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Fundo de Ciência e Tecnologia da Amazônia é defendido em aula inaugural da Pós-graduação em Medicina Tropical da FMT

A criação do Fundo de Ciência e Tecnologia (C&T) da Amazônia foi defendida pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Adalberto Val, durante aula inaugural do curso de Pós-graduação em Medicina Tropical, da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD). O evento ocorreu na manhã da última segunda-feira (12), no auditório da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e contou com a participação do diretor técnico-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Dércio Reis.

Aula inaugural reuniu representantes de instituições de ensino e pesquisa, pesquisadores e alunos do curso

 

Atualmente, a Amazônia contribui com 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Em contrapartida, a região recebe apenas 3% de investimento em Ciência, Tecnologia e Educação. Atrelado a isso, os investimentos em C&T, nos últimos anos, sofreram queda considerável. No ano passado, os números chegaram a patamares inferiores aos do início dos anos 2000.

Num cenário mais amplo, todos os países compreendidos pelo bioma são afetados pelo desmatamento, o que amplia a preocupação em relação ao futuro da região.  Portanto, o pesquisador defende que a responsabilidade sobre a região precisa ser compartilhada e nesse contexto, a criação do Fundo de Ciência e Tecnologia (C&T) da Amazônia seria um importante caminho. “É preciso conjugar capacitação de alto nível com financiamento de pesquisa de longo prazo e, portanto, o Fundo contribuiria neste processo de criação de fontes de financiamento”, ressaltou Adalberto Val.

Pesquisador e Dr. Aldaberto Val defende a criação do Fundo de Ciência e  Tecnologia (C&T)  da Amazônia

 

Segundo ele, há iniciativas importantes, nesse sentido, como as ações desenvolvidas pela Fapeam, contudo, é necessário ampliar o leque. “O papel da Fapeam é extremamente importante em apoiar as pesquisas científicas que estão envolvidas nesse processo e vem a realizar a capacitação desse imenso contingente de pessoas. Para nós é um esforço grande, mas para as dimensões da Amazônia é uma sementinha e precisamos ampliar isso de forma radical”, frisou o pesquisador, que coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Adaptações da Biota Aquática na Amazônia (INCT Adapta /MCTIC/Inpa).

Em sua explanação, Adalberto Val destacou ainda a necessidade de criação de um Data Center da Amazônia. A finalidade seria subsidiar políticas públicas e novas pesquisas que respondam aos anseios da população e resultem  no desenvolvimento de novas tecnologias de maneira a contribuir com a inclusão social e a geração de emprego e renda. “O futuro da Ciência está nas mãos de pessoas como os mestrandos e doutorandos da Pós-graduação em Medicina Tropical”. Para ele, “é preciso colocar a Ciência a serviço da humanidade, o que significa: pensar localmente e agir universalmente”.

Contribuição da FMT em C&T

O diretor da Fundação de Medicina Tropical, Dr. Marcus Guerra, destacou o trabalho desempenhado pela FMT no sentido de desenvolver expertise que possa garantir melhor qualidade de vida para a população da região. Ele fez questão de frisar o avanço da Fundação no desenvolvimento de pesquisas em áreas Malária, Hepatite e mais recentemente, a formação de grupo voltada à investigação do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana). No entanto, lamentou iniciativas tomadas para a construção de empreendimentos que não levam em consideração os conhecimentos gerados e por isso, produzem sérios danos à população e ao meio ambiente.

Diretor da FMT-HVD, Dr. Marcus Guerra destacou os avanços da fundação no desenvolvimento de pesquisas

 

Na opinião do coordenador da Pós-graduação em Medicina Tropical, Dr.  Wuelton Monteiro, é inquestionável a contribuição do  curso, desde sua criação em 2002, para a evolução da pesquisas na área de saúde do Estado. O aumento considerável do número de doutores, que ingressaram em instituições de ensino e pesquisa, e a criação de novos grupos com diferentes linhas de investigação são apontados como resultados positivos.

Para ele, o fato do curso funcionar em uma instituição que agrega assistência e ensino&pesquisa será de suma relevância para os 21 novos alunos do Mestrado e os 10 do Doutorado em Medicina Tropical, uma vez que essa condição serve para nortear as decisões sobre as pesquisas.   O coordenador tem expectativas positivas em relação aos novos pós-graduandos, sobretudo, por se tratarem de profissionais já com experiência em suas áreas específicas e que, segundo ele, têm muito a contribuir.

Coordenador da Pós-graduação em Medicina Tropical, Dr. Wuelton Monteiro citou a parceria com a Fapeam

 

Monteiro ressaltou ainda, o papel da Fapeam no financiamento de pesquisas e concessão de bolsas de mestrado e doutorado para alunos do curso. “A Fapeam tem sido uma grande parceira neste caminho”, frisou. A mesma opinião sobre o papel da Fundação de Amparo à Pesquisa  é compartilhada pela mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Camila Fabri, que está iniciando o terceiro ano no Doutorado. “Parte do Doutorado fiz no Instituto Pasteur, na França, por meio de financiamento com a Fapeam”, comenta a doutoranda, que destaca a relevância dessa oportunidade concedida pela Fapeam para o desenvolvimento de sua pesquisa.

 

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 Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon)

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