Arquivo da Categoria: Popularização da Ciência

Alunos do interior do Amazonas aprendem a importância da floresta e biodiversidade Amazônica

02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-39

Mais de 40 estudantes da Escola Estadual Isaías Vasconcelos, no município de Iranduba, participaram de oficina e atividades interativas que trouxeram a reflexão sobre os ganhos e perdas que ocorrem no ecossistema com a manutenção e derrubada da floresta Amazônica. A atividade foi realizada na segunda-feira (2/12).

A ação faz parte do projeto intitulado “Brincando se a aprende: a importância da floresta e biodiversidade amazônica”, desenvolvido pela pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e coordenadora do projeto, Genoveva Chagas de Azevedo, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação  (POP CT&I), edital N°009/2019.

O proje02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-29to foi desenvolvido em seis escolas, com alunos do Ensino Médio e Fundamental, da rede pública de Manaus, Iranduba, Manacapuru e Presidente Figueiredo. Também foi realizada oficina para simular o trabalho de campo no Bosque da Ciência do Inpa, para os visitantes em geral.

Segundo a coordenadora do projeto, Genoveva Azevedo, especificamente para esse projeto, o tema desenvolvido e debatido foi à floresta amazônica.

“Criamos uma espécie de jogo com base no que a gente ganha com a floresta em pé e o que a gente perde com a floresta no chão, trazer essa discussão levar informação de conhecimento científico  e propor essa reflexão aos estudantes  o que  a gente ganha , o que a gente perde se não cuidar da nossa floresta.  Sendo um debate tão presente e tão atual”, conta.

  Jogo

Segundo Genoveva, o jogo utiliza dois painéis, que retratam a floresta em pé, exuberante e o outro a floresta no chão (queimada/derrubada). Cada painel é composto por 20 quadrados nas laterais enumerados de 1 a 6, que os participantes escolhem após jogar o dado. Cada quadrado corresponde a uma possível consequência de cada cenário.  Ao final o aluno leva consigo um cartão informativo sobre o cenário apresentado.

02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-29

“Essa atividade possibilita ao estudante de forma lúdica e interativa o conhecimento sobre o papel da floresta no ecossistema. A gente acredita que o conhecimento aliado com o processo educativo e com a reflexão crítica, é possível que o cidadão se coloque também na condição de co-responsável  e isso venha gerar uma conduta diferente na questão dos cuidados com o meio ambiente”, disse.

O estudante Lucas Albuquerque, do 3º ano do ensino médio, que participou da atividade, conta que aprendeu muito com o tema abordado na oficina. “Achei legal, muitas coisas que ocorrem no processo natural da floresta que eu não conhecia. Isso permitiu que refletisse sobre a importância da floresta para nosso meio ambiente e também para nossa vida”.

Segundo a estudante, Larissa Dantas, também do 3º ano do ensino médio,  oficinas como essas nas escolas é muito importante para o conhecimento. “Aprendi mais do que nunca que devemos preservar nossa floresta, ela serve para tudo e se continuar o crescimento do desmatamento das florestas, nós seremos os maiores prejudicados”, disse.

No Amazonas, o Governo do Estado, por meio do POP CT&I da Fapeam, apoia a realização de 26 eventos de popularização da ciência, em diversas áreas, na capital e no interior. Lançado no mês de junho, o POP CT&I, conta com recursos financeiros da ordem de R$800 mil, para apoiar a realização de exposições, feiras, oficinas, minicursos, palestras e outras atividades interativas sobre CT&I, em locais públicos, organizados por temas, campos ou áreas do conhecimento.

Para a coordenadora do projeto a iniciativa da Fapeam é fundamental, que editais como POP CT&I têm alcance bastante interessante junto à população.02.12.2019 - JOGO GANHOS E PERDAS EM IRANDUBA - POP CTI  - FOTOS Jessie Silva-55

 

“É

uma forma também de saber que existe investimento de popularização da ciência para apoiar pesquisadores, professores para desenvolver atividades dessa natureza, onde podemos criar mecanismos recursos que possam mediar essa discussão, essa questão do conhecimento científico. O pesquisador publica seu artigo,  mas  como vai fazer para decodificar isso? Como torna esse tipo de conhecimento acessível a outros grupos? e esse tipo de projeto é fundamental ele instiga e desafia o pesquisador a buscar uma forma de tornar esse  conhecimento acessível em uma linguagem que os cidadãos de um modo geral entendam”, relata a pesquisadora.

Por Jessie Silva

Fotos: Jessie Silva

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Fiocruz Amazônia lança exposições durante simpósio na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru

A popularização da ciência é tema essencial para sociedades atuais e, em particular, para os países em desenvolvimento ou emergentes, como o Brasil. Mais do que nunca, o cidadão está sendo chamado a participar ativamente dos rumos da sociedade e apropriar-se dos conteúdos de CT&I.

Pensando nisso, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) lançou esta semana, duas exposições que visam popularizar o conhecimento produzido pela Instituição. “Malária – O caminho da gota espessa” e “DigiCiência”, projetos aprovados no edital N. 009/2019 – POP CT&I, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), foram apresentadas ao público, entre os dias 27 e 29/11, durante a “Feira Ciência & Saúde Para Você”, realizada no município de Tabatinga (AM) e em Letícia, na Colômbia.

