Seped divulga o resultado preliminar das OSCs habilitadas conforme os requisitos do Edital de Chamamento Público nº 01/2017

  O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped), divulgou nesta sexta-feira, 12 de maio, o resultado preliminar das 27 Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que estão aptas a receber os repasses do Edital de Chamamento Público 01/2017. Os recursos na ordem de R$ 3 milhões serão [...]



(RSS generated with FetchRss)

Inpa abre inscrições para Mestrado Profissional em Gestão de Áreas Protegidas da Amazônia

Das 15 vagas, cinco são destinadas a candidatos de outros países que compõem a Bacia Amazônica

Da Redação – Ascom Inpa

De 22 de maio a 1º julho, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) estará com as inscrições abertas para o processo de seleção do curso de Mestrado Profissional em Gestão de Áreas Protegidas da Amazônia (MPGAP). Serão oferecidas 15 vagas, com início das aulas ainda este ano. As inscrições para o doutorado em Biologia (Ecologia) e em Ciências de Florestas Tropicais continuam abertas.

Conforme a Coordenação de Capacitação (Cocap/Inpa), o edital contendo informações e o formulário de inscrição pode ser acessado, a partir desta sexta-feira (12), na página da pós-graduação do Inpa. Das 15 vagas, cinco são destinadas a candidatos de outros países que compõem a Bacia Amazônica.

Os exames de ingressos do MPGAP serão realizados em duas etapas. A primeira etapa constará de três provas e terá caráter eliminatório. A segunda etapa consistirá de análise de currículo e carta de intenções e, se necessário, da entrevista. Esta etapa tem caráter classificatório.

As atividades Programa terão início em 11 de setembro de 2017 e a parte presencial, obrigatória, será ministrada até 17 de novembro de 2017 em regime de internato ininterrupto.

Doutorado

Os interessados em cursar o doutorado em Ecologia podem se inscrever até o dia 30 de junho de 2017 para o ingresso em agosto (8 vagas) e, até 30 de setembro de 2017, para o ingresso em novembro (2 vagas). Os candidatos podem acessar o edital para outras informações.

Já para o doutorado em Ciências de Florestas Tropicais as inscrições para o ingresso em agosto (5 vagas) serão aceitas até de 30 de junho de 2017 e para o ingresso em novembro (2 vagas), até 30 de setembro de 2017. Mais detalhes de como participar da seleção podem ser obtidas no edital.

Especialistas debatem em Roda de Conversa Ética na pesquisa com seres humanos

Toda pesquisa com ser humano precisa passar por um Comitê de Ética para que seja aprovada. No Inpa, o Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos fica localizado no térreo da Diretoria

 

Por Karem Canto – Ascom Inpa

Fotos: Luciete Pedrosa

 

“Pensar nas pesquisas com seres humanos, na postura correta do pesquisador e nas dificuldades na hora da avaliação dos projetos de pesquisas pelo Comitê de Ética é fundamental”. A afirmação é da mestre e doutoranda em Antropologia Social pelo PPGAS do Museus Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marlise Rosa, em bate-papo da Roda de Conversa sobre “Ética na pesquisa com seres humanos”, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC).

 

Para Marlise Rosa, o procedimento de informar a finalidade da pesquisa para os grupos para os quais se trabalha, além da consciência dos dados que se produz e dos usos e das repercussões que esses dados possam ter são os princípios básicos éticos e morais para qualquer pesquisador que esteja trabalhando diretamente com outro ser humano. 

 

“Você tem todas essas implicações de fazer pesquisas com seres humanos”, diz a doutoranda. “Nas Ciências Humanas e Sociais a gente acaba tendo uma dificuldade muito grande por conta de as pesquisas nesta área estarem subordinados à normatização oriunda do Conselho Nacional de Saúde, cujas premissas e problemáticas se pautam na biomedicina”, acrescenta Marlise.

 

 

3RodadeConversaotoLucietePedrosa6

 

Segundo o secretário do Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos (CEP), o servidor Augusto Vital, toda pesquisa com ser humano necessita passar por um Comitê de Ética para que seja aprovada e, posteriormente, publicada. “O Instituto analisa todas as pesquisas necessárias, desde um questionário com perguntas até uma análise clínica”, destaca, acrescentando que, por essa análise ética, é feito um parecer que autoriza ou não que a pesquisa seja realizada.

 

Para Vital, uma das principais dificuldades do CEP é que as pessoas não buscam conhecer as normas que tratam da ética em pesquisas com seres humanos. Na visão do secretário do CEP, a partir do momento em que as pessoas começarem a entender que existe essa necessidade legal, essas dificuldades irão desaparecer. “Não é algo difícil ou ruim. O que acontece é que as pessoas realmente não sabem que existe”, diz ele, lembrando que a legislação das pesquisas com seres humanos data de mais de 20 anos (1996).

