Inpa encerra VI Congresso de Inciação Científica com Menção Honrosa aos melhores trabalhos

Durante um ano, os bolsistas realizam trabalhos científicos com apoio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) do Inpa e do Programa de Apoio de Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam)

Texto e foto: Luciete Pedrosa – Ascom Inpa

Ao longo de uma semana, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) apresentou  resultados de 176 projetos de pesquisa, desenvolvidos por alunos de graduação das universidades e faculdades de Manaus junto com seus orientadores, no ano de 2016-2017. Os 13 melhores bolsistas do período anterior foram premiados com a Menção Honrosa durante o encerramento do VI Congresso de Iniciação Científica (Conic) do Instituto, nesta sexta-feira (4). Os destaques deste ano serão homenageados no Congresso do próximo.  

Na opinião do diretor do Inpa, o pesquisador Luiz Renato de França, o Brasil é um dos poucos países que oferece um programa de iniciação científica, que é extremamente importante para o país. “Nota-se um crescimento enorme nesses alunos. Mesmo que não sigam a carreira acadêmica, mas só pelo fato de participarem da inciação científica se tornam alunos diferenciados”, diz o diretor. “A iniciação científica, por incrível que pareça, não é só para formar a pessoa científicamente, é também para formar um cidadão que lida com desafios”, destaca. 

Para França, considerando que o Inpa é uma instituição não-acadêmica e, sim, uma instituição de pesquisa, ter quase 200 alunos de iniciação científica é um privilegiado por ter um programa de iniciação científica tão robusto. “Isto é importante para a formação de jovens pesquisadores e também para a ciência, tecnologia e inovação”.      

A coordenadora de Capacitação do Inpa e coordenadora do VI Conic, a pesquisadora Beatriz Telles, explica que anteriormente o Instituto realizava a Jornada de Iniciação Científica, que nos últimos seis anos se transformou em Congresso onde são recebidos estudantes de outras faculdades que vêm para assistir as palestras e os resultados de trabalhos dos bolsitas do Inpa.

Durante um ano, os bolsistas realizam trabalhos científicos com apoio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) do Inpa e do Programa de Apoio de Iniciação Científica (Paic) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Segundo Teles, o objetivo principal do Pibic e do Paic é iniciar os alunos de graduação na ciência, tecnologia e inovação. “Os alunos recebem um bolsa para desenvolverem pesquisas científicas e, no final, os que se identificam com a ciência permanecem e entram no mestrado para continuar a carreira científica”, diz. “É uma maneira de selecionar talentos na graduação”, completa. 

Premiação

Durante o encerramento do VI Conic, 13 bolsitas de iniciação científica foram homenageados com a Menção Honrosa pelo destaque de melhores trabalhos realizados no período de 2015-2016, avaliados pelos comitês interno e externo das diversas subáreas de pesquisas do Inpa. A entrega dos certificados aos premiados foi feita pelo diretor do Inpa e pela coordenadora de Capacitação. 

Para a aluna de Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Fernanda Oliveira, participar da iniciação científica lhe trouxe vários conhecimentos. “A iniciação científica no Inpa me agregou muito, tanto na vida pessoal, como na profissional, porque aprendemos a trabalhar em equipe”, diz. “A experiência de coleta e fazer a pesquisa em si contribuiu muito para minha vida acadêmica e tenho certeza que estou preparada para entrar num mestrado ou doutorado, aqui no Inpa”, acrescenta.   

Na opinião do pesquisador do Inpa Maurício Ogusku, um dos orientadores de Pibic, esta é uma oportunidade ímpar para os alunos de graduação. Para ele, o aluno que se insere na iniciação científica está expressando uma vontade própria em relação à pesquisa. “No final, é um troca de experiência porque o orientador desempenha um papel fundamental. Na iniciação científica, temos que ficar bem próximo do aluno e orientá-lo em muitas coisas”, diz Ogusku. “Já para o aluno, além das atividades científicas é uma experiência de vida que, tanto na vida pessoal e na profissional, será de grande valia”, ressalta.

