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Formigas são usadas para monitoramento da biodiversidade na Amazônia

As formigas podem prover informações valiosas para o monitoramento da biodiversidade e têm sido usadas, por exemplo, na avaliação de ações de manejo como desmatamentos, proteção dos recursos naturais, impactos de incêndios florestais, instalação de hidrelétricas e os causados pelas mudanças do clima.

Pesquisa científica apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) buscou definir, um protocolo de identificação, que fosse eficiente e economicamente viável, para substituir a identificação de espécies de formigas no monitoramento da biodiversidade na Amazônia.

O projeto “Uso de abordagem taxonômica, ecológica e funcional foi desenvolvido para validar o uso de substitutos de espécies de formigas em monitoramentos da biodiversidade na Amazônia” foi desenvolvido pelo pesquisador Jorge Souza, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e demonstrou que a utilização de gêneros de formigas como substitutos de espécies é uma ferramenta vantajosa, com um custo benefício favorável, para o monitoramento da biodiversidade e capaz de fornecer as mesmas informações que as espécies.

Jorge Luiz

Coordenador do projeto, Jorge Souza.

 

O estudo foi realizado com espécies de formigas coletadas no solo, e de um banco de dados que abrange coletas nos estados do Amazonas (AM), Roraima (RR) e Rondônia (RO), e foi amparado pelo Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Amazonas (Fixam/AM), edital Nº 022/2013.

No mundo existem cerca de 15.500 espécies de formigas, e identificar todas as espécies para o monitoramento ambiental leva muito tempo. Por isso, os pesquisadores resolveram criar mecanismos mais simples para a classificação desses insetos, e que resultassem na escolha, avaliação ou monitoramento mais rápido de áreas de reserva ambiental.

Formigas caixinha

As formigas podem prover informações valiosas para o monitoramento da biodiversidade .

 

Por meio desse controle foi possível verificar que dentro das Reservas os eventos climáticos naturais como a seca, o El Niño e a La Niña, não afetaram as espécies de formigas de maneira drástica, mudam as espécies, mas as funções ecossistêmicas têm se mantido.

O monitoramento é importante também para saber quando a espécie é substituída, perdida ou aparece uma nova, e se esses processos de interação entre as formigas e o ambiente ainda estão acontecendo ou vão mudar.

Para o pesquisador, o estudo permite fomentar discussões relacionadas a políticas públicas direcionadas ao monitoramento da biodiversidade na região Amazônica.

Confira sobre o estudo em:

Diversity and Distributions em 2016

Biodiversity and Conservation em 2018

Fixam

Estimular a fixação de recursos humanos com experiência em ciência, tecnologia e inovação e/ou reconhecida competência profissional em instituições de ensino superior e pesquisa, institutos de pesquisa, empresas públicas de pesquisa e desenvolvimento, empresas privadas e microempresas que atuem em investigação científica ou tecnológica. Propiciar o fortalecimento dos grupos de pesquisa existentes e a criação de novas linhas de pesquisa de interesse regional, mediante a contínua integração entre os setores acadêmico, científico e o Estado.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

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Técnica de cultivo de cogumelos em toras de madeira pode ajudar a elevar a renda de pequenos proprietários rurais no Amazonas

O primeiro cultivo de cogumelo comestível da espécie Lentinula raphanica, em escala experimental, no mundo, foi realizado por pesquisadores no Amazonas, com o intuito de gerar um produto alimentício a partir da biodiversidade da floresta Amazônica.

Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a pesquisa científica, pioneira, apontou que essa espécie de cogumelo pode ser uma alternativa economicamente viável, com grande potencial de uso na indústria alimentícia, e pode se tornar uma nova fonte de produção e renda aos futuros fungicultores do Estado.

O projeto “Produção de Lentinula raphanica, um cogumelo comestível da Amazônia, utilizando substratos regionais” foi desenvolvido no laboratório de Microbiologia de Alimentos, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), na Coordenação de Biodiversidade, por meio do Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Amazonas (Fixam/AM), edital Nº022/2013.

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Coordenadora do projeto, Ruby Vargas-Isla.

 

A coordenadora do projeto, Ruby Vargas-Isla, explica que entre as diversas possibilidades de utilização dos fungos, o cultivo de cogumelos (fungicultura), tem sido considerada uma ótima alternativa alimentar de alto valor nutricional, gastronômico e econômico.

Método

Para o estudo, primeiro os pesquisadores coletaram, identificaram, selecionaram e isolaram o fungo da espécie Lentinula raphanica. O segundo passo foi produzir um substrato, utilizando uma formulação a partir de resíduos agroflorestais regionais (serragem de madeira) enriquecidos com farelo de arroz e cascas de frutos da região.

