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Óleo essencial como alternativa biotecnológica de controle de doenças em hortaliças cultivadas

Os experimentos estão sendo feitos com a cebolinha, tomate e pimenta-de-cheiro

Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em parceria com a Embrapa (Laboratório de Produtos Naturais e de Fitoquímica) e com a UEA (Laboratório Central de Análises Químicas), estão desenvolvendo um estudo que tem como objetivo avaliar, em hortaliças cultivadas, o efeito fungitóxico (substância tóxica que inibe o crescimento de micro-organismos que parasitam plantas) de óleos essenciais no controle alternativo das doenças: mancha-alvo em tomateiro e da antracnose em pimenta-de-cheiro e cebolinha. Os óleos essenciais são substâncias oriundas do metabolismo secundário das plantas que se caracterizam por serem voláteis, de natureza complexa, apresentarem baixo peso molecular e geralmente possuírem forte odor.

A pesquisa é desenvolvida com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), através do Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas, edital Nº 002/2018.

O coordenador do projeto, doutor em Biotecnologia Rogério Hanada, explica que a mancha-alvo é a principal doença do tomateiro e é caracterizada por lesões que se iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares, tipo alvo de coloração castanho-clara a castanho-escura. Já os principais sintomas da antracnose ocorrem nas folhas, que passam a apresentar lesões circulares, deprimidas, com halo de coloração marrom clara. Progressivamente as lesões se unem formando uma grande área necrosada, e assim as folhas secam e morrem.

“A mancha-alvo é causada pelo fungo Corynespora cassiicola, que é um patógeno que infecta inúmeras espécies de plantas, entre elas o tomateiro e outras hortaliças cultivadas. Já a antracnose é uma doença também causada por fungo de várias espécies do gênero Colletotrichum, que afeta o estabelecimento, o crescimento e a produção das plantas. A antracnose é uma doença muito comum em pimentão, pimenta-de-cheiro, cebolinha e em várias outras hortaliças. Essas doenças se desenvolvem principalmente em clima tropical (quente e úmido), como o nosso da Amazônia”, explica o pesquisador.

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As cebolinhas que foram plantadas para o experimento estão sendo cultivadas na estufa do INPA é de lá que devem sair os próximos resultados das pesquisas com a utilização de óleos essenciais

O pesquisador explica que o estudo tem como objetivo avaliar e selecionar produtos naturais eficientes no controle de microorganismos que ocasionam doenças em hortaliças cultivadas, e a partir dessa análise indicar a aplicação dessas substâncias como uma alternativa promissora para reduzir o uso indiscriminado de defensivos agrícolas.

“O estudo tem como propósito impulsionar a utilização de óleos essenciais de plantas com a atenção voltada para uma agricultura sustentável, visando fortalecer os mercados de produtos alternativos e contribuir para a melhoria do cenário agrícola atual, além de gerar bons resultados para que futuramente, esses produtos possam constituir uma alternativa biotecnológica aos fungicidas convencionais”, destacou Hanada.

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Testes feitos no laboratório com óleos essenciais de várias espécies de plantas contra os microorganismos, serão testados em condições de campo (in vivo)

No laboratório foram testados treze óleos essenciais de várias espécies de plantas contra os microorganismos, sendo que 10 foram eficientes e serão testados em condições de campo (in vivo).

Atualmente estão sendo conduzidos os experimentos em condições in vivo onde os óleos essenciais serão aplicados diretamente nas hortaliças cultivadas para verificar se as substâncias inibem o desenvolvimento do patógeno, controla ou reduz a incidência e a severidade da doença, além de verificar se essas substâncias estimulam o crescimento e o desenvolvimento das plantas.
Os pesquisadores começaram os testes avaliando a eficiência dos óleos essenciais no controle da antracnose em cebolinha e em pimenta de cheiro. Posteriormente os testes serão estendidos para análise da mancha-alvo em tomateiro.

As cebolinhas que foram plantadas para o experimento estão sendo cultivadas na estufa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) é de lá que devem sair os próximos resultados das pesquisas com a utilização de óleos essenciais.

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O coordenador do projeto, doutor em Biotecnologia Rogério Hanada explica que o objetivo da pesquisa é avaliar em hortaliças cultivadas, o efeito fungitóxico de óleos essenciais no controle alternativo das doenças

O pesquisador explica que a cebolinha é uma hortaliça facilmente cultivada e utilizada como um dos principais temperos para o preparo de pratos à base de peixes, principalmente caldeiradas, iguaria muito popular entre os amazonenses.

“Mas apesar de ser facilmente cultivada, existem várias doenças que podem afetar a produção da cebolinha e uma das mais severas é a antracnose. Essa doença afeta a qualidade do produto e causa perdas que podem atingir até 100% da produção dependendo das condições de manejo da cultura”, informou Hanada.

