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Pesquisas voltadas na área de hematolagia são ampliadas no Amazonas

A Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) ampliou as pesquisas desenvolvidas na área de Hematologia no Estado. A instituição conta com um laboratório inédito na Região Norte de Genômica Humano voltado para realizar o diagnóstico de tromboses, geradas por falhas genéticas ou adquiridas em decorrência de problemas de saúde, e também analisar o processamento molecular que ocorre dentro das células sanguíneas, e dessa forma identificar a causa genética que leva ao aumento de risco do aparecimento e desenvolvimento progressivo de células malignas no organismo.

A adequação e ampliação de laboratório de genômica humana contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (PRÓ-Estado).

As pesquisas desenvolvidas são no campo da biologia molecular. Segundo o diretor-presidente do Hemoam, Nelson Fraiji, tem muitas patologias e situações de acompanhamento de tratamento que necessitavam de tecnologia de diagnóstico sofisticadas que não existiam no Amazonas e na Região Norte.

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Iinstituição conta com um laboratório inédito na Região Norte de Genômica Humano voltado para realizar o diagnóstico de tromboses

“Foi identificado essas tecnologias e objetivamos resolver essa questão no projeto. Por exemplo, um problema que existe na saúde dentro da especialidade de assistência hematológica são as tromboses. No Amazonas, não existiam exames para diagnósticos de tromboses. As tromboses são produzidas por defeitos genéticos e decorrências de problemas adquiridos. Nós implantamos três métodos de biologia molecular para diagnóstico de trombose de origem hereditária. Esse é um laboratório inédito na região que nos auxilia muito neste  problema e na investigação também”, informou.

O Hemoam também participa de um ensaio clínico com alguns centros do Brasil para o tratamento de leucemias em crianças. Neste protocolo um momento crítico é a identificação após o início do tratamento para saber se resultou no controle eficiente ou não da doença. Para saber isso é preciso saber a Doença Residual Mínima.

“Esse é um laboratório de biologia molecular sofisticado que também foi implantado e que permite que nós possamos conhecer com marcados moleculares o nível de resposta ao tratamento. Se esse tratamento não for eficaz é possível oportunizar a essa criança um protocolo mais efetivo para cura. Isso aumenta a possibilidade de cura nas crianças com leucemia”, explicou.

Segundo o diretor, as pesquisas voltadas para a área da biologia molecular também melhoraram a capacidade de diagnóstico de uma doença chamada Leucemia Mielóide Crônica.

“Hoje essa doença tem um tratamento medicamentoso, via oral, promissor em que a efetividade do remédio é tamanha que se cogita a possibilidade que esse medicamento cure a leucemia. Mas para atingir esse objetivo é preciso haver um controle molecular”, disse Fraiji.

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Laboratório que permite determinar o perfil genético normal de espécies animais inclusive do ser humano

O médico explica que na Leucemia Mielóide Crônica existe um defeito genético, uma mutação que acompanha essa doença e a quantificação dessa mutação no decorrer do tratamento é estratégica na determinação de possibilidade de cura ou de mudança na administração do medicamento.

“É a quantificação dos transcritos genéticos que definem essa doença no decorrer tratamento. A cada seis meses tem que fazer a quantificação desse defeito genético, se está presente ou não, e em que quantidade”, salientou o médico.

Para Fraiji o PRO-Estado permitiu a incorporação de novas tecnologias nas áreas de Hematologia e Hemoterapia no Hemoam. Além da possibilidade também de montar um laboratório na instituição que permite determinar o perfil genético normal de espécies animais inclusive do ser humano.

“Um equipamento extremamente sofisticado, o Ilumina Miseq, que permite identificar num determinado ser vivo o seu perfil genético completo animal. E identificar as modificações em relação normal permitindo a compreensão de inúmeras patologias”, informou Fraiji.

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Escola do interior inova ao adotar o teatro nas aulas de Matemática

O projeto foi desenvolvido na Escola Estadual Professor Ronaldo Marques da Silva, localizada em Itacoatiara, e contou com apoio do Programa Ciência na Escola, da Fapeam

Imagine uma aula sobre as quatro operações matemáticas que é interrompida, repentinamente, por figuras geométricas planas falantes. Difícil imaginar que isso possa acontecer, não é? Nem tanto. Esta é a realidade de estudantes de uma escola pública do interior do Amazonas, participantes do projeto Teatro Matemático.

Desenvolvido na Escola Estadual Professor Ronaldo Marques da Silva, que fica no município de Itacoatiara, o projeto foi implantado no ano passado e beneficia alunos do 6˚ ano do Ensino Fundamental. A ideia inovadora saiu do papel pelas mãos do professor de Matemática Adson Ramos e contou com a ajuda de alunos-bolsistas.

“Como professor de Matemática, no decorrer dos anos, pude observar a falta de motivação de muitos alunos com a disciplina. Devido ao acesso a novas tecnologias, as aulas aplicadas no quadro branco, na maior parte das vezes, se tornaram menos  interessantes, o que me levou a apresentar a proposta à  Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas)”, frisou o professor, esclarecendo que o objetivo do projeto é  resgatar de forma divertida e prazerosa o interesse dos educandos pela Matemática.