Palestra de encerramento

No encerramento do VI Conic, a professora e coordenadora do curso de Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Suzy Simonetti, apresentou a palestra “Turismo e sustentabilidade: a Amazônia como destino”.

Para a professora, há a necessidade de investimentos nas iniciativas locais e trabalhar melhor junto às comunidades para alavancar o turismo na região, além de ter editais de projetos que possam contemplar estudos nesta área. “É necessário, sim, ter um olhar diferenciado para a Amazônia, tendo em vista que o deslocamento para a região é um pouco complicado”, diz.

Simonetti acredita que no futuro o Amazonas poderá ter uma economia focada no turismo sustentável. “Em alguns países esta é a atividade principal e estamos falando de um estado com um potencial impressionante  que pode ser trabalhado e desenvolvido”, explica. “Penso que um trabalho de pesquisa e de informação de forma integrada possa alavancar este setor, no futuro, que ainda está muito setorizado, para termos um turismo sustentável. É o meu sonho”, ressalta.

Programa LabVerde promove atividades de arte e ciência no Bosque do Inpa

O LabVerde é um programa voltado para artistas e criadores que desejam compreender e refletir sobre a natureza, a paisagem e a estetização da ecologia

Da Redação – Ascom Inpa*

Foto: Karen Canto

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Para popularizar a ciência e aumentar a compreensão do bioma amazônico, o Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTIC) recebe nesta sexta-feira (04) e sábado (05) duas atividades de artistas que passaram pelo Programa LabVerde. Uma é o workshop Um retrato dos cheiros da Floresta Amazônica da artista filipina Catherine Young e a outra é o Círculo de Mulheres: como ser uma Amazonas hoje? da paulistana Simone Reis.

No domingo, o Bosque da Ciência estará fechado, por conta da eleição suplementar no Amazonas. O Bosque fica na Rua Bem Te Vi, s/nº, Petrópolis. Funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 16h30 (entrada) e sábado e domingo das 9h às 16h. Às segundas-feiras é fechado para manutenção.

De acordo com a coordenadora do LabVerde, a curadora Lilian Fraiji, o programa do grupo Manifesta Arte e Cultura em cooperação com Inpa, trabalha com a imersão artística na Amazônia. “Ele é voltado para artistas e criadores que desejam compreender e refletir sobre a natureza, a paisagem e a estetização da ecologia”, disse.

Nesta sexta-feira, às 14horas, e no sábado às 10h e 11h, a artista Chaterine Young promove o workshop “Retrato sobre os cheiros da Amazônia”, na área da Tanimbuca. O objetivo é promover a conexão com a floresta por meio do olfato. “É importante que as pessoas venham aqui e se divirtam, mas é importante também trazer a ciência para perto do público”, diz Young afirmando se sentir muito feliz em conseguir alcançar o objetivo do Bosque.

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A artista filipina defende que a Floresta Amazônica é um boque de aromas, que está sendo ameaçado pelas mudanças climáticas. Artista visual com formação em biologia, Catherine acredita que o cheiro é um dos mais íntimos dos sentidos, além de ser uma maneira de sentir que estamos envolvidos com um lugar ou uma cultura.

“Nós moldamos nossa identidade com o sentido do olfato, porque esse é o sentido ligado à memória. Um determinado cheiro, por exemplo, pode resgatar uma memória da nossa infância ou nos conectar com um lugar”, conta Young.

O workshop também procura trazer à reflexão como o desmatamento e a mudança climática promovem a extinção dos cheiros, afetando nossa memória e nossa identidade.

Já a artista paulistana Simone Reis, autora da instalação artística “Nem tudo que reluz é ouro” realiza o Círculo de Mulheres: como ser uma Amazonas hoje? O encontro acontece neste sábado (05), às 14h, no Paiol da Cultura do Inpa, mesmo local onde está em cartaz até o dia 20 de agosto a instalação da artista.  

