerca de 90% destes TAG são compostos do ácido graxo (FA) – ácido 12-hidroxioléico (ricinoleato). Este FA tem uma ampla aplicação industrial, com potencial de uso na produção de biodiesel. Uma adversidade à sua utilização, deve-se ao alto conteúdo de proteínas tóxicas e alergênicas em suas sementes e na torta produzida após a extração do óleo”.

A apresentação ocorrerá no Sala de aula 1, no 1º andar, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

 SOBRE O PALESTRANTE

Fábio possui bacharelado e licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). É mestre em Bioquímica pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular, e doutor em Bioquímica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Instituto de Química (IQ), Departamento de Bioquímica, com doutorado sanduíche na University of Southern Denmark, Department of Biochemistry and Molecular Biology, Protein Research Group.

Atualmente é professor adjunto do Departamento de Bioquímica, IQ, UFRJ. É membro da Unidade Proteômica (IQ/UFRJ), do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) e do Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (LADETEC).

Possui experiência na área de Bioquímica, com ênfase em Proteômica e Proteômica de Plantas, atuando principalmente nos seguintes temas: espectrometria de massa, cromatografia líquida, eletroforese uni e bidimensional de proteínas, modificações pós-traducionais (glicosilação, fosforilação e acetilação) e proteômica quantitativa (label-free e label dependent). Também possui experiência na análise de peptídeos e proteínas usados na dopagem por LC e nanoLC acoplado ao espectrômetro de massa.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Curso na Fiocruz Amazônia aborda caracterização de proteínas por métodos biofísicos

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) em parceria com a Fiocruz Ceará e com a Rede de Plataformas Tecnológicas da Fiocruz, realiza até a próxima quinta-feira, 25/4, o curso de atualização “Caracterização de proteínas por métodos biofísicos: proteômica – modelagem molecular – biologia molecular”.

A atividade é voltada para alunos de graduação e pós-graduação das áreas de Biologia, Ciências Biomédicas, da Saúde e afins. As aulas visam apresentar aos alunos a fundamentação teórica necessária para a caracterização de proteínas por proteômica, biologia molecular e modelagem molecular, além de oferecer aos alunos informações (princípios, ferramentas e aplicações) sobre diferentes temas associados ao estudo de proteína, que possibilitem aplicabilidade desse conhecimento.

Para o Pesquisador Donat Alexander, um dos professores do curso, além de trocar informações sobre pesquisas o curso é uma grande oportunidade para estabelecer colaborações entre as Unidades da Fiocruz. “Essa é a terceira vez que estou em Manaus, sempre aproveitando essas oportunidades para disseminar o conteúdo do curso e estabelecer colaborações que estão se mantendo até hoje”, relatou.

A pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino, explicou que o curso preenche uma série de lacunas, correspondentes ao estudo de proteínas na região. “A gente viu que existe uma demanda, que existem vários trabalhos aqui na região que trabalham com questões sobre proteínas e que poderiam se beneficiar com características associadas ao estudo de proteínas, sejam elas ligadas ao estudo de modelagem molecular, proteômicas, ou biologia molecular”.

Na oportunidade, os professores utilizam metodologias ativas que combinam apresentação de conceitos, acompanhadas de discussões de artigos ou resultados encontrados, com exercícios dos conteúdos apresentados.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia divulga selecionados para curso de atualização sobre caracterização de proteínas por métodos biofísicos

Divulgada a lista dos alunos selecionados para o curso “Caracterização de proteínas por métodos biofísicos: proteômica – modelagem molecular – biologia molecular”, atividade promovida pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) em parceria com a Fiocruz Ceará e com a Rede de Plataformas Tecnológicas da Fiocruz.

Para acessar o resultado, clique.

O curso é de atualização, destinado a alunos de graduação e pós-graduação das áreas de Biologia, Ciências Biomédicas, da Saúde e afins. As atividades iniciam na próxima segunda-feira, 22/4, das 9h às 17h, na sede da Fiocruz Amazônia, à Rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus.

A atividade visa apresentar aos alunos a fundamentação teórica necessária para a caracterização de proteínas por proteômica, biologia molecular e modelagem molecular, além de oferecer aos alunos informações (princípios, ferramentas e aplicações) sobre diferentes temas associados ao estudo de proteína, que possibilitem aplicabilidade desse conhecimento.

As aulas serão expositivas e participativas, utilizando metodologias ativas que combinam apresentação de conceitos, acompanhadas de discussões de artigos ou resultados encontrados, com exercícios dos conteúdos apresentados.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Pinheiro

Fiocruz Amazônia abre vagas para curso de atualização sobre caracterização de proteínas por métodos biofísicos

Estão abertas as inscrições para o curso “Caracterização de proteínas por métodos biofísicos: proteômica – modelagem molecular – biologia molecular”, uma atividade promovida pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) em parceria com a Fiocruz Ceará e com a Rede de Plataformas Tecnológicas da Fiocruz.

O curso é  de atualização, destinado a alunos de graduação e pós-graduação das áreas de Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde, e será realizado no período de 22 a 25 de abril, das 9h às 17h, na sede da Fiocruz Amazônia, à Rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus.

A atividade visa apresentar aos alunos a fundamentação teórica necessária para a caracterização de proteínas por proteômica, biologia molecular e modelagem molecular, além de oferecer aos alunos informações (princípios, ferramentas e aplicações) sobre diferentes temas associados ao estudo de proteína, que possibilitem aplicabilidade desse conhecimento.

As aulas serão expositivas e participativas, utilizando metodologias ativas que combinam apresentação de conceitos, acompanhadas de discussões de artigos ou resultados encontrados, com exercícios dos conteúdos apresentados.

