MEC publica credenciamento da Fiocruz para cursos ‘lato sensu’

O Ministério da Educação (MEC) publicou, no Diário Oficial da União, portaria que credencia o funcionamento da Escola de Governo da Fiocruz. A Portaria N.º 331/2017 regulariza a oferta de cursos de pós-graduação lato sensu, presenciais e a distância, oferecidos pelas unidades da instituição. A Fiocruz oferta cerca de 50 cursos lato sensu por ano. Em 2016, mais de 5.000 estudantes concluíram a especialização na Fundação.

O credenciamento, válido pelo prazo de oito anos, garante a validade de todos os certificados de cursos lato sensu emitidos pela Fiocruz até hoje. Além disso, garantirá maior governabilidade institucional para o planejamento da oferta de cursos da modalidade, possibilitando a definição de metas institucionais para este segmento do ensino.

INTEGRAÇÃO

O processo de credenciamento foi iniciado em maio de 2015, coordenado pela atual Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), com participação ativa de profissionais de diferentes áreas e unidades da instituição. Em setembro de 2016, a Secretaria de Regulação do Ensino Superior (Seres/MEC) encaminhou parecer favorável ao credenciamento da Fiocruz como Escola de Governo ao Conselho Nacional de Educação (CNE). Durante todo o processo, foram realizadas oficinas e ações integradas entre a VPEIC e as unidades.

Em encontros realizados com representantes da comunidade da Fundação, avaliadores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) já tinham destacado a forma como a Fiocruz se preparou para o processo, ressaltando a construção do Plano de Desenvolvimento Institucional 2016-2020 e o engajamento demonstrado pelos trabalhadores da instituição de diversos segmentos.

CPA

Um fruto importante deste processo foi a criação da Comissão Própria de Avaliação (CPA), responsável por coordenar e implementar o processo de autoavaliação institucional relacionada à oferta de cursos de pós-graduação lato sensu pelas unidades da Fundação. O órgão tem uma página no Portal Fiocruz. Na área é possível conhecer um pouco mais da Comissão, como a estrutura, composição e as competências, além de ter acesso a documentos relacionados ao trabalho da CPA.

Leonardo Azevedo (CCS/Fiocruz)

Fonte: Portal Fiocruz

Foto: Divulgação

Inpa pretende reintroduzir à natureza um número maior de peixes-bois readaptados

Depois que foi adotado o sistema de semi-cativeiro (2011), observou-se com a soltura dos quatro peixes-bois, em 2016, também, na Reserva Piagaçu-Purus, que o novo sistema deu certo

Por Luciete Pedrosa – Ascom Inpa

A adaptação de mais cinco peixes-bois reintroduzidos à natureza na última semana será decisiva para o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/ MCTIC) fazer a soltura de mais animais, mas sem o cinto de telemetria. O equipamento que utiliza sinais de rádio permite acompanhar diariamente os animais por um período de até dois anos.

Careiro, iraê Cairunã, Mawa e Kuana (doce perfume, em língua indígena, e faltava ser “batizado”) foram reintroduzidos, os três primeiros na quinta e os dois últimos na sexta-feira (7), no lago Trapinho, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus, em Anori (a 175 km de Manaus). Esta é a segunda soltura de peixes-bois que passaram por um período de adaptação no semi-cativeiro, em Manacapuru, dentro do novo sistema do projeto Peixe-Boi do Inpa.  Antes, eles saíam dos tanques, em Manaus, direto para a natureza.

 

PeixeBoi12FotoLucietePedrosa

 

“Caso esses cinco peixes-bois se adaptem à natureza, teremos a certeza de que o sistema de semi-cativeiro funcionou. E para as próximas reintroduções, soltaremos os animais sem os cintos e nunca mais saberemos o que aconteceu, mas com a certeza de que a readaptação foi um sucesso”, revela a coordenadora do projeto, a pesquisadora Vera da Silva. As próximas solturas acontecerão em 2018 e com a possibilidade de ter um número maior de animais.

Esta é a quarta edição do Programa de Reintrodução de Peixes-Bois da Amazônia. Nas duas primeiras edições, em 2008 e 2009, foram soltos dois indivíduos de cada vez, no rio Cuieiras (margem esquerda do rio Negro, a 80 km de Manaus). Nessas tentativas de reintrodução dos animais à natureza, percebeu-se que eles não estavam se adaptando ao ambiente, pois não conseguiam encontrar seu próprio alimento e estavam perdendo peso. Dois animais foram resgatados e levados de volta para o cativeiro (tanque) no Inpa, em Manaus (AM). Os animais são tratados, cuidados e são uma das principais atrações do Bosque da Ciência, espaço de visitação pública da Instituição.

