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Oficinas Pedagógicas da Obsma começam em Porto Velho (RO)

Iniciaram nesta terça-feira (21/11) as Oficinas Pedagógicas da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), em Porto Velho (RO). As oficinas acontecem até 23 de novembro, de 8h às 17h, no Rondon Palace Hotel, que fica no bairro Nossa Sra. das Graças.

A abertura do evento aconteceu na segunda-feira, 20/11, no mesmo local onde estão sendo realizadas as oficinas, e contou com a presença da coordenadora Estadual do Núcleo do Programa Saúde na Escola (PSE), Maria Inês Fernandes, da diretora Geral de Educação da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc-RO), Angélica Aires, da pesquisadora do Laboratório de Microbiologia e representante da Fiocruz Rondônia, Najla Benevides Matos, da coordenadora nacional da Obsma e pesquisadora da Fiocruz, Cristina Araripe, além da coordenadora Regional Norte da Obsma, Rita Bacuri, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e de professores.

Segundo Maria Inês Fernandes, as Oficinas já estavam no planejamento do PSE desde o ano passado. Agora, o objetivo é que os professores que participam deste momento possam tornar-se multiplicadores e,  dessa forma, o Programa venha a alcançar um número maior de pessoas qualificadas para o desenvolvimento de projetos nas áreas de saúde e meio ambiente, e que se sintam aptos a concorrerem na Obsma.

 

Cristina Araripe lembrou que a Olimpíada trabalha na perspectiva de melhorar as condições de vida das populações, daí a importância do desenvolvimento de projetos com temas relacionados  à saúde e  ao meio ambiente nas escolas, de modo transversal, de acordo a  realidade local,  e com propostas e projetos pedagógicos construídos por professores e  alunos.

Em Porto Velho, participam das oficinas 80 professores, de 52 municípios de Rondônia. A maioria não conhecia a Obsma, mas em 2012, a professora  Carmem Silvia de Andrade Corrêa, de Cacoal (RO) foi premiada na 6ª. Obsma com um trabalho contra a dengue. Agora, ela participa das Oficinas Pedagógicas para se qualificar e receber mais estímulos para o desenvolvimento de novos projetos com seus alunos.

 O professor Rildo Nilo da Silva, do município Pimenta Bueno (RO), que trabalha com as disciplinas de Biologia, Ciências e Artes, também espera que as Oficinas lhe inspirem a desenvolver novos projetos na escola, e quer receber sugestões de plataformas e outros meios de capacitação profissional.

Para a coordenadora Regional Norte da Obsma, Rita Bacuri, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), o apoio do PSE e da Seduc de Rondônia para o desenvolvimento das Oficinas Pedagógicas, marcam o sucesso do evento. Ela lembra que as oficinas são destinadas a professores da educação básica, de escolas públicas e privadas. Os  interessados em participar da Olimpíada podem concorrer com projetos nas áreas de saúde e meio ambiente, desenvolvidos com os alunos, a partir de recursos relacionados a projeto de ciências, produção de texto e produção audiovisual, que são as três modalidades da Obsma.

No dia 22/11, a oficina será de produção audiovisual na educação básica, com o professor Wagner Nagib, da Fiocruz Paraná, que abordará a utilização da tecnologia como ferramenta potencializadora do ensino e aprendizado. Na parte da tarde, acontecerão atividades práticas.

No dia 23/11, a oficina será de produção textual, com a professora Alcione de Araújo, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e colaboradora da Obsma.

SOBRE A OBSMA

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente é um projeto educativo bienal promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas de todo o país. Dentre os principais objetivos da Obsma, destacam-se o reconhecimento do trabalho desenvolvido por professores e alunos nas escolas e a cooperação com a divulgação de ações governamentais, criadas em prol da educação, da saúde e do meio ambiente.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas

Projeto de pesquisa ensina educação financeira em escola pública em Manaus

Estudo é realizado no âmbito do PCE da Fapeam que envolve turmas do 1º ano do Ensino Médio

Ser consumidor ou consumista? Esse é um dos diversos questionamentos realizados no projeto “Educação Financeira na Escola: Planejando a Vida”, realizado por estudantes do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual Profª Adelaide Tavares de Macedo, situada no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste de Manaus.