Simone Reis propõe uma conversa entre mulheres: lideranças indígenas, artistas, biólogas, arqueólogas e lideranças de comunidades tradicionais da região para discutir sobre o protagonismo das mulheres na Região Amazônica e refletir sobre o papel da mulher no desenvolvimento da tecnologia ancestral da Terra Preta de índio.

“As mulheres ameríndias, se empenhavam ao lento e trabalhoso método da confecção da Terra Preta para deixar este adubo como um presente para futuras gerações”, conta Reis.

Para a artista, é preciso refletir sobre o que representaria nos dias de hoje, ser uma Amazonas? Onde se encontram na contemporaneidade as lideranças femininas? Como combater o processo de repressão e desvalorização da mulher impregnado em nossa cultura desde a colonização?

*Com informações do LabVerde

Químicos debatem em Manaus “Saberes tradicionais e científicos: diálogos na Educação Química”

“É com o espírito de otimismo no futuro de nossa natureza amazônica que damos as boas-vindas aos participantes do 15º Simpec”, diz o pesquisador do Inpa Sergio Bringel,

Da Redação – Ascom Inpa

Foto: Acervo Ascom Inpa

 

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Para debater o tema “Saberes tradicionais e científicos: diálogos na Educação Química”, pesquisadores, professores, estudantes e demais profissionais da Química de várias partes do Brasil estarão reunidos, em Manaus (AM), a partir desta segunda-feira (7) para participarem do 15º Simpósio Brasileiro de Educação Química (Simpec). 

Segundo o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), o presidente da Associação Brasileira de Química/Regional Amazônia Ocidental (ABQ/AO), doutor Sergio Bringel, o evento, que acontecerá na capital amazonense, servirá para que os profissionais da área de química meditem sobre as inúmeras transformações químicas aproveitáveis para o desenvolvimento sustentável da maior floresta tropical do planeta e de sua imensa diversidade étnico-cultural.

“É com o espírito de otimismo no futuro de nossa natureza amazônica que damos as boas-vindas aos participantes do 15º Simpec”, diz o químico Bringel, que coordenará na terça-feira (8) pela manhã a apresentação de um dos trabalhos de comunicação oral e, à tarde do mesmo dia, será o moderador do debate sobre o Ensino a Distância (EAD). 

Oficinas, palestras, cursos, mesas-redondas, apresentação de trabalhos em pôsteres e comunicação oral fazem parte da programação do 15º Simpec, que acontecerá até quarta-feira (9), das 8h às 18h, no Centro de Eventos do Da Vinci Hotel & Conventions.

Químicos debatem em Manaus “Saberes tradicionais e científicos: diálogos na Educação Química”

“É com o espírito de otimismo no futuro de nossa natureza amazônica que damos as boas-vindas aos participantes do 15º Simpec”, diz o pesquisador do Inpa Sergio Bringel,

Da Redação – Ascom Inpa

Foto: Acervo Ascom Inpa

 

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Para debater o tema “Saberes tradicionais e científicos: diálogos na Educação Química”, pesquisadores, professores, estudantes e demais profissionais da Química de várias partes do Brasil estarão reunidos, em Manaus (AM), a partir desta segunda-feira (7) para participarem do 15º Simpósio Brasileiro de Educação Química (Simpec). 

Segundo o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), o presidente da Associação Brasileira de Química/Regional Amazônia Ocidental (ABQ/AO), doutor Sergio Bringel, o evento, que acontecerá na capital amazonense, servirá para que os profissionais da área de química meditem sobre as inúmeras transformações químicas aproveitáveis para o desenvolvimento sustentável da maior floresta tropical do planeta e de sua imensa diversidade étnico-cultural.

“É com o espírito de otimismo no futuro de nossa natureza amazônica que damos as boas-vindas aos participantes do 15º Simpec”, diz o químico Bringel, que coordenará na terça-feira (8) pela manhã a apresentação de um dos trabalhos de comunicação oral e, à tarde do mesmo dia, será o moderador do debate sobre o Ensino a Distância (EAD). 