O curso é gratuito e tem carga horária de 25h. Estão sendo oferecidas 30 vagas. As inscrições são feitas pelo Campus Virtual da Fiocruz.

Para se inscrever, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Pinheiro

Pesquisadora da Fiocruz Amazônia ministra palestra sobre proteômica aplicada à biotecnologia e saúde Pública

Iniciou nesta quinta-feira, 21/2, o evento “Integrando a Química na Amazônia”, em comemoração aos 30 anos de atividades do Conselho Regional de Química da XIV Região (CRQ XIV), cuja área de atuação abrange os estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. Palestras, minicursos e oficinas fazem parte do ciclo de atividades promovidas em paralelo às festividades e reuniões plenárias do Conselho Federal de Química (CFQ).

No primeiro dia de programação, Priscila Aquino, pesquisadora do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) ministrou a palestra “Proteômica aplicada à biotecnologia e saúde pública”, parte de seu trabalho desenvolvido ao longo dos últimos oito anos. “Hoje trouxemos algo mais aplicado ao estudo do câncer e também a alguns microorganismos como fungos e bactérias. Como estamos em um congresso que nos possibilita apresentar as diversas aplicações que a química tem na Amazônia, é muito relevante que a gente possa mostrar um viés mais voltado para a saúde pública”, destacou.

O objetivo da apresentação foi “mostrar aos participantes algumas aplicações, utilizando a proteômica, ferramentas de espectrometria de massas para identificar proteínas que possam estar associadas a doenças, em especial ao câncer gástrico e ao glioblastoma, que futuramente podem auxiliar no diagnóstico precoce, já que possuem um prognóstico muito ruim, por serem geralmente detectadas em estágios mais avançados”, explicou Aquino.

A abertura oficial do evento está marcada para hoje, 21/2, às 18h30, no Studio 5 Centro de Convenções de Manaus. A atividades ocorrem até sábado, 23/2, e reúne especialistas e técnicos de diversas áreas da Química, oferecendo um painel de compartilhamento de técnicas e práticas, e de reflexão sobre os horizontes da atividade na região Norte do Brasil.

Cinfira a programação do evento AQUI

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes

 

 

Fiocruz desenvolve molécula para tratamento de leucemia

Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Calos Chagas (ICC/ Fiocruz Paraná) abrem novas perspectivas para o tratamento de câncer, em especial da Leucemia Linfóide Aguda (LLA). Tratada desde 1970 com terapia que inclui a enzima asparaginase extraída de bactérias, a doença atinge com mais frequência crianças e jovens. No Brasil, cerca de 4 mil pacientes dependem deste tipo de medicamento, importado e utilizado pelos serviços de oncologia do Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo desenvolveu uma versão inovadora da asparaginase humana, que passou a ter maior atividade bioquímica após mudanças em sua estrutura, o que confere a ela um potencial terapêutico. A descoberta feita pelos inventores Stephanie Bath de Morais, Nilson Zanchin e Tatiana Brasil, com pedido de patente já depositada, abre perspectivas para o tratamento com uma enzima mais especifica e menos tóxica, uma contribuição importante para o tratamento da leucemia infantil.

 “A enzima obtida a partir de bactérias, embora efetiva no tratamento, provoca uma reação forte do sistema imunológico, causando diversos efeitos colaterais no paciente. A vantagem de se utilizar no tratamento uma proteína de origem humana seria a diminuição dos efeitos colaterais decorrentes do reconhecimento de uma molécula estranha. As células humanas produzem a asparaginase, porém a proteína nativa não apresenta atividade suficiente para utilização como medicamento. Utilizando a expertise do nosso grupo, nosso objetivo foi o de investigar a estrutura dessa molécula. Então, foram realizadas mudanças na sua estrutura que resultaram em atividade compatível com potencial uso terapêutico”, explica a pesquisadora do Laboratório de Proteômica e Engenharia de Proteínas, Tatiana Brasil. “Em quatro anos de pesquisa, identificamos as mudanças necessárias na estrutura da asparaginase humana e produzimos uma molécula inovadora no laboratório”, comemora.

Além da diminuição dos efeitos colaterais causados pelo medicamento disponível hoje no mercado, a descoberta pode abrir a possibilidade de produção nacional de um biofármaco com utilização essencial no tratamento da leucemia. “Hoje, o Brasil importa a asparaginase bacteriana que é utilizada nos serviços de oncologia cadastrados pelo SUS. Com a produção nacional dessa molécula humana inovadora, teríamos a possibilidade de melhorar o tratamento, baratear o custo e reduzir a dependência das importações”, ressalta Tatiana.

Os resultados também reforçam a característica de inovação das pesquisas desenvolvidas nos laboratórios da Fiocruz Paraná. O grupo foi orientado, durante todo o processo de proteção patentária, pelo Núcleo de Inovação Tecnológica da Fiocruz Paraná. “Passamos por duas avaliações e nossa descoberta está com o pedido de patente depositada. Não encontramos dificuldade no processo de proteção, pois os profissionais da Fiocruz nesta área estiveram presentes desde o início do projeto”, lembra a pesquisadora. “Nosso próximo passo é otimizar o processo de produção, e produzirmos a molécula humana modificada em quantidade suficiente para que possamos realizar os testes pré-clínicos a fim confirmar o potencial farmacológico dessa enzima”, finaliza Tatiana.

Conheça a atuação do Laboratório de Proteômica e Engenharia de Proteínas da Fiocruz Paraná aqui.

Fiocruz Paraná, por Renata Fontoura
Fonte: AFN Notícias
Foto: Fiocruz Paraná