Em seguida, os pesquisadores retiraram um fragmento do interior do cogumelo (contexto) e adicionaram esse fragmento ao meio de cultura estéril, com o objetivo de acelerar o crescimento e avaliar as condições de crescimento.

O fungo necessita dessa matéria orgânica, que é o substrato a base de resíduos agroflorestais, para desenvolver-se. A partir da junção do substrato com o fungo isolado, dá-se a origem à produção da semente-inóculo, que é o primeiro passo para o cultivo de cogumelos comestíveis.

Cogumelo na madeira

O cultivo da espécie Lentinula raphanica baseado na inoculação da semente-inóculo do fungo em toras de madeiras.

 

A produção desse composto é inoculada (introduzida) em vários furos feitos previamente nas toras de madeira de reflorestamento de castanheira-do-brasil (Bertholletia excelsa), que servem como substrato ou matéria prima para o experimento.

Após a inoculação, impermeabilização e incubação, as frutificações de cogumelos ocorrem geralmente num período de colonização entre sete e oito meses.

A metodologia utilizada para o cultivo da espécie Lentinula raphanica baseado na inoculação da semente-inóculo do fungo em toras de madeiras é o mesmo método utilizado para cultivar outra espécie de fungo comestível como a Lentinula edodes (shiitake), espécie cultivada em escala industrial e em climas temperados.

Consumo

A comestibilidade dos cogumelos de algumas espécies de ocorrência natural da Amazônia foi registrada na década de 70 e 80 pelos botânicos Oswaldo Fidalgo e Guillean Prance, entretanto, a L. raphanica não havia sido registrada por estes pesquisadores.

Segundo a pesquisadora, apenas em 2016, na publicação do livro dos alimentos do povo indígena Yanomami (Sanöma) foi relatado o consumo de L. raphanica entre as 16 espécies de cogumelos comestíveis consumidos, e agora comercializados por comunidades da região do Awaris, no extremo noroeste de RoraimaEstes relatos indicam que L. raphanica apresenta potencial de uso como alimento da floresta dos trópicos.

Cogumelo na mão

O primeiro cultivo de cogumelo comestível da espécie Lentinula raphanica, em escala experimental, no mundo, foi realizado por pesquisadores no Amazonas.

 

Em Manaus, existe mercado para a produção desses cogumelos da espécie L. raphanica. A pesquisadora explica que a produção foi destinada a chefs de dois restaurantes da cidade para testes e estes receberam bem a novidade.

“A produção foi vendida aos estabelecimentos pelo proprietário do sítio onde parte do experimento foi realizado. A atividade é um dos primeiros passos para iniciar a prática da fungicultura no estado do Amazonas”, explicou. 

Importância do estudo

O projeto contribuiu para avançar nos estudos de implantação de uma nova atividade produtiva, a fungicultura da espécie L. raphanica de ocorrência natural no estado do Amazonas, utilizando toras de madeira de reflorestamento, bem como na divulgação da espécie comestível principalmente no campo da gastronomia na busca de novos sabores da Amazônia.

De acordo com a pesquisadora, integrante do Grupo de Pesquisas: Cogumelos da Amazônia, foi realizada também a implantação do Fungário no Museu da Amazônia (Musa) como parte da divulgação para a sociedade sobre a biodiversidade dos fungos e para mostrar algumas espécies comestíveis encontradas no Jardim Botânico Adolpho Ducke.

Cogumelo tora

O projeto contribuiu para avançar nos estudos de implantação de uma nova atividade produtiva, a fungicultura da espécie L. raphanica.

 

“No entanto, ainda há muitos pontos a serem melhorados para chegar em uma produção autossustentável pelo produtor rural e outros trabalhos devem ser realizados para dar continuidade à produção de cogumelos como, por exemplo, avaliar a produtividade em grande escala; realizar estudos sobre os danos causados por insetos “pragas” das madeiras e dos cogumelos frutificados; estudos de pós-colheita; análises bioquímicas do cogumelo e dos substratos, entre outros”, disse Ruby. 

Fixam

Estimular a fixação de recursos humanos com experiência em ciência, tecnologia e inovação e/ou reconhecida competência profissional em instituições de ensino superior e pesquisa, institutos de pesquisa, empresas públicas de pesquisa e desenvolvimento, empresas privadas e microempresas que atuem em investigação científica ou tecnológica. Propiciar o fortalecimento dos grupos de pesquisa existentes e a criação de novas linhas de pesquisa de interesse regional, mediante a contínua integração entre os setores acadêmico, científico e o Estado.