Por esse motivo o pesquisador explica que o controle da antracnose na cebolinha é considerado desafiador. Por ser uma planta de ciclo curto e explorada em pequena escala não existem fungicidas registrados no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

“Por isso outros métodos de controle devem ser desenvolvidos para o manejo da doença. O uso de produtos naturais com atividade antimicrobiana ou indutora de resistência pode ser uma alternativa no controle da antracnose”, explicou o pesquisador.

O pesquisador ressalta ainda que os produtos derivados de vegetais (óleos, extratos e hidrolatos) têm vantagem de não agredir o meio ambiente e a saúde do produtor e do consumidor por serem biodegradáveis.

“Na nossa região existe uma enorme biodiversidade e estamos tentando encontrar algum óleo essencial de alguma planta que possa controlar essas doenças. Os nossos estudos com os óleos essenciais estão apenas começando. No experimento in vitro os óleos essenciais inibiram o crescimento do fungo que causa antracnose na cebolinha”, disse Hanada.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

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Nova tecnologia para produção de juvenis de Matrinxã

Em andamento, estudo científico analisa a Tecnologia de Bioflocos como uma alternativa para aumentar a produtividade da espécie

O matrinxã, a segunda espécie mais importante da piscicultura do Estado do Amazonas, tem dois grandes problemas: a reprodução induzida que só ocorre por estímulos ambientais, limitando entre os meses de setembro a março e a elevada taxa de canibalismo, com cerca de 80% de perda da prole.

Para melhorar a produção do matrinxã, uma pesquisa desenvolvida com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Amazonas Estratégico, vem desenvolvendo pesquisas tecnológicas para disponibilizar ao produtor uma nova alternativa de produção da espécie.

 A pesquisa é coordenada pela doutora em Ecologia e Recursos Naturais, Elizabeth Gusmão, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que vem avaliando a Tecnologia de Bioflocos (BFT) para as espécies nativas de interesse da piscicultura, o matrinxã.

A tecnologia  tem como vantagem a utilização de um espaço reduzido para a criação, uma boa gestão dos recursos hídricos por empregar uma quantidade mínima de água, além da elevada produtividade. Com isso, a tecnologia tem sido considerada uma alternativa promissora para uma aquicultura sustentável, que engloba a alta produtividade, a manutenção da qualidade da água, as elevadas densidades de estocagem, a maior resistência às doenças e uma fonte proteica extra como alimento, possibilitando rações com menor nível de proteína, consequentemente, menor custo de produção.

Conforme citado pela pesquisadora, a larvicultura do matrinxã é um problema sério na região, devido à baixa produção de juvenis e a alta taxa de canibalismo na fase larval. Nesse período, o índice de mortalidade pode atingir até 80% da produção, o que  reflete no custo para o consumidor final.

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A pesquisa é coordenada pela doutora em Ecologia e Recursos Naturais, Elizabeth Gusmão, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa)

Segundo Elizabeth, com este projeto espera-se diminuir a taxa de canibalismo nesta espécie, definir a melhor densidade de estocagem durante a fase inicial de desenvolvimento (larva e juvenil) e diminuir o nível de proteína na ração, gerando maior lucratividade para o produtor no Amazonas.

“Durante o período de desova natural da espécie, o produtor de alevino utiliza  hormônios para estimular a reprodução artificialmente, mas isto não é possível fora desta fase (setembro a março), sendo um entrave para a cadeia produtiva do matrinxã. Além disso, imagina perder 80% de cada reprodução decorrente do canibalismo da espécie na fase larval. Como consequência, criar matrinxã se torna muito caro, principalmente para o pequeno produtor, que perde o interesse na sua produção. Com tecnologias que venham diminuir estes entraves, o produtor poderá ser estimulado a criar esta espécie, de grande interesse comercial. O matrinxã tem várias vantagens para sua criação, principalmente porque possui hábito onívoro, o que exige menor teor de proteína da ração, além de utilizar o alimento natural disponível no viveiro, possui alto valor de mercado, e uma cadeia produtiva bem desenvolvida. Entretanto, precisamos testar novas tecnologias que possam ser viáveis para melhorar o processo produtivo dessa espécie no Amazonas, tornado-a mais competitiva e viável para o setor”, explicou.

Líder do Grupo de Pesquisa Aquicultura na Amazônia Ocidental, a Dra. Elizabeth explica que as larvas de matrinxã eclodem 10 a 13 h após a fertilização dos ovos e o canibalismo tem início 25 a 36 h pós-eclosão, sendo considerado período crítico para a espécie. Apesar dos vários estudos com o objetivo de aumentar a taxa de sobrevivência das larvas desta espécie, os resultados obtidos ainda não são suficientes para garantir maior oferta de juvenis.

