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Curso de mestrado que forma docentes-pesquisadores para a educação básica

Trabalhar com a diversidade de alunos e formar, em nível de mestrado, um profissional docente-pesquisador atuante em projetos e ações que promovam a qualidade do ensino e aprendizagem na educação básica, na formação inicial e continuada de professores. Com esse objetivo, o Programa de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), realizou, na manhã desta segunda-feira (18/02), a abertura de mais uma turma.

Criado em 2006, o curso tem a finalidade de formar docentes pesquisadores, em nível de mestrado, tanto em termos teóricos quanto didáticos-metodológicos de pesquisa, para atuação no ensino e na produção de conhecimentos, dando ênfase às questões da Amazônia.

O curso conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que oferece bolsas de estudos para os mestrandos. O fomento e a capacitação de Recursos Humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Amazonas é uma das linhas de ação da Fundação.

--Mauro Gomes da Costa - Vice Coord. do PPG em Ed. e Ens. da Amaz._-35

O curso tem turma com 23 alunos. Desse número, 21 são do Estado do Amazonas, um da Colômbia e outro de Moçambique

A edição 2019 do curso tem turma com 23 alunos. Desse número, 21 são do Estado do Amazonas, um da Colômbia e outro de Moçambique, os dois últimos ingressaram no curso por meio de acordo de cooperação internacional.

Desde o ano passado, o curso recebe estudantes com deficiência e contará, pela primeira vez, com a participação de um aluno surdo, que será acompanhado por uma tradutora e intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), durante as aulas. Trata-se de um professor da universidade.

Com bolsa da Fapeam, a mestranda em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia da UEA, Carla Andrea Mendonça, ingressou em 2018. Graduada em História, Carla é professora da rede municipal de ensino e tem distonia, uma doença que causa contrações musculares involuntárias, movimentos repetitivos ou de torção.

“É um curso excelente que está indo além das minhas expectativas. Tem sido algo muito importante para minha formação, enquanto docente e como cidadã. O apoio da Fapeam, por meio da bolsa, é algo muito bom, porque o aluno precisa se deslocar, comprar material didático e até mesmo participar de eventos científicos. As bolsas são importantes, principalmente, para auxiliar as pessoas que vêm do interior do Estado para se dedicar, exclusivamente, ao estudo na capital” comentou.

Carla Andrea Mendonça - Bolsista Fapeam Mestrado_-24

Com bolsa da Fapeam, a mestranda em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia da UEA, Carla Andrea Mendonça, ingressou em 2018

Segundo o vice-coordenador, Mauro Gomes da Costa, a diversidade de alunos é importante por mostrar que as limitações, por exemplo, motora ou de audição não são barreiras para se progredir na escolaridade.

Costa explica que o curso é organizado em torno de duas linhas de pesquisa que envolvem o ensino de Ciências. A primeira abrange o currículo, cognição e formação de professores. Já a segunda envolve epistemologias, divulgação científica e espaços não-formais.

“A importância de formar pessoas nessa área é devido o Estado do Amazonas ter um déficit grande em relação ao quadro de professores com nível de mestrado. Nós que trabalhamos com cursos que funcionam no interior, precisamos nos deslocar de Manaus, muitas vezes, por conta da carência de profissionais com essa qualificação, especialmente, nos núcleos da UEA”, disse.

Atualmente, o curso está com nota 5 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

“O curso vem crescendo, estamos com a nota 5 da Capes. A nota máxima é 7. Estamos trabalhando, em primeiro lugar, para manter a nota, porque isso permite o fornecimento de bolsas, além de outros incentivos relacionados ao programa. Com o ingresso de alunos surdos, distônicos e alunos vindos de outros países, estamos dando um novo passo para aumentar a nossa nota para nível 6”, disse, lembrando que um dos requisitos para passar de nível na Capes é a cooperação internacional.