Oficinas, palestras, cursos, mesas-redondas, apresentação de trabalhos em pôsteres e comunicação oral fazem parte da programação do 15º Simpec, que acontecerá até quarta-feira (9), das 8h às 18h, no Centro de Eventos do Da Vinci Hotel & Conventions.

Guia inédito de identificação e distribuição de quelônios amazônicos é lançado no Inpa

De fácil manuseio, o livro foi pensado não só para os alunos de pós-graduação e pesquisadores, mas também para gestores de parques, leigos e pessoas que se interessam por quelônios.  A obra contou com o financiamento da Fundação Betty & Gordon Moore

Da Redação da Ascom Inpa

Foto: Luciete Pedrosa – Ascom Inpa

Um guia completo e inédito que contém mapas de identificação de 18 espécies de quelônios encontrados na Amazônia, além de uma prancha com fotos de ovos em tamanho real. Assim é o livro “Quelônios Amazônicos: guia de identificação e distribuição” lançado na última quinta-feira (3) no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) em parceria com a Organização Não-Governamental Wildlife Conservation Society (WCS Brasil).

“É a primeira vez no mundo que um guia traz como diferencial fotos de ovos de tartarugas em tamanho real, além dos mapas de distribuição das espécies, num resultado do esforço das doutoras Camilas e da mestranda Thais”, disse o pesquisador  Richard Vogt, um dos autores do livro, que traz informações atualizados sobre taxonomia (identificação), biologia, ecologia, ameaças e distribuição das espéces de quelônios da Amazônia.

A ideia de produzir o livro surgiu em 2013, a partir do doutorado de Camila Fagundes, doutora em Biologia de Água Doce pelo Inpa, que trabalhou com as áreas de distribuição e adequabilidade das espécies. O livro também compila trabalhos de Camila Ferrara (doutora em Biologia de Agua Doce pelo Inpa), que atua com a comunicação entre os quelônios, juntamente com o pesquisador Richard Vogt, um dos maiores especialistas em conservação e ecologia de tartarugas de água doce, além de Thais Morcatty (mestranda em Ecologia pelo Inpa), que atua na avaliação dos impactos e da sustentabilidade da atividade de caça e do comércio de quelônios amazônicos.  

 

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Segundo Fagundes, o livro traz informações sobre os quelônios na Amazônia para auxiliar nas ações de conservação, já que a Amazônia é um dos lugares de maior diversidade desse grupo e também um dos vertebrados mais ameaçado no mundo. “Não podemos desenvolver ações de conservação se não temos conhecimento da nossa fauna. O nosso intuito é colaborar com esse conhecimento”, disse.   

O livro contou com o financiamento da Fundação Betty & Gordon Moore e teve a tiragem inicial de 1.000 exemplares. Os interessados em adquiri-los que podem fazê-lo na Editora Inpa (na sede do Inpa, no Campus I, situado na rua Bem-te-vi, s/nº – Petrópolis) ou ainda na sede WCS Brasil, que fica no Mini campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no bloco H.

Na opinião do diretor da WCS Brasil, Carlos Durigan, a grande importância de publicações entre os pesquisadores é divulgar conhecimento. Ele explica que a WCS Brasil tem um programa para conservação de quelônios e por meio desse programa foi feita a parceria com o Inpa e com o pesquisador Vogt para  desenvolver o guia com informações atualizadas das espécies amazônicas. “Será uma ajuda para os grupos de interesse para conservação, e esperamos utilizar essas informações para sensibilizar as pessoas para a necessidade de conservação dessas espécies”, destacou.

 

Foto Camila Ferrara tartaruga da amazônia Podocnemis expansa

 

 

Para o professor da Ufam, Paulo Andrade, coordenador do projeto Pé-de-Pincha, esse é um guia que há muito tempo se esperava no meio acadêmico. “Tínhamos guia sobre quelônios de outros países próximos, mas para a Amazônia brasileira esse é um guia completo e o primeiro que vem com mapas de identificação. Ele é uma guia com uma linguagem simples que veio preencher uma lacuna que existia para identificação desses animais”, disse.