 

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

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Estudo pretende viabilizar produtos da madeira de Manejo Florestal para o mercado

O baixo número de espécies florestais que atualmente são exploradas para fins madeireiros no Amazonas motivou a engenheira florestal Daniele Feitosa Fróes, a avaliar o desempenho da espécie Eschweilera, conhecida como Matamatá, para ser empregada em produtos como móveis, instrumentos musicais e artigo de decoração.

O projeto apoiado pela  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Institucional de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad), na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), teve como orientadora a professora Claudete Catanhede do Nascimento,  do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e contou com apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Madeiras da Amazônia.

Segundo a pesquisadora, as árvores do gênero Eschweilera são espécies abundantes, amplamente distribuídas na floresta, possuem características importantes para o manejo florestal, porém não são exploradas devido à escassez de estudos sobre sua caracterização tecnológica e potencial, como usinagem e propriedades físicas que contribuam para a inclusão de novas espécies no mercado e sustentabilidade dos ecossistemas florestais.

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Daniele Feitosa Fróes – engenheira Florestal

Para que determinada madeira seja explorada é necessário que se conheça seu potencial madeireiro, ou seja, saber os limites e condicionantes de uso, para o desenvolvimento de produtos.

Para a pesquisa foram selecionadas duas espécies Eschweilera coriacea e Eschweilera truncata, para a caracterização da madeira, compreensão  da densidade e retratibilidade, da parte mecânica, química e, por último, da usinagem que é a confecção da modelagem dos produtos.

“Durante o estudo as madeiras de E. coriacea e E.truncata apresentaram excelente desempenho na avaliação de usinagem, tendo recebido conceito excelente para os testes de plaina, lixa, perfuração por broca, moldura no topo e torno; bom para o teste de rasgo lateral por broca e; ruim para o teste de perfuração por prego, por conseguinte essas madeiras mostram excelente qualidade para usinabilidade”, disse.

Produtos Madeireiros

Daniele explica que após o estudo e avaliação das madeiras foram desenvolvidos produtos com peças utilizadas nos processos de usinagem como: móveis, artigos de decoração, armação para óculos e escala para instrumento musical.

“De forma geral, pode-se concluir que a madeira das espécies estudadas estão aptas para serem empregadas na confecção de produtos de alto valor agregado, podendo ser consideradas como alternativa para subsidiar o mercado madeireiro, uma vez que apresentam características similares às espécies comercializadas e também por serem espécies de grande ocorrência em toda a Amazônia”, ressalta.

Os produtos foram desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar,  composta por engenheiro florestal, designer, luthier e arquiteto com o intuito de projetar peças que possam ser replicadas pela indústria, considerando-se a praticidade no transporte, ou seja, todos os móveis produzidos podem ser desmontáveis e armazenados em caixas próprias.

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Produtos foram desenvolvidos com intuito de projetar peças que possam ser replicadas pela indústria

Resultados

Conforme a pesquisadora, o estudo vai contribuir para o avanço da área de tecnologia da madeira e manejo florestal sustentável, oferecendo respostas para a utilização de madeiras que atualmente não são exploradas.

“A pesquisa superou todas as expectativas, apresentando resultados excelentes, saldo totalmente positivo avaliou a qualidade das madeiras de Eschweilera coriacea e Eschweira truncata, habilitando o potencial madeireiro, afirmando que podem ser comercializadas em diferentes setores da indústria madeireira. Todavia, a pesquisa realizada indica direcionamento para outras pesquisas, como a investigação do potencial tecnológico de outras espécies de menores diâmetros e de elevada ocorrência na floresta. E o resultado mais importante seria a possibilidade de inserir essas espécies na lista de espécies de interesse comercial do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que habilita as madeiras para comercialização”, relata Daniele Fróes.

 Posgrad

O Programa de Apoio à Pós-Graduação Stricto Sensu (Posgrad), da Fapeam, tem como objetivo apoiar a formação de recursos humanos altamente qualificados nos Programas de Pós-Graduação Strico Senso (PPGSS), aprovados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), por meio da concessão de quotas de bolsas de mestrado e doutorado.

INCT

O projeto de pesquisa contou ainda com apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Madeiras da Amazônia, do Inpa, com aporte financeiro da Fapeam, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Por Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Fapeam apresenta Programa Centelha para instituições de Manaus

Para dar continuidade às visitas de apresentação do Programa Centelha, representantes da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) estiveram nesta quinta-feira (16/5) em três instituições de ensino e pesquisa de Manaus, para formalizar parcerias, bem como incentivar a submissão de ideias inovadoras ao Programa, que será lançado no mês de junho pela Fapeam, em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep).