O curso tem ainda uma revista científica intitulada Areté, cuja vertente é voltada para ensino e aprendizagem, e conta com uma média de 12 artigos publicados, com tiragem semestral. E considerada pela Capes como Revista Qualis A2 (Área de Ensino). Além disso, anualmente é realizado o Simpósio de Ensino de Ciências na Amazônia (Secam), um evento que conta com a participação de alunos do curso e público externo.

A abertura do curso foi realizada na Escola Normal Superior da UEA, no bairro Chapada, zona Centro-Sul de Manaus. Na ocasião, foi apresentado o corpo docente, administrativo e explanação do regimento do programa para os estudantes.

Aula UEA - PPG em Ed. e Ens. da Amaz. 57

Por Esterffany Martins

Foto: Érico Xavier

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Reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade visita Fapeam

Qualidade de vida e envelhecimento saudável foi o assunto tratado na reunião

Participar de iniciativas e programas voltados para a capacitação de recursos humanos das instituições que atuam nas áreas de ciência e tecnologia é uma das competências da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Para tratar sobre o tema, intensificar parcerias e dar boas-vindas à nova administração, o reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI), o médico Euler Ribeiro, esteve na sede da Fapeam na manhã desta sexta-feira (15/02) no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

15.02.2019 - REUNIÃO COM REPRESENTANTES DA FUNATI

Diretoria da Fapeam recebe reitor da Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI)

O reitor e parte de sua equipe foram recebidos pela diretora-presidente, Márcia Perales, e pela diretora Administrativo-Financeira, Márcia Irene Andrade. Na oportunidade ele apresentou a FUnATI, discorreu sobre as atividades desenvolvidas na instituição e falou da necessidade de fortalecer parcerias institucionais que contribuam para o desenvolvimento do Amazonas.

“Temos propostas de desenvolver pesquisas de integração intergeracional na sociedade para que as pessoas possam crescer sabendo envelhecer e saibam entender o envelhecimento dos seus parentes”, disse Euler

Para Márcia Perales é muito importante ouvir atentamente o que as instituições têm a dizer e valorizar as singularidades de cada uma delas, porque a partir dessa interlocução será possível convergir para um trabalho em prol do desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Estado.

O reitor da FUnATI expressou que confia muito na nova gestora da Fapeam e acredita que uma grande parceria entre as instituições será reestabelecida.

FUnATI

A Universidade Aberta da Terceira Idade foi criada como núcleo de ensino, pesquisa, extensão e assistência sobre questões relativas ao envelhecimento humano. Iniciou suas atividades em 17.11.2007.

A Fundação tem como objetivo produzir e disseminar conhecimentos por meio do desenvolvimento de ensino e pesquisa sobre o processo de envelhecimento voltado aos profissionais dos diversos campos do conhecimento. Outra missão é a integração social e cultural das pessoas da idade tardia em atividades explícitas, sob a supervisão de profissionais qualificados, oportunizando-lhes também o acesso à Universidade Pública, por meio de atividades que propiciem a atualização de conhecimentos. Também é sua competência  oferecer assistência aos indivíduos de idade tardia e qualificar profissionais de diversos campos do conhecimento a fim de formar massa crítica sobre questões do envelhecimento no estado do Amazonas. (Fonte: Universidade do Estado do Amazonas – UEA)

Por Helen de Melo

Fotos: Barbara Brito 

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Titular da Seplancti e representantes da ABio reúnem-se com diretoras da Fapeam

Bioeconomia como alternativa para sustentabilidade da região amazônica foi um dos assuntos tratados

Estudar possibilidades para que bons projetos sejam efetivamente aproveitados no Amazonas tem sido um dos objetivos da nova gestão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Para discutir ações estratégicas que reúnam viabilidade econômica, desenvolvimento sustentável e aplicabilidade para o estado do Amazonas, o titular da Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti), Jório de Albuquerque Veiga Filho, e representantes do Conselho da Aliança para a Bioeconomia da Amazônia (ABio) fizeram visita à nova gestão da Fundação.

