Falta de transparência no ‘Sou Manaus 2025’ gera embate na CMM; oposição aciona Justiça

Resumo

  • Falta de transparência no ‘Sou Manaus 2025’ gera embate na Câmara de Manaus A falta de informações detalhadas sobre os gastos do festival Sou Manaus Passo a Paço 2025, realizado entre 5 e 7 de setembro, repercutiu na Câmara Municipal de Manaus.
  • 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp📱Baixe o app do g1 para ver notícias do AM em tempo real e de graça O segundo requerimento, de Rodrigo Guedes (PP), pedia uma planilha detalhando os cachês pagos a artistas nacionais e locais.
  • O advogado especialista em direito administrativo Celso Valério afirmou que, mesmo com a publicação de extratos no Diário Oficial, a transparência ainda é falha e fere a Lei de Acesso à Informação.
  • Custos e retorno econômico Em coletiva, o prefeito David Almeida afirmou que o Passo a Paço 2025 custou R$ 34 milhões, sendo R$ 25 milhões de recursos públicos e R$ 9 milhões de patrocínios, destinados principalmente ao pagamento de artistas nacionais.

Falta de transparência no 'Sou Manaus 2025' gera embate na Câmara de Manaus

Falta de transparência no ‘Sou Manaus 2025’ gera embate na Câmara de Manaus

A falta de informações detalhadas sobre os gastos do festival Sou Manaus Passo a Paço 2025, realizado entre 5 e 7 de setembro, repercutiu na Câmara Municipal de Manaus.

Na última semana, dois requerimentos que pediam transparência sobre os valores investidos foram rejeitados pela maioria dos vereadores, e alguns parlamentares decidiram acionar a Justiça.

O primeiro, do vereador Zé Ricardo (PT), solicitava dados oficiais da Manauscult sobre os custos do evento. Apenas sete parlamentares votaram a favor. Em discurso, Zé Ricardo afirmou que a medida buscava clareza no uso de recursos públicos em grandes festivais.

O segundo requerimento, de Rodrigo Guedes (PP), pedia uma planilha detalhando os cachês pagos a artistas nacionais e locais. Foram 19 votos contrários e apenas nove favoráveis. Durante a sessão, vereadores da base do prefeito David Almeida (Avante) rebateram os pedidos da oposição.

“Dar transparência para o gasto público não é dizer quanto custou o evento, é especificar exatamente onde foi gasto cada recurso”, afirmou Guedes.

Segundo Luís Mitoso (MDB), a Prefeitura já teria prestado contas, e a cobrança seria um “alarme desnecessário”. O vereador Raulzinho (MDB) acrescentou que a oposição dispõe de instrumentos próprios para fiscalizar, sem necessidade de novos requerimentos.

Além dos requerimentos, um ofício foi encaminhado à Manauscult cobrando dados financeiros do festival. O advogado especialista em direito administrativo Celso Valério afirmou que, mesmo com a publicação de extratos no Diário Oficial, a transparência ainda é falha e fere a Lei de Acesso à Informação.

“Não conseguimos identificar exatamente qual artista recebeu o pagamento, pois o extrato cita apenas empresas. Somente uma auditoria detalhada poderia esclarecer”, explicou Valério.

Custos e retorno econômico

Em coletiva, o prefeito David Almeida afirmou que o Passo a Paço 2025 custou R$ 34 milhões, sendo R$ 25 milhões de recursos públicos e R$ 9 milhões de patrocínios, destinados principalmente ao pagamento de artistas nacionais.

Segundo ele, o festival gerou cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos e teve impacto estimado de R$ 150 milhões na economia local.

Vereadores da oposição contestam os números, alegando que o Executivo não apresentou estudos ou documentos que comprovem os cálculos divulgados.

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