“Pelo que já temos de conhecimento, o bioflocos pode ser uma grande saída. Primeiro por mudar a cor da água, ou seja, torna a visibilidade praticamente impossível entre os peixes no período larval, fase mais crítica do canibalismo, além das vantagens já citadas. Essa é uma proposta bastante desafiadora para o grupo de pesquisa, envolvendo o histórico de uma espécie com elevado canibalismo, apesar das informações já existentes na literatura que vem contribuindo nesta área do conhecimento. O projeto é dividido em três etapas realizadas em bioensaio no laboratório, sendo a primeira a diminuição do canibalismo, seguida das questões relacionadas à alimentação e densidade das larvas e juvenil de matrinxã, encerrando com a validação desses resultados no campo”, detalhou.

 Grupo de Pesquisa

O projeto conta com uma equipe multidisciplinar formada por profissionais da área de reprodução, larvicultura, nutrição, sanidade, fisiologia e bioquímica, sistema de produção, fisiologia do comportamento, além de alunos de pós-graduação (mestrado e doutorado), graduação, bolsistas de apoio técnico e Pós-doc.

“Esses profissionais, certamente, irão contribuir para que os objetivos propostos neste projeto sejam desenvolvidos em mais alto nível, gerando resultados que possam ser aplicados nas pisciculturas comerciais do amazonas e toda a região Norte do país”, afirmou.

Capacitação  

 Segundo a pesquisadora, a capacitação neste projeto é outro grande objetivo do grupo que pretende em expandir os conhecimentos nesta área sobre BFT. Todos os conhecimentos gerados no projeto serão repassados por meio de material didático e cursos de extensão aos técnicos e produtores do Estado no fim  do desenvolvimento dos estudos.

 “O compromisso com o produtor é essencial para garantir que os recursos disponibilizados pela Fapeam sejam revertidos em benefícios à sociedade, gerando lucro ao produtor e menor custo ao consumidor”, enfatiza a pesquisadora.

 Além disso, a pretensão do Grupo de pesquisa é transformar o projeto em um Programa, que inclui a continuidade de novas pesquisas e recursos disponíveis para desenvolvê-las.

 “Todos os resultados poderão ser disponibilizadas à sociedade por meio de uma página na internet, bem como outras informações relevantes que envolvem desenvolvimento do sistema com tecnologia de bioflocos para  espécies amazônicas”, acrescentou.

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Texto – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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Com apoio da Fapeam, Inpa inaugura revitalização do Centro de Aquicultura

Centro contribui para o fortalecimento da pesquisa e na capacitação de recursos humanos na área de aquicultura

O Centro de Aquicultura do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), no Campus III, Morada do Sol, zona centro-sul, passou pelo processo de revitalização e foi reinaugurado na manhã desta quinta-feira (21).  O local contará a partir de agora com dois novos espaços: fábrica de ração de peixes e sala de aula para contribuir no fortalecimento da pesquisa e na capacitação de recursos humanos na área de Aquicultura.

 O Centro  conta com apoio do Governo do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) no âmbito do Pró-Equipamentos, que destina recursos para aquisição de equipamentos voltados para compor a estrutura de pesquisa dos programas de pós-graduação recomendados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

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Centro irá fortalecer a pesquisa e a capacitação de recursos humanos na área de aquicultura

Durante a cerimônia, o diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, disse que o governador Amazonino Mendes definiu a Piscicultura como uma das atividades prioritárias para o desenvolvimento e geração de emprego e renda no Estado.  Segundo ele, para desenvolver o setor de Aquicultura no Amazonas é necessário conhecimento e tecnologia. Nesse cenário, o Inpa está sendo renovado com um centro de geração de conhecimento, principalmente, na nutrição de peixes, produção e testes de ração.

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Diretor-presidente da Fapeam, Edson Barcelos, disse que para desenvolver o setor de Aquicultura no Amazonas é necessário conhecimento e tecnologia

“A Fapeam participou da renovação desse processo, temos certeza que o Centro de Aquicultura será um local de formação técnica e desenvolvedor do conhecimento para que possamos alavancar a Piscicultura no Estado, e assim colocar o Amazonas para competir com nossos vizinhos que hoje são: Rondônia e Roraima, responsáveis pelo abastecimento de grande parte do nosso mercado”, disse Barcelos.

 As obras são fruto do Projeto “Implantação de Unidades Demonstrativas Agroflorestais na Amazônia (IUDAA)”, subprojeto Aquicultura, coordenado pela Dra. Elizabeth Gusmão.

 Líder do Grupo de Pesquisa Aquicultura na Amazônia Ocidental, Gusmão, explicou que o Centro de Aquicultura conta com uma infraestrutura moderna e adequada para uma fábrica de ração com capacidade para produzir até 400 kg de ração por hora.

 “O mais interessante da revitalização é o de poder produzir algumas rações que antes tínhamos algumas dificuldades, para  atender as diferentes fases de desenvolvimento dos peixes, com os quais  trabalhamos dentro da Aquicultura que são: tambaqui, matrinxã e pirarucu”, detalhou.

