Lei que obriga uso de máscara em Manaus faz um ano; nas ruas, poucas pessoas respeitam

O uso de máscara obrigatório em Manaus completa um ano nesta quarta-feira (30). A medida entrou em vigor após o registro de uma primeira onda de casos da Covid-19. A lei foi publicada no Diário Oficial no dia 31 de junho do ano passado.

Desde o início da pandemia, a capital do Amazonas 186.739 casos da doença e 9.156 mortes em decorrência da doença. Por duas vezes – entre abril e maio de 2020 e janeiro de 2021, a cidade registrou picos de contaminação e esteve no epicentro da pandemia de Covid-19 no país, com colapso no sistema de saúde e crise do oxigênio. Atualmente, a fase 3 é de risco moderado.

A lei que determina o uso obrigatório da proteção prevê multa de pouco mais de R$ 114, mas desde a sua criação, a Prefeitura de Manaus nunca informou qual órgão faria a fiscalização. O G1 questionou o o poder municipal sobre a aplicação da penalidade por descumprimento da medida, mas não recebeu retorno.

Pelo decreto, a determinação do uso obrigatório de máscaras para circulação em espaços públicos e espaços privados tem validade enquanto durar a pandemia do novo coronavírus.

Nas ruas de Manaus muitas pessoas fazendo o uso correto da máscara, outras nem tanto. Não é difícil encontrar quem use a proteção abaixo do queixo.

A infectologista Ana Galdino reforça a necessidade de manter o uso contínuo da proteção. “Ainda é uma importante ferramenta e nunca manipular ela pegando na frente, pelas pelas laterais”, alerta a médica.

Para a aposentada Rosemar Sena, a ausência de punição contribui para o desrespeito a lei. “Tem muita gente se descuidando, inclusive tem que usar até depois de se vacinar”, disse.

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