Morre o ator e diretor Francisco Antônio Carlos

Morre o ator Francisco Antônio Carlos — Foto: Divulgação

O ator e diretor Francisco Antônio Carlos morreu nesta sexta-feira (18), no Rio de Janeiro. Natural de Itacoatiara, a 176 km de Manaus, o artista tinha uma vasta obra na dramaturgia, com mais de quarenta peças escritas.

Único dramaturgo do Amazonas indicado ao Prêmio Shell, o mais importante do teatro brasileiro, Francisco Carlos também já havia dirigido diversos espetáculos, incluindo shows musicais, concertos de canto lírico, vídeo e óperas, além de experiências multimídias. Ministrou workshops de expressão cênica para cantores líricos do Coral Paulistano e Coral Lírico do Teatro Municipal de São Paulo e do Coral Sinfônico do Estado de São Paulo.

Estudou filosofia na Universidade do Amazonas e aplicava esses conhecimentos em processos de invenção para teatro poético-filosófico. Na composição de sua estética teatral, dialogava com outras áreas artísticas, tais como música, dança, cinema, vídeo, performance, história em quadrinhos, fotografia, moda, esportes, publicidade, cibérnetica e artes plásticas.

Dirigiu e encenou, em 2011, a Tetralogia Jaguar Cibernético, de sua autoria, no Sesc Pompeia, em São Paulo. Com a Tetralogia “Jaguar Cibernético” e as Peças dos Fenômenos Urbanos Extremos foi considerado destaque do Fringe na 20ª edição do Festival de Curitiba.

Atualmente, Francisco Antônio Carlos trabalhava com os atores Begê Muniz e Elisa Telles no projeto “Cosmos Amazônicos”, contemplado no Edital “Prêmio Zé Renato”, de São Paulo, previsto para ser lançado no primeiro semestre de 2021. O ator também ministrava workshops de dramaturgia pelo Serviço Social do Comércio do Amazonas (Sesc) em várias cidades do Brasil.

Em 2014, coordenou a Residência Teatral “Sonata fantasma bandeirante” na SP Escola de Teatro, em parceria com o Instituto de Psicologia da USP.

Em nota, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa manifestou pesar pela morte do artista.

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