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Sala de aula será usada para minicursos voltados a produtores rurais, técnicos e outros profissionais ligados a instituições estaduais

 Gusmão destacou ainda que o complexo contribui para o fortalecimento da pesquisa e na capacitação de recursos humanos na área de Aquicultura.

 “Por meio do apoio da Fapeam, estamos fazendo uma manutenção na extrusora, um equipamento que produz a fabricação da ração, o que  proporcionará uma grande melhoria na qualidade das nossas rações experimentais e também para que nossos técnicos possam trabalhar em condições adequadas. Dentro dessa revitalização, temos a construção de uma sala de aula, que será usada para minicursos voltados a produtores rurais, técnicos e outros profissionais ligados a instituições estaduais que atuam na capital e interior”,  destacou.

A titular da Coordenação de Tecnologia Social do Inpa, Dra. Denise Gutierrez, destacou que o foco do centro também está relacionado à inclusão social.

“A ciência tem que produzir conteúdo relevante e esse espaço tem uma estrutura maravilhosa para trazermos um ator social que não costuma transitar nesse espaço que é o produtor rural. É a oportunidade dos pesquisadores serem chamados a essa responsabilidade social que é a capacitação, distribuição de folders e cartilhas com uma linguagem compreensível para qualquer pessoa da sociedade, que não tem conhecimento técnico, mas que precisa produzir no campo”, disse.

Departamento de Difusão do Conhecimento – Decon

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Fapeam apoia evento inédito na América Latina sobre Fisiologia Reprodutiva de Peixe

No Estado, o evento é coordenado pelo Inpa/MCTIC e conta com mais de 200 inscritos

Com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (PAREV), será realizado de 03 a 08 de junho, no Hotel Tropical Manaus, o 11º Simpósio Internacional de Fisiologia Reprodutiva de Peixe (ISRPF). O ISRPF acontece pela primeira vez na América Latina e contará com a participação de especialistas de diversos países.

O evento, que ocorre a cada quatro anos desde sua criação em 1970, é um tradicional simpósio de referência mundial e de alto nível científico, dedicado a debater e apresentar os conhecimentos mais avançados e aplicados na área da Fisiologia da Reprodução de Peixes. Nesta edição, conta com mais de 200 inscritos e terá como tema “Novas fronteiras em diversidade reprodutiva num ambiente em mudança”. Na programação, estão previstas palestras de 16 cientistas renomados com larga expertise na área, oriundos da Espanha, China Japão, Alemanha, Estados Unidos e Brasil. Também está prevista a apresentação de projetos de pesquisa por meio de pôsteres e exposições orais.

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O evento será realizado de 03 a 08 de junho, no Hotel Tropical Manaus

A cerimônia oficial de abertura acontece no dia 4 (segunda-feira), às 8h30, com a plenária do cientista Goro Yoshizaki, do Japão, que abordará sobre biotecnologias modernas utilizando células troncas germinativas em peixes. O tempo previsto de duração da apresentação é de 40 minutos. No dia anterior, haverá apenas a recepção de boas-vindas.

No Estado, o evento é coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), referência mundial em pesquisas sobre biodiversidade amazônica. Conforme o diretor do Inpa, Luiz Renato de França, por estar localizada no coração de um dos maiores nichos de abundância e diversidade da fauna e flora do globo terrestre, que é a floresta amazônica, a cidade de Manaus foi escolhida para sediar o simpósio. Segundo ele, num momento de significativas e preocupantes mudanças do Clima e do Meio Ambiente, o simpósio será uma oportunidade ímpar de pesquisadores, estudantes e profissionais de diferentes continentes do planeta usufruir e se integrar neste ambiente científico altamente favorável para valiosas trocas de conhecimentos, discussões e o estabelecimento de futuras colaborações visando ao desenvolvimento da piscicultura/aquicultura mundial.

França destaca ainda o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas na realização do evento. “Pelo fato de estar sempre na vanguarda das ações necessárias ao desenvolvimento da Amazônia, em particular nas áreas consideradas estratégicas, a Fapeam aportou valiosos recursos financeiros que certamente em muito contribuirão para o sucesso do evento que recebeu quase 200 resumos de pesquisadores, estudantes e profissionais e de quase trinta países do globo terrestre”, frisou.

Sobre o Parev

O PAREV tem por finalidade divulgar resultados de pesquisas científicas e assim, contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico. Esta chamada é voltada ao apoio de eventos nos âmbitos da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), como por exemplo, congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho.

Em meados de abril deste ano, foi divulgado o resultado da segunda chamada do programa. Para a edição,  foi disponibilizado um montante de R$ 750 mil. O auxílio-pesquisa disponibilizado foi voltado às propostas de eventos nas modalidades Internacional, Nacional e Regional.

