Resumo
- Com a redução de preço, os postos de combustíveis vão deixar de pagar R$ 4,32 por litro de gasolina na modalidade EXA (Entrega a Serviço da Compradora), passando a pagar R$ 3,96.
- Ream A expectativa é de que esta mudança de preço possa refletir em uma pequena redução nos valores cobrados ao consumidor final, que viu o preço da gasolina chegar a quase R$ 9 em municípios do estado.
- Passagens de transporte fluvial devem subir após alta do combustível no Amazonas Aumento em postos de Manaus Pela segunda vez em menos de um mês, o preço do litro do combustível aumentou e passou de R$ 7,29 para R$ 7,59 nos principais postos da capital amazonense.
- Gasolina em Manaus é a terceira mais cara entre as capitais Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio da gasolina em Manaus já vinha em alta desde o início de 2026.
Preço da gasolina em Manaus: valor subiu duas vezes em 15 dias e pesa no bolso
A Refinaria da Amazônia (REAM) reduziu o preço do litro da gasolina vendida às distribuidoras no Amazonas. A mudança é válida a partir desta quarta-feira (25) e representa uma queda de R$ 0,35 em comparação ao valor anterior, segundo dados disponibilizados no site da refinaria.
Com a redução de preço, os postos de combustíveis vão deixar de pagar R$ 4,32 por litro de gasolina na modalidade EXA (Entrega a Serviço da Compradora), passando a pagar R$ 3,96. Já na modalidade LPA (Livre para o Armazém), o valor cai de R$ 4,32 por litro para R$ 3,97.
As duas formas de venda diferem pela responsabilidade no transporte. No modelo EXA, a distribuidora retira o combustível e assume custos e riscos. Já no modelo LPA, a refinaria faz a entrega e o frete já está incluído no preço.
Este é o quinto reajuste no valor do litro da gasolina vendida pela Ream às distribuidoras em 2026 — todas apenas neste mês de março. Veja o gráfico abaixo:
A expectativa é de que esta mudança de preço possa refletir em uma pequena redução nos valores cobrados ao consumidor final, que viu o preço da gasolina chegar a quase R$ 9 em municípios do estado.
Para o economista Armando Clovis, a redução ainda é insuficiente para diminuir os impactos que o aumento dos combustíveis causa a curto e longo prazo à população.
“Nesse aspecto, se a crise continuar, e há uma previsão de continuar por causa da guerra, o consumidor amazonense continuará sendo afetado. 70% da população amazonense depende do transporte coletivo. As empresas vão ter que aumentar o preço do transporte. A situação é mais grave no interior do estado porque a grande parte depende do transporte fluvial, portanto o aumento do preço do combustível levará ao aumento do frete”, avalia.
Diante do cenário, Armando avalia que uma solução viável poderia partir pelo poder público com a adoção de políticas semelhantes as adotadas pelo governo federal com as refinarias estatais.
“Se as empresas vão aumentar os custos, elas vão repassar para o consumidor final. A política do governo federal de subsidiar esse aumento de preço para que o impacto seja menor também deveria ser adotada aqui pelo estado, com a redução ou isenção do ICMS sobre a gasolina”, pontua.
Aumento em postos de Manaus
Pela segunda vez em menos de um mês, o preço do litro do combustível aumentou e passou de R$ 7,29 para R$ 7,59 nos principais postos da capital amazonense. A mudança começou a ser percebida desde as primeiras horas do último domingo (22).
Além da gasolina comum, a versão aditivada do combustível também teve aumento, saindo de R$ 7,49 para R$ 7,79.
A mudança surpreendeu motoristas pela falta de aviso prévio e pelo curto intervalo entre os aumentos. Até 6 de março, o litro da gasolina comum em Manaus era vendida para o consumidor final a R$ 6,99. No dia 7 de março, houve o primeiro aumento, também de R$ 0,30. O valor mantido por apenas 15 dias, até o aumento de domingo.
Gasolina em Manaus é a terceira mais cara entre as capitais
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que o preço médio da gasolina em Manaus já vinha em alta desde o início de 2026. Na primeira semana de janeiro, o preço médio do litro chegou a R$ 6,98, segundo levantamento da ANP.
No ranking nacional daquele período, Rio Branco, no Acre, liderava com gasolina a R$ 7,24, seguida por Porto Velho, em Rondônia, com R$ 7,09. Manaus aparecia em terceiro lugar, com média de R$ 6,98 por litro.
A capital amazonense também registrava um dos etanóis mais caros do país, com média de R$ 5,49, empatada com Porto Velho.
Especialistas apontam que fatores como custos logísticos na região, preços nas refinarias e impostos estaduais, como o ICMS, ajudam a explicar os valores mais altos na região Norte.
Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível. — Foto: Alain Jocard/AFP
Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível. — Foto: Alain Jocard/AFP