Licitação de R$ 18 milhões do Comando Militar da Amazônia inclui chicletes, chantily, pé de moleque e mais de 100 itens

Uma licitação para aquisição de gêneros alimentícios para o Comando Militar da Amazônia e 12 unidades participantes estima gastar mais de R$ 18 milhões com a compra de 6 mil caixas de chicletes, 3,7 mil pacotes com pé de moleque, 2,5 toneladas de chantilly e outros 104 itens.

O Pregão Eletrônico está disponível no Portal de Compras do Governo Federal.

Ao G1, o Comando Militar da Amazônia (CMA) informou que o documento foi feito para registro de preços, com estimativa de consumo para 8 meses. Ainda conforme o órgão, foi constatada redução de 53% nos valores. O CMA reforça que fase de lances do processo ainda não foi iniciada.

“A previsão do início da fase externa deste pregão deve iniciar em maio, com previsão de homologação em junho. O processo, se efetivado, terá a validade de 8 (oito) meses, podendo ser estendido até 12 (doze) meses, conforme prevê a legislação. A vigência é contada à partir da data da Assinatura da Ata de Registro de Preços, com previsão de utilização em 2021 e alguns meses de 2022”, diz a nota.

O edital de licitação foi aprovado no dia 23 de abril pelo ordenador de despesas do comando do CMA, coronel Carlos Cesar Brasil Laurindo.

O chiclete aparece nos itens 69 e 70 como “goma de mascar”, no primeiro, pedem o “sabor artificial diverso” e que esteja acondicionado em caixa com 50 unidades de 10 gramas. Validade superior a 180 dias a contar da data de entrega do material”. Nesse item são solicitadas 3.062 caixas que somam mais de R$ 78 mil.

O item 70 é referente a goma de mascar sabor menta. O CMA descreve embalagem individual com 8 gramas; caixa com 21 unidades; validade também superior a 180 dias a contar da data de entrega do material. Neste, são 3.040 caixas que totaliza mais de R$ 72 mil.

Há o pedido de 2,5 toneladas de creme para preparo de chantilly que custaria mais de R$ 53 mil. Aparecem ainda cerca de 42 mil caixas de barras de cereais.

O Comando Militar também incluiu na licitação “pé de moleque crocante”. O item solicitado são potes de 850 gramas, com 50 unidades individuais, dizeres de rotulagem, prazo de validade, informação dos ingredientes e informação nutricional. A validade deve ser superior a 120 dias a contar da data de entrega do material. Somente com este produto está previsto o gasto de R$ 156 mil.

Além da goma de mascar, na lista com os alimentos solicitados pelo CMA há frutas como tangerina. São solicitadas 11.485 unidades, que somam um valor de mais de R$ 103 mil. Há também busca pelo cupuaçu, que tem mais de 6 mil unidades solicitadas, totalizando mais de R$ 134 mil.

Também foram incluídas na licitação 60 toneladas de alface, de três espécies diferentes (crespa, roxa e comum) e três toneladas e meia de tucumã, com o valor de R$ 730 mil e R$ 77 mil respectivamente.

O documento relata que será escolhida a proposta mais vantajosa para a aquisição de gêneros alimentícios para o CMA e unidades, conforme condições, quantidades e exigências estabelecidas no Edital e anexos. “A licitação será dividida em itens, conforme tabela constante do Termo de Referência, facultando-se ao licitante a participação em quantos itens forem de seu interesse. O critério de julgamento adotado será o menor preço do item, observadas as exigências contidas no Edital e anexos quanto às especificações do objeto”, diz trecho no edital publicado pelo CMA.

Por meio de nota, o CMA explicou como os itens citados no pregão seriam usados:

  • Com relação às barras de cereais, pé de moleque e salame, o órgão informou que, durante operações, os militares da ponta da linha recebem os “catanhos”, que incluem esses itens. “Catanhos” são lanches rápidos oferecidos em substituição a refeição, “é um alimento prático, que fornece saciedade por conta do teor alto de fibras”;
  • Sobre o chantilly, é utilizado nas cozinhas dos quartéis para sobremesas, e também é comumente utilizado nos cursos profissionalizantes para soldados;
  • No que se refere a gomas de mascar, o produto ajuda na higiene bucal das tropas, quando na impossibilidade de escovação apropriada, como também é utilizado para aliviar as variações de pressão durante a atividade aérea.

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