Ministério da Saúde destina R$ 260 milhões para reforçar atendimento a gestantes

O Ministério da Saúde vai repassar R$ 260 milhões a estados e municípios para ampliar o atendimento a gestantes e mulheres no pós-parto na rede pública de saúde durante a crise de saúde causada pela Covid-19. A verba faz parte do Plano de Apoio à Gestação e Puerpério Saudáveis, lançado na última sexta-feira (28).

A medida visa garantir o cuidado adequado, com monitoramento das mulheres com suspeita ou confirmação de síndrome gripal, síndrome respiratória aguda grave ou sintomas de Covid-19; incentivar testagem para diagnóstico precoce de coronavírus; ampliar o acompanhamento pré-natal, parto e pós-parto, entre outras ações.

Para o secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Parente, o diagnóstico precoce é fundamental para que as gestantes recebam o tratamento adequado de acordo com o grau do quadro que apresentar. As gestantes e puérperas são mais vulneráveis a infecções e, por isso, são classificadas como grupo de risco tanto para a Covid-19 quanto para o vírus da gripe. Portanto, os cuidados devem ser rigorosos e contínuos, independentemente do histórico clínico das pacientes.

O repasse adicional será feito aos municípios por cada equipe de Saúde da Família com gestantes cadastradas. O valor será de R$ 800 a mais por equipe. Os municípios também serão beneficiados com o correspondente a 5% do total de gestantes cadastradas com 28 semanas ou mais no Sistema de Informação em Saúde para Atenção Básica (Sisab), podendo receber até R$ 7,2 mil de incentivo adicional por gestante cadastrada.

O Ministério da Saúde também irá repassar recurso adicional de R$ 10 mil para as Casas da Gestante, Bebê e Puérpera em funcionamento, para viabilizar o isolamento e distanciamento de gestantes e mulheres no pós-parto, que não disponham de condições de distanciamento em ambiente domiciliar.

No atual cenário da crise causada pelo novo coronavírus, o Ministério da Saúde defende que todos os pacientes que requerem cuidados especiais, como gestação de risco adotem a consulta precoce e procurem avaliação médica periódica. Ainda de acordo com a pasta, cabe ao médico acompanhar a gestação no pré-natal e orientar o tratamento ideal. Todas as pessoas que apresentarem sintomas devem procurar o serviço de saúde mais próximo.

“O médico na sua autonomia poderá indicar o tratamento adequado às gestantes, oferecendo todo o suporte necessário para uma gravidez o mais saudável possível”, afirma Élcio Franco, secretário-executivo do Ministério da Saúde.

Prevenção

A prevenção da Covid-19 em gestantes e puérperas consiste no distanciamento recomendado em todos os locais de atendimento (postos de saúde, pronto-socorro, entre outros), uso de máscaras e práticas de higiene, incluindo etiqueta respiratória e lavagem correta das mãos com água e sabão. Entre os profissionais de saúde que examinam as gestantes, a higiene das mãos deve ocorrer antes de colocar os equipamentos de proteção individual e do exame de cada paciente.

Ainda para os profissionais da saúde, a pasta recomenda a proteção com máscara cirúrgica dentro do ambiente assistencial e hospitalar; N95 em momentos de maior risco de produção de aerossóis, e proteção dos olhos com óculos protetores ou face shields (protetor facial) em procedimentos. Por conta das especificidades do organismo materno, uma série de condutas médicas específicas são essenciais para o atendimento dessa população obstétrica e assim, reduzir a mortalidade materna durante a pandemia da Covid-19.

O Ministério da Saúde também irá disponibilizar o Manual de Recomendações para a Assistência da Gestante e Puérpera para orientar profissionais de saúde no manejo às gestantes durante a pandemia, como recomendações para atualização de cadastro das gestantes nos serviços da Atenção Primária, busca ativa para início e acompanhamento pré-natal, monitoramento frequente, atualização do calendário vacinal, entre outros.

“O que nós fizemos são recomendações de adaptação para as gestantes diagnosticadas com Covid, sem esquecer jamais que o objetivo como um todo é priorizar todos os casos e realizar um pré-natal adequado”, explica Rosiane Mattar, professora titular do departamento de Obstetrícia da Escola Paulista de Medicina da Unifesp e coordenadora do grupo de trabalho que preparou o manual.

 

Com informações do Ministério da Saúde

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