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Programa de Tecnologia da Informação na Amazônia – Pesquisa tem resultado divulgado pela Fapeam

O objetivo do programa é apoiar a execução de projetos de pesquisa e inovação nas áreas de Tecnologia da Informação (TI), incluindo Ciência da Computação, Eletrônica e Ciência da Informação

Resultado final do Programa de Tecnologia da Informação na Amazônia (PRO-TI – Amazônia) – Pesquisa, referente ao edital 011/2017, foi divulgado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O objetivo do programa é apoiar a execução de projetos de pesquisa e inovação nas áreas de Tecnologia da Informação (TI), incluindo Ciência da Computação, Eletrônica e Ciência da Informação.

Os projetos contemplados, nesta edição do programa, foram os seguintes: “Sistema Integrado de Coleta Automatizada de Programas Maliciosos (E-Caruri)”, de Gilbert Breves Martins, do Instituto Federal do Amazonas (Ifam); “Modernização de uma Ciberinfraestrutura de Suporte à Arquitetura de Integração Semântica e Governança de Dados e Informações Científicas do INPA”, cujo proponente foi José Laurindo Campos dos Santos, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa); “Pesquisa e Desenvolvimento de Soluções Inteligentes para o Setor Acadêmico e Setor Produtivo utilizando Tecnologia da Informação (PDTI)”, submetido por Jucimar Maia da Silva Júnior, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e por fim, o projeto “Inteligência na indústria e outros ambientes para a produtividade, saúde e bem-estar (IIAProSaber), de Marco Antônio Pinheiro de Cristo, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

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Objetivo do programa é apoiar a execução de projetos de pesquisa e inovação nas áreas de Tecnologia da Informação (TI), incluindo Ciência da Computação, Eletrônica e Ciência da Informação

Por meio do programa, pretende-se  fortalecer as atividades de pesquisa e desenvolvimento em TI nos setores acadêmico e produtivo, preferencialmente em subáreas, como Indústria 4.0, Robótica, Bioinformática, Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), Serviços de computação em nuvem e Sistemas embarcados. O prazo de execução dos projetos será de oito meses.

Os recursos para a execução do programa são oriundos do Acordo de Cooperação Financeira (01.10.0728-00), firmado entre a Financiadora de estudos e Projetos (Finep) e a Fapeam, tendo como interveniente a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Setor de Tecnologia da Informação na Amazônia (PRO-TI-Amazônia). As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no montante estimado de até R$ 2,7 milhões, obedecendo ao percentual de 55% para capital e 45% para custeio.

Os limites estabelecidos para o valor máximo a ser concedido para as propostas aprovadas são proporcionais ao número total de doutores pertencentes ao quadro efetivo de docentes das instituições proponentes.

Fonte: Agência Fapeam

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Prorrogadas as inscrições para o curso de doutorado em Clima e Ambiente do Inpa/UEA

A inscrição pode ser feita até o dia 2 de fevereiro de 2018. O processo contará com três etapas eliminatórias. 

Foram prorrogadas até o dia 2 de fevereiro de 2018 as inscrições para o curso de doutorado em Clima e Ambiente, uma parceria entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). De acordo com a Coordenação de Capacitação (Cocap), o curso oferece 10 vagas com ingresso em março de 2018.

Pelo Edital Inpa/Cocap nº19, os interessados em participar do processo seletivo do Programa de Pós-Graduação em Clima e Ambiente (PPG-Cliamb) podem fazer a inscrição, por meio de formulário que deve ser preenchido, assinado e encaminhado em formato digital (PDF) para o email selecao.cliamb@gmail.com. O formulário está disponível em http://portal.inpa.gov.br/index.php/pos-graduacao/regulamentos-e-documentos.

O processo contará com três etapas eliminatórias. A primeira é análise curricular, a segunda é a avaliação do anteprojeto e a terceira, entrevista, todas coordenadas pela comissão de seleção.

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 Sobre o PPG-Cliamb

O PPG-Cliamb desenvolve pesquisas em diversas áreas tratando das questões dos impactos climáticos e ambientais na Amazônia advindos das mudanças de uso da terra na região e das mudanças climáticas globais, de maneira multi e interdisciplinar, na formação e treinamento de recursos humanos, e é aprovado pelo CAPES/MEC.

Fonte: Inpa

Foto: Luiz Claudio Marigo

 

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Pesquisa desenvolve creme à base de jucá no tratamento alternativo contra a Leishmaniose

Resultados da pesquisa indicam que tratamento da leishmaniose tegumentar com o produto microemulsionado, à base de jucá, aumenta a eficácia do tratamento e reduz efeitos colaterais apresentados pelas dolorosas injeções de Glucantime

Uma árvore amazônica, o jucá (Libidibia ferrea), utilizada pelos ribeirinhos como remédio caseiro para diversas enfermidades, pode ser transformada em um novo medicamento alternativo associado à medicação preconizada pelo Ministério da Saúde, o Glucantime, para agir como coadjuvante no tratamento da Leishmaniose tegumentar, doença infecciosa que compromete pele e mucosas. A planta também conhecida como pau-ferro está em estudo no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC).