As exposições fazem parte da Política de Extensão, Divulgação e Popularização da Ciência do  ILMD/Fiocruz Amazônia, visando o compromisso com a disseminação e compartilhamento de conhecimento e tecnologias voltadas para o fortalecimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), que contribuam para a promoção da saúde e da qualidade de vida da população, redução das desigualdades sociais e dinâmica nacional de inovação, tendo em vista a defesa do direito à saúde. O circuito de atividade promovidas pela Fiocruz Amazônia, comtemplam também a 16ª Semana Nacional de Ciência & Tecnologia (SNCT).

Mais de 200 visitantes passaram pelo Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga), para conferir as exposições que retratam pesquisas, o trabalho de pesquisadores e alunos da Unidade, além de contar a trajetória da Instituição na Amazônia.

MALÁRIA – O CAMINHO DA GOTA ESPESSA

A região amazônica concentra quase totalidade dos casos de malária do Brasil. Para se ter o diagnóstico da doença, é realizado o exame de Gota Espessa. A técnica é muito simples e eficaz no diagnóstico e combate à malária, e atende às especificidades do território amazônico, além do acesso aos serviços de saúde.

No entanto, há um longo caminho construído pelo sistema de saúde até se chegar ao exame amplamente conhecido pela população. Uma forma de buscar a diminuição das desigualdades construídas no acesso aos tratamentos de saúde, passa pela compreensão das ações necessárias ao seu enfrentamento.

Cientes desse quadro, pesquisadores e estudantes do ILMD/Fiocruz Amazônia, sobretudo do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), vêm desenvolvendo ações de pesquisa nesta área, utilizando esta técnica de coleta, tendo gerado, inclusive, publicações científicas.

Ao lado disso, o grupo também empreende esforços na estratégia de sensibilizar a população para a importância de um diagnóstico rápido e eficaz, o que é oportunizado pelo exame da Gota Espessa. A exposição abre a possibilidade de uma sensibilização coletiva para a importância da realização do exame.

Painéis, cartilhas e 25 expositores destacam, de forma didática, as fases de execução do exame da Gota Espessa para o diagnóstico da malária, potencializando a ampliação da divulgação do conhecimento acerca do exame.

O projeto pretende beneficiar os moradores da Comunidade Rural do Rio Pardo, em Presidente Figueiredo e Lago do Limão, Iranduba, Amazonas, onde o ILMD/Fiocruz Amazônia mantém estações de trabalho, além do município de Tabatinga, fronteira com Colômbia e Peru, onde o Instituto tem ações com parceiros Panamazônicos, visando dar continuidade às atividades de pesquisa, extensão e popularização científica que já vêm ocorrendo nessas comunidades.

Eric Fabrício Marialva, membro do laboratório, explicou que estas ocasiões são extremamente relevantes para aproximar ciência e comunidade. “Ter participado desse evento foi muito gratificante, pois nos possibilita ter um contato maior com a comunidade. Nós que desenvolvemos pesquisa, geralmente temos dificuldade de passar os resultados para a população de uma maneira mais acessível. Foi uma experiência muito boa”, disse.

“DIGICIÊNCIA”

Apresentar através de conteúdos audiovisuais o trabalho de pesquisadores e alunos da Fiocruz Amazônia é uma das metas do projeto “DigiCiência – Oficina de Vídeos Digitais para Divulgar Ciência (II Edição)”. Nesse sentido, alunos da Instituição, selecionados durante a Oficina promovida pelo projeto, estiveram em Tabatinga (AM), para apresentar os resultados dos vídeos produzidos e dialogar com os visitantes sobre a produção de conteúdos multimídia, de fácil entendimento ao público em geral.

A primeira etapa do projeto, promoveu oficinas de comunicação com a finalidade de orientar os alunos de pós-graduação a promoverem a divulgação científica, de forma criativa e lúdica, utilizando a tecnologia e uso do smartphone no processo de comunicação da ciência.

Os vídeos produzidos durante a oficina foram expostos, em Tabatinga, e posteriormente devem ser disponibilizados na homepage institucional, nas mídias sociais digitais da instituição, além de apresentados em eventos científicos e distribuídos em forma de DVD a parceiros e interessados.

A ideia dos organizadores é gerar um produto de divulgação e conscientização que chegue, em linguagem fácil e acessível, ao grande público e que tenha um caráter mais duradouro e menos ocasional, contribuindo, para o alcance de um importante compromisso institucional.

Ana Elizabeth Reis, mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), foi uma das selecionadas para participar da ação em Tabatinga. “Foi uma experiência muito exitosa. Precisamos mostrar para a sociedade o que o ILMD faz, o que a pesquisa pode gerar de benefícios. Essa atividade deu a oportunidade para os estudantes se aproximarem mais da pesquisa. Estou levando as experiências dessa ação para serem aplicadas no laboratório onde estou atuando”, destacou.

