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Torneio de robótica marca encerramento de projeto do RH-TI da Fapeam

Programa RH-TI estimula estudantes a seguirem carreira acadêmica na área da Tecnologia da Informação

 

Estudantes do ensino médio de escolas  públicas de Manaus e de oito municípios do Amazonas participaram de uma competição de robótica no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), no Distrito Industrial, na Zona Sul de Manaus. O evento ocorreu no último sábado (8) e marcou o encerramento do projeto intitulado “Robô-TI”, desenvolvido no Programa Estratégico em Tecnologia da Informação (RH-TI), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Com um investimento de R$600 mil, o programa é uma ação do Governo do Amazonas por meio da Fapeam para estimular estudantes, da capital e do interior do Amazonas, a partir do primeiro ano do Ensino Médio, a seguirem carreira acadêmica e profissional na área de Tecnologia da Informação (TI), através de atividades orientadas, executadas em escolas das redes públicas estaduais de ensino sediadas nos Estados da Amazônia Ocidental.

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Um total de 16 equipes formadas por alunos entre 15 e 17 anos participaram do torneio que reuniu estudantes de Manacapuru, Coari, Tefé, Maués, Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Parintins e Manaus.

Um total de 16 equipes formadas por alunos entre 15 e 17 anos participaram do torneio que reuniu estudantes de Manacapuru, Coari, Tefé, Maués, Presidente Figueiredo, Itacoatiara, Parintins e Manaus. A equipe XD – Manaus da Escola Estadual Brigadeiro João Camarão Telles Ribeiro foi a premiada com a primeira colocação na competição.

Segundo  a coordenadora do Projeto Robô-TI e doutora em Informática, Joyce Miranda, a proposta do projeto é estimular e promover o interesse de alunos do Ensino Médio do Estado no ingresso em carreiras na área de TI.

“Estamos propondo aplicar a prática da robótica educacional voltada para programação de uma forma lúdica, mais didática, para tentar estimular esses alunos a ingressarem em carreiras na área de TI, de forma a suprir o mercado local e nacional de uma forma geral,” contou.

Joyce explicou também que a execução do projeto  foi através de kits Lego Mindstorm escolhido por ser considerado um kit de referência em robótica educacional. A ferramenta se destaca tanto por sua característica lúdica como por apresentar significativa liberdade e flexibilidade para a montagem de estruturas mecânicas. A coordenadora explica que as etapas da competição consistem basicamente em os robôs executarem tarefas pré-definidas pelas equipes de estudantes.

“Os competidores têm a liberdade de montar o robô com sensores que vieram disponíveis nas estruturas dos kits Lego. Os estudantes programaram utilizando a lógica de programação para que os robôs concluam a tarefa que foi proposta pelas equipes, além do robô ter que cumprir outros desafios estabelecidos pelos alunos para solucionar determinado problema”, explicou

A coordenadora explica ainda que os kits Lego Mindstorm vão ficar para os municípios e isso vai permitir que o projeto se perpetue, porque os professores foram capacitados pelo projeto e podem formar outras turmas na área de robótica.

O Pró-reitor de Pesquisa Pós-graduação e Inovação do Ifam, José Pinheiro de Queiroz Neto, diz que o objetivo do projeto foi alcançado com a fomentação de recursos, propiciando aos alunos do Ensino Médio o interesse pela área de informática.

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A execução do projeto foi através de kits Lego Mindstorm escolhido por ser considerado um kit de referência em robótica educacional

Interiorização

Para o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, esse projeto reflete o que a instituição deseja em termos de formação de recursos humanos qualificados a partir da base do ensino.  O diretor explica que o projeto Robô-TI permitiu a interiorização dessas ações da Fapeam em termos de igualdade entre a capital e o interior do Estado.

“O primeiro ponto positivo é que abrange uma área como a robótica, com a tecnologia da informação esse projeto está alinhado com o que se faz no mundo inteiro, porque cada vez mais todas as nossas atividades estão sendo influenciadas ou impactadas pelas tecnologias da informação e comunicação”, disse.