 

Em 2016, o CEP/Inpa recebeu 41 projetos de pesquisa envolvendo seres humanos para serem avaliados. O envio de projetos acontece de forma contínua, e o Comitê tem o prazo de 40 dias para avaliar o projeto: são dez dias para checagem de documentos, e havendo aceitação total, mais 30 dias para o Comitê emitir o parecer inicial. O coordenador do CEP é o pesquisador Cristóvão Costa, doutor em Microbiologia (Virologia).

 

3RodadeConversaFotoLucietePedrosa

 

Na opinião do pesquisador do Inpa, George Rebelo, um dos convidados da Roda de Conversa, há uma preocupação de levar os projetos para obter a aprovação do Comitê de Ética. “É uma tendência crescente, hoje, impulsionada pela dificuldade de se publicar um artigo sem a aprovação do CEP”, diz.

 

O pesquisador destaca que outros aspectos precisam de atenção, como o uso das metodologias participativas e suas abordagens. Segundo Rebelo, muita gente, hoje, tem se utilizado de metodologias participativas porque são técnicas poderosas capazes de gerar uma grande quantidade de informação em pouco tempo. “Isso também termina sendo uma informação que, por ser compartilhada por grupos sociais, é difícil de ser particularizada. Então, a exposição ao risco se dá da mesma forma”, ressalta. 

 

A 3ª edição da Roda de Conversa aconteceu na última quarta-feira (10), na sala de Estudos da Biblioteca do Inpa, e contou com a presença do diretor Luiz Renato de França, pesquisadores, professores e estudantes de pós-graduação. A atividade é uma iniciativa da Coordenação de Extensão (Coext) do Inpa, sob a responsabilidade da pesquisadora Rita Mesquita. O objetivo é estimular o debate sobre assuntos de interesse da comunidade, buscando a construção de uma visão mais cidadã sobre os assuntos em foco.

 

Os encontros mensais são abertos ao público externo e interno da Instituição e acontecem na segunda quarta-feira de cada mês, às 16h, na Sala de Estudos da Biblioteca do Inpa, situada no Campus I, bairro Petrópolis, Manaus (AM). O próximo tema será sobre “O acesso ao conhecimento tradicional e a partição de benefícios”.

 

 3RodadeConversaFotoLucietePedrosa7

 

Pesquisas na Antropologia

 

Segundo Marlise Rosa, a Comissão Brasileira de Antropologia, por meio do GT de Ética, desde 2013, trabalha para a construção de uma resolução específica no que toca às pesquisas de Ciências Humanas e Sociais. “Essa resolução, depois de muita luta, de muitas críticas ao que se entende como autoritarismo e corporativismo das áreas biomédicas, conseguiu, no ano passado, ser aprovada”, conta.

 

Segundo ela, apesar de ser algo recente que ainda está em discussão, sendo revisto e problematizado, essa resolução, que regulamenta as pesquisas nas Ciências Humanas e Sociais é um passo muito interessante para que possa conseguir pensar, de novo, numa forma enquadrada eticamente. “Muito embora a Associação Brasileira de Antropologia tenha seu Código de Ética, que é o que acaba orientando as nossas pesquisas. Nele, todos esses direitos do antropólogo, enquanto pesquisador, são subordinados aos diretos da população com as quais ele trabalha”, ressalta.

 

Um ponto positivo para a debatedora é o fato de terem o próprio Código de Ética aqui que regulamenta e condiciona as pesquisas. “A gente consegue ter um certo conhecimento das pesquisas que são feitas. Já teve casos de antropólogos que foram desligados da Associação Brasileira de Antropologia justamente por não estar cumprindo essas deliberações éticas de pesquisas” afirma.

 

Dentro da Antropologia, um exemplo claro dos usos desses dados e das proporções que as pesquisas tomam é a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). De acordo com Marlise, uma CPI que foi criada em 2015, recriada em 2016 e semana passada divulgou o relatório. Nele, há uma lista enorme de antropólogos, agentes indigenistas, procuradores da república e lideranças indígenas indiciados.

 

“A CPI foi criada sob interesse da bancada ruralista justamente para estar revendo os laudos antropológicos no que toca a demarcação das terras indígenas. Esses antropólogos são acusados de associação criminosa, incitação ao crime, falsidade ideológica, entre outras coisas”, disse Marlise.  “Ou seja, isso ilustra muito o nosso fazer antropológico, o nosso comprometimento político, ético com essas questões e as proporções que isso toma. O exemplo da CPI é muito claro nesse sentido”, completou.