SOBRE A SNCT

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) é uma ação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e tem o objetivo de aproximar Ciência e Tecnologia da população, promovendo eventos que congregam centenas de instituições, a fim de realizarem atividades de divulgação científica em todo o País. A SNCT tem como premissa levar a ciência em uma linguagem acessível à população, por meios inovadores que estimulem sua curiosidade e motivem a discutir as implicações sociais da Ciência, além de aprofundarem seu conhecimento sobre o tema.

Com 25 anos de atuação, o ILMD/Fiocruz Amazônia, por meio de seus pesquisadores, tecnologistas, técnicos e bolsistas, promove e protagoniza ações de extensão, divulgação e popularização científica, o que tem gerado um conjunto de projetos e produtos, que estabelecem um diálogo direto e efetivo com a sociedade.

Ascom – ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Edmilson Bibiani

SNCT: Fiocruz Amazônia promove “Feira Ciência & Saúde Para Você”, no município de Tabatinga (AM) e em Letícia, na Colômbia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) em parceria com a Universidade Nacional da Colômbia (UN) – Sede Amazônia – Letícia (COL), e o Instituto Federal do Amazonas – Ifam/Campus Tabatinga, promoveu entre os dias 27 e 29/11, o I Simpósio de Pesquisadores em Saúde da Tríplice Fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru. As atividades iniciaram na manhã da última quarta-feira, 27/11, em Letícia (COL) e Tabatinga (AM), com a realização da “Feira Ciência & Saúde Para Você”, projeto aprovado edital N. 009/2019 – POP CT&I, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Exposições de vídeos para divulgação e popularização da ciência; Malária – O caminho da gota espessa; Controle de mosquitos Aedes com estações disseminadoras de larvicida; Exposição Institucional – Instituto Leônidas & Maria Deane, foram algumas das exposições apresentadas pela equipe da Fiocruz Amazônia para o evento. O público poderá conferir de perto as exposições que estiveram em circulação durante os 3 dias de evento.

Para José Joaquim, pesquisador da Fiocruz Amazônia e coordenador da feira, o evento é uma relevante oportunidade de conhecer os estudos sobre saúde produzidos na tríplice fronteira. “Desde o início do ano estamos nos comunicando com os pesquisadores da Universidade Nacional da Colômbia para aproximarmos a pesquisa e estabelecer o fortalecimento da pós-graduação. A estratégia é promover um intercâmbio de conhecimento, justamente para conhecermos a realidade das pesquisas em saúde promovidas aqui na tríplice fronteira”, explicou.

Visando a popularização do conhecimento nos dois países, as exposições aconteceram simultaneamente nas dependências da Universidade Nacional da Colômbia (UN) – Sede Amazônia – Letícia (COL), e no Instituto Federal do Amazonas – Ifam/Campus Tabatinga. Estudantes de ensino médio, graduação, pós-graduação e comunidade dos dois países passaram pelo local.

O CAMINHO DA GOTA ESPESSA

Com o intuito de sensibilizar o grande público sobre a importância do exame da Gota Espessa para o diagnóstico da malária, demonstrando a cadeia de ações realizadas até a entrega do resultado ao usuário, a exposição “Malária – O caminho da gota espessa” visa facilitar o entendimento de um processo complexo da saúde, valorizando as ações do cidadão, dos agentes comunitários de saúde e das agências de governo no combate e tratamento da doença.

A exposição abre a possibilidade de uma sensibilização coletiva para a importância da realização do exame. Painéis, cartilhas e 25 cartazes destacam, de forma didática, as fases de execução do exame da Gota Espessa para o diagnóstico da malária, potencializando a ampliação da divulgação do conhecimento acerca do exame.

DIGICIÊNCIA

Outra atividade que também obteve destaque durante a feira foi a mostra de vídeos “DigiCiência”. A exibição dos vídeos é uma das etapas do projeto “DigiCiência – Oficina de vídeos digitais para divulgar ciência (II Edição)”, que utiliza vídeos como ferramenta para instigar a essência da divulgação científica nos pesquisadores ainda na fase de formação.

Na primeira etapa, pesquisadores e alunos de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia, participaram de uma oficina de capacitação, onde foram apresentadas técnicas de produção de vídeos digitais, iniciando pela elaboração do roteiro e elementos de pré-produção, passando pela gravação e pela edição até chegar ao produto final.

Os vídeos produzidos estão sendo apresentados durante ações de popularização realizadas pelo Instituto em Manaus, e nos municípios de Tabatinga e Presidente Figueiredo, em encontros previamente agendados. Estima-se que mais de 100 alunos das escolas públicas terão a oportunidade de assistir os vídeos que são resultantes das oficinas. Após a exposição dos vídeos, os visitantes podem tirar dúvidas e debater com os produtores do material apresentado.

O projeto “Controle de Aedes aegypti e Ae. albopictus com Estações Disseminadoras de Larvicida” também foi apresentado durante a Feira. O projeto é do pesquisador e diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz. Durante o evento a equipe técnica do projeto apresentou resultados parciais dos ensaios feitos com as Estações Disseminadoras de Larvicida.