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Para o diretor técnico-científico da Fapeam, Dércio Reis, esse projeto Robô-TI permitiu a interiorização dessas ações da Fapeam em termos de igualdade entre a capital e o interior do Amazonas

Para a estudante Ana Kelly de Oliveira Mendonça, 16 anos, do 2º ano do Ensino Médio, da Escola Estadual Dep. Armando de Souza Mendes, do município de Tefé (AM), a participação no projeto a ajudou a discernir sobre a escolha da profissão a seguir. A estudante vai prestar vestibular para o curso de Engenharia de Software.

Para o estudante Reginaldo da Silva Souza Júnior, 17 anos, do 3º ano do Ensino Médio, da Escola Estadual Emanuel Vicente Ferreira Lima, do município de Coari (AM), o projeto ajudou muito a desenvolver o raciocínio lógico, aliar teoria com a prática, de uma forma lúdica.

1º lugar - Robô Ti Manaus

1º lugar: equipe XD – Manaus – Escola Estadual Brigadeiro João Camarão Telles Ribeiro

2º Lugar - Robô Ti Pres. Figueiredo

2º lugar: equipe Clock Town – Presidente Figueiredo – Escola Estadual Maria Calderaro

3º Lugar Robô Ti - Itacoatiara

3º lugar: Mister robô – Itacoatiara – Escola Estadual Professora Mirtes Rosa Mendes de Mendonca Lima

 

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

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Projetos tecnológicos financiados pela Fapeam conquistam mercado

Cases com resultados expressivos foram apresentados durante o Seminário de Avaliação dos Resultados Finais do Programa, que encerrou nesta quarta

Na contramão do cenário econômico que ainda sofre com a instabilidade, projetos tecnológicos financiados pelo Programa Sinapse da Inovação, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, estão conquistando espaço no mercado. Cases com resultados expressivos foram apresentados durante o Seminário de Avaliação dos Resultados Finais do Programa, que encerrou na tarde desta quarta-feira (18).

Um deles é o projeto da empresa Trit, que desenvolveu o E-tickets – um sistema de acesso a dados disponíveis na internet por meio de um dispositivo em formato de cartão, baseado na tecnologia NFC (da sigla Near Field Comunication). Segundo o proprietário da empresa, Vandermi Silva, o sistema pode ser aplicado em diversas áreas, como educação, comércio, indústria, com o objetivo de organizar informações e gerar relatórios para nortear processos de decisão.

 “Um empresário do ramo de restaurantes, por exemplo, pode acessar o sistema para saber sobre a venda de refeições naquele determinado dia ou então, alguém do ramo de hotelaria pode dispor a qualquer momento de dados sobre hospedagem”, esclareceu o empresário. O diferencial do projeto está no fato de que a inteligência do sistema está na nuvem (internet), além disso, a natureza dos dados coletados, bem como as características visuais são adaptáveis ao cliente. Sem contar que “qualquer aparelho de celular que tenha a tecnologia NFC pode ser utilizado”.

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Vandermi Silva desenvolveu o aplicativo para as áreas de educação, comércio e indústrias para organizar informações e gerar relatórios, para auxiliar nos processos de decisões

 

No momento, está sendo trabalho no protótipo do case com carregador de celular integrado, uma vez que haverá situações em que será usado o carregador com bateria a cabo, entretanto, mesmo antes da finalização do projeto, o produto já foi adquirido por dois clientes: um do ramo alimentício e outro do de hotelaria. De acordo com o empresário, as perspectivas são extremamente positivas e o resultado alcançado até então, só foi possível graças ao recurso oriundo da Fapeam.  “Como a empresa estava começando, a verba da Fapeam foi importantíssima porque por meio dela, foi possível custear toda a mão de obra para desenvolver o produto”, ressaltou.

Outro projeto que já conquistou clientes no mercado – antes mesmo de seu lançamento – é o app Trocados. A plataforma permite o repasse de troco para o consumidor por meio do celular, podendo acumular, transferir para uma conta bancária e inclusive, recarga de crédito no telefone.