As visitas foram realizadas no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Centro Universitário Luterano de Manaus (CEULM/Ulbra).

Durante o encontro, a diretora técnico-científica da Fapeam, Marne Vasconcellos, explicou que as visitas são para incentivar as instituições de diversas áreas, dentro de suas potencialidades, a participarem do Programa, cuja bandeira é a inovação e o empreendedorismo.

A diretora do Inpa, Antonia Maria Pereira, afirmou que o instituto tem interesse em divulgar e estimular a submissão de ideias empreendedoras ao Centelha.

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Apresentação do Programa Centelha no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa)

 

O diretor do Instituto Senai de Inovação em Microeletrônica (Isi), José Roberto Casarini, comentou que a instituição tem pretensão de gerar startups  e o Programa Centelha pode possibilitar esse aperfeiçoamento.

 

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Apresentação do Programa para representantes do Senai

Para o reitor da Ulbra, Valdemar Sjlender, o programa é uma oportunidade que vem ao encontro com que a instituição já trabalha relacionada à inovação e empreendedorismo. Para ele,  o programa vem somar para os  empreendedores do centro universitário, formado por acadêmicos e docentes.

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Apresentação do Programa para os professores e coordenadores de pesquisa do Centro Universitário Luterano de Manaus (CEULM/Ulbra)

 

Centelha

O Programa Centelha visa estimular a criação de empreendimentos inovadores, bem como disseminar  a cultura do empreendedorismo inovador em todo território nacional, incentivando a mobilização e a articulação institucional dos atores nos ecossistemas locais, estaduais e regionais de inovação do país.

Por Helen Melo e Jessie Silva

Fotos: Érico Xavier

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Alimentos funcionais são criados a partir de frutas amazônicas

O açaí (Euterpe oleracea Mart.) e o camu-camu (Myrciaria dubia (Kunth) Mac vaugh), frutas típicas da região Amazônica, mostraram ser capazes de auxiliar na redução do colesterol. Os resultados são de uma pesquisa científica que busca extrair dos frutos da região, propriedades nutricionais e benéficas para saúde, com objetivo de produzir alimentos funcionais como, por exemplo, barra de cereal, bebidas, farinhas, cereal matinal e produtos de panificação, para oferecer ao mercado alimentício.

Intitulado “Estudo de Frutos Amazônicos para a Produção de Alimentos Funcionais”, o projeto conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Cooperação Internacional (GUYAMAZON).

Em andamento, o estudo coordenado pela doutora em Biotecnologia, Francisca Souza, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), também já analisou o cubiu (Solanum sessiliflorum), a pupunha (Bactris gasipaes H.B.K) e o tucumã (Astrocaryum aculeatum).

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Estudo é coordenado pela doutora em Biotecnologia, Francisca Souza, do Inpa

Segundo a pesquisadora, já foram elaborados os cereais com o açaí e com a pupunha. Também foi feita bebida, tipo shake (que mistura o pó do fruto na água) de camu-camu, que apresentou potencial para auxiliar no tratamento da obesidade e diabetes.

Shake de Camu-camu

Bebida, tipo shake que mistura o pó do camu-camu na água, apresentou potencial para auxiliar no tratamento da obesidade e diabetes

“A bebida foi capaz de reduzir as taxas de colesterol e diabetes. O cubiu também conseguiu reduzir. Mas o efeito desse fruto comparado ao camu-camu foi menor. Mas os dois apresentaram resultados significativos. Já a pupunha tem como benefício melhorar a saúde da visão”, explicou.

Francisca conta que o estudo continua na avaliação da quantidade e biodisponibilidade de nutrientes em frutos da região para produção de alimentos funcionais.

“Nosso objetivo é oferecer à sociedade mais informações sobre o consumo e benefícios das frutas amazônicas. Na pesquisa buscamos comprovar se realmente elas trazem benefícios à saúde e de que forma podem auxiliar no tratamento, por exemplo, de doenças crônicas”, disse.

GUYAMAZON

O programa apoia a execução de projetos conjuntos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), no âmbito da colaboração científica e tecnológica entre pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa do Estado do Amazonas e pesquisadores franceses. O apoio se destina ao financiamento de pesquisa e mobilidade de pesquisadores e estudantes.

O programa é realizado pela Fapeam, em parceiras com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amapá (Fapeap), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Maranhão (Fapema), Embaixada da França, Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) e região da Guiana Franceses.

