Polo Industrial de Manaus tem alta de 23,9% no faturamento, mas perde mais de 2 mil vagas de emprego

Linha de produção Polo Industrial de Manaus. — Foto: Ariane Alcântara/G1 AM

O Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou um faturamento de R$ 21,4 bilhões entre janeiro e fevereiro de 2021, o que representa um aumento de 23,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar disso, em fevereiro, o PIM perdeu mais de 2 mil postos de trabalho.

Os dados informados à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), divulgados nesta terça-feira (4), compõem os Indicadores de Desempenho do PIM.

Em fevereiro deste ano, a mão de obra empregada nas empresas do PIM ficou em 99.912 postos de trabalho, entre mão de obra efetiva, temporária e terceirizada. Foram 2.222 vagas de emprego a menos do total registrado em janeiro, quando foram verificados 102.134 postos ocupados.

Já em relação a fevereiro de 2020, quando havia 93.332 empregos diretos, houve um aumento de mais de 6 mil postos de trabalho. A média mensal de mão de obra do PIM em 2021 está em 101.023 postos de trabalho.

Entre os segmentos que mais colaboraram para resultado, estão:

  • Eletroeletrônico (com faturamento de R$ 4,8 bi e crescimento de 8,4%);
  • Bens de Informática do Polo Eletroeletrônico (faturamento de R$ 5,4 bi e crescimento de 49,1%);
  • Termoplástico (faturamento de R$ 2,1 bi e crescimento de 74,7%);
  • Metalúrgico (faturamento de R$ 2,1 bi e crescimento de 46,6%);
  • Mecânico (faturamento de R$ 1,6 bi e crescimento de 34,7%);
  • e Químico (faturamento de R$ 2,1 bi e crescimento de 34,8%).

Dois subsetores destacaram-se, ainda, pela variação percentual fortemente positiva. São o de Vestuário e Calçados (com crescimento de 202,6% e faturamento de R$ 6,2 mi) e Couros e Similares (com crescimento de 176,7% e faturamento de R$ 6 mi).

Tablets, rádios e outros produtos

Os dados apresentados pelas empresas à Suframa também demonstram que alguns produtos tiveram acréscimo de produção neste ano em relação ao primeiro bimestre de 2020. O de maior destaque foram os tablets, com 315,9 mil unidades produzidas e crescimento de 238,67%.

Outros exemplos são os rádios e aparelhos reprodutores e gravadores de áudio portátil (MP3/MP4 e toca disco digital a laser), que registraram 123,9 mil unidades fabricadas e crescimento de 46,1%; home theaters, com 14,3 mil unidades produzidas e crescimento de 66%; câmera fotográfica digital, com 7,8 mil unidades e crescimento de 30,1%; microcomputador portátil, com 94,1 mil unidades produzidas e crescimento de 54,3%; e artigos e equipamentos para cultura física (steppers, bicicletas ergométricas e esteiras rolantes), com 9,4 mil unidades produzidas e crescimento de 57,2%.

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