No Amazonas, taxa de desemprego chega a 15,6% no segundo trimestre de 2021

Taxa de Desocupação na região Norte do Brasil
Índices por estado
Fonte: IBGE

A população desocupada no Amazonas chegou a 303 mil pessoas entre abril e junho de 2021 no Amazonas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral divulgada nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número de desocupados registrado no segundo trimestre foi 1,9% menor à taxa registrada no 1º trimestre do ano, quando a população desocupada somava 330 mil pessoas entre janeiro e março.

Entre a população de 14 anos ou mais, que é estimada em 3,1 milhões no Amazonas, 1,9 milhão estava na força de trabalho (52,2%). Com base nessa população, que forma a força de trabalho, 1,6 milhão estava ocupada e 303 mil desocupada. E outra parcela da população, 1,2 milhão, estava fora da força de trabalho, ou seja, não procurava por uma ocupação.

A taxa média de desocupação no Amazonas é maior do que a registrada no Brasil, que alcança 14,1%. A taxa de desemprego no Brasil atinge 14,4 milhões de brasileiros.

O Amazonas também apresenta a 10ª maior taxa de desocupação entre os estados do país. Os maiores percentuais de desocupação foram registrados em Pernambuco (21,6%), Bahia (19,7%) e Sergipe (19,1%), e os menores percentuais foram registrados em Santa Catarina (5,8%), Rio Grande do Sul (8,8%) e Mato Grosso (9,0%).

No entanto, no 2º trimestre de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020, no Amazonas, o número de desocupados é 0,9% menor do que o registrado no 2º trimestre de 2020. Ou seja, 166 mil pessoas a mais disseram estar ocupadas em alguma atividade.

Setor privado

No 2º trimestre de 2021, no Amazonas, dentre o total de 1,6 milhão de pessoas ocupadas, 506 mil pessoas (30,8%) estavam empregadas no setor privado. O número representa 4,6% a mais em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, e 2,3% a mais em relação ao trimestre anterior.

Das pessoas ocupadas no setor privado, 338 mil (66,8%) trabalhavam com carteira assinada e 168 mil (33,2%) trabalhavam sem carteira assinada.

Em relação ao trabalhador doméstico, a maioria das pessoas trabalhavam sem carteira assinada: 65 das 74 mil pessoas ocupadas na função, 87,8% do total.

No 2º trimestre do ano, 245 mil pessoas estavam ocupadas no setor público.

Empregado por conta própria

Subiu o número de pessoas empregadas por conta própria, na comparação entre o 1º e 2º trimestre de 2021. No Amazonas, 602 mil pessoas, ou 36,7% do total de ocupados, trabalhavam por conta própria, no 2º trimestre do ano. No total, são 51 mil pessoas a mais ocupadas desse modo no Amazonas, o que representa 9,3% a mais.

No 2º trimestre de 2021, em comparação ao mesmo período de 2020, são 135 mil pessoas a mais trabalhando por conta própria, o que equivale a 28,8% a mais.

Desse total de 602 mil pessoas, 558 mil não possuíam CNPJ, ou seja, 92,7% delas estavam na informalidade.

A taxa de 36,7% de pessoas trabalhando por conta própria foi a segunda maior do país, atrás somente da taxa do Amapá (37,7%). O terceiro maior índice de trabalho por conta própria foi o do Pará (35,4%).

Pessoas que trabalham por conta própria no Brasil
População por Estado
Fonte: IBGE

Informalidade

A taxa de informalidade alcançou 59,7% dos trabalhadores ocupados no 2º trimestre do ano, no Amazonas, a terceira maior taxa do país.

Dessa forma, quase 6 de 10 trabalhadores do Amazonas não possuem vínculo empregatício.

A taxa de informalidade para o Brasil foi de 40,6% da população ocupada. As maiores taxas ficaram com Pará (60,5%) Maranhão (60,5%,) e Amazonas (59,7%), e as menores, com Santa Catarina (26,9%), Distrito Federal (30,7%) e São Paulo (31,1%).

Queda no Rendimento médio

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas variou 0,9%, em relação ao trimestre anterior, o que estatisticamente representa estabilidade (R$ 16,00 a menos, em valor monetário), passando de R$ 1.841,00 para R$ 1.857,00.

Já em relação ao mesmo trimestre de 2020, a perda foi de 16,4%, que representou diminuição de R$ 364,00 no rendimento médio do trabalhador.

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