Hotel Tropical é leiloado por mais de R$ 91 milhões

Hotel Tropical, localizado na Zona Oeste de Manaus — Foto: Divulgação

O Grupo Fametro anunciou a compra do Hotel Tropical, em Manaus, após um leilão online, nesta quarta-feira (11), por mais de R$ 91 milhões. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) informou que o arremate ainda não consta no processo.

Anteriormente, o imóvel já havia recebido ofertas de compras por outras três empresas, que desistiram do arremate.

Considerado como um dos hotéis mais luxosos da Amazônia em seu auge, o Hotel Tropical veio a falência e deixou de receber visitantes em maio do ano passado.

De acordo com o Grupo Fametro, o leilão foi determinado pela 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ/RJ) e acompanhado pelo presidente do Grupo Fametro, Wellington Lins. O arremate do Hotel Tropical, segundo o Grupo, foi de R$ 91.075.100,00 milhões.

Após informar o arremate no leilão online, o Grupo Fametro anunciou uma coletiva de imprensa para a quinta-feira (12), onde deve detalhar e informar o projeto que pretendem executar no local.

Questionado sobre a compra anunciada pelo Grupo Fametro, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que ainda não constam no processo informações sobre a compra. O G1 também questionou o Tribunal sobre a realização do leilão online, mas ainda aguarda resposta.

Complexo do Tropical Hotel é avaliado em R$ 60 milhões — Foto: Divulgação/Hasta Pública

Hotel Tropical

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Inaugurado nos anos 70, o Hotel Tropical fazia parte do grupo Varig, que, na época, era a principal empresa aérea do Brasil. Os 611 apartamentos viviam lotados de celebridades que pousavam na Amazônia. Mas, a falência da Varig também derrubou o grande hotel da selva.

O primeiro leilão do Hotel ocorreu no dia de 11 de fevereiro deste ano. No entanto, o vencedor do leilão não pagou o valor acordado no arremate do imóvel.

A empresa Geretepaua Engenharia LTDA, que apresentou a segunda maior proposta do leilão, então foi chamada, mas explicou que “as alterações econômicas trazidas pela pandemia da Covid-19 tornou sua proposta insustentável”.

A desistência da empresa foi apresentada no dia 15 de abril e a juíza Maria Cristina de Brito Lima, da 4ª Vara Empresarial do tribunal, em um despacho proferido no dia 24 de agosto, entendeu que a decisão ocorreu por motivos de força maior, o que justificou a retirada da oferta.

A terceira licitante, a empresa Nyata Serviços Financeiros LTDA/Agropecuária Brilhante LTDA, também não pagou o lance dado no leilão e, segundo o TJ-RJ, não apresentou justificativas sobre o não pagamento.

No despacho do dia 24 de agosto, a juíza Maria Cristina de Brito Lima estipulou uma multa de 20% sobre o lance oferecido pelas empresas, a ser depositado em conta judicial a favor do Hotel. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o administrador judicial dos bens do hotel foi notificado sobre a desistência dos três licitantes, e será feita um a nova oferta pública.

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