De acordo com o farmacêutico e doutorando em inovação farmacêutica Bruno Jensen, a pesquisa está em fase de experimentação pré-clínica e restrita a roedores. Os resultados mostraram que o grupo controle que não recebeu tratamento teve uma evolução clínica das lesões cutâneas de 300% maior que o período do inóculo inicial (aquele que dá origem às primeiras infecções) do parasita. Já as lesões tratadas com a microemulsão desenvolvida (formulação translúcida) incorporada com a fração substância encontrada no jucá (diclorometano) tiveram um crescimento de apenas 25%.

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Já na comparação entre os grupos tratados – um com a microemulsão e o outro com o Glucantime – medicação preconizada pelo Ministério da Saúde (MS) como primeira escolha para o tratamento da leishmaniose -, foi possível observar que não houve diferença estatística quanto à evolução das lesões.

Na opinião de Jensen, isto significa um aspecto bastante positivo, pois o tratamento desse tipo de leishmaniose poderia ser complementado com o produto microemulsionado, à base de jucá, aumentando a eficácia do tratamento das feridas e reduzindo os efeitos colaterais apresentados a partir da administração da medicação única indicada pelo MS. “A partir daí surge à necessidade de novas alternativas para buscar um medicamento mais eficaz e com menos efeitos colaterais”, alerta Jensen.

Atualmente os pesquisadores conseguiram desenvolver um fitoterápico tópico, composto menos refinado por se tratar do uso de parte da planta, como alternativa da terapia para a Leishmaniose. Os próximos passos da pesquisa é desenvolver um fitofármaco com a molécula isolada mais ativa e incorporada na formulação farmacêutica. “Com isso, será possível viabilizar um medicamento com maior eficácia e com mínimas reações adversas. No momento, estamos abertos a colaboradores para proporcionar o avanço da pesquisa que já vem demonstrando resultados positivos”.

Causada por protozoários do gênero Leishmania, a leishmaniose é dividida em tegumentar (LT), que ataca pele e mucosas, e visceral (LV), conhecida como calazar, que atinge órgãos internos como fígado e baço. A LT possui alta capacidade de produzir deformidades.

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A doença é transmitida ao homem e outras espécies de mamíferos por insetos vetores ou transmissores chamados de flebotomíneos, também conhecidos como birigui, cangalhinha e mosquito-palha. A LT, único tipo registrado no Amazonas, é tratada principalmente com Glucantime e Pentamidina, injeções dolorosas que contribuem para que muitos pacientes desistam do tratamento.

Por ano, as leishmanioses afetam cerca de 2 milhões de pessoas no mundo, com registro anual de 0,7 a 1,3 milhão de novos casos da tegumentar, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, em 2015 foram registrados 19.395 casos de LT, 72% deles no Norte (8.939) e Nordeste (5.152) do Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde (MS). O Amazonas ocupa a terceira posição com maior número de casos do Brasil (1.645), ficando atrás apenas do Pará (3.610) e Maranhão (1.684). Os casos identificados no Estado são encaminhados para tratamento nas Fundações de Medicina Tropical e Alfredo da Mata.

 

Fitofármaco

Durante um ano de experimentação (2017), a pesquisa foi objeto de mestrado do farmacêutico Bruno Bezerra Jensen. O grupo de pesquisa do Laboratório de Leishmaniose e Doenças de Chagas do Inpa vem investigando os estudos de frações da árvore do jucá que já tinham apresentado resultados satisfatórios. Agora, a pesquisa prossegue no doutorado em Inovação Farmacêutica da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) com orientação da pesquisadora do Inpa, a doutora Antonia Maria Ramos Franco, líder do grupo de pesquisa.

Na opinião de Franco, o desenvolvimento de novos fármacos é importante e de extrema necessidade para um País que necessita reduzir os custos com relação ao tratamento de uma doença considerada negligenciada – aquelas causadas por agentes infecciosos ou parasitas e que afetam, principalmente, as pessoas de menor poder aquisitivo.

De acordo com Franco, apesar de tratar-se da vagem do jucá e de suas propriedades farmacológicas, o creme tópico utiliza outras substâncias que juntos auxiliam no tratamento. “Nosso creme é uma formulação própria feito em laboratório, então, não basta pensar que usando o chá ou ralando a vagem e aplicando na ferida que se terá o mesmo resultado ou a cura. Isso não vai acontecer”, alertou.

Busca de parceiros

“Somos especialistas na realização de pesquisas científicas envolvendo este tipo de enfermidade, que é considerada um grande problema mundial, não só no Brasil”, diz a pesquisadora. “Agora, estamos iniciando uma nova etapa que vem a ser a busca por parceiros que tenham interesse em produzir esse fitoterápico à base de jucá em escala industrial, como método alternativo auxiliar no tratamento da leishmaniose e estamos abertos para novas parcerias”, ressalta Franco.