De acordo com Camila Ferrara, uma das autoras, é um livro fácil de ser manuseado, e foi pensado não só para os alunos de pós-graduação e pesquisadores, mas também para gestores de parques, leigos e pessoas que se interessam por quelônios. “É um livro de tamanho menor, tem uma linguagem simples e com a chave taxonômica que ajuda a entender e descobrir a espécie”, disse.

Pesquisas recentes

As pesquisas do Inpa têm descoberto que pelo menos uma espécie de quelônio da Amazônia, a tartaruga-da-amazônia, se comunica através do som com outros indivíduos da espécie tanto dentro e fora da água e apresenta 11 tipos de sons no repertório vocal com frequência variando entre 36,4 e 4.000 hertz. Isso significa que é um som audível ao ouvido humano. O ser humano ouve entre 20 a 20.000 mil hertz. 

O estudo com telemetria acústica demonstra que filhotes de tartaruga-da-amazônia seguem os adultos após o nascimento para áreas de alimentação como uma estratégia de cuidado parental e a comunicação teria grande importância nesse processo. Além disso, análises mostraram que o sistema atual de Áreas Protegidas da Amazônia brasileira possui notáveis lacunas na proteção de quelônios de água doce.

 

guiaquelonio1 Foto Luciete Pedrosa INPA

 

 

Já a WCS tem realizado monitoramento das populações de quelônios de principalmente duas espécies (irapuca e tracajá) em três Unidades de Conservação do Mosaico do Baixo Rio Negro (Parque Nacional do Jaú, Parque Rio Negro Setor Norte e Reserva Extrativista do Rio Unini), e da tartaruga-da-amazônia na Reserva Biológica do Abufari com o a finalidade de avaliar o estado de conservação dessas populações.

Os resultados preliminares mostram que em áreas do Mosaico do Baixo Rio Negro há baixa porcentagem de indivíduos jovens que alcançam a idade adulta e poucas fêmeas reprodutoras. Em populações de quelônios, a mortalidade de filhotes é naturalmente alta, entretanto, estamos iniciando trabalhos para tentar identificar se o consumo de quelônios estaria diminuindo a quantidade de jovens que se tornam maduros e o número de fêmeas reprodutoras, já que estas são preferencialmente consumidas devido ao maior tamanho”, contou Fagundes.

Pesquisa avalia o processo de trabalho das equipes de saúde no Brasil

Começaram as defesas da primeira turma de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

“Avaliação da atenção básica com foco no processo de trabalho das equipes de saúde através do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB – ciclo II)”, é o título da dissertação defendida por Bárbara Castro, sob a orientação da professora doutora, Rosana Parente.

O estudo avaliou a adequação do processo de trabalho das equipes de saúde do Brasil, através do PMAQ-AB, com base nos dados do segundo ciclo de avaliação do Programa, realizado no segundo semestre de 2014. Participaram da pesquisa 29.777 equipes de saúde distribuídas em 4.826 municípios brasileiros.

Segundo Bárbara Castro, seu interesse por estudos avaliativos na área da saúde foi despertado durante a vivência na Atenção Básica, enquanto participava de um programa de residência em saúde. “Essa experiência foi essencial neste processo de formação, para compreensão de como eram oferecidos os serviços de atenção à saúde da mulher, e como se articulavam com o sistema de saúde, de modo mais amplo”, explicou.

METODOLOGIA

O estudo pretende contribuir com a valorização da pesquisa, como ferramenta para fomentar a cultura da avaliação nos serviços de saúde e consequentemente subsidiar a tomada de decisões por parte dos trabalhadores, gestores e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), além de fortalecer a Atenção Básica como modelo de atenção à saúde e auxiliar na realização de novas pesquisas avaliativas no Brasil, com foco no trabalho das equipes de atenção básica. “Essa pesquisa poderá contribuir com as autoridades sanitárias, os profissionais de saúde, a sociedade, o meio acadêmico e, em especial, os usuários que poderão exigir qualidade no atendimento integral à sua saúde”, comenta Bárbara.

