Cidade do Amazonas suspende aulas e serviços públicos durante operação da Polícia Federal contra garimpo

Resumo

  • Dragas são destruídas em operação contra garimpo ilegal no Amazonas A prefeitura de Humaitá, no interior do Amazonas, suspendeu as aulas e paralisou os serviços públicos nesta terça-feira (16), em virtude da operação da Polícia Federal contra o garimpo ilegal no município.
  • A operação iniciou na segunda-feira (15), segue nesta terça, e tem como alvo a destruição de dragas utilizadas por garimpeiros no Rio Madeira em Humaitá e no município de Manicoré.
  • 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp📱Baixe o app do g1 para ver notícias do AM em tempo real e de graça A destruição das balsas gerou uma manifestação dos garimpeiros, que se dizem insatisfeitos com a forma com que a operação é realizada, segundo apurado pela Rede Amazônica.
  • STJ rejeitou pedido contra uso de explosivos A operação acontece uma semana depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitar um pedido da Defensoria Pública do Estado do Amazonas para impedir a Polícia Federal de usar explosivos na destruição de balsas de garimpo no Rio Madeira, especialmente na região de Humaitá.

Dragas são destruídas em operação contra garimpo ilegal no Amazonas

Dragas são destruídas em operação contra garimpo ilegal no Amazonas

A prefeitura de Humaitá, no interior do Amazonas, suspendeu as aulas e paralisou os serviços públicos nesta terça-feira (16), em virtude da operação da Polícia Federal contra o garimpo ilegal no município. A possibilidade de conflitos entre garimpeiros e agentes das forças de segurança motivou a ação.

A operação iniciou na segunda-feira (15), segue nesta terça, e tem como alvo a destruição de dragas utilizadas por garimpeiros no Rio Madeira em Humaitá e no município de Manicoré. Segundo a atualização mais recente divulgada pela PF, 71 dragas foram destruídas. Não há informações sobre prisões, mortos ou feridos.

A destruição das balsas gerou uma manifestação dos garimpeiros, que se dizem insatisfeitos com a forma com que a operação é realizada, segundo apurado pela Rede Amazônica. Ainda na segunda-feira, houve princípio de tumulto. A polícia utilizou bomba de efeito moral e bala de borracha para conter os manifestantes.

Imagens registradas pela Rede Amazônica mostram que a orla de Humaitá foi isolada, com a presença de agentes da Força Nacional. Em outro ponto, é possível ver destroços que seriam resultado de um confronto. Veja no início da reportagem.

A ação integra os trabalhos desenvolvidos pela Polícia Federal desde 2023 no combate à mineração ilegal na região. Neste ano, a novidade é a atuação coordenada entre diferentes forças de segurança pública, coordenadas pelo Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI Amazônia), e o Poder Judiciário.

STJ rejeitou pedido contra uso de explosivos

A operação acontece uma semana depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitar um pedido da Defensoria Pública do Estado do Amazonas para impedir a Polícia Federal de usar explosivos na destruição de balsas de garimpo no Rio Madeira, especialmente na região de Humaitá.

No pedido, a Defensoria argumentou que o uso de explosivos transforma a área em uma “zona de guerra” e fere direitos fundamentais, como moradia e devido processo legal.

Ao analisar o caso, o ministro Francisco Falcão entendeu que não há provas suficientes para indicar ilegalidade ou abuso nas operações realizadas pelo Ministério da Justiça e pela Polícia Federal.

*Com informações de Raolin Magalhães, da Rede Amazônica

Área isolada em Humaitá durante operação da Polícia Federal contra garimpo ilegal — Foto: Raolin Magalhães/Rede Amazônica

Em julho de 2025, operação destruiu 16 dragas de garimpo ilegal encontradas em três rios no interior do Amazonas

Em julho de 2025, operação destruiu 16 dragas de garimpo ilegal encontradas em três rios no interior do Amazonas

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