Doação de sangue é necessária para abastecer estoques em todo País

Os hemocentros estão sentindo o impacto provocado pela Covid-19 nas doações de sangue. No Distrito Federal, por exemplo, a média, em julho, foi de 160 doações por dia. Em agosto, até o dia 20, a média foi de 139 bolsas coletadas por dia. No mesmo mês no ano passado, foram 165 doações diárias.

Para incentivar a população do país a doar sangue, a primeira dama, Michelle Bolsonaro, que é presidente do Conselho do Pátria Voluntária esteve no Hemocentro de Brasília, nesta segunda-feira (24). A visita faz parte de uma série de ações para fortalecer iniciativas de solidariedade na semana em que se comemora o Dia Nacional do Voluntariado.

“Estamos aqui hoje no hemocentro estimulando as pessoas a fazerem suas doações de sangue”, disse. “Contamos com a participação e a solidariedade de toda a população”.

No Hemocentro de Brasília, o agendamento para doar sangue pode ser feito pelo telefone 160 ou (61) 33274413. O cidadão interessado também pode acessar o site agenda.df.gov.br e clicar em Fundação Hemocentro de Brasília.  Desde 25 de março, o agendamento é obrigatório para evitar aglomerações e garantir a segurança de todos.

“Somos solidários, somos voluntários. Bora fazer o bem, bora doar sangue”, disse Michelle Bolsonaro.

O secretário especial de Cultura, Mário Frias, acompanhou a primeira dama na visita ao hemocentro e doou sangue. “É um momento bem importante para gente ser solidário. Não dói nada, é bem simples”, disse. “É só uma picadinha, e essa picadinha pode salvar vidas. Então, vale a pena”

O Ministério da Saúde reforça que, assim como o secretário, as pessoas devem continuar doando sangue mesmo no momento em que o país enfrenta o novo coronavírus.

Os hemocentros estão preparados com a intensificação de cuidados como a higienização das áreas, instrumentos e superfícies, uso de antissépticos e acolhimento que minimizam a exposição e o aglomerado de pessoas. São 32 hemocentros públicos espalhados pelo país.

Como doar

Entre as pessoas que precisam da doação de sangue, estão vítimas de acidentes que causam hemorragias, pessoas em tratamento de câncer, com anemias crônicas, que passaram por cirurgias e com complicações decorrentes da dengue e de febre amarela.

Para doar é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar, no mínimo, 50 quilos e estar em bom estado de saúde. O candidato não pode ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação, nem estar de jejum. É exigida a apresentação do documento de identidade com foto.

Pessoas entre 60 e 69 anos, podem doar se já o tiverem feito antes dos 60 anos. A doação para menores de 18 anos é permitida com o consentimento dos pais.

A orientação para indivíduos com casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 é aguardar 30 dias após a recuperação completa para doar.

Perfil do doador

Atualmente no Brasil, 16 a cada mil habitantes são doadores de sangue. O percentual corresponde a 1,6% da população brasileira e está dentro dos parâmetros preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso não impede que esse percentual seja ampliado. O Ministério da Saúde ressalta a necessidade de fortalecer ações que estimulam a doação voluntária para manutenção dos estoques de sangue.

Do total de doadores de sangue em 2018, 60% são do sexo masculino e 40% são do sexo feminino. Sessenta e três por cento são maiores de 29 anos.

Quanto à motivação, 46,7% doam para reposição que é quando o indivíduo doa para atender à necessidade de um paciente. Outros 53,2% correspondem à doação espontânea, feita por pessoas motivadas para manter os estoques de sangue do serviço de hemoterapia sem a identificação do nome do possível receptor.

Texto original

Deixe um comentário