Para analisar a adequação do processo de trabalho das equipes foram consideradas características demográficas e indicadores de saúde dos municípios do país, como: região geopolítica, porte populacional, índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e Cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF); e, posteriormente, foram realizadas associações dessas variáveis com a adequação do processo de trabalho das equipes.

RESULTADOS

Os resultados da pesquisa revelaram grandes desigualdades no processo de trabalho das equipes de saúde entre as regiões brasileiras, com impactos significativos no acesso e na qualidade da atenção à saúde na Atenção Básica. “A estas desigualdades pode-se atribuir as especificidades locais, assim como também a forte influência do IDHM, porte populacional e cobertura da ESF. No que tange às regiões geopolíticas o Sudeste e o Nordeste apresentaram o melhor perfil de equipes adequadas, em contrapartida a região Norte e o Centro-Oeste apresentaram os piores resultados de adequação do processo de trabalho das equipes de atenção básica. As equipes com a maior proporção de adequação foram encontradas em municípios de elevado porte populacional”, destacou a pesquisadora.

A análise aponta que o processo de trabalho das Equipes de Atenção Básica (EAB) é incipiente, fragmentado, desarticulado e que os entraves para a consolidação da Atenção Básica estão impregnados no contexto de saúde brasileiro. Embora o PMAQ-AB tenha sido instituído com o intuito de garantir um padrão de qualidade assistencial a nível local, regional e nacional, trata-se de uma pesquisa cuja avaliação é realizada com base num padrão de assistência defina pelas políticas nacionais do Ministério da Saúde (MS), sendo reproduzida nos mais diversos contextos de saúde do país.

“No cotidiano do serviço de uma unidade básica de saúde da família pude observar algumas condições estruturais, assistenciais, e inclusive o processo de trabalho da equipe, que comprometiam a continuidade do cuidado e a qualidade da assistência. O serviço contava com a atuação de uma equipe multiprofissional, mas pouco se visualizava a integração destes profissionais no cuidado a saúde dos indivíduos. Era intensa a hegemonia médica nas ações em saúde que deveriam ser em equipe, além das amplas relações de poder”, conclui Bárbara Castro.

SOBRE O PPGVIDA

O PPGVIDA é um programa de mestrado do ILMD/Fiocruz Amazônia, que tem por objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia;  planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

As defesas ocorridas no âmbito dos programas do ILMD/Fiocruz Amazônia são abertas ao público. Outras defesas do PPGVIDA devem ocorrer ao longo deste segundo semestre.

Acompanhe programação de defesas aqui.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

 

 

ILMD lança edital para o curso de mestrado PPGBIO-Interação

Foi lançado o edital para o curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro – PPGBIO-Interação, do Instituto Leônidas & Maria Deane  (ILMD/Fiocruz Amazônia). As inscrições podem ser feitas no período de 20/9 a 10/10 deste ano.

A Chamada Pública Nº 003/2017 do Programa oferece 20 vagas distribuídas entre duas linhas de pesquisa: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores.

INSCRIÇÃO

Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a seguinte documentação:  Formulário de inscrição preenchido por meio da Plataforma SIGA , disponível em www.sigass.fiocruz.br (conforme orientação do edital);  apresentar Carta de Aceite do Orientador; diploma do curso de graduação ou documento equivalente; Histórico Escolar do curso superior; Curriculum vitae depositado na plataforma Lattes do CNPq; Projeto de Pesquisa; Carteira de Identidade; CPF; RNE ou passaporte, para candidatos estrangeiros;  comprovante de pagamento do boleto bancário no valor de R$ 100,00 (cem reais); dentre os outros documentos que constam no edital.