O projeto conta com apoio do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia, e do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (Decit & Devit/MS), da Organização Pan-Americana da Saúde-Organização Mundial da Saúde (Opas-OMS), e com apoio de secretarias municipais e estaduais de Saúde, para que ensaios possam ser feitos em diferentes regiões do Brasil, visando avaliar a eficácia da tática do uso das Estações Disseminadoras de Larvicida.

SOBRE AS ESTAÇÕES DISSEMINADORAS

As Estações Disseminadoras de Larvicida são baldes plásticos, cobertos com pano preto impregnados de larvicida, e que para funcionarem necessitam de uma certa quantidade de água para atrair os mosquitos. Ao pousarem na superfície da Estação, partículas do larvicida são aderidas às pernas e corpo dos mosquitos, que acabam levando esse produto para outros criadouros e, com isso, conseguem matar larvas e pupas, inclusive em criadouros que muitas vezes não poderiam ser localizados pela população e equipes de vigilância.

O estudo iniciou em 2014 nas cidades de Manaus e Manacapuru, no Amazonas. Atualmente, está sendo testado em outras cidades brasileiras e tem apresentado resultados animadores mesmo em diferentes paisagens geográficas e escalas.

SIMPÓSIO

A abertura do simpósio aconteceu ontem, às 17h, na UN, com apresentação Institucional sobre o ILMD/Fiocruz Amazônia, realizada pela pesquisadora e Vice-Diretora de Ensino, Informação e Comunicação, Claudia María Ríos Velásquez. Claudia falou sobre os programas de pós-graduação da Fiocruz Amazônia, linhas de pesquisa, cursos de especialização, e destacou a importância da realização de capacitação, por meio de cursos realizados em Tabatinga, inclusive ressaltando a realização de um recente processo seletivo para alunos estrangeiros, na tríplice fronteira.

O simpósio visa promover um encontro científico e interinstitucional direcionado aos pesquisadores e profissionais da saúde, alunos de graduação e pós-graduação, para divulgar as pesquisas científicas em saúde realizadas na fronteira e incentivar a criação de uma rede de pesquisadores em saúde da tríplice fronteira.

As atividades foram propostas durante um encontro, realizado em junho de 2019, entre pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia, Instituto Oswaldo Cruz – IOC/Fiocruz, Institut de Recherche Pour le Développement (IRD) e pesquisadores da Universidade Nacional da Colômbia – Sede Amazônia (UN), em Letícia (COL), para compartilhar informações sobre ações institucionais e possíveis estratégias para a saúde na fronteira.

O encontro realizado na primeira semana de junho de 2019, teve como enfoque os seguintes temas: incentivo à criação de uma rede de pesquisa sobre questões de saúde com uma perspectiva interdisciplinar e intercultural, articulação para a consolidação da sala de situação em saúde na fronteira entre Brasil e Colômbia, e planejamento de evento científico sobre questões de saúde na fronteira.

Ascom – ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes, Edmilson Bibiani e Ana Elizabeth Reis

 

Alunos da rede pública participam de oficina sobre o estudo dos Fungos

Cerca de 20 alunos da Escola Municipal Aristophanes Bezerra de Castro, no bairro Cidade de Deus, participaram de oficina sobre a importância dos fungos para a manutenção das florestas. A atividade foi realizada na quarta-feira (27/11) no Museu da Amazônia (Musa), localizado na zona Leste de Manaus.

A oficina faz parte do projeto intitulado “Micoturismo no Museu da Amazônia (Musa): uma alternativa para o desenvolvimento turístico” apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação  (POP CT&I), edital N°009/2019.

26.11.2019 - MICOTURISMO POP CTI - DRA. RUBY VARGAS - FOTOS ÉRICO X._-76

Projeto conta com por meio da Fapeam, por meio POP CT&I

O projeto coordenado  pela pesquisadora do Musa, Ruby Vargas-Isla, tem o objetivo  de proporcionar uma experiência de Micoturismo junto à comunidade externa e demonstrar a importância e usos dos macrofungos que é pouco conhecido pela população.

As atividades iniciaram na quinta-feira,14/11, e se estende até sexta-feira, 6/12, com palestras sobre a biodiversidade de macrofungos e trilhas no Fungário do Musa, para as escolas que tiverem interesse em levar seus alunos.  As oficinas são focadas na capacitação de multiplicadores do Micoturismo.

Segundo Ruby Vargas, o termo “Micoturismo” é a junção de Micologia (ciência que estuda os fungos) + Turismo, que é uma atividade turística conhecida  em países como Espanha e Portugal que busca promover o conhecimento e conservação dos fungos nativos, ao mesmo tempo utilizar este recurso natural como um atrativo turístico.

“O Micoturismo é considerado uma atividade social em crescimento, no qual contribui para a valorização das florestas. O projeto tem o intuito de popularizar por meio destas oficinas e poder implantar uma nova atividade turística no Estado do Amazonas”, conta.

Já participaram, desde o período inicial,  150 estudantes de sete escolas da rede de ensino estadual e municipal,  incluindo  uma turma de alunos do ensino médio e técnico em Agropecuária, do Instituto Federal do Amazonas (Ifam).