As investigações no Laboratório de Leishmaniose e Doenças de Chagas acontecem a partir do envolvimento da descoberta de novos tratamentos e também no contato com os pacientes que comentam com os pesquisadores o uso de chás e emplastos de ervas para diferentes enfermidades. Para a pesquisadora, esse contato com o paciente é de grande importância para as pesquisas básicas.

“Os resultados promissores obtidos pelos estudos iniciados pela professora Claudia Dantas (2015) motivou-nos a dar continuidade à investigação dessafração (diclorometano), que demonstrou ter um grande potencial na área farmacêutica e na aplicação da terapia da leishmaniose”, diz o doutorando Bruno Jensen.

Potencial

De acordo com o doutorando, o enfoque central do estudo é o desenvolvimento de um fitofármaco (preparações feitas com plantas medicinais ou com os princípios ativos retiradas delas) que será trabalhado a partir dafração diclorometanoe noisolamento de substâncias mais ativas encontradas no jucá para uma nova formulação.

A pesquisa da Dra. Dantas selecionou partes do jucá e avaliou inúmeros extratos. Procurou-se modificar e potencializar a eficácia da fração obtida a partir do extrato de jucá, que obteve maior potencial de atividade, mas que precisava ser melhor estudado. A pesquisa contou com a colaboração da doutora Maria da Paz, do Laboratório de Química de Produtos Naturais do Inpa e da professora doutora Katia Solange, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Ufam, que também coorienta o doutorado de Jensen.

O uso da tecnologia farmacêutica permitiu a elaboração de um novo produto biotecnológico, que passará por um processo de pedido de patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).

Jensen explica que a microemulsão, uma formulação translúcida, é um sistema que apresenta inúmeras vantagens por ser um sistema de controle de liberação de fármacos, de escala nanométrica, e apresentar-se termodinamicamente estável. “Esta tecnologia vem sendo bastante utilizada nas ciências farmacêuticas, permitindo a sua aplicação para o desenvolvimento de formulações com substâncias com atividades antiinflamatórias, analgésicas e antimicrobianas”, destaca.

A pesquisa

Com base nos pontos positivos quanto à formulação da microemulsão, foram desenvolvidas quatro frações. Segundo Jensen, resolveu-se incorporar a fração diclorometano encontrada no jucá – que em ensaios in vitro e in vivo na emulsão desenvolvida na tese da Dra. Claudia, demonstrou ter um grande potencial de atividade –  e aplicar numa microemulsão, que foi objeto de estudo de seu mestrado.

A partir do estudo com a microemulsão, foi realizada a caracterização desse produto, que resultou em formulações estáveis e com parâmetros ideais condizentes com a literatura. Quanto à aplicação da nova formulação no tratamento da leishmaniose, não foram observadas ações de toxicidade cutânea e demonstrou-se bem permeável.

Jensen relata que conforme os resultados finais foi possível constatar que houve um controle do crescimento das lesões dos animais de experimentação que estavam infectados, comparado com outro grupo que não recebeu nenhum tipo de tratamento.

Fonte:  Inpa

 

 

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Pesquisadora desenvolve painel ecológico à base de resíduos de indústrias do PIM e de madeiras amazônicas

Durável, sustentável e de baixo custo, o produto pode ser usado em pisos, decorações, base para mesa, cadeira e como deck para piscina. O painel de madeira plástica é uma alternativa viável para o aproveitamento de materiais que seriam incinerados 

Um produto inédito, no Amazonas, produzido a partir do poliestireno (plástico) com resíduos de madeira (serragem) resultou num painel de madeira-plástica, que misturados proporciona resistência e uma textura com desenhos diferentes e únicos. É resultado do trabalho de mestrado em Ciências Florestais e Ambientais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), da engenheira florestal Giselle Rebouças, com orientação da pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), a doutora em Ciências Biológicas (Botânica), Claudete Catanhede.

A pesquisadora explica que o trabalho de Rebouças teve uma proposta inicial voltada para o meio ambiente com o objetivo de aumentar o rendimento das madeiras amazônicas. “O produto é de excelente qualidade, por conta das propriedades físicas e mecânicas, sendo um painel altamente sustentável porque não irá derrubar a floresta para ser produzido”, afirma.

O poliestireno é um dos plásticos mais utilizados no mundo sendo produzidos milhões de toneladas anualmente. Pode ser naturalmente transparente, mas geralmente é colorido com o uso de corantes e é usado como uma embalagem de proteção. Já a serragem de madeira é o resíduo proveniente das diferentes etapas do corte da madeira.

“A serragem, por ter uma dimensão muito pequena, é um material de maior problemática para sua destinação final e por não poder ser reutilizada na produção de um novo produto”, explica Rebouças.