Pela Fapeam participaram do encontro a diretora-presidente, Márcia Perales, a diretora Técnico-Científica, Marne Vasconcellos, e a diretora Adminitrativo-Financeira, Márcia Irene Andrade. O encontro ocorreu na tarde de ontem, 13/2, no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

13.02.2019 - Reunião FAPEAM - Seplanct - ABIO - 22

Seplancti, Fapeam e representantes da ABio participaram de reunião na sede da Fapeam

Na reunião foram abordados os Programas Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores (Programa Centelha), de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró-Estado) e ações para o desenvolvimento da Bioeconomia na região Amazônica.

Márcia Perales adiantou que a Fapeam tem interesse em trabalhar de forma que todos os processos de inovação sejam valorizados e aproveitados no Estado.

Para Jório de Albuquerque Veiga Filho a reunião foi promissora para o alinhamento de futuras atividades que possam influenciar positivamente no futuro da Bioeconomia e Biotecnologia no Amazonas.

Com a mesma opinião, a representante do Conselho da ABio, Jane Moura, disse sair da reunião confiante, pois percebeu por parte da Fapeam boa vontade e interesse em cooperar com a Bioeconomia do Estado.

Vale lembrar que a Fapeam tem como objetivo aumentar o estoque de conhecimentos científicos e tecnológicos, assim como sua aplicação, no interesse do desenvolvimento econômico e social do Estado.

Por: Helen de Melo

Fotos: Érico Xavier

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Consultores da Anprotec visitam incubadoras apoiadas pela Fapeam

O objetivo foi verificar o grau de implementação das práticas do Modelo Cerne

As cinco incubadoras contempladas no Programa de Apoio à Incubadoras (PRÓ-Incubadoras), edital N°019/2014, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) receberam visita técnica de consultores da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

As visitas foram realizadas no período de 11 a 13 de fevereiro na sede de cada incubadora que participa do programa: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas  (Ifam), Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide), Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O objetivo da visita foi verificar o grau de implementação das práticas do Modelo de Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos (Cerne) e indicar melhorias para cada gestão poder alcançar a certificação Cerne.

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Visita técnica da Anprotec e Fapeam na incubadora da Universidade do Estado do Amazonas

Segundo informações do Departamento de Avaliação e Acompanhamento de Projetos (Deac), responsável pelo programa PRÓ-Incubadoras na Fapeam, a metodologia Cerne traz às incubadoras a padronização de seus processos, de forma a facilitar o gerenciamento e avaliação de seus indicadores, para tornar a relação com seus stakeholders (em português – partes interessadas)  mais dinâmica e com resultados mais adequados.

A Anprotec foi contratada pela Fapeam para acompanhar essas ações por meio de Termo de Convênio assinado em maio de 2014. A visita é importante  para que as incubadoras estejam totalmente aptas à certificação do Cerne.

A consultora da Anprotec, Evelin Cristina Astolpho, afirmou que foram evidenciadas evoluções ao longo do processo de implementação do modelo Cerne, principalmente em comparação com a primeira visita.

Segundo a consultora, na visita é avaliado todo o processo no modelo Cerne, uma metodologia que tem várias práticas, que vão desde o processo de atração dos empreendimentos  e o desenvolvimento das empresas, até o momento em que elas já estejam maduras o suficiente para saírem da incubadora.

Sobre a importância da certificação Cerne, Evelin conta que o primeiro passo é que a incubadora implemente as práticas visando ter um modelo estruturado de gestão para os empreendimentos. “É ter regras para apoiar melhor os empreendimentos incubados e levar para eles o que necessitam para amadurecer. A certificação dá mais visibilidade para incubadora”, explicou, lembrando que existem no mercado instituições que abrem edital de fomento que aceitam apenas a participação de incubadoras Cerne, como são chamadas.

