Justiça Eleitoral arquiva investigação sobre suposta interferência nas eleições de Parintins

Resumo

  • O caso iniciou em 16 de agosto de 2024, a partir da divulgação de um vídeo gravado em 2 de agosto daquele ano, na casa de Adriane Cidade, prima e ex-assessora do deputado estadual e então candidato à Prefeitura de Manaus, Roberto Cidade (União Brasil), onde membros da alta cúpula do Governo do Amazonas, incluindo ex-secretários e agentes de segurança, discutem práticas consideradas ilegais pela Justiça para favorecer um dos candidatos ao pleito.
  • No vídeo, eles admitem práticas como compra de votos em eleições anteriores, acompanhamento de viaturas da Polícia Federal para cometer crimes longe dos agentes e a intenção de levar pessoas ligadas a milícias e ao crime organizado para Parintins, com o objetivo de prendê-las em uma operação considerada “forjada”.
  • De acordo com a Polícia Federal, durante as investigações surgiram indícios de que líderes comunitários ligados a uma facção criminosa estariam ameaçando eleitores e impedindo a circulação de candidatos em determinadas áreas do município.
  • À época, o Governo do Amazonas informou, por meio de nota, que os secretários citados foram exonerados, afirmando que a medida teve como objetivo garantir a lisura das investigações e permitir que os envolvidos se defendessem de forma justa.

MP recomenda exoneração de PMS filmados em reunião suspeita de favorecer candidata

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A Justiça Eleitoral do Amazonas arquivou o inquérito que investigava uma suposta tentativa de interferência nas eleições municipais de 2024 em Parintins. O caso envolvia suspeitas de crimes eleitorais e delitos comuns investigados pela Polícia Federal. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (26).

O caso iniciou em 16 de agosto de 2024, a partir da divulgação de um vídeo gravado em 2 de agosto daquele ano, na casa de Adriane Cidade, prima e ex-assessora do deputado estadual e então candidato à Prefeitura de Manaus, Roberto Cidade (União Brasil), onde membros da alta cúpula do Governo do Amazonas, incluindo ex-secretários e agentes de segurança, discutem práticas consideradas ilegais pela Justiça para favorecer um dos candidatos ao pleito.

O juiz Otávio Augusto Ferraro, da Zona Eleitoral de Parintins, acatou o pedido de arquivamento feito pelo Ministério Público Eleitoral. O órgão apontou que a principal prova obtida pela Polícia Federal era ilícita e que não havia elementos lícitos suficientes para comprovar autoria ou materialidade dos crimes investigados.

“A persecução penal esbarra em óbice intransponível de ilicitude probatória”, afirmou o Ministério Público no pedido de arquivamento.

Com o arquivamento, os investigados não enfrentarão ação penal relacionada ao caso, saiba quem são abaixo:

  • Armando Silva do Valle
  • Marcos Apolo Muniz de Araújo
  • Fabrício Rogério Cyrino Barbosa
  • Jackson Ribeiro dos Santos
  • Guilherme Navarro Barbosa Martins

A decisão judicial também determinou a retirada do sigilo do processo, por não haver diligências pendentes nem circunstâncias que justificassem sua manutenção.

PF cumpre diligências no endereço do ex-diretor presidente da Cosama, Armando do Valle, em Manaus — Foto: Lucas Macedo/g1 AM

O caso

As imagens mostram uma reunião com ex-secretários do governo estadual e dois policiais militares. No vídeo, eles admitem práticas como compra de votos em eleições anteriores, acompanhamento de viaturas da Polícia Federal para cometer crimes longe dos agentes e a intenção de levar pessoas ligadas a milícias e ao crime organizado para Parintins, com o objetivo de prendê-las em uma operação considerada “forjada”.

De acordo com a Polícia Federal, durante as investigações surgiram indícios de que líderes comunitários ligados a uma facção criminosa estariam ameaçando eleitores e impedindo a circulação de candidatos em determinadas áreas do município.

À época, o Governo do Amazonas informou, por meio de nota, que os secretários citados foram exonerados, afirmando que a medida teve como objetivo garantir a lisura das investigações e permitir que os envolvidos se defendessem de forma justa.

Reunião de autoridades em Parintins é alvo de inquérito do MPAM — Foto: Divulgação

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