Ecologicamente correto, economicamente viável, barato e sustentável, o painel é produzido com a utilização dos resíduos descartados do Polo Industrial de Manaus (PIM) e de madeireiras e é também uma resposta viável para solução do aproveitamento desses materiais que seriam incinerados ou jogados fora.

painelmadeiraplasticaFotoLucietePedrosaINPA

Painel produzido com inaproveitamento de materiais do Polo Industrial de Manaus é ecologicamente mais correto e viável economicamente

Além disso, tem diferentes aplicabilidades e pode ser usado tanto como piso, quanto para a confecção de artesanato em geral, em decorações ou como base para mesa, cadeira e bandeja e como deck para piscina.

Para Rebouças, o painel é um produto que tem um ótimo valor agregado e utiliza a madeira que já está disponível (serragem). Segundo ela, o resíduo pode se tornar um prejuízo ambiental se continuar no ambiente. A indústria fornecedora de poliestireno para o projeto produz atualmente 18 toneladas mensais de resíduos na alta temporada, que são incinerados e que poderiam ser aproveitados para produzir os painéis. Na indústria madeireira parceira do projeto são nove toneladas diárias de resíduos produzidos, entre eles a serragem.

“Pode-se produzir aproximadamente 35 mil unidades de painéis no tamanho de 20 X 20 centímetros”, explica Rebouças, ao acrescentar que isto representa um aproveitamento de 100% do material plástico que requer uma maior preocupação, já que não é um produto biodegradável e leva anos para se decompor. “Os resíduos produzidos pelas indústrias nos segmentos poderão atender demanda de produção em escala industrial”, destaca.

Vantagens

Uma das vantagens do painel é que eles têm uma produção barata e rápida porque não precisam de muito tempo para ser produzido, além de não necessitar de água para o resfriamento após o processo de fabricação na prensagem. “O tempo para se produzir um painel é de aproximadamente 25 minutos”, garante a mestre. “Os ensaios de flexão e de compressão do painel apresentaram resultados de resistência semelhantes a algumas madeiras amazônicas”, revela.

De acordo com a mestre, a junção da madeira com o poliestireno como base do painel favoreceu uma melhor resposta aos testes e também na trabalhabilidade do painel quanto à facilidade de corte na serra, perfuração por broca, prego e parafuso. “Por isso é um produto bastante versátil”, destaca.

Conforme Rebouças, comprova-se a agregação de valor das madeiras da Amazônia ao utilizar resíduos na produção de produto sustentável com qualidade para ser inserido no mercado  e com alta competitividade, o que contribui para o aumento do rendimento das madeiras amazônicas e comprova a viabilidade do manejo na região.

“Com isso estaremos contribuindo, não só para uma maior valorização da madeira e com o seu aproveitamento completo, mas também para manter a floresta em pé porque não precisaremos derrubá-la para a confecção dos painéis, pois é utilizado somente o pó de serragem”, explica.

Patente

O painel ecológico está em processo de pedido de depósito de patente conjunto entre a Ufam e o Inpa no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi).

O empreendedor que se interessar em produzir este produto terá vários benefícios: rapidez no processo de produção (25 minutos), produto barato, competitivo e resistente à chuva e ao sol, pois não corre o risco de deformar ou quebrar.

Diferencial

Cada painel tem um desenho próprio e único, o que favorece ainda mais o seu diferencial. Pode-se ter até três desenhos diferentes porque o material-base da composição é coletado em três etapas diferentes. Além disso, o painel também pode ter o tamanho desejado, dependendo do tipo de prensa utilizada.

Segundo a pesquisadora do Inpa e orientadora do trabalho de mestrado, Claudete Catanhede, o painel é um produto inédito, porque é produzido com madeiras amazônicas, o que poderia ser um fator de dificuldade para a sua produção por causa da complexidade que essas diferentes espécies possuem como as resinas, que dificultam a aglutinação das partículas.

O painel não é feito de várias espécies ao utilizar a serragem de diferentes madeiras de alta densidade, a exemplo do angelim, maçaranduba, breu e diversos louros, cada um com sua particularidade. “Apesar de serem diferentes não influenciaram na qualidade do produto”, explica Catanhede, que também é integrante do Instituo Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Madeiras da Amazônia/Inpa.

Coletas

Os materiais para a produção do painel foram coletados a partir dos resíduos descartados numa serraria em Itacoatiara (AM),que trabalha com madeiras certificadas, e em indústria do Polo Industrial de Manaus. “Com isso, o trabalho de Rebouças veio atingir uma das metas do INCT Madeiras da Amazônia, que é agregar valor para as madeiras amazônicas em toda sua essência”, diz a pesquisadora. “Se tiver um resíduo que não esteja nos tamanhos padronizados eles podem ser transformados em serragem para aumentar a produção”, acrescenta.

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Textos e Fotos- Inpa

 

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