PROCESSO SELETIVO

A admissão no curso de Mestrado será feita através de processo seletivo que é composto das seguintes etapas: Homologação das inscrições, Prova Escrita e Prova Oral (Entrevista). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

A primeira etapa compreenderá a análise, pela Comissão de Seleção da documentação, apresentada pelo candidato. A  segunda etapa, Prova Escrita, será discursiva e valerá 10 (dez) pontos. A terceira etapa será a Prova Oral, que compreende a avaliação do projeto de pesquisa, pontuação do currículo lattes e entrevista.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.

Este é o segundo processo seletivo para o PPGBIO-Interação. A primeira turma iniciou o curso em março deste ano.

Para mais informações acesse o edital.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

 

Fiocruz divulga ofício sobre suspensão das bolsas do CNPq

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, escreveu um ofício para o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, manifestando preocupação com a suspensão de bolsas anunciada no portal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Leia o documento na íntegra:

“Ao Senhor
Mario Neto Borges
Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

Senhor Presidente,

Considerando a informação veiculada pelo portal do MCTIC que os recursos do CNPq são suficientes para o pagamento dos bolsistas apenas até o mês de agosto, a Fundação Oswaldo Cruz vem expressar sua preocupação com os efeitos da suspensão das bolsas.

Assim como nas demais instituições de pesquisa no país, o impacto de tal suspensão na Fiocruz seria extremamente negativo. Além de representar um forte desestímulo aos estudantes em formação, a ausência de bolsas acarretaria prejuízos para diversas pesquisas em andamento. Desnecessário ressaltar o papel fundamental da ciência, tecnologia e inovação para garantir um futuro nacional com soberania e justiça social.

Somente no âmbito da iniciação científica, mestrado e doutorado, na Fiocruz, seriam afetados mais de 650 bolsistas atuantes em diversas áreas de conhecimento no campo da saúde.

Desde 1952, o CNPq investe na formação de pesquisadores brasileiros e sua atuação contribui fortemente para a consolidação de instituições de pesquisa do país, pelo que seria desalentador interromper tal atuação. Devemos, ainda, alertar que os efeitos de um suspensão, ainda que temporária, exigirá muitos anos para a sua recuperação.

Acreditando que a pesquisa é patrimônio da sociedade brasileira e que pesquisadores brasileiros vêm encontrando visibilidade crescente na comunidade internacional através do apoio fundamental do CNPq, esperamos que a agência consiga superar as dificuldades atuais e viabilize o pagamento das bolsas sem descontinuidade.

Atenciosamente,

Nísia Trindade Lima
Presidente da Fundação Oswaldo Cruz”

 

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

Fiocruz divulga ofício sobre suspensão das bolsas do CNPq

A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, escreveu um ofício para o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, manifestando preocupação com a suspensão de bolsas anunciada no portal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Leia o documento na íntegra:

“Ao Senhor
Mario Neto Borges
Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

Senhor Presidente,

Considerando a informação veiculada pelo portal do MCTIC que os recursos do CNPq são suficientes para o pagamento dos bolsistas apenas até o mês de agosto, a Fundação Oswaldo Cruz vem expressar sua preocupação com os efeitos da suspensão das bolsas.

Assim como nas demais instituições de pesquisa no país, o impacto de tal suspensão na Fiocruz seria extremamente negativo. Além de representar um forte desestímulo aos estudantes em formação, a ausência de bolsas acarretaria prejuízos para diversas pesquisas em andamento. Desnecessário ressaltar o papel fundamental da ciência, tecnologia e inovação para garantir um futuro nacional com soberania e justiça social.

Somente no âmbito da iniciação científica, mestrado e doutorado, na Fiocruz, seriam afetados mais de 650 bolsistas atuantes em diversas áreas de conhecimento no campo da saúde.

Desde 1952, o CNPq investe na formação de pesquisadores brasileiros e sua atuação contribui fortemente para a consolidação de instituições de pesquisa do país, pelo que seria desalentador interromper tal atuação. Devemos, ainda, alertar que os efeitos de um suspensão, ainda que temporária, exigirá muitos anos para a sua recuperação.