Por Esterffany Martins

Fotos- Barbara Brito

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Estudantes do ensino médio participam de roda de conversa com pesquisadoras

O evento celebra o Dia internacional de Mulheres Meninas na Ciência, em 11 de fevereiro

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Conversa em celebração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

 

Com intuito de oferecer momento de diálogo e reflexão sobre a participação de mulheres e meninas na ciência, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou na manhã desta terça-feira, 11/02, uma roda de conversa em celebração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, onde mulheres cientistas do Amazonas destacaram suas trajetórias e a importância do papel da mulher no fazer científico.

Participaram do evento, alunos da Escola Estadual Ângelo Ramazzotti e as pesquisadoras Marne Vasconcellos (diretora técnico-científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas -Fapeam),Tanara Lauschner (professora da Universidade Federal do Amazonas – Ufam e coordenadora do Programa Cunhantã Digital), Alessandra Nava (pesquisadora da Fiocruz Amazônia) e Heliana Belchior (aluna de Iniciação Cientifica da Fiocruz Amazônia).

Marne Vasconcellos destacou que eventos dessa natureza levam os estudantes a refletirem sobre a importância e contribuição da mulher para a ciência, e que a mulher cientista pode estar no laboratório, na pesquisa e na gestão de instituições de ensino e pesquisa.

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Diretora técnico-científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas -Fapeam, Marne Vasconcellos

 

“A demonstração de jovens interessados em fazer pesquisa é algo que temos que estar atentos, significa que temos público, temos demanda e a grande importância de uma roda de conversa como essa, é poder falar para os jovens que ainda estão no ensino médio sobre as possibilidades da iniciação científica, e que não existe educação e desenvolvimento sem ciência”, disse.

Alessandra Nava ressaltou que “a reflexão possibilita aos jovens acreditarem na conquista de seus espaços na ciência, apesar de existir um certo romantismo em torno  do fazer pesquisa, como algo muito distante, por isso esse bate – papo é relevante, para mostrar que a ciência está muito próxima a eles”, conta.

Tanara Lauschner falou do seu projeto de estimulo a estudantes da educação básica para ingresso em carreiras de exatas. Hoje, o Programa Cunhantã Digital leva meninas a reflexão sobre a importância da matemática e desmistifica o receio da área de exatas.

O depoimento aluna de graduação, Heliana Belchior, que faz iniciação científica na Fiocruz Amazônia, animou os estudantes, pois ela, com a naturalidade dos jovens, falou de suas conquistas e como foi ingressar na pesquisa, bem como onde pretende chegar profissionalmente.

Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência

O dia é celebrado em 11 de fevereiro, instituído pela Unesco e pela ONU Mulheres em colaboração com instituições e parceiros da sociedade civil, que promovem o acesso e a participação de mulheres e meninas na ciência.

A data foi aprovada pela Assembleia das Nações Unidas em 22 de dezembro de 2015, por meio da Resolução A/RES/70/212, para promover o acesso integral e igualitário da participação de mulheres e meninas na ciência. O dia também atende aos Objetivos do Desenvolvimento Social, da Agenda 2030.

Por Jessie Silva

Fotos: Barbara Brito

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Micologia e diversidade dos fungos serão temas de congresso em Manaus

Estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores, e demais profissionais da área de saúde podem se preparar para importante evento que este ano será realizado em Manaus. Trata-se do IX Congresso Brasileiro de Micologia, que acontece no período de 24 a 27 de junho, no Centro de Convenções do Amazonas – Vasco Vasques, no bairro de Flores, zona centro-oeste da cidade.

O Congresso é promovido pela Sociedade Brasileira de Micologia, e é um importante evento científico que reúne programação extensa para abordar micologia e a diversidade dos fungos e dos ecossistemas amazônicos. abrangendo oito eixos temático

São parceiros da Sociedade Brasileira de Micologia neste evento, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Universidade do Estado do Amazonas (UEA),  Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Embrapa-Amazônia Ocidental, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Comissão organizadora do evento tem como presidente, Maria Aparecida de Jesus (Inpa), 1ª vice-presidente, Ani Beatriz Matsuura (ILMD/Fiocruz Amazônia), e 2 ª vice-presidente, Jânia Lilia Bentes (Ufam).

SUBMISSÃO DE TRABALHOS

A submissão de trabalhos será online, e os resumos devem ser enviados até o dia 25 de março, nas seguintes áreas temáticas: Micologia ambiental e aplicada; Micologia Biológica; Micologia Industrial; e Micologia Médica. Os resumos aceitos serão divulgados no dia 30 de abril.

Saiba mais sobre o formato dos resumos e elaboração de pôsteres aqui

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

Palestras, minicursos, mesas-redondas, apresentação de trabalhos e incursões a campo estão programadas para o evento. A conferência de abertura Severe fungal infection: this is often not a pathogen, será ministrada por Sybren de Hoog, do Westerdijk Fungal Biodiversity Institute, da Holanda.