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Atividade foi realizada no Museu da Amazônia

O aluno do 5° ano do ensino fundamental, participante da oficina, João Pedro da Silva, conta que tinha conhecimento sobre os fungos, mas não sabia da importância dele para a natureza. “Eu aprendi que existe cogumelos comestíveis e tem sido uma experiência muito boa, porque além de ter uma importância para natureza podemos usar em nosso alimento,” disse.

Popularização

A pesquisadora também integra o grupo de pesquisas Cogumelos da Amazônia, do Instituto de Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), que tem a finalidade de  estudar os fungos, com ênfase aos formadores de cogumelos, do ponto de vista taxonômico, biológico, fisiológico e alimentício.

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150 alunos já participaram da atividade do POP CT&I

Ruby destaca que as oficinas fazem parte de um dos resultados do projeto, assim também como a produção de dois materiais de divulgação à popularização da ciência. “Como proposta do projeto  também tem a produção de uma cartilha que envolve ensinar a coleta de cogumelos durante o dia a dia e um Guia ilustrado de Macrofungos para melhorar a percepção e compreensão destes organismos pelo público em geral. Iremos também replicar essa ação no interior nos municípios de Novo Airão e Itacoatiara, com a participação de pesquisadores do Inpa,”conta.

Pop CT & I

No Amazonas, o Governo do Estado, por meio do POP CT&I da Fapeam, apoia a realização de 26 eventos de popularização da ciência, em diversas áreas, na capital e no interior. Lançado no mês de junho, o POP CT&I, conta com recursos financeiros da ordem de R$800 mil, para apoiar a realização de exposições, feiras, oficinas, minicursos, palestras e outras atividades interativas sobre CT&I, em locais públicos, organizados por temas, campos ou áreas do conhecimento.

Por: Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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II Jornada de Folkcomunicação tem apoio da Fapeam

Popularizar o conhecimento científico no campo da Folkcomunicação (Comunicação Popular) na região Amazônica é a proposta da “II Jornada de Folkcomunicação na Amazônia”, que ocorre entre os dias 25 e 29/11.  Realizado pelo Grupo de Pesquisa Trokano da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o evento conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação (Pop CT&I), edital Nº 009/2019 .

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II Jornada Folkcomunicação é realizada na Ufam

A II Jornada reúne profissionais de comunicação, especialistas, professores e estudantes da área de comunicação social, e ocorre simultaneamente na Ufam, localizada no bairro Coroado, zona Leste da capital, e em Parintins, no campi da UEA, situado na Estrada Parintins Macurany.

Para o coordenador o GP Trokano e do evento, professor Allan Rodrigues, a II Jornada veio para consolidar a produção de trabalhos científicos na área da Folkcomunicação, promover o debate, a troca de experiência e o conhecimento entre os pesquisadores sobre as questões que envolvem a cultura popular e a comunicação na Amazônia.

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Coordenador do evento e professor Allan Rodrigues

“A programação compreende discussões e apresentações de trabalhos científicos, exposições fotográficas, palestras, mesas redondas, oficinas, minicursos, sessões de grupos de trabalhos com apresentação de pesquisas, mostras de vídeo e exposições com banners com resultados de trabalhos de conclusão de curso de graduação, além de promover debates sobre questões relativas às interfaces entre a comunicação, a cultura popular e o desenvolvimento sustentável”, ressaltou Allan.

Palestra

Na quarta-feira (27/11), com o tema “Rádio: entre a novidade e o de sempre, os desafios de um meio essencialmente popular”, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), Luiz Ferraretto, falou entre outros assuntos sobre o papel do rádio nos tempos atuais, a crise econômica que atingiu também as emissoras de rádio comercial, a convergência do rádio com as novas possibilidades de comunicação oferecidas pela internet, o papel das universidades e dos profissionais nesse contexto. 

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Luiz Ferraretto considerado um dos maiores pesquisadores no Brasil na área de rádio.

“Tem muita emissora ainda achando que investir em tecnologia é mais importante que investir em ser humano e acha que o trabalhador é custo. O trabalhador é custo na planilha, mas é investimento no resultado que ele pode oferecer”, disse Ferraretto.

Segundo a estudante de jornalismo do 4º período, Sabrina Marinho, o evento foi riquíssimo por valorizar a diversidade da cultura popular no universo da comunicação, além da troca de experiência com o Luiz Ferraretto considerado um dos maiores pesquisadores no Brasil na área de rádio.

POP CT&I

No Amazonas, o Governo do Estado, por meio do POP CT&I da Fapeam, apoia a realização de 26 eventos de popularização da ciência, em diversas áreas, na capital e no interior. Lançado no mês de junho, o POP CT&I, conta com recursos financeiros da ordem de R$800 mil, para apoiar a realização de exposições, feiras, oficinas, minicursos, palestras e outras atividades interativas sobre CT&I, em locais públicos, organizados por temas, campos ou áreas do conhecimento.