EcoCaminhada reunirá cerca de 200 pessoas neste sábado no Bosque da Ciência do Inpa

Os participantes farão um percurso de 2,5 quilômetros pelas trilhas do Bosque da Ciência com exercícios funcionais, zumba e atividades para as crianças

Da redação – Ascom Inpa

Fotos: Paulo Mindicello

Para estimular a integração entre os servidores e a prática de exercícios para uma vida saudável, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC) realiza neste sábado de manhã (13), a partir das 7h30, a 3ª edição da EcoCaminhada do Instituto. Cerca de 200 pessoas se inscreveram na caminhada que terá um percurso de 2,5 quilômetros pelas trilhas do Bosque da Ciência - um fragmento florestal do bioma amazônico em área urbana de Manaus - além de exercícios funcionais, zumba, e para as crianças atividades específicas.   

A EcoCaminhada marca o encerramento da III Semana de Qualidade de Vida que iniciou na última segunda-feira (8), com palestras que envolviam o tema central Bem-Estar no Trabalho: ética e aspectos do assédio moral. A Semana é uma das ações do Programa Qualidade de Vida do Instituto, iniciado em 2014, com o objetivo de promover ações de bem-estar e que estimulem a comunidade do Inpa a exercer hábitos saudáveis a fim de obter uma melhor qualidade de vida.   

De acordo com a comissão organizadora da Ecocaminhada, foi preparada uma programação especial para atender adultos e crianças que participarão da atividade.  Neste ano, o percurso iniciará no restaurante do Inpa (Campus1), passando pela Trilha Suspensa, percorrendo o Paiol da Cultura e Lago Amazônico, onde acontecerá uma parada, no Chapéu de Palha, para a realização de exercícios funcionais e zumba; em seguida, subirá pela trilha do peixe-elétrico, passando pela Casa da Ciência, tanques do peixe-boi, Laboratório de Mamíferos Aquáticos, retornando ao restaurante.

 

Ecocaminhada3FotoPauloMindicello

 

“A EcoCaminhada será um momento de lazer em que a comunidade poderá aproveitar a beleza natural e a manhã de sábado para trazer a família”, diz a presidente substituta do Programa de Qualidade de Vida (PQV/Inpa), a técnica Pollyanne Simas, que é engenheira em Segurança do Trabalho.

De acordo com Simas, a EcoCaminhada terá o acompanhamento dos profissionais de educação física Ítalo Figueiredo, da Academia EcoTraining, e de Mirna Miyamoto, técnica do Inpa.

A comissão organizadora lembra que no dia da caminhada os participantes devem estar trajando roupas leves e calçados fechados (tênis) e levar uma fruta para compor a mesa de frutas. Além disso, solicita aos inscritos que levem 1kg de alimento não perecível em colaboração ao Ato Solidário, que acontecerá após o encerramento da III Semana de Qualidade de Vida.       

Entrega de Kits

 

Ecocaminhada2 Foto Paulo Mindicello Cópia

 

Os 150 primeiros inscritos (aqueles que se inscreveram no 1º lote) na Ecocaminhada receberão o Kit nesta sexta-feira (12), no Restaurante do Inpa, nos seguintes horários: 9h às 12h e 14h às 17h. O público externo deve se dirigir à Portaria da Av. Rodrigo Otávio, apresentar documento de identificação, e se dirigir ao Restaurante do Instituto. As inscrições continuam abertas para a EcoCaminhada (2º lote), mas o participante não terá direito a kit e medalha.

Oficinas

Nesta sexta-feira (12) acontecerão duas oficinas. Uma é “Conhecimento sobre o poder mental: Em busca de uma vida mais saudável e produtiva”- com Dr. Luiz Antonio Oliveira, pesquisador do

Instituto, a partir das 8h, no Auditório da Ciência (Bosque). A outra é “Ecogastronomia: Comer bem sem gastar muito. O bom, limpo e justo”- com a Dra. Dionísia Nagahama, pesquisadora do Inpa, a partir das 14h, no Laboratório de Nutrição, campus 1. As inscrições já encerraram.

Patrocínio e Apoio

A III Semana de Qualidade de Vida conta com o patrocínio oficial da Fipecq Vida e o apoio de vários parceiros: Buffett Bordon, Centro de Artes/Ufam, Ifam, Empório Rodrigues, Hotel dez de julho, Boto da Amazônia, Caixa Econômica Federal, Sorvetes Toya, Assinpa, Restaurante Zero1, Cia. Rapel Adventure, Encontre sua viagem, Amway, Purific, Jafra, L'Bel, Boulevard Monde, Avon, Unimarca, Leve Pizza, Academia Ecotraining, Studio Marcella Laurentini, Casa de Bolos Bola Bolo.

Mais informações

Para mais informações, os interessados devem ligar para 92 3643-3139/ 3741 (Pollyanne ou Leila) ou enviar e-mail para qualidadedevidainpa@gmail.com.

Todas as notícias em um só lugar