Confira a programação completa.

Acesse o site do evento para mais informações sobre IX Congresso Brasileiro de Micologia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas

Inpa realiza encontro para divulgação do Programa Finep Startup

O programa visa financiar startups com potencial de crescimento e retorno

Na próxima quarta-feira (23), às 09h, acontece um encontro para divulgação do Programa Finep Startup, que visa o fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do apoio às empresas brasileiras nascentes de base tecnológica, que possuam papel fundamental na introdução de novas tecnologias e modelos de negócios no mercado.

 O evento será realizado no Auditório da Biblioteca do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), com entrada pela rua Bem-te-vi, bairro Petrópolis. Os interessados podem fazer a inscrição acessando o link. O encontro é gratuito e aberto aos interessados no tema.

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O encontro é gratuito e aberto aos interessados no tema

Por meio do programa serão disponibilizados recursos financeiros para que startups com alto potencial de crescimento e retorno possam enfrentar com sucesso os principais desafios de seus estágios iniciais de desenvolvimento, contribuindo para a criação de empregos qualificados e geração de renda para o Brasil.

A finalidade é promover o crescimento do mercado de capital semente no país, compartilhando com os investidores privados os riscos associados ao investimento em empresas nascentes de base tecnológica, sem substituir a iniciativa privada em seu papel como principal agente formador desse mercado.

O encontro para divulgação do Programa Finep Startup conta com o apoio do Inpa (Coordenação de Extensão Tecnológica e Inovação/Coeti e Incubadora), Amoci, Semtepi, Fabriq, Certi, ABio, Ajuri, Cide, INDT, Jaraqui Valley, Uninorte Empreende, Loopa, MeuUp, Rami, Impact Hub, Ulbratech e Cardume Coworking.

Fonte: Inpa

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Óleo essencial como alternativa biotecnológica de controle de doenças em hortaliças cultivadas

Os experimentos estão sendo feitos com a cebolinha, tomate e pimenta-de-cheiro

Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em parceria com a Embrapa (Laboratório de Produtos Naturais e de Fitoquímica) e com a UEA (Laboratório Central de Análises Químicas), estão desenvolvendo um estudo que tem como objetivo avaliar, em hortaliças cultivadas, o efeito fungitóxico (substância tóxica que inibe o crescimento de micro-organismos que parasitam plantas) de óleos essenciais no controle alternativo das doenças: mancha-alvo em tomateiro e da antracnose em pimenta-de-cheiro e cebolinha. Os óleos essenciais são substâncias oriundas do metabolismo secundário das plantas que se caracterizam por serem voláteis, de natureza complexa, apresentarem baixo peso molecular e geralmente possuírem forte odor.

A pesquisa é desenvolvida com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), através do Programa de Apoio à Pesquisa – Universal Amazonas, edital Nº 002/2018.

O coordenador do projeto, doutor em Biotecnologia Rogério Hanada, explica que a mancha-alvo é a principal doença do tomateiro e é caracterizada por lesões que se iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares, tipo alvo de coloração castanho-clara a castanho-escura. Já os principais sintomas da antracnose ocorrem nas folhas, que passam a apresentar lesões circulares, deprimidas, com halo de coloração marrom clara. Progressivamente as lesões se unem formando uma grande área necrosada, e assim as folhas secam e morrem.

“A mancha-alvo é causada pelo fungo Corynespora cassiicola, que é um patógeno que infecta inúmeras espécies de plantas, entre elas o tomateiro e outras hortaliças cultivadas. Já a antracnose é uma doença também causada por fungo de várias espécies do gênero Colletotrichum, que afeta o estabelecimento, o crescimento e a produção das plantas. A antracnose é uma doença muito comum em pimentão, pimenta-de-cheiro, cebolinha e em várias outras hortaliças. Essas doenças se desenvolvem principalmente em clima tropical (quente e úmido), como o nosso da Amazônia”, explica o pesquisador.

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As cebolinhas que foram plantadas para o experimento estão sendo cultivadas na estufa do INPA é de lá que devem sair os próximos resultados das pesquisas com a utilização de óleos essenciais

O pesquisador explica que o estudo tem como objetivo avaliar e selecionar produtos naturais eficientes no controle de microorganismos que ocasionam doenças em hortaliças cultivadas, e a partir dessa análise indicar a aplicação dessas substâncias como uma alternativa promissora para reduzir o uso indiscriminado de defensivos agrícolas.