 

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Novo sistema

Segundo a pesquisadora Vera da Silva, depois que foi adotado o sistema de semi-cativeiro (2011), observou-se com a soltura dos quatro peixes-bois, em 2016, também, na Reserva Piagaçu-Purus, que o novo sistema deu certo. No semi-cativeiro, o peixe-boi permanece, no mínimo, um ano se adaptando num ambiente natural e em contato com outros animais (peixes e quelônios), num lago de 13 hectares, numa fazenda em Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus).

“Os animais são monitorados, por meio de transmissores, há mais de 400 dias, com resultados satisfatórios e sabe-se que estão explorando bem o ambiente”, diz Silva, lembrando que, dos quatro animais, três ainda são monitorados e um deles, o cinto soltou. “Um desses animais foi recapturado após um ano de soltura e constatou-se que o animal cresceu e aumentou de peso”, destaca Silva. “Vimos que o peixe-boi está adaptado ao ambiente. É um animal que foi criado com mamadeiras no tanque do cativeiro no Inpa e, hoje, está nadando livremente no rio Purus”, comemora a pesquisadora.  

 

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O Projeto Peixe-Boi foi criado no Inpa, em 1974, quando chegou o primeiro filhote órfão. De lá pra cá, o projeto passou por várias etapas, desenvolvendo estudos para a conservação desses mamíferos aquáticos na região. Em decorrência da caça ilegal, o Inpa recebe por ano cerca de dez filhotes órfãos de peixes-bois e mantém, hoje, no seu plantel 62 indivíduos.

 “Por isso, é importante, reintroduzir esses animais na natureza. É um trabalho de equipe que conta com a colaboração do biólogo Diogo Souza, responsável pelo Programa de Reintrodução de Peixes-Bois da Amazônia, e do veterinário Anselmo D'Affonseca, que acompanha os animais no cativeiro”, explica. 

As ações de retirada dos peixes-bois bois do semi-cativeiro e de soltura na natureza fazem parte do Programa de Reintrodução de Peixes-Bois da Amazônia, um dos focos de atuação do Projeto Museu na Floresta. Trata-se de uma parceria do Inpa com a Universidade de Kyoto (Japão) e conta com o apoio de diversos parceiros, como o Aquário de São Paulo – com os equipamentos de telemetria –, a Agência de Cooperação Internacional Japonesa (JICA-Brasil) e a empresa japonesa Itochu, que apoiam financeiramente o projeto.

Monitoramento

 

Peixe Boi25Foto Luciete Pedrosa INPA

 

 

Antes da soltura, os assistentes de monitoramento (ex-caçadores de peixe-boi e ribeirinhos) acoplaram um cinto de telemetria adaptado com um transmissor VHF na cauda dos peixes-bois para o acompanhamento diários dos animais. O monitoramento pós-soltura é importante para verificar a adaptação dos animais às novas condições de vida e saber quais são os habitat que preferem utilizar e, também, avaliar o sucesso da reintrodução.

“Com um receptor e uma antena, os assistentes captam o sinal dos transmissores, numa distância de até três quilômetros”, diz o responsável pelo Programa de Reintrodução dos Peixes-Bois da Amazônia, Diogo Souza. “Também é possível acompanhar os deslocamentos diários ou sazonais que os animais estão realizando. São mais de 300 pontos monitorados por bicho”, revela.

Informações sobre velocidade, natação, profundidade de mergulho também serão monitorados por equipamentos acoplados nas costas dos peixes-bois pela pesquisadora Mumi Kikuchi do Centro de Pesquisa da Vida Selvagem da Universidade de Kyoto. Um hidrofone também foi adaptado para a captação de sons de mastigação para saber se o peixe-boi se alimentou depois das primeiras semanas de soltura e se estão se associando com outros animais, por meio dos sons de vocalização registrados pelos equipamentos.   

 

Peixe Boi18 Foto Luciete Pedrosa INPA

 

 

“Não é um trabalho fácil o monitoramento do peixe-boi, mas acredito que é importante para ajudar na preservação do animal”, diz o assistente de monitoramento José Francisco Bastos, que desenvolve o trabalho juntamente com os assistentes Mario Jorge Bastos, Raimundo Bastos Vidinha e Tiago Larroque.

O Programa de Reintrodução de Peixes-Bois da Amazônia conta com a colaboração de tratadores, veterinários, biólogos e comunitários, numa parceria com a Associação Amigos do Peixe-Boi da Amazônia (Ampa) e a RDS Piagaçu-Purus.   

