Após decreto que proíbe viagens, passageiros são impedidos de embarcar em Manaus

Movimento no porto de onde partem embarcações para o Pará foi tranquilo nesta quinta-feira — Foto: Matheus Castro/G1

O primeiro dia de vigor do decreto estadual que proíbe viagens do Amazonas ao Pará foi tranquilo no porto de Manaus. Nessa quarta-feira (13), o governador do Pará, Helder Barbalho, fechou a divisa com o Amazonas para tentar conter o avanço do coronavírus.

Um decreto que limita a circulação de pessoas no Amazonas está em vigor até o dia 17 de janeiro, isso inclui o transporte intermunicipal de passageiros, tanto para serviços de transporte fluvial e rodoviário, ficando permitido o transporte de cargas. A medida foi tomada pelo governo do Amazonas após Manaus viver um novo surto da doença, com aumentos significativos no número de casos, internações e óbitos em decorrência da doença. O Estado tem mais de 219 mil casos e 5,8 mil mortes.

Nesta quinta-feira (14), o G1 visitou o porto e encontrou apenas alguns passageiros que compraram passagens adiantadas e não puderam embarcar.

Artesão tinha viagem marcada para Parintins e não conseguiu embarcar — Foto: Matheus Castro/G1

O artesão Natalino Rocha, de 61 anos, pretendia seguir para Parintins para buscar materiais recicláveis para trabalhar. Ele comprou a passagem na segunda-feira (11), mas ao chegar no barco foi informado que não poderia embarcar.

“Eu cheguei antes das 7h, desci até o barco para deixar as minhas coisas e o gerente disse que eu não poderia ir, que só levaria carga. Eu fiquei triste, né? Porque iria buscar os materiais para trabalhar e também tenho família por lá, minhas filhas. Agora vou pegar o dinheiro e voltar para casa”, desabafou o artesão.

Um outro passageiro, que preferiu não se identificar, tentou embarcar para Santarém. Ele chegou no porto por volta de 8h, mas também foi informado que os barcos para o Pará não estavam saindo.

“Comprei ontem a passagem e estava tudo normal. Aí eu cheguei e disseram que não iam levar ninguém. Estava indo a trabalho. Eu me senti prejudicado porque eu preciso né? Sou eletricista e sempre vou para lá trabalhar. Agora é esperar quando vão liberar”, disse.

Eletricista viajaria a trabalho ao Pará — Foto: Matheus Castro/G1

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