PF faz operação contra servidores da AmazonPrev por investimento milionário no liquidado Banco Master

Resumo

  • 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp A Justiça Federal também determinou o afastamento cautelar de três servidores por 90 dias e cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Manaus e no Rio de Janeiro.
  • ele aparece como principal responsável pela ordenação e execução das aplicações, tendo determinado operações sem deliberação prévia do colegiado e deixar aplicações de grande vulto diretamente, inclusive com fracionamento de valores para contornar limites de alçada administrativa;Cláudio Marins de Melo – diretor de Administração e Finanças.
  • Divulgação/PF O que diz a PF A corporação afirma que houve esvaziamento do Comitê de Investimentos, concentração de decisões em poucos gestores e exposição de recursos previdenciários a riscos elevados.
  • A instituição reforça ainda que as aplicações não representam riscos para o pagamento dos benefícios de aposentados e pensionistas do estado, uma vez que o Fundo de Previdência do Amazonas (FPREV) apresenta superávit atuarial de 1,7 bilhão, atualmente com recursos acumulados em mais de 11 bilhões de reais.

Operação da PF investiga investimentos suspeitos na previdência do Amazonas

Operação da PF investiga investimentos suspeitos na previdência do Amazonas

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6) a operação “Sine Consensu” contra três servidores da Amazonprev, o fundo de previdência dos servidores do Amazonas. A investigação apura suspeitas de irregularidades em investimentos milionários feitos pela instituição. A auditoria do Ministério da Previdência identificou cinco operações suspeitas, dentre eles a do Banco Master.

A Justiça Federal também determinou o afastamento cautelar de três servidores por 90 dias e cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Manaus e no Rio de Janeiro.

Segundo a PF, entre junho e setembro de 2024, a Amazonprev aplicou cerca de R$ 390 milhões em Letras Financeiras de bancos privados, contrariando recomendações anteriores do Comitê de Investimentos. As investigações apontam:

  • fragilidades no processo decisório;
  • falhas de governança;
  • descumprimento de normas de gestão previdenciária;
  • possível prática de crimes como gestão temerária e corrupção ativa e passiva.

➡️Quem são os alvos

Os pedidos de afastamento envolvem:

  • Claudinei Soares – ex-gestor de recursos e coordenador do Comitê de Investimentos: ele aparece como principal responsável pela ordenação e execução das aplicações, tendo determinado operações sem deliberação prévia do colegiado e deixar aplicações de grande vulto diretamente, inclusive com fracionamento de valores para contornar limites de alçada administrativa;
  • Cláudio Marins de Melo – diretor de Administração e Finanças: participou das operações ao autorizar, anuir e posteriormente ratificar as aplicações, mesmo diante de irregularidades procedimentais e ausência de aprovação formal nas instâncias colegiadas;
  • André Luis Bentes de Souza – ex-diretor de Previdência: integrou a cadeia decisória ao participar das deliberações no Comitê de Investimentos e atuar no credenciamento das instituições financeiras emissoras, especialmente dos bancos Master e C6, atos administrativos que viabilizaram parte das aplicações posteriormente executadas.

Também é investigado o empresário Sávio Loyola e Silva, dono da empresa Alfa A Consultoria e Gestão de Frota Ltda, sediada em Niterói (RJ). Segundo a PF, a empresa teria repassado cerca de R$ 600 mil aos servidores, sem contratos ou justificativas econômicas compatíveis com sua atividade.

As operações foram intermediadas principalmente pelas corretoras Terra Investimentos e Mirae Asset, utilizadas de forma reiterada nas aplicações sem demonstração de critérios objetivos para sua escolha ou comparação de custos e riscos.

O g1 tenta localizar a defesa dos suspeitos.

➡️Como foram os investimentos ?

A auditoria do Ministério da Previdência identificou cinco operações suspeitas:

  • Banco Master – R$ 50 milhões (junho/2024);
  • Banco Daycoval – R$ 50 milhões (agosto/2024);
  • Banco BTG Pactual – R$ 40,7 milhões (setembro/2024);
  • Banco C6 Consignado – duas operações de R$ 125 milhões cada (setembro/2024).

Em alguns casos, as aplicações foram feitas sem aprovação formal da diretoria ou do Comitê de Investimentos e até com bancos não credenciados pelo Ministério da Previdência.

PF faz operação contra servidores da AmazonPrev por investimento milionário no liquidado Banco Master — Foto: Foto: Divulgação/PF

O que diz a PF

A corporação afirma que houve esvaziamento do Comitê de Investimentos, concentração de decisões em poucos gestores e exposição de recursos previdenciários a riscos elevados. As medidas cautelares, segundo a Justiça, são necessárias para garantir a ordem pública e a instrução criminal.

Em nota, a Fundação Amazonprev informou que está colaborando com as investigações e permanece à disposição para prestar todas as informações solicitadas pelos órgãos. O órgão esclarece que, dos três alvos da operação, dois servidores pertencentes ao quadro efetivo do órgão já foram afastados das funções. O terceiro citado, que ocupava cargo em comissão, não integra mais os quadros da instituição desde 2024.

A instituição reforça ainda que as aplicações não representam riscos para o pagamento dos benefícios de aposentados e pensionistas do estado, uma vez que o Fundo de Previdência do Amazonas (FPREV) apresenta superávit atuarial de 1,7 bilhão, atualmente com recursos acumulados em mais de 11 bilhões de reais. O saldo é suficiente para garantir o pagamento de todas as aposentadorias e pensões do presente e os benefícios futuros dos servidores atualmente na ativa.

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