“O estudo tem como propósito impulsionar a utilização de óleos essenciais de plantas com a atenção voltada para uma agricultura sustentável, visando fortalecer os mercados de produtos alternativos e contribuir para a melhoria do cenário agrícola atual, além de gerar bons resultados para que futuramente, esses produtos possam constituir uma alternativa biotecnológica aos fungicidas convencionais”, destacou Hanada.

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Testes feitos no laboratório com óleos essenciais de várias espécies de plantas contra os microorganismos, serão testados em condições de campo (in vivo)

No laboratório foram testados treze óleos essenciais de várias espécies de plantas contra os microorganismos, sendo que 10 foram eficientes e serão testados em condições de campo (in vivo).

Atualmente estão sendo conduzidos os experimentos em condições in vivo onde os óleos essenciais serão aplicados diretamente nas hortaliças cultivadas para verificar se as substâncias inibem o desenvolvimento do patógeno, controla ou reduz a incidência e a severidade da doença, além de verificar se essas substâncias estimulam o crescimento e o desenvolvimento das plantas.
Os pesquisadores começaram os testes avaliando a eficiência dos óleos essenciais no controle da antracnose em cebolinha e em pimenta de cheiro. Posteriormente os testes serão estendidos para análise da mancha-alvo em tomateiro.

As cebolinhas que foram plantadas para o experimento estão sendo cultivadas na estufa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) é de lá que devem sair os próximos resultados das pesquisas com a utilização de óleos essenciais.

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O coordenador do projeto, doutor em Biotecnologia Rogério Hanada explica que o objetivo da pesquisa é avaliar em hortaliças cultivadas, o efeito fungitóxico de óleos essenciais no controle alternativo das doenças

O pesquisador explica que a cebolinha é uma hortaliça facilmente cultivada e utilizada como um dos principais temperos para o preparo de pratos à base de peixes, principalmente caldeiradas, iguaria muito popular entre os amazonenses.

“Mas apesar de ser facilmente cultivada, existem várias doenças que podem afetar a produção da cebolinha e uma das mais severas é a antracnose. Essa doença afeta a qualidade do produto e causa perdas que podem atingir até 100% da produção dependendo das condições de manejo da cultura”, informou Hanada.

Por esse motivo o pesquisador explica que o controle da antracnose na cebolinha é considerado desafiador. Por ser uma planta de ciclo curto e explorada em pequena escala não existem fungicidas registrados no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

“Por isso outros métodos de controle devem ser desenvolvidos para o manejo da doença. O uso de produtos naturais com atividade antimicrobiana ou indutora de resistência pode ser uma alternativa no controle da antracnose”, explicou o pesquisador.

O pesquisador ressalta ainda que os produtos derivados de vegetais (óleos, extratos e hidrolatos) têm vantagem de não agredir o meio ambiente e a saúde do produtor e do consumidor por serem biodegradáveis.

“Na nossa região existe uma enorme biodiversidade e estamos tentando encontrar algum óleo essencial de alguma planta que possa controlar essas doenças. Os nossos estudos com os óleos essenciais estão apenas começando. No experimento in vitro os óleos essenciais inibiram o crescimento do fungo que causa antracnose na cebolinha”, disse Hanada.

Departamento de Difusão do Conhecimento- Decon/ Fapeam

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Nova tecnologia para produção de juvenis de Matrinxã

Em andamento, estudo científico analisa a Tecnologia de Bioflocos como uma alternativa para aumentar a produtividade da espécie

O matrinxã, a segunda espécie mais importante da piscicultura do Estado do Amazonas, tem dois grandes problemas: a reprodução induzida que só ocorre por estímulos ambientais, limitando entre os meses de setembro a março e a elevada taxa de canibalismo, com cerca de 80% de perda da prole.

Para melhorar a produção do matrinxã, uma pesquisa desenvolvida com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa Amazonas Estratégico, vem desenvolvendo pesquisas tecnológicas para disponibilizar ao produtor uma nova alternativa de produção da espécie.

 A pesquisa é coordenada pela doutora em Ecologia e Recursos Naturais, Elizabeth Gusmão, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), que vem avaliando a Tecnologia de Bioflocos (BFT) para as espécies nativas de interesse da piscicultura, o matrinxã.

A tecnologia  tem como vantagem a utilização de um espaço reduzido para a criação, uma boa gestão dos recursos hídricos por empregar uma quantidade mínima de água, além da elevada produtividade. Com isso, a tecnologia tem sido considerada uma alternativa promissora para uma aquicultura sustentável, que engloba a alta produtividade, a manutenção da qualidade da água, as elevadas densidades de estocagem, a maior resistência às doenças e uma fonte proteica extra como alimento, possibilitando rações com menor nível de proteína, consequentemente, menor custo de produção.