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Confira programação da II Jornada de Folkcomunicação

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

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Fiocruz Amazônia promove ciclo de atividades durante 16ª SNCT

Outubro é o mês nacional da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Com atividades coordenadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), a celebração tem o objetivo de mobilizar a população, em especial os jovens, para atividades científico-tecnológicas. O mês vai expandir as atividades já realizadas anualmente na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).

Com o tema “Fiocruz Amazônia e você na semana de C&T (2ª edição): Bioeconomia: Diversidade e Riqueza para o Desenvolvimento Sustentável”, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) promove entre os dias 21 e 27/10, um ciclo de atividades, que buscam dialogar com a sociedade por meio de estratégias variadas.

Na próxima segunda-feira, 21/10, a instituição abre a programação da 16ª SNCT, com a realização da Intervenção Reflexiva: “Inovação no SUS”. A atividade consiste em uma profunda reflexão que sugere o encontro de olhares e sentidos dos estudantes de Iniciação Científica, sobre o cotidiano do trabalho do SUS e sua repercussão nas formas de fazer ciência na Fiocruz e nesses locais.

As ações promovidas pelo ILMD/Fiocruz Amazônia ocorrerão até novembro, com atividades que abrangerão a divulgação da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), em escolas públicas de Manaus. A atividade utilizará como estratégia a produção de painéis sobre saúde e meio ambiente, em alusão aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da agenda 2030, com a arte do graffiti em muros de escolas públicas de capital. A programação ainda inclui a distribuição de folders, cartazes e regulamentos da Obsma para a comunidade escolar.

Ao longo dos dois meses, a Fiocruz Amazônia ainda irá realizar a segunda exposição: “Aqui tem ciência, Aqui tem Fiocruz”. Outra atividade realizada durante a 16ª SNCT da Fiocruz Amazônia será o “Digiciência”, uma oficina de vídeos digitais para divulgar a ciência. O projeto vai beneficiar estudantes, pesquisadores e professores de pós-graduação da Instituição.

Ainda está previsto na programação, a realização de oficinas de produção e divulgação do material didático “Malária – o caminho da gota espessa”, além da feira Ciência & Saúde para Você, a ser realizada no município de Tabatinga (AM), em parceria com o Instituto Federal do Amazonas (IFAM).

SOBRE A SNCT

A SNCT tem o objetivo de aproximar ciência e tecnologia da população, promovendo eventos que congregam centenas de instituições, a fim de realizarem atividades de divulgação científica em todo o país.

As atividades do Mês Nacional de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações serão coordenadas pelo MCTIC, com a colaboração de instituições públicas e privadas, universidades, museus, fundações de amparo à pesquisa, parques ambientais, jardins botânicos e zoológicos, secretarias estaduais e municipais, e outras entidades que tratem do tema. A finalidade é mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, valorizando a criatividade, a atitude científica a inovação e a comunicação.

Segundo a organização da SNCT, as atividades realizadas durante o mês irão se aliar à missão Institucional do MCTIC, de apresentar a produção de conhecimento e riqueza, alinhadas à melhoria na qualidade de vida da população brasileira, de modo a permitir o debate acerca dos resultados, relevância e impactos da pesquisa científico-tecnológica, principalmente daquelas realizadas no Brasil, e suas aplicações.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Cael Fernando

 

Manaus sedia 5º congresso Pan-Amazônico de Oncologia

Com o objetivo de promover discussões atuais e inovadoras sobre  prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer será realizado em Manaus o 5º Congresso Pan-Amazônico de Oncologia. O evento ocorrerá de 17 a 20 de setembro, no Centro de Convenções Vasco Vasques,  bairro Flores, zona centro-sul da cidade.

Promovido pela Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon),  o Congresso conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (PAREV), edital N° 009/2018.

O Congresso visa integrar os profissionais atuantes em Oncologia da Região Pan-Amazônica para fortalecer laços acadêmicos e científicos, e favorecer na formação de uma rede de atenção oncológica com o intuito de destacar a região amazônica no cenário nacional.  No evento, também serão apresentados resultados de estudos com temas relacionados ao  câncer na Região Amazônica.

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O prazo para submissão de trabalhos termina dia 19 de agosto.  Estima-se a participação de  1,2 mil congressistas, incluindo palestrantes, pesquisadores, professores, técnicos e acadêmicos. O corpo de palestrantes será composto por renomados profissionais do Amazonas, além de conferencistas de outros estados e do exterior.

PAREV 

O PAREV tem o objetivo de apoiar a realização de eventos regionais, nacionais e internacionais sediados no Amazonas, relacionados a CT&I: congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, visando divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.

A edição 2019 do Programa está com inscrições abertas e recebe  propostas  até o dia 16 de agosto, por meio  por meio do Sistema de Gestão da Informação (SigFapeam). A primeira chamada do PAREV contempla eventos previstos para ocorrer de março a junho de 2020. Já a segunda chamada abrange eventos a serem realizados no período de julho a dezembro de 2020. O  processo de submissão da segunda chamada inicia no próximo sábado (17/8) e encerra  no dia 31 de janeiro.

 A nova edição do Programa conta com aumento percentual de 60,43% de crescimento, em relação a 2018.