Coordenador e bolsistas resolveram escolher o teatro de fantoche como apoio às aulas por favorecer a abordagem de uma variedade de temas e ainda, estimular a socialização. Os assuntos do conteúdo da disciplina escolhidos para serem retratados nas apresentações foram os apontados como sendo de maior dificuldade para a maioria dos alunos das turmas de 6˚ ano.

Superada esta etapa, chegou a hora de colocar a mão na massa, ou melhor, nos materiais. “Os alunos-bolsistas confeccionaram e desenvolveram fantoches, além de pequenos cenários para as apresentações”, explicou o coordenador. Porém, o processo criativo não parou por aí. Sob a supervisão do coordenador, os estudantes passaram a criar as histórias a serem abordadas.

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Os fantoches alteraram a rotina das aulas de matemática e fizeram sucesso entre a criançada na escola

 

Impacto do Teatro Matemático

O processo de adaptação ao novo estilo de aula não foi tão fácil. O primeiro obstáculo foi a “quebra” dos padrões na mente dos próprios alunos, que estavam acostumados com as aulas convencionais. Por outro lado, os bolsistas do projeto também precisaram vencer a timidez – algo muito comum nesta faixa etária. Para superar essas situações, foi feito um trabalho motivacional tanto para dar mais segurança no momento das apresentações quanto para promover o máximo possível de interação.

Feito esses ajustes, os fantoches alteraram a rotina das aulas de matemática e fizeram sucesso entre a criançada. “Em uma das apresentações, saímos do ensino da tabuada tradicional para as formas geométricas que ganharam vida e interagiam com os alunos de uma maneira muito divertida”, lembra o professor.

O resultado do trabalho não poderia ser melhor. O interesse dos alunos pela disciplina aumentou consideravelmente e o mais relevante: houve uma evolução significativa no que se refere à aprendizagem dos estudantes. “Foi uma experiência muito boa, pois aprendemos os benefícios da Matemática no nosso dia a dia e desenvolver melhor o raciocínio lógico”, ressaltou o Ângelo Brandão de Souza, um dos alunos-bolsistas.

Além dos benefícios diretos no processo de ensino-aprendizagem, o projeto também teve impacto no comportamento dos próprios alunos.  “Com o teatro, perdi um pouco da timidez e passei a ter mais criatividade nas atividades escolares – não só em Matemática, mas também nas outras matérias”, disse Ângelo, satisfeito com o seu melhor desempenho nos estudos.

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Com o projeto do PCE na escola o interesse e o desempenho dos alunos pela disciplina aumentaram

 

Ampliação do Projeto

 Com os resultados promissores, alunos de outras turmas foram envolvidos no projeto. “Percebemos a necessidade de outras turmas da escola participarem do projeto e vivenciarem essa oportunidade diferenciada de adquirir  conhecimento”, comentou o professor.

Segundo ele, está sendo avaliada a possibilidade de adotar o Teatro como ferramenta para o ensino de outras disciplinas. “O teatro pode ser uma ferramenta útil não só na Matemática, mas também em outras disciplinas, que podem usá-lo  para desenvolver no aluno, por exemplo, a oratória, a linguagem corporal, o conhecimento, de forma divertida, dos fatos ocorridos em nossa sociedade e  no mundo”, frisou Ramos, o qual ressalta ainda que a Matemática é uma ciência  que faz parte do cotidiano das pessoas e a empatia pela disciplina, tornará a criança um adulto capaz de desenvolver o raciocino lógico e  com isso, melhor contribuir com o desenvolvimento da sociedade.

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Fapeam divulga resultado do PPSUS

Programa financia projetos na área da saúde que promovam a melhoria da qualidade da atenção à saúde no Estado do Amazonas 

Ao todo, 17 propostas foram aprovadas no Programa Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS), edital N°001/2017. O resultado foi divulgado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Esta edição do programa conta com um investimento de quase R$3 milhões para financiar projetos de pesquisa que promovam a melhoria da qualidade da atenção à saúde no Estado do Amazonas no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS).  Os projetos terão duração de 24 meses.

 O programa é uma ação do Governo do Amazonas por meio da Fapeam, em parceria com o Ministério da Saúde (MS), por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (Decit/SCTIE/MS), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com a Secretaria de Estado da Saúde do Estado do Amazonas (Susam).

 Pesquisa

Inovar em tecnologias para prevenção do câncer de colo de útero é um dos projetos aprovados nesta edição do PPSUS. O trabalho será desenvolvido pela doutora em Doenças Infecciosas e Parasitárias, Kátia Torres Luz. O projeto será desenvolvido na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon).

Outra pesquisa aprovada no programa é do doutor em Hematologia, Nelson Abrahim Fraiji.  O projeto trata-se de uma estratégia de telessaúde para a melhoria da assistência onco hematológica em áreas remotas do Estado do Amazonas.  O estudo será desenvolvido na Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).

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Confira a lista completa dos projetos aprovados no PPSUS

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