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Oficina de trabalho debate compreensão de acidentes, lesões, mortes e violência no trânsito

Lesões e mortes no trânsito geram mudanças sociais e sofrimentos incalculáveis à vida das pessoas, lidar com a situação requer ações de vigilância e prevenção de lesões e mortes e que promovam a paz no trânsito.

Assim, nos dias 17 e 18/9, os pesquisadores Edinilsa Souza – do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves), da  Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz) – e Marcílio Medeiros,  do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizam a Oficina de Trabalho Plataforma Digital Colaborativa de Prevenção da Violência no Trânsito, a acontecer no auditório da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS/AM), à  avenida Torquato Tapajós, 4.010, Colônia Santo Antônio.

A Oficina faz parte do projeto Plataforma Digital Colaborativa da Prevenção e Vigilância das Violências, de autoria de Marcilio Medeiros, do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS/Fiocruz Amazônia). O projeto é financiado pelo Programa Fiocruz de Fomento à Inovação: Inova Fiocruz.

O Projeto visa promover práticas comunicativas participativas de intervenção social relacionadas à prevenção e redução da violência no trânsito e usar informações não oficiais produzidas no espaço cibernético para a melhoria da qualidade dos registro e ações de intervenção mais adequadas relacionadas às lesões e mortes no trânsito. O produto final da pesquisa será o desenvolvimento de um aplicativo para telefone móvel ou equipamento de transmissão de dados por internet, que permita otimizar a troca de informações entre pessoas e instituições, e assim, acelerar o fluxo de conhecimento sobre lesões e mortes no trânsito para ação/intervenção dos órgãos competentes.

A Oficina de Trabalho conta com apoio do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), FVS-AM e Processamento de Dados do Amazonas S/A (Prodam).

SOBRE A OFICINA DE TRABALHO

A Oficina de Trabalho tem como objetivo definir o que a pesquisa, assim como os sujeitos representantes das instituições implicadas na temática, compreende como acidente de trânsito ou lesões e morte no trânsito ou violência no trânsito, se tratando do ponto de partida para customização do aplicativo.

O público-alvo são gestores e profissionais que atuam nos sistemas de controle de tráfico: instituto municipal de mobilidade urbana, segurança pública, Detran, Corpo de Bombeiros; sistema de prevenção, promoção e vigilância em saúde: Semsa, FVS, clínicas de médicas; de assistência à saúde: hospitais e Samu; e profissionais do volantes (sindicato de taxistas, motoristas de  ônibus e mototaxistas).

SOBRE O INOVA FIOCRUZ

O Programa Fiocruz de Fomento à Inovação: Inova Fiocruz, tem como objetivo incentivar a transferência para a sociedade do conhecimento gerado em todas as áreas de atuação da Fundação Oswaldo Cruz, e conta com financiamento do Fundo de Inovação da Fiocruz e do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Em Fonte Boa (AM), oficina aborda atenção à saúde das populações do campo, floresta e águas

O Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) promoveu entre os dias 27 e 29 de agosto, a oficina “Atenção à Saúde das Populações do campo, floresta e águas: Perspectivas de um sistema de garantias de direitos para populações ribeirinhas das unidades de conservação ambiental”, no município de Fonte Boa (AM). A atividade foi coordenada em parceria com outros laboratórios e pesquisadores do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz – PE), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Fiocruz CE.

Durante os três dias de evento, os participantes debateram assuntos, desafios, ações e experiências de intervenções de caráter intersetorial, que possam tornar mais eficientes a gestão pública do Sistema Único de Saúde (SUS) para a melhoria das condições de vida e de saúde das populações ribeirinhas.

Participaram da Oficina de Trabalho a Defensoria Pública da União, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, 3º Batalhão da Polícia Militar de Tefé, Movimento de Mulheres da Reserva Mamirauá, Conselheiros Municipais de Saúde, agentes comunitários de Saúde e lideranças comunitárias, mestrandos, estudantes, assim como a população de Fonte Boa.

A atividade é uma das ações previstas no projeto de pesquisa “Atenção à saúde das populações do campo, da floresta e das águas: Perspectivas de um sistema de garantias de direitos para as populações ribeirinhas das unidades de conservação ambiental”, aprovado no edital “Geração de Conhecimento” e financiado pelo Programa “Novos Talentos” do edital Inova da Fiocruz.

Segundo Marcílio Medeiros, pesquisador da Fiocruz Amazônia, em outras palavras, “a proposta da Oficina de Trabalho é pensar como melhor gerir a forma de garantir os direitos assegurados pela Constituição Federativa, e assim melhorar as condições de vida e a situação de saúde das populações ribeirinhas, no sentido de tornar todos e todas responsáveis pela sua efetivação por meio de um sistema de garantias de direitos”, explicou.

Técnicos das instituições estatais e não estatais, além de representantes comunitários, foram distribuídos em Grupos de Trabalho, representando as dimensões da reprodução social: Dimensão Ecológica; Política; Trabalho; Cultura; Biocomunal. Nos grupos, a partir de situações e problemas levantados pela pesquisa, realizada entre os anos de 2013 e 2018, os participantes debateram as melhores estratégias de ação integrada, para garantir o direito dos ribeirinhos aos bens e serviços sociais.

SOBRE O PROJETO

O projeto de pesquisa conta com apoio das Prefeituras de Fonte Boa, Alvarães, Jutaí, Japurá, Maraã, Tonantins e Uarini. Também estiveram envolvidos nas atividades representantes da Igreja Nossa Sra do Guadalupe, Prelazia Tefé, Associação de Moradores e Usuários da RDS Mamirauá Antônio Martins (AMURMAM), Departamento de Mudanças Climáticas e Gestão de UC da Secretaria de estado do Meio Ambiente (DEMUC/SEMA), Secretaria de Estado de Saúde (SUSAM), Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS – AM), Instituto de Desenvolvimento Sustentável (IDS) Fonte Boa / Mamirauá e Fundação Amazonas Sustentável (FAS).

Ascom ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Arquivo LTASS