O lançamento do “Trocados”  está previsto para acontecer até o mês de maio. Assim como o E-tickets, o app já é uma realidade no mercado. Uma loja de varejo e vários supermercados, incluindo grandes redes do ramo, já estão utilizando o aplicativo.   A considerar a rede de networking dos idealizadores do aplicativo, as parcerias devem ser ampliadas em breve. “Devemos lançar uma versão para o Uber”,  adiantou o membro da equipe de Marketing do projeto, Bruno Nogueira, ressaltando que estão em busca de novos investimentos para lançar novas versões do app. Ele destacou sobremaneira a importância dos recursos oriundos do Sinapse para a concretização do projeto. “Hoje, somos conhecidos nacionalmente e temos muito orgulho disso. Se não fosse a Fapeam, não teríamos conseguido tirar essa ideia do papel e existir no mercado”, salientou.

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Bruno Nogueira, do aplicativo ‘Trocados’, disse que o Sinapse fez o serviço ficar conhecido nacionalmente, motivo de orgulho e satisfação para a equipe

Em fase de validação, projeto já desperta interesse

O Aplicativo Mobile SAE, que tem por objetivo a sistematização de dados referentes à assistência na área de Enfermagem, está em fase de validação, mas já conta com dois empreendimentos hospitalares interessados. Com o app, será possível planejar todo o processo de enfermagem composto por histórico, diagnóstico, planejamento e intervenções para padronizar as informações, garantir mais segurança e excelência na prestação do serviço aos pacientes, além de agilizar o próprio atendimento.

As fases anteriores do projeto consistiram do desenvolvimento da parte web, com definição de campos de preenchimento de dados e informações de gestão, e implementação do sistema em plataforma mobile. Um protótipo de integração foi criado e aplicado experimentalmente em hospitais.

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Jander Cavalcanti falou que a Fapeam ajudou a concretizar o projeto e novos recursos serão inseridos no app

De acordo com o CEO da empresa responsável pelo desenvolvimento do aplicativo, Jander Cavalcanti, o SAE também já foi apresentado em diversos eventos locais e nacionais da área de inovação, despertando a atenção e interesse de potenciais parceiros, bem como chegou a conquistar prêmio de inovação concedido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA).  Ele comenta ainda que novos recursos devem ser inseridos no aplicativo baseado  na tecnologia da Inteligência Artificial a fim de contribuir com a identificação de pandemias, tanto viral quanto bacteriológica e faz questão de destacar a importância do financiamento da Fapeam para a concretização do projeto.

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Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon

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Pesquisa avalia pacientes com resistência à cloroquina usada no tratamento da Malária por Plasmodium Vivax

Estudo foi feito com pacientes com malária por Plasmodium Vivax em tratamento com a cloroquina na FMT-HVD

 

 A resistência in vivo à cloroquina usada no tratamento da malária causada por Plasmodium vivax, uma das espécies causadoras da doença, foi à base de uma pesquisa científica realizada na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). O estudo caracteriza o mecanismo de resistência in vivo à  cloroquina e tentar fazer a triagem de um biomarcador, ou seja, um procedimento para que no momento da triagem do paciente seja possível detectar se o paciente apresenta ou não resistência à droga.

O estudo intitulado ‘Busca de biomarcadores para detecção de resistência clinica a cloroquina em pacientes com malária por P. vivax’ avaliou 260 pacientes com a doença, de 2013 a 2014. Dos métodos usados para diagnóstico da malária três pacientes apresentaram resistência in vivo utilizando PCR ultrassensível e nenhum pela  gota espessa.

A coordenadora do estudo, a Doutora em Medicina Tropical pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Gisely Cardoso de Melo, disse que durante a pesquisa os pacientes atendidos pela FMT-HVD foram caracterizados como resistentes, ou seja, que não respondem à droga cloroquina utilizado para tratamento do Plasmodium vivax.

Entre os métodos usados para diagnosticar a resistência à droga o PCR ultrassensível foi mais eficaz na hora de detectar a resistência da droga do que o método por gota espessa e o PCR convencional.

“Os pacientes que voltavam a ter malária era confirmado se eles eram realmente resistentes à droga com a dosagem da cloroquina e desetilcloroquina  no sangue no D28”, disse a pesquisadora.