Confira a programação do 5° Congresso Pan-Amazônico de Oncologia

Acesse aqui o edital do PAREV N° 007/2019

Por Caio Alencar com informações da FCecon

Foto: Divulgação

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Termina hoje (16/8) submissão de propostas para o POP CT&I, Coleções Biológicas/Museus e PAREV

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) recebe até esta sexta-feira (16/8)  propostas de projetos para o Programa de Apoio à Organização, Restauração, Preservação e Divulgação das Coleções Biológicas e de Museus do Amazonas (Coleções Biológicas Museus), Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação (Pop CT&I) e Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev).

Os três editais são destinados a apoiar a popularização da ciência.  As propostas devem ser submetidas online por meio do Sistema de Gestão da Informação (SigFapeam).

topo editais 10.07.2019_banner para materia

Programas

O Parev – edital Nº 007/2019  conta com investimento da ordem de R$ 2,2 milhões, com o objetivo de apoiar a realização de eventos regionais, nacionais e internacionais sediados no Amazonas, relacionados à CT&I: congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, visando divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.

A primeira chamada do Parev contempla eventos previstos para ocorrer de março a junho de 2020. Já a segunda chamada abrange eventos a serem realizados no período de julho a dezembro de 2020. O  processo de submissão da segunda chamada inicia no próximo sábado (17/8) e encerra  no dia 31 de janeiro.

 A nova edição do Programa conta com aumento percentual de 60,43% de crescimento, em relação a 2018

Coleções Biológicas/Museu- edital N° 008/2019 conta com investimento de R$2,5 milhões para apoiar, com recursos financeiros e bolsas, projetos que visam dar suporte à organização, informatização, gestão e divulgação de coleções biológicas institucionais e de museus já existentes e consideradas estratégicas para o Amazonas, em instituições públicas ou privadas, sem fins lucrativos.

O aumento desta edição é de R$1,3 milhão, um crescimento de 108,33%, em relação à última edição realizada em 2013.

O Pop CT&I – Edital Nº 009/2019 conta com investimento R$800 mil para incentivar e apoiar a realização de eventos de popularização da ciência, por meio do financiamento da produção e distribuição de materiais educativos para democratizar a produção do conhecimento em CT&I, fortalecer a Semana Estadual de Ciência e Tecnologia/2019 e a própria política pública de CT&I do Amazonas.

Em 2019, a prioridade do POP CT&I é para projetos a serem realizados no interior.

Acesse aqui para mais informações sobre os editais da Fapeam

 

Por Esterffany Martins

 

 

 

 

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Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia irá abordar o uso das mídias sociais na divulgação científica

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 17/5, às 10h, a palestra “Compartilhe! o uso de mídias sociais na divulgação científica”, a ser ministrada por Monique Freire dos Reis, pesquisadora da Fundação Centro de Controle de Oncologia (FCECON).

A palestra irá abordar a utilização de mídias sociais como ferramentas de divulgação científica, estratégia que vem sendo utilizada por vários pesquisadores para alcançar um número maior de pessoas e dar visibilidade aos estudos e descobertas, de forma mais acessível.

A apresentação ocorrerá na sala de aula 101, na sede da Fiocruz Amazônia, situada à rua Teresina, 476, Adrianópolis, em Manaus.

SOBRE O PALESTRANTE

Monique Reis é graduada em Medicina pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), especialista em Saúde da Família pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e residência médica em Patologia, pelo Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV).

Atualmente é pesquisadora da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas, e doutoranda do Programa de pós-graduação em Medicina Tropical da UEA em parceria com a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado.

Possui experiência na área de Medicina, com ênfase em Patologia, atuando principalmente nos seguintes temas: HIV/Aids, câncer de colo do útero e controle de qualidade em laboratórios de Patologia.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Presidente da SBPC concede entrevista à Fiocruz Amazônia

Em entrevista à Fiocruz Amazônia Revista, Ildeu Moreira de Castro, presidente da SBPC, falou sobre a redução e contingenciamentos de recursos que atingem a área de Ciência, Tecnologia e Inovação. O gestor falou ainda sobre o papel da ciência, sobre questões da Amazônia e as estratégias da entidade para fortalecer a Divulgação Científica no Brasil.

CONFIRA A ENTREVISTA:

Professor e pesquisador do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ildeu Moreira de Castro assumiu em julho de 2017 mais um desafio importante em sua extensa carreira: comandar a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

A entidade foi criada em 1948 e se dedica ao avanço científico, tecnológico, do desenvolvimento educacional e cultural do País, agregando 127 sociedades científicas associadas de todas as áreas do conhecimento. Em entrevista exclusiva à Fiocruz Amazônia Revista, Ildeu falou sobre a trajetória de sete décadas da SBPC e os principais desafios que a comunidade científica enfrenta.

Nesse sentido, ele manifestou preocupação com a redução e contingenciamentos de recursos que atingem a área de Ciência, Tecnologia e Inovação. “O corte atinge a sociedade em vários aspectos. Primeiro, porque hoje a ciência e tecnologia é cada vez mais um elemento fundamental para as nações”, pontuou.

