Resumo
- O fenômeno, considerado incomum para esta época do ano, já afeta comunidades da região do Alto Solimões e compromete a navegação em portos importantes.
- “O acumulado indica chuvas muito abaixo do normal em dezembro, o que manteve a recessão no Alto Solimões, que agora já ocorre também no Médio Solimões”, explica Jussara Cury, superintendente regional do Serviço Geológico do Brasil.
- A previsão é que as chuvas cheguem nos próximos dias e ajudem a mudar o cenário para quem depende dos rios.
- Rio Solimões seca em diferentes cidades do Amazonas mesmo em período de cheia Chuvas no Peru devem aumentar nível do Rio Solimões em Tabatinga e Benjamin Constant .
Cidades do Amazonas enfrentam seca fora de época. — Foto: Roney Elias/Rede Amazônica
Cidades do Amazonas enfrentam seca fora de época. — Foto: Roney Elias/Rede Amazônica
Cidades do Amazonas estão enfrentando uma seca fora de época, em um período que deveria ser marcado pela cheia dos rios. O fenômeno, considerado incomum para esta época do ano, já afeta comunidades da região do Alto Solimões e compromete a navegação em portos importantes.
“Para o viajante, para comprar o cimento, alguma coisa para carregar no porto é longe”, diz o professor Izaque Silva.
Ariosto Salvador Ramirez, presidente da Associação dos Taxistas Fluviais de Tabatinga, alerta para os riscos:
“Se você não ficar muito atento às balsas, os flutuantes podem ficar em terra.”
Porto de Tabatinga em janeiro de 2026. — Foto: Roney Elias/Rede Amazônica
Porto de Tabatinga em janeiro de 2026. — Foto: Roney Elias/Rede Amazônica
Em Coari, a 360 km de Manaus, a situação é semelhante. A área portuária secou.
“Está secando aqui pra baixo do cais, bem perto da bóia”, relata o ajudante Daniel Silva.
O período de cheia na Amazônia costuma ocorrer entre dezembro e junho, durante o chamado inverno amazônico. Mas, segundo especialistas, temperaturas acima da média e baixa umidade estão dificultando a formação de chuvas nas cabeceiras dos rios.
Jussara Cury, superintendente regional do Serviço Geológico do Brasil em Manaus, explica:
“O acumulado indica chuvas muito abaixo do normal em dezembro, o que manteve a recessão no Alto Solimões, que agora já ocorre também no Médio Solimões”, explica Jussara Cury, superintendente regional do Serviço Geológico do Brasil.
A falta de chuvas no Alto Solimões já impacta Manaus. O Rio Negro, que nesta época costuma subir cerca de 10 centímetros por dia, atualmente registra apenas 1 centímetro de elevação diária.
A previsão é que as chuvas cheguem nos próximos dias e ajudem a mudar o cenário para quem depende dos rios.
Chuvas no Peru devem aumentar nível do Rio Solimões em Tabatinga e Benjamin Constant