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Consultoras da Anprotec durante  visita na incubadora da Fundação Amazonas Sustentável

Visão das Incubadoras

Para a coordenadora de Extensão Tecnológica e Inovação (Ceti) do Inpa, Noélia Falcão, a implantação do modelo Cerne, desenvolvido pela Anprotec, é fundamental para que se tenha um norte de gestão da incubadora.

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Rosália Padilha, coordenadora do projeto do PRÓ-Incubadoras no Cide, disse que a visita foi importante por servir como balizador, no qual a equipe teve a oportunidade de verificar em cada processo, as práticas colocadas no papel e identificar as que não foram executadas.

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Para a coordenadora sistêmica da Ayty (em Tupi-Guarani significa Ninho) do Ifam, Maria Goretti Araújo, a vinda de consultores da Anprotec é importante para se fazer uma análise, com objetivo de saber se a incubadora está atuando da forma correta, conforme os procedimentos do Cerne, para sua certificação.

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Modelo Cerne

Criado pela Anprotec, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o modelo Cerne adota níveis de maturidade que representam um passo da incubadora em direção à melhoria contínua: Cerne 1,2,3 e 4. Em Manaus, a visita técnica foi para comprovação da implantação das práticas relevantes do Cerne 2, nas incubadoras participantes do programa, cuja a importância visa elevar  o nível do Estado, rumo ao desenvolvimento regional de melhorias, especialmente em relação à qualidade do processo de incubação de empresas.

Lançado em 2014, por meio da Fapeam, o PRÓ-Incubadoras contou recursos para auxílio pesquisa e bolsas, com a finalidade de fomentar a estruturação de novas incubadoras e desenvolver  empresas de acordo com o Cerne. No total, 43 empresas fazem parte das incubadoras apoiadas pela Fapeam no Amazonas.

Por Esterffany Martins

Fotos: Barbara Brito e Érico Xavier

Arte: Suelen Fonseca

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Fapeam recebe visita de representantes do Inpa

Diálogo favorece a aproximação entre instituições parceiras

Com o objetivo de dar boas-vindas à gestão, apresentar  novas diretrizes e intensificar parcerias já existentes entre as instituições, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), recebeu na manhã desta quarta- feira, (13), visita da equipe do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Participaram da reunião Márcia Perales (diretora-presidente da Fapeam), Antônia Maria Pereira (diretora do Inpa), Marne Vasconcellos (diretora Técnico-Científica da Fapeam), Hillândia Brandão (diretora-substituta do Inpa), Beatriz Ronchi (coordenadora de Capacitação do Inpa) e  Paulo Mauricio Graça (coordenador de Pesquisa do Inpa).

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Presidente da Fapeam Márcia Perales com equipe do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa)

Durante o encontro Márcia Perales destacou que a Fapeam tem como missão fomentar ações voltadas para pesquisa e que essas ações precisam estar alinhadas às necessidades de cada instituição.

“Quando você recebe uma instituição como o Inpa, podemos relacionar demandas estratégicas voltadas à ciência com demandas de outras instituições que já vieram aqui. Então, esse diálogo com as instituições parceiras tem sido permanente, para avaliar convergências. Neste sentido, precisamos pensar em estratégias para atender a essas demandas. Acredito que as interlocuções são fundamentais também para o Inpa”, enfatizou.

Para a diretora do Inpa, a Fapeam tem importante missão na construção da ciência no Amazonas.

“Antes de ser gestora fui pesquisadora e a Fapeam teve uma grande importância no desenvolvimento das minhas pesquisas e ainda tem no grupo que lidero. Sendo no Amazonas primordial, porque ela é uma esperança para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação na nossa região”, finalizou.

