Após demissões na pandemia, AM cria mais de 42 mil vagas de emprego no terceiro trimestre

Contratações cresceram, no Amazonas. — Foto: Rebeca Beatriz G1 AM

Nos meses de julho, agosto e setembro deste ano, mais de 42.259 mil novas contratações foram registradas no mercado de trabalho formal no Amazonas, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo os dados, houve um aumento de 14,9% no número de pessoas contratadas em relação ao mesmo período do ano passado.

Durante o terceiro trimestre, o Amazonas começou a se recuperar de um dos cenários mais críticos da pandemia do coronavírus. Até este domingo mais de 164 mil pessoas já tinham sido contaminadas em todo o estado, de acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS/AM).

O colapso no sistema de saúde obrigou o Governo a adotar medidas contra a propagação do vírus, como a suspensão temporária do comércio de atividades não essenciais, que resultou em um aumento no número de demissões no início do ano.

Diante de um cenário de incertezas, o comércio foi reaberto pouco mais de dois meses depois de ter sido fechado, após o Estado apontar uma leve redução na quantidade de casos de Covid-19. A reabertura, que aconteceu por meio de ciclos, chegou a ser apontada pelo Governo como uma forma de recuperar a economia local.

Com o retorno das atividades, o número de admissões cresceram. Segundo especialistas consultados pelo G1, o aumento se deve a uma fase já esperada de retomada do setor econômico.

O economista Bruno René disse ao G1 que, de modo geral, as empresas estão buscando suprir a demanda do mercado.

“Com a pandemia, no início de março, houve demissão em massa em muitas empresas. Acabou que essas empresas demitiram uma quantidade muito grande de pessoas. Na reabertura, agora, houve a recontratação desse pessoal, que acabou fazendo com que esse número aumentasse. Estamos chegando ao final do ano. O comércio se prepara para mais contratações”, resumiu.

Uma dessas oportunidades foi abraçada pelo operador de máquinas, Erick da Silva Matos. Ele contou ao G1 que foi contratado no mês de agosto, o que, para ele, foi uma surpresa.

“É a primeira vez que trabalho de carteira assinada. Mas fazia alguns bicos por aí, até que fiquei sem fazer. Fiquei meses sem serviço. Eu fico feliz, porque já estava desanimado, esperando o ano acabar para poder conseguir emprego. Até que surgiu uma luz e eu consegui um emprego. Não tinha mais esperança nesse ano, só queria que ele acabasse”, disse.

Ainda segundo os dados do Caged, o acumulado de admissões do ano é de 109.204 mil. Os dados foram atualizados até setembro. O saldo é de 493 vagas.

Na semana passada, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) anunciou a contratação de temporários para o Natal e o Ano Novo.

O número de vagas para contratação temporária para as demandas de Natal e Ano Novo vai ser 20% menor em relação ao mesmo período do ano passado, no Amazonas, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a estimativa da CNC, 1,12 mil trabalhadores temporários serão contratados neste fim de ano para atender ao aumento sazonal das vendas no Estado.

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