Amazonas diz que falta vacinar 54% das pessoas com mais de 60 anos que vivem em instituições; Ministério da Saúde diz ao STF que 100% foi vacinado

Governo entrega ao STF lista detalhada de grupos prioritários de vacinação contra Covid
Governo entrega ao STF lista detalhada de grupos prioritários de vacinação contra Covid

2 min Governo entrega ao STF lista detalhada de grupos prioritários de vacinação contra Covid

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Na resposta ao Supremo, o Ministério da Saúde mudou a previsão do número de pessoas que são vacinadas como prioritárias. Agora, 77,2 milhões deverão receber a vacina com prioridade.

Em um documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira (17), a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o Ministério da Saúde calculava que já havia vacinado 100% das pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas, o que corresponderia a 156.878 mil habitantes. No entanto, dados divulgados pelo governo do Amazonas indicam que apenas 186 das 400 pessoas previstas receberam a vacina no estado, o que representa 46%. Ou seja, ainda faltam 54% por se vacinar.

Questionada sobre a divergência, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas informou em nota que os números sobre doses recebidas pelo Estado e distribuídas aos municípios, assim como a quantidade aplicada em cada cidade, por grupo prioritário, pode ser acessada na Internet. O G1 também solicitou posicionamento do ministério da Saúde e da Advocacia-Geral da União, mas os órgãos não se posicionaram até a publicação deste texto.

Apesar da informação constar no documento da AGU, em um anexo, o Ministério da Saúde diz que as doses referentes a esses grupos foram distribuídas e não aplicadas.

Os números estão publicados em uma ferramenta criada pela própria Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas, que detalha a quantidade aplicada em cada cidade, por grupo prioritário, no seguinte link http://www.fvs.am.gov.br/indicadorSalaSituacao_view/75/2. A última consolidação dos dados do governo do Amazonas ocorreu na tarde desta quinta-feira.

Ainda segundo o documento da AGU, a antecipação da vacinação da população dos Estados do Norte teria alcançado os seguintes números:

  • 30.837 pessoas com 80 a 89 anos ou mais do AM;
  • 36.050 pessoas de 75 a 79 anos do AM;
  • 54.887 pessoas de 70 a 74 anos do AM;
  • 25.523 das pessoas de 65 a 69 anos do AM

Mais uma vez, os números apresentados vão de encontro ao divulgado no próprio site disponibilizado pelo governo do Amazonas.

No caso das pessoas com 80 a 89 anos, foram vacinadas 28.800 e não 30.837.

Já em relação ao público de 75 a 79 anos, o Ministério da Saúde apresenta que a antecipação alcançou o número de 36.050 pessoas, porém esse é o total de pessoas do grupo – não efetivamente o número de vacinados. Segundo os dados do governo do Amazonas, foram vacinadas 25.304 pessoas dentro dessa faixa etária, cerca de 10 mil a menos do que o informado pela AGU ao STF.

Quanto ao público de 70 a 74 anos, há o mesmo problema na informação. A quantidade de 54.887 pessoas representam o total do público-alvo, não o número efetivamente vacinado, que ficou em 34.334.

O governo do Amazonas não disponibiliza informações sobre a vacinação do público de 65 a 69 anos. A imunização para essa faixa etária não teve início no estado.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) informou que, até esta quinta (18), 224.839 doses foram aplicadas em todo o estado. Dessas, 209.767 são de primeira dose e 15.072 de segunda dose.

Vacinação de indígenas

O Brasil já deveria ter imunizado 431.983 indígenas contra a Covid-19. Mesmo com a inclusão dos aldeados entre os quatro primeiros grupos prioritários, apenas 164.592 foram vacinados no primeiro mês da campanha, de acordo com dados do governo.

O Ministério Público Federal (MPF) expediu recomendação para que todos os indígenas do Amazonas sejam inseridos no grupo prioritário de vacinação contra Covid-19, incluindo os que vivem em contexto urbano ou em áreas não regularizadas, no prazo de cinco dias.

No Amazonas, a região com o maior número de mortes de indígenas por causa da Covid-19 é a do Alto Solimões, na fronteira com a Colômbia e Peru. Foram registradas 43 mortes de indígenas por Covid-19 na área desde o início da pandemia, segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). A Covid-19 já matou de 10 mil pessoas no estado.

Equipes de saúde começam a vacinar índios aldeados no Amazonas
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