Acreditando que a pesquisa é patrimônio da sociedade brasileira e que pesquisadores brasileiros vêm encontrando visibilidade crescente na comunidade internacional através do apoio fundamental do CNPq, esperamos que a agência consiga superar as dificuldades atuais e viabilize o pagamento das bolsas sem descontinuidade.

Atenciosamente,

Nísia Trindade Lima
Presidente da Fundação Oswaldo Cruz”

 

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

Rede Unida realiza seminário para debater políticas públicas de saúde

A Associação Brasileira Rede Unida em parceria com o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza nos dias 9 e 10 de agosto, das 8h30 às 17h, no auditório Canoas do ILMD/Fiocruz Amazônia, o Seminário Interprofissionalidade na Educação e Cuidado em Saúde e o Programa Mais Médicos.

O evento tem como objetivo, intensificar o debate e a reflexão entre pesquisadores, estudantes, trabalhadores e gestores que atuam junto ao Sistema Único de Saúde (SUS) e que defendem o seu aprimoramento e ampliação em todas as regiões do país.

Com inscrições gratuitas para 80 pessoas, o Seminário é aberto ao público em geral, que queiram contribuir nas discussões sobre o SUS e ter um conhecimento mais aprofundado sobre as políticas públicas que tratam da gestão do trabalho e da atenção básica em saúde.

As inscrições para participação no Seminário serão realizadas no dia e local do evento. A Fiocruz/Amazônia fica localizada na rua Teresina, 476, Adrianópolis, Zona Sul de Manaus. Confira a programação.

PARTICIPANTES

O Ministério da Saúde confirmou a presença de três órgãos importantes no evento, representados pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGETS), Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) e o Departamento de Atenção Básica (DAB), que integra a Secretaria de Atenção à Saúde (SAS).

A representação da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil também já está com presença confirmada no Seminário, assim como os representantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems), da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

REDE UNIDA

Dentro da programação do Seminário Interprofissionalidade na Educação e Cuidado em Saúde e o Programa Mais Médicos, a Associação Brasileira Rede Unida estará comemorando seus 32 anos de atuação no Brasil.

Ao longo desses anos, a Associação reúne projetos, instituições e pessoas interessadas na mudança da formação dos profissionais de saúde e na consolidação de um sistema de saúde equitativo e eficaz com forte participação social.

A principal ideia força da Rede Unida é a proposta de parceria entre universidades, serviços de saúde e organizações comunitárias. Não se tratando de qualquer parceria e sim de uma modalidade de co-gestão do processo de trabalho colaborativo, em que os sócios compartilham poderes, saberes e recursos.

LANÇAMENTOS

Ainda durante a programação do evento, a Editora Rede Unida lançará vários livros e dentre eles estão as obras: ‘Divulgação e Jornalismo Científico em Saúde e Meio Ambiente na Amazônia’ e ‘História e Política Pública de Saúde na Amazônia’, ambos da série Saúde & Amazônia.

O livro ‘Divulgação e Jornalismo Científico em Saúde e Meio Ambiente na Amazônia’, organizado por Júlio Cesar Schweickardt, Renan Albuquerque, Alcindo Antônio Ferla e Maria Cristina Soares Guimarães, discute diferentes formas de divulgar temas científicos e ainda aponta a complexidade e os matizes do fazer e comunicar ciência no Bioma Amazônia.

Já o livro ‘História e Política Pública de Saúde na Amazônia’, dos organizadores Júlio Cesar Schweickardt, Alcindo Antônio Ferla, Rodrigo Tobias de Sousa Lima e Michele Rocha Kadri, apresenta como o estudo da história e suas conexões com a saúde no campo teórico e empírico da Saúde Coletiva mobiliza a produção conceitual e metodológica. Os estudos nele reunidos pretendem contribuir nesses dois aspectos.

Rede Unida, por Mirinéia Nascimento
Foto: Araquém Alcântara

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