Por  Jessie Silva 

Fotos: Bárbara Brito 

 

 

 

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Estudantes do ensino médio participam de roda de conversa com pesquisadoras

O evento celebra o Dia internacional de Mulheres Meninas na Ciência, em 11 de fevereiro

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Conversa em celebração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência

 

Com intuito de oferecer momento de diálogo e reflexão sobre a participação de mulheres e meninas na ciência, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou na manhã desta terça-feira, 11/02, uma roda de conversa em celebração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, onde mulheres cientistas do Amazonas destacaram suas trajetórias e a importância do papel da mulher no fazer científico.

Participaram do evento, alunos da Escola Estadual Ângelo Ramazzotti e as pesquisadoras Marne Vasconcellos (diretora técnico-científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas -Fapeam),Tanara Lauschner (professora da Universidade Federal do Amazonas – Ufam e coordenadora do Programa Cunhantã Digital), Alessandra Nava (pesquisadora da Fiocruz Amazônia) e Heliana Belchior (aluna de Iniciação Cientifica da Fiocruz Amazônia).

Marne Vasconcellos destacou que eventos dessa natureza levam os estudantes a refletirem sobre a importância e contribuição da mulher para a ciência, e que a mulher cientista pode estar no laboratório, na pesquisa e na gestão de instituições de ensino e pesquisa.

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Diretora técnico-científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas -Fapeam, Marne Vasconcellos

 

“A demonstração de jovens interessados em fazer pesquisa é algo que temos que estar atentos, significa que temos público, temos demanda e a grande importância de uma roda de conversa como essa, é poder falar para os jovens que ainda estão no ensino médio sobre as possibilidades da iniciação científica, e que não existe educação e desenvolvimento sem ciência”, disse.

Alessandra Nava ressaltou que “a reflexão possibilita aos jovens acreditarem na conquista de seus espaços na ciência, apesar de existir um certo romantismo em torno  do fazer pesquisa, como algo muito distante, por isso esse bate – papo é relevante, para mostrar que a ciência está muito próxima a eles”, conta.

Tanara Lauschner falou do seu projeto de estimulo a estudantes da educação básica para ingresso em carreiras de exatas. Hoje, o Programa Cunhantã Digital leva meninas a reflexão sobre a importância da matemática e desmistifica o receio da área de exatas.

O depoimento aluna de graduação, Heliana Belchior, que faz iniciação científica na Fiocruz Amazônia, animou os estudantes, pois ela, com a naturalidade dos jovens, falou de suas conquistas e como foi ingressar na pesquisa, bem como onde pretende chegar profissionalmente.

Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência

O dia é celebrado em 11 de fevereiro, instituído pela Unesco e pela ONU Mulheres em colaboração com instituições e parceiros da sociedade civil, que promovem o acesso e a participação de mulheres e meninas na ciência.

A data foi aprovada pela Assembleia das Nações Unidas em 22 de dezembro de 2015, por meio da Resolução A/RES/70/212, para promover o acesso integral e igualitário da participação de mulheres e meninas na ciência. O dia também atende aos Objetivos do Desenvolvimento Social, da Agenda 2030.

Por Jessie Silva

Fotos: Barbara Brito

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Incubadoras apoiadas pela Fapeam receberão visitas técnicas para certificação do modelo Cerne 2

Objetivo é verificar se estão devidamente aptas à certificação

Os técnicos da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) estarão em Manaus, no período de 11 a 13 de fevereiro, para visita técnica em cinco incubadoras contempladas no Programa de Apoio à Incubadoras (PRÓ-Incubadoras), edital N°019/2014, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Participam do programa as incubadoras do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas  (Ifam), Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide), Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

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O programa iniciou em 2014, com recursos para auxílio pesquisa e bolsas, com a finalidade de fomentar a estruturação de novas incubadoras e desenvolvimento de empresas de acordo com o Modelo de Centro de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos (Cerne).

Criada pela Anprotec, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Cerne é uma plataforma de soluções para ampliar a capacidade da incubadora em gerar sistematicamente empreendimentos inovadores bem sucedidos.