 
Boas-vindas

Durante a expedição, que iniciou na última quarta-feira (5), a equipe fez uma parada na comunidade Cuiuanã para que os moradores que vivem nessa localidade e de Itapuru, ambas situadas no entorno da Reserva Piagaçu-Purus, dessem as boas-vindas aos cinco animais. Na ocasião, a estudante Darlene Gomes foi anunciada como a vencedora, entre 120 concorrentes, do concurso que escolheu o nome do peixe-boi Kuana.

 

PeixeBoi24FotoLucietePedrosaINPA

 

Sobre o peixe-boi

O peixe-boi da Amazônia é um animal endêmico da região amazônica, isso quer dizer que só ocorre nos rios de água doce da bacia amazônica. Vivem, em média, 45 anos, chegando a pesar 450 quilos e medir até 3 metros. É um herbívoro e se alimenta de capins e plantas que nascem na água, como mureru, canarana e capim membeca. Tem um papel importante no ecossistema aquático, como transformar essa biomassa vegetal em partículas menores para outros organismos. As fezes e a urina do peixe-boi servem de adubo para as plantas e alimentos para diversas espécies de peixes.

São animais de hábito solitário e só começam a se reproduzir aos oito ou dez anos de idade, a cada quatro anos, na época da seca. A gestação da fêmea dura quase 12 meses e nasce apenas um filhote por gestação, o que dificulta o aumento da população. 

Expedição Fluvial que investiga clima do rio Amazonas durante seca têm resultados apresentados em Nice, na França

Os resultados fazem parte da primeira e segunda parte da expedição e foram apresentados durante a IX Conferência Internacional sobre Sistemas de Informação Geográfica Avançada, Aplicações e Serviços

 

O pesquisador e doutor em Clima e Ambiente, Newton Silva de Lima, apresentou no último dia 21 de março, os resultados da primeira e segunda parte da expedição fluvial realizada por uma equipe de pesquisadores e documentada em um livro intitulado “Rio Amazonas – Expedição Fluvial Peru/Brasil”, que teve o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do bolsista de apoio técnico e graduando em Engenharia Química, Robson Calazães.

Capa-da-RevistaO pesquisador e doutor, Newton Silva de Lima, apresentou no livro os resultados da primeira e segunda parte da expedição fluvial

A apresentação ocorreu durante o evento “GEO Processing 2017 – The Ninth International Conference on Advanced Geographic Information Systems, Applications and Services”, que debate sobre os sistemas de informação geográfica e foi realizado em Nice, no Sul da França, entre os dias 19 e 23 de março.

No livro constam os registros realizados durante a viagem, o resumo das atividades e os dados preliminares das duas primeiras expedições. Segundo Newton, a terceira e última etapa da expedição ainda está em andamento e ocorrerá nos Andes (Peru) e está prevista para o mês de julho de 2017.

Nice-Sul-de-França-770x439_cO tema é sobre os sistemas de informação geográfica e foi realizado em Nice, no Sul da França

“Nestas duas primeiras etapas da expedição nós documentamos o estado presente do rio Amazonas, da nascente ao estuário, a partir de Iquitos, no Peru, até sua foz, no Amapá, analisando a temperatura ambiente do rio e a qualidade da água durante todo o percurso, em período de seca. Desta forma, este trabalho de observação constitui um tema recorrente e de interesse sobre a interação da biosfera-atmosfera na Amazônia”, disse Newton.

Para o bolsista da Fapeam, Robson Calazães, esta pesquisa se torna importante também para os alunos que estão iniciando uma carreira científica. “A oportunidade atual que esta pesquisa oferece é de suma importância para a nossa formação acadêmica e para as próximas pesquisas e trabalhos científicos. Nós temos a chance de aprender e colocar em prática os nossos ensinamentos, e a Fapeam é a responsável por isso”, afirmou Calazães.

rio-amazonas_governo-federal_divulgacao_capaNestas duas primeiras etapas da expedição foram documentados o rio Amazonas, da nascente ao estuário, a partir de Iquitos, no Peru, até sua foz, no Amapá

Na terceira etapa da expedição ainda serão estudadas a radiação, a umidade, a precipitação e a direção do vento, juntamente com os critérios de estação de seca na Amazônia. Outras apresentações sobre a expedição estão previstas para ocorrem em julho deste ano, no congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio de Janeiro, e em dezembro durante o evento científico da União Geofísica das Américas, que será realizado em Los Angeles (Califórnia), nos EUA.

Pesquisadores

 

Repórter- Ada Lima (Agência Fapeam)

Fotos- Divulgação

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