Da lua ao cosmos: conheça o planetário no meio da Amazônia que simula universo e fenômenos astronômicos

Resumo

  • Conheça o planetário no meio da Amazônia que simula universo e fenômenos astronômicos Em Coari, no interior do Amazonas, uma grande semiesfera azul abriga a lua, planetas, estrelas e fenômenos astrológicos.
  • Instalado no Instituto de Saúde e Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (ISB/Ufam), o local é o primeiro planetário permanente no Amazonas e o terceiro em toda a Região Norte.
  • 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Com capacidade para até 30 pessoas por sessão, o Planetário do Médio Solimões recebeu os primeiros visitantes no dia 10 de março, quando uma turma de estudantes do Ensino Fundamental participou das atividades.
  • A expectativa é consolidar o local como um centro permanente de educação, ciência e cultura, aproximando a universidade da comunidade e despertando o interesse pelo estudo do universo.

Conheça o planetário no meio da Amazônia que simula universo e fenômenos astronômicos

Conheça o planetário no meio da Amazônia que simula universo e fenômenos astronômicos

Em Coari, no interior do Amazonas, uma grande semiesfera azul abriga a lua, planetas, estrelas e fenômenos astrológicos. Por lá, os mistérios do universo começaram a ser simulados — ou melhor, explorados — em março deste ano, quando o Planetário do Médio Solimões começou a funcionar.

Instalado no Instituto de Saúde e Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (ISB/Ufam), o local é o primeiro planetário permanente no Amazonas e o terceiro em toda a Região Norte.

O espaço conta com uma cúpula de projeção onde são exibidas simulações do céu, do universo e de eventos astronômicos. O objetivo é proporcionar o acesso da população ao conhecimento científico na Amazônia.

Com capacidade para até 30 pessoas por sessão, o Planetário do Médio Solimões recebeu os primeiros visitantes no dia 10 de março, quando uma turma de estudantes do Ensino Fundamental participou das atividades. Desde então, o espaço vem atraindo os moradores do município.

As sessões são guiadas e adaptadas para diferentes públicos. Além das visitas, o planetário também será utilizado em atividades de ensino, pesquisa e extensão, além da formação de professores e realização de eventos científicos.

A criação do espaço nasceu dentro da própria universidade, a partir da iniciativa do professor Jefferson Ferreira dos Santos, coordenador do planetário.

“Sempre quis criar um espaço para ampliar o ensino e a divulgação científica na região, especialmente em Astronomia, que tem um jeito especial de despertar a curiosidade dos estudantes”, revela.

Segundo ele, o projeto enfrentou dificuldades no início, principalmente por causa dos custos e da estrutura necessária.

“Tinha um desejo pessoal de ver isso acontecer, mas o planetário só virou realidade graças a todo mundo que embarcou junto nessa história.”

A inauguração oficial do Planetário do Médio Solimões está prevista para o dia 22 de maio. A expectativa é consolidar o local como um centro permanente de educação, ciência e cultura, aproximando a universidade da comunidade e despertando o interesse pelo estudo do universo.

“Gerir um espaço como esse significa garantir que ele esteja sempre acessível, ativo e conectado com o que a sociedade precisa”, diz Santos.

Simulação do universo no Planetário Médio Solimões. — Foto: Jeferson Santos

Impacto na região

Mesmo com pouco tempo de funcionamento, o planetário já mostra impacto na região. Mais de 500 pessoas visitaram o espaço nas primeiras semanas, incluindo estudantes de diferentes níveis de ensino e profissionais da educação.

Para o coordenador, o equipamento representa uma mudança importante no acesso à ciência no interior do Amazonas.

“Para a nossa comunidade, é um portal de acesso à ciência que, até então, estava distante da realidade do Médio Solimões. A Região Norte ainda carece profundamente de ações que popularizem o conhecimento científico, e este projeto é uma resposta concreta a essa lacuna.”

Ele também destaca que muitos visitantes têm a primeira experiência com esse tipo de atividade no local.

“Muita gente que vai visitar o planetário talvez nunca tivesse essa oportunidade de fazer isso em grandes centros urbanos.”

Planetário Médio Solimões, no Amazonas. — Foto: Jeferson Santos

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