As visitas técnicas de avaliação dos resultados finais serão realizadas, em cada incubadora, com o objetivo de verificar se estão, devidamente, aptas à certificação, mediante o Modelo Cerne. O modelo adota níveis de maturidade que representam um passo da incubadora em direção à melhoria contínua: Cerne 1,2,3 e 4.

Segundo a Anprotec, a incubadora de empresa tem objetivo de oferecer suporte a empreendedores para que possam desenvolver ideias inovadoras e transformá-las em empreendimentos de sucesso.

Em Manaus, a visita é para comprovação do modelo Cerne 2, nas incubadoras participantes do PRÓ-Incubadora, cuja a importância é a elevação do nível do Estado, no sentido de desenvolvimento regional de melhorias, especialmente em relação à qualidade do processo de incubação de empresas.

Anprotec

Criada em 1987, a Anprotec atua por meio da promoção de atividades de capacitação, articulação de políticas públicas e geração e disseminação de conhecimentos.

 

Por Esterffany Martins

Arte- Barbara Brito

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Mulheres e meninas na ciência é tema de roda de conversa na Fiocruz Amazônia

Evento aberto ao público será realizado no dia 11 de fevereiro

Na próxima segunda-feira, 11 de fevereiro, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove uma roda de conversa com mulheres que atuam na ciência, tecnologia e inovação no Amazonas, em celebração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência.

O evento é aberto ao público e será realizado no período de 9h às 11h, no auditório da Fiocruz Amazônia, que fica à Rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona Centro-sul de Manaus.

Da roda de conversa participam Tanara Lauschner – professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e coordenadora do Programa Cunhantã Digital, Marne Vasconcellos –pesquisadora, professora da Ufam e diretora técnico-científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Evelyne Marie Mainbourg e Alessandra Nava – professoras e pesquisadoras da Fiocruz Amazônia, e Heliana Belchior – aluna de Iniciação Cientifica da Fiocruz Amazônia.

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O Dia foi instituído pela Assembleia das Nações Unidas em 22 de dezembro de 2015, com objetivo de propiciar ações que possam vir a contribuir para a promoção do acesso integral e igualitário da participação de mulheres e meninas na ciência, tecnologia e inovação.

“Nossa intenção é oferecer um espaço para o diálogo e reflexão sobre a participação das mulheres na ciência, considerando que a igualdade de gênero é importante para a excelência científica e desenvolvimento sustentável”, explica Sérgio Luz, diretor da Fiocruz Amazônia.

O Dia Internacional de Mulheres e Meninas é um movimento liderado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela Organização das Nações Unidas (ONU Mulheres). Foi aprovado pela Assembleia das Nações Unidas, em 22 de dezembro de 2015, por meio da Resolução A/RES/70/212.

A data será celebrada em outras unidades da Fiocruz e confirma o compromisso da Fundação em propiciar espaços para a discussão sobre gênero, ciência e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que compõem a Agenda 2030.

Assista ao vídeo da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, sobre o evento

Fonte: Fiocruz Amazônia

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Por que algumas pessoas têm predisposição a desenvolver hanseníase?

Pesquisa pretende validar novas alternativas de diagnóstico ou de prognóstico para serem aplicadas em suspeitos da doença

Pesquisadores do Amazonas investigam o que torna uma pessoa predisposta a desenvolver hanseníase, enquanto outras se mostram resistentes à doença, mesmo em contato prolongado e frequente com um indivíduo infectado e sem tratamento.

Para responder a esse questionamento, o coordenador do projeto, Marcadores Moleculares, Genéticos e Sorológicos na hanseníase: suporte ao diagnóstico clínico de pacientes e vigilância dos contatos, e doutorando do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical, André Luiz Leturiondo, iniciou em março de 2016, um estudo com dois enfoques importantes na vigilância epidemiológica da hanseníase. Um deles nos pacientes e o outro nos contatos domiciliares de pacientes com hanseníase.