O projeto, que é coordenado pela professora de Artes e Sociologia Mariá de Nazaré Conceição Sena, é realizado no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e conta com a participação das alunas Adria Cristina, Giovanna Galvão e Suzyane Oliveira. Além das bolsistas, as turmas de 1º ano do turno matutino participam das atividades do grupo de pesquisa.

Segundo a professora Mariá, o projeto tem a proposta de trabalhar a cultura da prevenção voltada à educação financeira. Ela conta que o estudo busca também orientar os alunos sobre o comportamento deles em sociedade e como ser um consumidor e não um consumista.

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Estudantes aprendem na prática, desde cedo, como planejar a mesada e a ajudar no orçamento familiar

 

“Eles (alunos) aprendem a se planejarem financeiramente desde cedo. O planejamento vai desde a redução do consumo de energia até questões sobre como fazer compras de forma sustentável. Será que devo comprar aos pouquinhos ou devo me planejar para ir ao supermercado e comprar tudo de uma vez?”, questiona.

Mariá destacou que além do conhecimento repassado durante as atividades do projeto, os alunos são incentivados a serem multiplicadores dos conceitos aprendidos. A ideia é que seus familiares, amigos e conhecidos também compreendam a importância da educação financeira.

“Vamos tornar os alunos multiplicadores de ações. Tudo o que eles aprendem na escola vão passar de alguma forma para família deles. Por exemplo, nós fizemos estudo dos 5R’s que vão desde repensar suas atitudes até reciclar. Os alunos também irão trazer de casa as contas de energia e criaremos uma dinâmica para fazer a redução desse gasto no imóvel”, contou.

Conforme a professora, a dinâmica será realizada em todas as turmas nas quais ela ministra aula. O desafio será avaliado como nota do terceiro bimestre. Os alunos irão listar todos os eletroeletrônicos que possuem em casa e a forma de interação das pessoas com esses objetos.

“Outra questão que a gente trabalha dentro do projeto é análise da fatura do cartão de crédito e como as pessoas se programam para comprar e pagar suas contas. Analisamos também à lista de compras de supermercado”, ressaltou Mariá.

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A ideia é que familiares, amigos e conhecidos também compreendam a importância da educação financeira

 

A proposta de fazer multiplicadores do conhecimento sobre educação financeira tem dado certo. A bolsista Adria Cristina conta que mudou seus hábitos de consumo e que seus familiares também têm se enquadrado nesse novo momento. Segundo a bolsista, a redução do valor da conta de energia é a prova de que o projeto tem alcançado seus objetivos.

“Consegui aprender várias coisas que eu fazia de errado e com dinheiro que gastava com besteiras posso usar em coisas melhores. Por exemplo, eu compro roupas novas e dou as antigas pra quem precisa. Outra coisa, quando todo mundo sai de casa eu tiro todos os objetos das tomadas. Hoje pagamos R$ 121 de energia, antes pagávamos muito mais. É um alívio. Quando saímos para fazer compras sempre pergunto para minha mãe se aquilo que estamos comprando é realmente preciso”, ressaltou.

Assim como Adria, a bolsista Giovana Galvão também tem repensado a maneira de consumir e planejar seu orçamento. “Estou gostando bastante do projeto porque agora consigo pensar melhor em como gastar o dinheiro que recebo dos meus pais e não gastar com besteiras. Penso sempre em investir em alguma coisa maior”, disse.

Para a bolsista Suzyane Oliveira, o estudo tem sido uma base que incentiva o estudante a pensar e planejar o futuro. “Quando estiver mais adulta já vou ter essa base e vou saber como investir ao invés de ficar gastando e não ter nada de volta, como muitos adultos fazem. Então, acho que se a gente economizar a partir de agora o nosso dinheiro, pra faculdade ou pra comprar nossa casa futuramente, é mais importante”, finalizou.

 O PCE

O programa incentiva a atração de alunos e professores ao mundo da pesquisa científica no ambiente escolar, envolvendo-os, a partir do 6º do ensino fundamental até a 3ª série do ensino médio, em projetos de cunho científico ou tecnológico. Ao todo, 396 propostas foram aprovadas pela Fapeam e contemplam Manaus e outros 35 municípios do Estado.

 

Texto e fotos:  Decon

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