Gisely informou ainda que nos pacientes que apresentaram resistência foi realizado a caracterização molecular, ou seja, a biomarcadores relacionados com o plasmodium para ver qual o mecanismo que desencadeava a resistência à cloroquina.

“Observamos que os pacientes resistentes à cloroquina tinham aumento da expressão de dois genes relacionado à resistência dos transportadores de droga e observamos que a expressão gênica estava aumentada nesses dois genes e que foi desencadeada pela inserção de 19 pares de bases seguidas 4 repetições AAG. ”, disse.

DSC02712-editadaCoordenadora Gisely Cardoso de Melo avaliou 260 pacientes com a doença, de 2013 a 2014

PPSUS

O Programa de Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS) é realizado pelo o Governo do Estado do Amazonas, por intermédio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (Decit/SCTIE/MS), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com a Secretaria de Estado da Saúde do Estado do Amazonas (Susam).

O objetivo do programa é financiar projetos de pesquisa que promovam a melhoria da qualidade da atenção à saúde no Estado do Amazonas no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), representando significativa contribuição para o desenvolvimento da CT&IS local.

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Texto e fotos- Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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Pesquisa avalia pacientes com resistência à cloroquina usada no tratamento da Malária por Plasmodium Vivax

Estudo foi feito com pacientes com malária por Plasmodium Vivax em tratamento com a cloroquina na FMT-HVD

 

 A resistência in vivo à cloroquina usada no tratamento da malária causada por Plasmodium vivax, uma das espécies causadoras da doença, foi à base de uma pesquisa científica realizada na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). O estudo caracteriza o mecanismo de resistência in vivo à  cloroquina e tentar fazer a triagem de um biomarcador, ou seja, um procedimento para que no momento da triagem do paciente seja possível detectar se o paciente apresenta ou não resistência à droga.

O estudo intitulado ‘Busca de biomarcadores para detecção de resistência clinica a cloroquina em pacientes com malária por P. vivax’ avaliou 260 pacientes com a doença, de 2013 a 2014. Dos métodos usados para diagnóstico da malária três pacientes apresentaram resistência in vivo utilizando PCR ultrassensível e nenhum pela  gota espessa.

A coordenadora do estudo, a Doutora em Medicina Tropical pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Gisely Cardoso de Melo, disse que durante a pesquisa os pacientes atendidos pela FMT-HVD foram caracterizados como resistentes, ou seja, que não respondem à droga cloroquina utilizado para tratamento do Plasmodium vivax.

Entre os métodos usados para diagnosticar a resistência à droga o PCR ultrassensível foi mais eficaz na hora de detectar a resistência da droga do que o método por gota espessa e o PCR convencional.

“Os pacientes que voltavam a ter malária era confirmado se eles eram realmente resistentes à droga com a dosagem da cloroquina e desetilcloroquina  no sangue no D28”, disse a pesquisadora.

Gisely informou ainda que nos pacientes que apresentaram resistência foi realizado a caracterização molecular, ou seja, a biomarcadores relacionados com o plasmodium para ver qual o mecanismo que desencadeava a resistência à cloroquina.

“Observamos que os pacientes resistentes à cloroquina tinham aumento da expressão de dois genes relacionado à resistência dos transportadores de droga e observamos que a expressão gênica estava aumentada nesses dois genes e que foi desencadeada pela inserção de 19 pares de bases seguidas 4 repetições AAG. ”, disse.

DSC02712-editadaCoordenadora Gisely Cardoso de Melo avaliou 260 pacientes com a doença, de 2013 a 2014

PPSUS

O Programa de Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde (PPSUS) é realizado pelo o Governo do Estado do Amazonas, por intermédio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (Decit/SCTIE/MS), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com a Secretaria de Estado da Saúde do Estado do Amazonas (Susam).

O objetivo do programa é financiar projetos de pesquisa que promovam a melhoria da qualidade da atenção à saúde no Estado do Amazonas no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), representando significativa contribuição para o desenvolvimento da CT&IS local.

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Texto e fotos- Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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