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Estudo investiga o que torna uma pessoa predisposta a desenvolver hanseníase, enquanto outras se mostram resistentes à doença, mesmo em contato prolongado e frequente com um indivíduo infectado

A pesquisa está sendo desenvolvida no laboratório de Biologia Molecular da Fundação Alfredo da Matta (Fuam), com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão compartilhada em saúde (PPSUS),  chamada pública Nº 001/2013. A Fuam é a unidade de referência para o diagnóstico, tratamento e pesquisa da hanseníase no Amazonas e na região Norte do país.

De acordo com o coordenador a manifestação da doença não depende somente da infecção pelo bacilo Mycobacterium leprae, mas de outros fatores como o nutricional, o status socioeconômico e principalmente o fator genético do hospedeiro também influenciam.

“A maioria das pessoas que tem o bacilo em seu organismo, o próprio sistema imunológico consegue destruir o patógeno. Apenas uma parcela pequena da população, em torno de 10% dos contatos, desenvolve a doença”, disse.

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Pesquisa é coordenada pelo doutorando em Medicina Tropical, André Luiz Leturiondo, no âmbito do programa PPSUS

 

Metodologia

Para embasar o estudo foram colhidas amostras biológicas de 980 indivíduos sadios (linfa do lóbulo auricular), 413 pacientes (sangue) e 415 contatos (sangue + linfa), com idades entre 10 a 77 anos.

Para validar o estudo, o pesquisador procurou identificar três tipos de biomarcadores: a) sorológico: detecção de anticorpos anti-PGL1 no soro dos voluntários (pacientes + sadios). Esses anticorpos identificam o antígeno do M. leprae, o PGL1 (Phenolic Glycolipid 1); b) detecção molecular do gene 16S (DNA do bacilo) no lóbulo auricular dos contatos que convivem com o doente; e c) polimorfismos em genes envolvidos com a resposta imune inata e adaptativa dos pacientes e indivíduos sadios.

O teste rápido sorológico foi aplicado para avaliar a sua performance, ou seja, a capacidade de identificar indivíduos com e sem a doença. Na técnica molecular, Leturiondo explica, o teste é capaz de detectar o DNA do bacilo mesmo na ausência de lesões na pele.

“Nosso estudo procurou validar novas alternativas de diagnóstico ou de prognóstico, para serem aplicadas em suspeitos da doença ou contatos, respectivamente. Geralmente a doença apresenta os sinais cardinais que facilitam o diagnóstico: lesões na pele que apresentam insensibilidade a dor, ao tato e ao calor. Porém, em 30% dos casos, os suspeitos da doença não apresentam esses sinais, dificultando o diagnóstico precoce e o tratamento imediato. Outro agravante é que na nossa região existem muitas dermatoses que são semelhantes com as lesões da hanseníase, dificultando um diagnóstico diferencial até mesmo para os profissionais experientes da Instituição”, explicou.

O coordenador informou ainda que os resultados da pesquisa poderão auxiliar o médico na tomada de decisão dos casos difíceis (suspeitos com a doença) para o teste sorológico; ou de identificar os prováveis sujeitos que poderão adoecer (contatos) para os testes moleculares e genéticos.  Neste último caso, poderão tratar talvez com quimioprofilaxia.

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Estudo valida novas alternativas de diagnóstico ou de prognóstico para serem aplicadas em suspeitos da doença

 

Hanseníase no Amazonas

A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e transmitida pelas vias aéreas superiores, afetando principalmente nervos periféricos e pele, e quando não tratada pode levar a incapacidades físicas muitas vezes irreversíveis.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), em 2018 foram detectados 411 novos casos da doença.

O Sistema Nacional de Atendimento Médico (Sinam) registrou desde 2010, 5.031 novos casos de hanseníase no estado do Amazonas.