O gestor falou também sobre os seminários temáticos promovidos por todo o País com assuntos voltados para o desenvolvimento social, educacional e científico. Tratou ainda do papel da ciência sobre questões da Amazônia e as estratégias da entidade para fortalecer a Divulgação Científica no País.

Fiocruz Amazônia Revista – A SBPC completou 70 anos, em 2018. Foram muitos desafios, dificuldades e também conquistas e vitórias em prol da ciência e da sociedade. Como o senhor avalia a atuação da instituição para o avanço das discussões e políticas científicas no País e, sobretudo, quais as perspectivas para o futuro considerando a crise política e institucional que enfrentamos?

Ildeu Castro – Em primeiro lugar, a SBPC tem sete décadas de atuação muito intensa na ciência, na educação e na democracia do País e essa história, de certa maneira, é paralela ao crescimento da ciência brasileira nas últimas décadas. A entidade, desde seu início, batalhou muito pela criação das instituições de pesquisa e das agências de fomento e ainda na sua criação ela estava batalhando pela continuidade das pesquisas de São Paulo.

Ela já nasceu sob esse simbolismo pela ciência brasileira. Logo no início participou da luta pela criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), de Anísio Teixeira, grande criador da Capes que foi presidente da SBPC.

Atualmente, estamos vivendo um momento de resistência, de desmonte, portanto muito difícil do ponto de vista de uma política que não valoriza a ciência e tecnologia e tem reduzido muito os recursos para o investimento, atingindo profundamente agências fundamentais como o CNPq, a Capes, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), as agências de inovação. Por isso temos feito inúmeras manifestações junto ao governo, junto ao Congresso Nacional, fizemos abaixo assinado, Marcha pela Ciência, para colocar isso para a população. Fomos ao Congresso Nacional várias vezes.

Nesses últimos anos, passamos a ter atuação ativa no Legislativo, acompanhamos projetos de lei. A entidade tem se posicionado em várias situações junto ao Legislativo. O segundo ponto é essa questão dos recursos que foram diminuídos drasticamente, temos discutido com os presidenciáveis, alguns deles já se comprometeram com esses pontos e estamos insistindo com outros, inclusive deputados e senadores para que haja uma reversão de redução drástica para ciência e tecnologia.

Vínhamos numa ascensão de 2013, depois começou cair de uma maneira muito abrupta. De fundo temos uma bandeira da SBPC de mais de 20 anos que é 2% no mínimo do PIB para Pesquisa & Desenvolvimento. Na Europa já está chegando em 3% em média, a Coréia está nos 4%, China nos 3%, Estados Unidos e Alemanha também. E no Brasil está patinando no 1% há muitos anos então a gente está insistindo que essa é uma meta importante para os próximos governos e isso significa envolver muito mais a iniciativa privada em recurso para P&D, como acontece em outros países do mundo.

No Brasil, não, pois é o recurso público que arca fundamentalmente com boa parte dos gastos com ciência, inovação pesquisa e desenvolvimento. Esse é um desafio. O terceiro é a questão da burocracia, vivemos num país com burocracia excessiva, regras demais, os gestores, pesquisadores são considerados culpados, a priori, parece que você é culpado, então você tem que provar que não é. Enquanto que no mundo inteiro, como exemplo a Coréia e China, que estão crescendo rapidamente isso não acontece. Também outros países, como Alemanha, França, EUA, Inglaterra, que tem uma condição mais livre de ciência, de troca, de compra de equipamentos, muito menos restrições o comportamento em relação aos pesquisadores é diferente do Brasil.

A falta de ambiente para desenvolver empresas inovadoras no país é um problema e a burocracia é evidentemente um entrave muito grande, a educação básica de qualidade, formação de técnicos, pessoal qualificado é outro problema, já mencionei inclusive, então, esses são desafios. Talvez um desafio maior é a falta no país de um projeto que faça com que a comunidade científica trabalhe em um nicho, claro que a ciência é importante, que ela tem liberdade e pesquisa em várias áreas, mas compete ao estado definir linhas mobilizadoras prioritárias para alocar recursos de ciência e tecnologia.

Todos os países do mundo fazem isso, colocam prioridades, fazem planos. EUA, China fazem planos décadas a frente. Poderia te elencar meia dúzia de desafios pela frente. Um deles é melhorar a educação pública do Brasil, a educação básica e em particular a educação científica. Tem uma proposta sendo discutida no CNE (Conselho Nacional de Educação) de Base Comum Curricular que é muito deficiente do ponto de vista da ciência.

Então nós estamos lá, discutindo, criticando, brigando para que jovens tenham acesso a ciência de uma maneira interessante, temos que melhorar muito a educação que está muito ruim em relação ao ensino médio, na educação científica que não pode fazer de uma maneira apressada que joga fora a criança do colo da mãe, é o desenho que está colocado lá, então esse é um desafio muito grande: melhorar a educação básica brasileira, isso é importante para a ciência para a tecnologia e para o país como um todo.

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Fiocruz Amazônia Revista, por Cristiane Barbosa
Foto: Divulgação.