Conforme citado pela pesquisadora, a larvicultura do matrinxã é um problema sério na região, devido à baixa produção de juvenis e a alta taxa de canibalismo na fase larval. Nesse período, o índice de mortalidade pode atingir até 80% da produção, o que  reflete no custo para o consumidor final.

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A pesquisa é coordenada pela doutora em Ecologia e Recursos Naturais, Elizabeth Gusmão, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa)

Segundo Elizabeth, com este projeto espera-se diminuir a taxa de canibalismo nesta espécie, definir a melhor densidade de estocagem durante a fase inicial de desenvolvimento (larva e juvenil) e diminuir o nível de proteína na ração, gerando maior lucratividade para o produtor no Amazonas.

“Durante o período de desova natural da espécie, o produtor de alevino utiliza  hormônios para estimular a reprodução artificialmente, mas isto não é possível fora desta fase (setembro a março), sendo um entrave para a cadeia produtiva do matrinxã. Além disso, imagina perder 80% de cada reprodução decorrente do canibalismo da espécie na fase larval. Como consequência, criar matrinxã se torna muito caro, principalmente para o pequeno produtor, que perde o interesse na sua produção. Com tecnologias que venham diminuir estes entraves, o produtor poderá ser estimulado a criar esta espécie, de grande interesse comercial. O matrinxã tem várias vantagens para sua criação, principalmente porque possui hábito onívoro, o que exige menor teor de proteína da ração, além de utilizar o alimento natural disponível no viveiro, possui alto valor de mercado, e uma cadeia produtiva bem desenvolvida. Entretanto, precisamos testar novas tecnologias que possam ser viáveis para melhorar o processo produtivo dessa espécie no Amazonas, tornado-a mais competitiva e viável para o setor”, explicou.

Líder do Grupo de Pesquisa Aquicultura na Amazônia Ocidental, a Dra. Elizabeth explica que as larvas de matrinxã eclodem 10 a 13 h após a fertilização dos ovos e o canibalismo tem início 25 a 36 h pós-eclosão, sendo considerado período crítico para a espécie. Apesar dos vários estudos com o objetivo de aumentar a taxa de sobrevivência das larvas desta espécie, os resultados obtidos ainda não são suficientes para garantir maior oferta de juvenis.

“Pelo que já temos de conhecimento, o bioflocos pode ser uma grande saída. Primeiro por mudar a cor da água, ou seja, torna a visibilidade praticamente impossível entre os peixes no período larval, fase mais crítica do canibalismo, além das vantagens já citadas. Essa é uma proposta bastante desafiadora para o grupo de pesquisa, envolvendo o histórico de uma espécie com elevado canibalismo, apesar das informações já existentes na literatura que vem contribuindo nesta área do conhecimento. O projeto é dividido em três etapas realizadas em bioensaio no laboratório, sendo a primeira a diminuição do canibalismo, seguida das questões relacionadas à alimentação e densidade das larvas e juvenil de matrinxã, encerrando com a validação desses resultados no campo”, detalhou.

 Grupo de Pesquisa

O projeto conta com uma equipe multidisciplinar formada por profissionais da área de reprodução, larvicultura, nutrição, sanidade, fisiologia e bioquímica, sistema de produção, fisiologia do comportamento, além de alunos de pós-graduação (mestrado e doutorado), graduação, bolsistas de apoio técnico e Pós-doc.

“Esses profissionais, certamente, irão contribuir para que os objetivos propostos neste projeto sejam desenvolvidos em mais alto nível, gerando resultados que possam ser aplicados nas pisciculturas comerciais do amazonas e toda a região Norte do país”, afirmou.

Capacitação  

 Segundo a pesquisadora, a capacitação neste projeto é outro grande objetivo do grupo que pretende em expandir os conhecimentos nesta área sobre BFT. Todos os conhecimentos gerados no projeto serão repassados por meio de material didático e cursos de extensão aos técnicos e produtores do Estado no fim  do desenvolvimento dos estudos.

 “O compromisso com o produtor é essencial para garantir que os recursos disponibilizados pela Fapeam sejam revertidos em benefícios à sociedade, gerando lucro ao produtor e menor custo ao consumidor”, enfatiza a pesquisadora.

 Além disso, a pretensão do Grupo de pesquisa é transformar o projeto em um Programa, que inclui a continuidade de novas pesquisas e recursos disponíveis para desenvolvê-las.

 “Todos os resultados poderão ser disponibilizadas à sociedade por meio de uma página na internet, bem como outras informações relevantes que envolvem desenvolvimento do sistema com tecnologia de bioflocos para  espécies amazônicas”, acrescentou.

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Texto – Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)/ Fapeam

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