Segundo o parâmetro do Ministério da Saúde, no estado do Amazonas, a Hanseníase apresenta comportamento descendente com redução da incidência nos últimos anos, passando de 44,3/100.000 habitantes em 2000 para 10,11/100.000 habitantes em 2018, o que representou uma redução de 77,1%, mas, com parâmetro de endemicidade ainda alto.

Atualmente, o tratamento é feito à base de antibióticos fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem duração de 6 a 12 meses

Por Helen de Melo

Fotos: Said Mendonça

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Congresso científico aborda micologia e diversidade dos fungos em Manaus

Congresso Brasileiro de Micologia ocorre de 24 a 27 de junho no Centro de Convenções Vasco Vasques

Com temáticas relevantes e atuais da área de micologia e programação diversificada refletindo a megadiversidade dos fungos e dos ecossistemas amazônicos, será realizado em Manaus o IX Congresso Brasileiro de Micologia. O evento ocorre no período 24 a 27 de junho, no Centro de Convenções do Amazonas – Vasco Vasques, bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus.

Destinado a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e demais profissionais da área de saúde, o IX Congresso Brasileiro é promovido pela Sociedade Brasileira de Micologia com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (PAREV).

O programa é uma das ações da Fapeam de fomento à popularização e difusão da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Amazonas.

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A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, destacou a importância do PAREV  para o estado, salientando que o programa contribui para promoção do intercâmbio de conhecimentos entre especialistas locais, de outros estados e países.

“É uma oportunidade para pessoas de outros locais conhecerem a região e o estado do Amazonas, mas também para nossos estudantes, professores e pesquisadores participarem. Apoiar a realização de eventos científicos é algo que Fapeam já faz, mas queremos que isso seja cada vez mais fortalecido”, enfatizou.

Segundo a presidente da comissão organizadora do congresso, Maria Aparecida de Jesus, a maior diversidade de fungos está na Amazônia. Com o evento, pretende-se estimular o estudo na área da micologia na região.

“Estamos otimistas com a realização do congresso. Vários estudantes também de outros países pretendem participar e conhecer a região Amazônica. A estimativa é que 1,2 mil pessoas participem do evento”, disse.

Programação

O congresso contará com mesas redondas, palestras, conferências, simpósios, minicursos, oficinas de extensão em ensino, exposição de pôster, sessões de comunicação oral, além do II Singer Foray (incursão micológica).

Maria aparecida adiantou ainda que em breve será lançado um edital, no site do congresso, de um concurso de fotografia sobre fungos, com objetivo de estimular profissionais para conhecerem mais sobre a temática. Além disso, o evento também contará com atividades voltadas para o ensino da micologia destinadas a professores da rede pública de ensino.

A submissão de trabalhos será online, e os resumos devem ser enviados até o dia 25 de março, nas seguintes áreas temáticas: Micologia ambiental e aplicada; Micologia Biológica; Micologia Industrial; e Micologia Médica. Os resumos aceitos serão divulgados no dia 30 de abril.

Saiba mais sobre o formato dos resumos e elaboração de pôsteres aqui.

 Parceria

São parceiros da Sociedade Brasileira de Micologia neste evento, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa-Amazônia Ocidental),Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

PAREV

O programa apoia a realização de eventos regionais, nacionais e internacionais sediados no Estado do Amazonas, relacionados à Ciência, Tecnologia e Inovação: congressos, simpósios, “workshops”, seminários, ciclo de palestras, conferências e oficinas de trabalho, visando divulgar resultados de pesquisas científicas e contribuir para a promoção do intercâmbio científico e tecnológico.

O PAREV recebe até o dia 19 de fevereiro as propostas de pessoas interessadas em participar da 2ª chamada do programa, edital N° 009/2018. O programa contempla projetos de eventos que ocorrerão de julho a dezembro de 2019.

Por Esterffany Martins com informações da Fiocruz Amazônia 

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